Caderno de apoio Master MASTER /// JURIS

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03/11/2018. Professor Hugo Penna

Transcrição:

Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria/Aula : Direito Processo Tributário Aula 07 Data: 23.10.2014 Professor: Mauro Luis Rocha Lopes Conteúdo: Execução Fiscal Art. 6º, 7º e 8º. Monitora: Carmen Shimabukuro Hoje vamos tratar da parte 3 da apostila. Art 6º da LEF Art 6º da LEF vamos tratar da petição inicial da execução fiscal. Art. 6º A petição inicial indicará apenas: I o juiz a quem é dirigida; II o pedido; e III o requerimento para a citação. 1º A petição inicial será instruída com a Certidão da Dívida Ativa, que dela fará parte integrante, como se estivesse transcrita. 2º A petição inicial e a Certidão de Dívida Ativa poderão constituir um único documento, preparado inclusive por processo eletrônico. 3º A produção de provas pela Fazenda Pública independe de requerimento na petição inicial. 4º O valor da causa será o da dívida constante da certidão, com os encargos legais. A PI na execução fiscal é muito econômica, quase telegráfica. Na PFN a PI (petição inicial) e a certidão da divida ativa são preparados num único processo automatizado. 1

A PI não descreve os fatos pq uma vez inscrita na divida ativa o credito presume-se liquida e certa. Por isso alguns autores definem a CDA como a própria causa de pedir por isso a desnecessidade da fazenda narrar a estória. No 3º é totalmente desnecessária pq a execução fiscal não é processo de conhecimento e não demanda prova. A prova pode ocorrer incidentalmente em embargos. No 4º trata do valor da causa. Deve compreender o conteúdo econômico do pedido e é o vl atualizado da divida, incluídos os encargos previstos em lei. Qdo o encargo é legal já está embutida na inscrição. Certos encargos são judiciais como os honorários advocatícios, isso veremos qdo tratar do art 7º. Uma previsão da lei 8212, no seu art 53 e se relaciona a PI. Por esse artigo na PI o ente exequente federal pode desde logo indicar bens do devedor passiveis de penhora, requerendo ao juiz que essa penhora seja realizada concomitantemente com a citação. Logo fazer remissão ao art 6º da LEF o art 53 da lei 8212/91. É execução proposta pela União ou autarquia federal. Nesse caso o processo tem um desvio de roto, pois normalmente o devedor é citado para pagar ou garantir o juízo em 5 dias. qdo a fazenda publica federal se vale da previsão do art 53, o juiz deverá fazer a penhora concomitantemente com a citação. Feita a penhora os bens ficam indisponíveis. A penhora, que é uma constrição judicial, não impede a alienação do bem. A alienação não livra o bem da penhora. Então para o fisco não faz diferença. Se tiver algum risco ao bem a fazenda pode requerer a busca e guarda em deposito publico. Se o devedor efetua o pgto da divida, a penhora é levantada. Estados, DF, municípios e respectivas autarquias podem indicar na PI bens passiveis de penhora qdo propõem a execução fiscal? Com base no art 53 da lei 8212 não pode pois só aplicável a união e autarquia. Mas pode fazê-lo com base no art 652, 2º do CPC aplicável subsidiariamente. O que não pode é a penhora ser realizada concomitantemente com a citação, pois o CPC nada diz sobre isso. É possível a cumulação de pedidos na execução fiscal? Ex União é credora de determinado sujeito por credito tributário e não tributário. O cara deve à União IR, laudêmio (por ter alienado área de marinha) e multa de trânsito (é receita publica derivada sem natureza tributaria). Art 573 do CPC se aplica subsidiariamente ao executivo fiscal. Fazer remissão ao art 6º da LEF o art 573 do CPC. Isso é uma regra de econômica, pois aproveita-se o mesmo processo de execução, com uma única penhora pode satisfazer as três dividas do mesmo devedor. se a União tem limite mínimo de 20 mil reais para propor ação fiscal é pq um processo custa 20 mil reais e 2

se a divida não ultrapassa esse vl a execução será antieconômica, por isso da possibilidade de cumular os pedidos. União pode cumular execução de titulo judicial com CDA? Art 573 do CPC permite isso. Art 7º da LEF Art. 7º O despacho do juiz que deferir a inicial importa em ordem para: I citação, pelas sucessivas modalidades previstas no art. 8º; II penhora, se não for paga a dívida, nem garantida a execução, por meio de depósito, fiança ou seguro garantia; (Lei nº 13.043/14) III arresto, se o executado não tiver domicílio ou dele se ocultar; IV registro da penhora ou do arresto, independentemente do pagamento de custas ou outras despesas, observado o disposto no art. 14; e V avaliação dos bens penhorados ou arrestados. O caput traz a expressão despacho mas não é tecnicamente adequada. É o caso de cite-se e embutido nesse despacho todas essas ordens poderão ser cumpridas. Isso é para evitar as idas e vindas do processo ao juízo. Despacho que defere a PI ver o art 652-A do CPC que se aplica subsidiariamente as execuções fiscais. É execução por titulo extrajudicial, logo não houve processo de conhecimento prévio. Se em 3 dias o devedor paga a divida está extinta e o credor fica prejudicado pois teve que pagar advogado para propor a execução, por isso o juiz tem que fixar os honorários na PI. Diz cite-se e fixo honorários em 5%. O que desvirtua tudo isso é o EOAB, segundo a qual os honorários pertencem ao advogado. O objetivo é indenizar a parte pela despesa que teve para propor a ação. Mas o lobby da OAB é muito forte, pois não conseguiu que essa norma fosse suprimida ou inconstitucionalidade declarada. (na realidade os honorários deveriam ir para a parte, ao ver do professor). Esse art 652-A não é aplicável a execução fiscal proposta por União e autarquias, salvo Bacen. Isso é por conta do Decreto lei 1025/69 que estabelece que inscrita a divida ativa pela União, automaticamente agrega-se ao montante em cobrança o encargo de 20%. Esse encargo de 20% serve para custear todas as 3

despesas que a União teve para constituir a CDA e inclui a verba honorária, por isso o juiz não fica esse honorário pois senão configuraria excesso. As autarquias passaram a ter direito a esse encargo de 20% com base na lei 10522, art, 37-A com redação dada pela lei 11941/09. Esse encargo pode ser reduzido? No Decreto lei 1025 tem uma hipótese em que esse encargo é reduzido e trata-se qdo o pgto é feito após a inscrição mas antes do ajuizamento da execução fiscal. Vai reduzir pela metade 10%. Art 652-A esses honorários podem ser reduzidos? No p único desse artigo diz que se houver integral pagto no pz de 3 dias a verba honorária será reduzida pela metade. No executivo fiscal estadual o pz do mandado é de 5 dias, logo se o devedor paga a divida no pz do mandado, 5 dias, é razoável que a verba honorário seja reduzida pela metade. Juiz fixou honorários em 5%. O devedor não paga e tem penhorados. Intimado da penhora o devedor apresenta embargos. A fazenda é citada e impugna os embargos. O juiz dá a sentença rejeitando os embargos e condena o embargante em 10% de honorários. Esses 10% substitui a condenação inicial ou é aplicada cumulativamente? Antigamente defendia-se que o juiz fixa honorários provisórios. Se for embargada o juiz substitui os honorários iniciais pela dos embargos. Essa tese não prevaleceu no âmbito no STJ. Para o STJ os honorários são cumulativos, pois são dois processos; um de execução e outro de embargos ainda que incidental, até pq a parte pode ter dois advogados, um para execução e outros para embargos. Os honorários fixados na execução pressupõe que a execução é pertinente. Se for impertinente e extinguir não vai condenar do executado essa verba. Qdo for o caso de observar o encargo de 20% do DL 1025 o juiz não se preocupa com honorários nem na inicial da execução e nem nos embargos, pois os 20% compreendem toda a verba honorária devida a União independentemente da execução ser embargada ou não. O TFR tinha sumula sobre esse tema: Sumula 168 TFR. O encargo de 20% do Decreto Lei 1025, de 1969, é sempre devido nas execuções fiscais da União e substitui, nos embargos, a condenação do devedor em honorários advocatícios Se Oe embargos forem acolhidos o juiz extingue a execução e condena a União ou autarquia federal em honorários. É comum alguns juízes indeferirem a PI por considerar o vl reduzido. Essa manifestação judicial é incabível por violar o direito de acesso ao judiciário e viola a autonomia do credor. Por isso o STj sumulou isso: A extinção das ações de pequeno valor é faculdade da Administração Federal, vedada a atuação judicial de ofício. (Súmula 452 STJ) 4

Cabe ao credor decidir se vai propor ou não, salvo se a lei definir um vl mínimo. Ex1: Art 65 da lei 7799/89 delega ao ministro da fazenda esse vl mínimo O art. 65 da Lei nº 7.799/89, em seu parágrafo único, dispõe que o Ministro da Fazenda poderá dispensar a constituição de créditos tributários, a inscrição ou ajuizamento, bem assim determinar o cancelamento de débito de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional, observados os critérios de custos de administração e cobrança. Isso veio regulamentado pela Portaria do MF 75: A regulamentação da citada previsão encontra-se em vigor através da Portaria MF nº 75, de 22 de março de 2012, que determinou o não ajuizamento de execuções fiscais de débitos com a Fazenda Nacional cujo valor consolidado seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), excluídas as multas criminais. Isso só vale para a União, fazenda nacional. Na lei 12514/11 traz o limite aos conselhos e corresponde a 4 vezes o valor cobrado na anuidade e não são 5 pois senão ocorre a prescrição. Para os conselhos profissionais, entidades autárquicas federais, aplicase a Lei 12.514/2011, prevendo esta que tais entes não executem em juízo dívidas referentes a anuidades inferiores a 4 (quatro) vezes o valor cobrado anualmente da pessoa física ou jurídica inadimplente, sem prejuízo à realização de medidas administrativas de cobrança, aplicação de sanções por violação da ética ou suspensão do exercício profissional (art. 8º, caput, e parágrafo único). Art 8º da LEF Art. 8º O executado será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, pagar a dívida com os juros e multa de mora e encargos indicados na Certidão de Dívida Ativa, ou garantir a execução, observadas as seguintes normas: I a citação será feita pelo correio, com aviso de recepção, se a Fazenda Pública não a requerer por outra forma; 5

II a citação pelo correio considera-se feita na data da entrega da carta no endereço do executado; ou, se a data for omitida, no aviso de recepção, 10 (dez) dias após a entrega da carta à agência postal; III se o aviso de recepção não retornar no prazo de 15 (quinze) dias da entrega da carta à agência postal, a citação será feita por oficial de justiça ou por edital; IV o edital de citação será afixado na sede do juízo, publicado uma só vez no órgão oficial, gratuitamente, como expediente judiciário, com o prazo de 30 (trinta) dias, e conterá, apenas, a indicação da exequente, o nome do devedor e dos corresponsáveis, a quantia devida, a natureza da dívida, a data e o número da inscrição no Registro da Dívida Ativa, o prazo e o endereço da sede do juízo. 1º O executado ausente do País será citado por edital, com prazo de 60 (sessenta) dias. 2º O despacho do juiz, que ordenar a citação, interrompe a prescrição. O executado é citada para pagar a divida em 5 dias ou garantir a execução. No CPC, com a reforma das execuções, o devedor passou a ser citado para pagar a divida em 3 dias, contado do pz da citada, e não da juntada do mandado dos autos. A partir da juntada do mandado ele tem 15 dias para embargar. A execução fiscal o tratamento é diferente. O executado é citado para em 5 dias pagar a divida. A regra geral é que a citação seja pelo correio. A citação é considerada feita na data de entrega da carta ao executado. Somente se frustra a execução por carta é que se fará por oficial e somente frustrada essa que será feita por edital. O edital tem que ter os elementos do inciso IV. Finalizado o pz de 30 dias considera-se realizada a citação. STJ tem a sumula 429 diz que qdo a citação postal qdo autorizada por lei, deve ser feita com aviso de recebimento. A LEF prevê a citação postal e a AR. A fazenda não paga os correios e quem paga será a justiça. A citação por correio é considerada realizada na data da entrega da carta ao executado o,não há exigência que o próprio executado firme o AR. Se for o porteiro que recebeu é considerada válida. Fazer remissão no inciso II do art 8º da LEF ao art 12, 3º da LEF que trata da intimação da penhora. Se na AR de citação não tiver a assinatura do executado, qdo o bem for penhorado o executado deve ser intimado 6

pessoalmente. O pz mais importante na ótica do devedor não é o pz da citação, será o pz da defesa que se dá aos embargos e corre a partir da penhora. Citado por edital o devedor não paga e nem nomeia bens a penhora. Que providencia o juiz deve adotar? Pelo art 9º, II do CPC, o juiz deve nomear curador especial por ser revel citado por edital ou por hora certa. Sumula 196 do STJ nesse sentido. Esse curador terá legitimidade para oferecer embargos. A citação por edital tem que ser precedida de arresto. O art 7º traz a ordem inicial a ser realizada, determina o arresto no caso do devedor não ter localizado. Os bens ficam ligados ao processo executivo. Não podem ser penhorados pois tem que ser precedida de citação. Daí o juiz faz a citação por edital. Expirado o pz do edital espera mais 5 dias. se o devedor não aparece, o juiz nomeia ao devedor um curador especial (art 9º, II do CPC), convola o arresto em penhora, pois já fez a citação, e intima o curador especial pessoalmente da penhora, pois o pz dos embargos correra a partir da intimação desse curador especial. Se o executado esta fora do pais, será citado por edital, independe se esta em local certo ou não, se está ausente do pais será citado por edital com pz de 60 dias. não é caso de citação por carta rogatória ( 1º do art 8º da LEF). Se ele não aparece no pz de 60 dias e não paga em 5 nomeará curador especial. Sumula 414 do STJ: A citação por edital na execução fiscal é cabível quando frustradas as demais modalidades. 2º do art 8º - fazer remissão ao art 174, p único, I do CTN. Despacho eu ordena a citação interrompe a prescrição. Antes de 2005 divida ativa não tributaria o mero despacho interrompia a prescrição. qdo a divida era tributaria tinha que haver a citação para interromper a citação. Com LC 118 de 2005 que modificou o art 174. Uma vez interrompida vii permanecer interrompida até o processo ser finalizado. Pode voltar a correr e vamos estudar os casos. O STJ entende que a interrupção da prescrição retroage a data da propositura da ação, aplica subsidiariamente ao art 219, 1º do CPC, logo fazer remissão desse dispositivo ao art 8º, 2º da LEF. Não aplica essa previsão o STJ no caso da demora imputável a própria fazenda. Ex juiz encontra defeito na CDA antes de mandar citar devedor e intima a fazenda par corrigir o defeito na CDA. A fazenda demora a corrigir e a prescrição flui. A fazenda contribuiu a demora na citação. 7

Aula que vem veremos as garantias: deposito, penhora, fiança, seguro garantia, impenhorabilidade, etc. 8