velocidade O celeiro das feras da fórmula1 Conheça o berçário dos melhores pilotos do mundo e descubra quem serão os próximos a despontar nas pistas mais importantes do automobilismo.
texto e fotos Valeria Zoppello história de Sebastian Vettel parece ecoar pelos corredores. Era por aqui que ele circulava. Nos mesmos corredores que olheiros buscam o próximo nome que conquistará a bandeira quadriculada e terá com ela uma relação, acima de tudo, muito lucrativa. Estou em Mônaco, na etapa da Formula Renault 3.5. O que está em jogo é mais do que um título. Os pilotos aceleram pela rara oportunidade de pilotar a mais apaixonante das máquinas do automobilismo: um Fórmula 1. Para um piloto, a busca pelo graal das pistas não pode demorar. Se ele não consegue demonstrar seu potencial, certamente esquentará os assentos do paddock. Não basta ter competência e patrocínio, é preciso mostrar serviço. E muito rápido!, enfatiza Ricardo Tedeschi, um dos principais managers de pilotos brasileiros. SÃO TRÊS ANOS NO MÁXIMO, SENÃO, VOLTA PRA CASA, atesta o piloto paulistano André Negrão que estreou na categoria em 2011. Para tornar a jornada ainda mais difícil, cada equipe tem dois carros e até quatro pilotos. Trocando em miúdos: uma pancada no guard rail pode ser o desastre que comprometerá não só um carro, mas toda uma promissora carreira. A Formula Renault 3.5 foi criada em 2005. Os carros tecnologicamentr semelhante aos de Fórmula 1 e o pouco espaço para amadores fizeram com que em dois anos o campeonato se transformasse no berçário da Fórmula 1. A prova de que a grande chance está a um palmo
é comprovada pelo regulamento: o campeão da temporada é testado pela equipe de Fórmula 1 da Renault. Embora ainda não tenham o prestígio de um piloto de proa, a atmosfera das provas lembra muito a de um Grand Prix. Belas mulheres desfilam em saias curtíssimas e pilotos preocupados com os ajustes do carro. Descobrir um segredo de suspensão é como encontrar um tesouro perdido. Claro, enquanto as equipes trabalham, o acesso aos boxes é restrito. Tudo para não atrapalhar a busca pelo primeiro lugar e alguns milhões de euros em conta. Afinal, estar em uma equipe consagrada é um passo a mais para um piloto ganhar visibilidade. Apesar da disputa, existe muita amistosidade, mas fica claro que todos miram os resultados do boxe ao lado. Eles sabem que quem vencer uma prova talvez não deixe seu nome gravado na história, mas certamente o fará na cabeça de quem realmente interessa: os olheiros. Há inveja entre eles? Ao menos não demostram. Afinal, além de talento é preciso ser um político de mão cheia para garantir seu lugar ao cockpit de um F-1. Os rapazes aprendem isso com rapidez. Receber patrocinadores nos boxes, ser solidários com a imprensa e ceder autógrafos de maneira sempre simpática, faz parte da lição de casa. Em Mônaco, os pilotos participam até de desfiles de moda beneficentes. Como disse uma vez o eterno ídolo Ayrton Senna: A fórmula 1 é política e muito dinheiro, e quando você está chegando lá, tem que passar por isso.
Qual dos gladiadores modernos será a nova estrela da almejada Fórmula 1 nos próximos cinco anos? O nome de quem será ouvido nas transmissões dos domingos? Aposta nacional nº1 André Negrão Nascimento: 17/06/1992 Início de carreira: 2008 Estreia na Fórmula Renault: 2011 Equipe: Draco Racing Melhor colocação: 9º lugar em Aragón (Espanha) Carinhosamente chamado de Deco, André é um garoto prodígio. Este paulistano de 19 anos é o segundo piloto mais jovem da categoria. Correndo na equipe Draco Racing, a mesma que lançou Rubens Barrichello e Felipe Massa, André tem mostrado muita seriedade e empenho na busca da realização de seu objetivo. A maturidade, um dos pontos chave para brilhar, André mostrou que tem ainda adolescente, quando abandonou a vida no Brasil para morar em outro continente. Não perdi a juventude, ao contrário! Aprendi rápido outra lingua, outra cultura e a me virar sozinho rebate. Amparando cada quilômetro percorrido estão o pai de André, o ex-piloto Guto Negrão, e o mais
Aposta nacional nº2 Cesar Ramos Nascimento: 25/07/1989 Início de carreira: 1998 Estreia na Fórmula Renault: 2011 Equipe: Fortec Motorsport Melhor colocação: 4º lugar em Monza (Itália) Ao contrário de seu conterrâneo André Negrão, o gaúcho de Novo Hamburgo, Cesar Ramos, começa a ver a ampulheta correndo contra ele. Com 21 anos e correndo com a equipe Fortec Motorsport, Cesar sabe que lhe resta pouco tempo para alcançar o Olimpo do automobilismo. Ainda mais nos dias de hoje, em que os pilotos engrenam na Formula 1 cada vez mais jovens. Um exemplo maior da tendência é ninguém menos do que Sebastian Vettel, que em 2009, com apenas um ano a mais que Cesar, tornou-se o mais jovem campeão mundial da história da Fórmula 1. Nem por isso as chances de Cesar estão esgotadas. Em 2010, ele mostrou sua destreza ao volante ao ganhar o almejado título da Formula
Daniel Ricciardo A aposta Internacional Se por acaso, nenhum destes dois brasileiros despontar a ponto de ter seu nome bradado aos quatro cantos por Galvão Bueno, você ainda tem uma carta na manga antes de apostar uma caixa de cerveja com os amigos. E o nome dele é Daniel Ricciardo. Esse australiano de 21 anos está competindo na Fórmula Renault 3.5 e já é piloto de testes da equipe Hispania de Formula 1. Seu início aos nove anos no kart ajudou para que ele se tornasse íntimo da velocidade. Aos 17, conquistou o título da Fórmula Renault européia e anos depois estreou na Fórmula Renault 3.5 em apenas uma corrida. Chegou muito perto de consagrar-se campeão em 2010, o primeiro ano em que disputou o campeonato. Em seguida foi confirdo como piloto da Red Bull Racing para a corrida de jovens pilotos na Marina Yas Circuit. Ricciardo fez uma volta 1,3 segundo mais rápida do que Sebastian Vettel. Em 2011 foi confirmado com piloto de testes da equipe Toro Rosso. Alguém aí duvida que a Austrália terá
s diferenças Circuitos Provas Treinos Pneus 64pt 52pt Pontuação Fórmula Renault 3.5 A temporada tem nove etapas com rodadas duplas. Em cada final de semana há uma corrida no sábado e outra no domingo. Ambas as corridas tem duração de 44 minutos mais uma volta. A segunda inclui uma parada obrigatória em um momento definido previamente. As equipes têm direito a seis horas de testes privados por carro, em pistas que não estão na temporada. Duas sessões de 75 minutos de testes coletivos são realizados às sextas-feiras que antecedem as provas. Testes fora das sessões coletivas são proibidos. É exigido o uso de pneus do mesmo fabricante para todos os competidores e o numero de jogos usados em cada etapa são pré-determinados. No treino de sexta-feira, podem ser usados dois novos conjuntos. Nos sába- São dois campeonatos distintos: um para os pilotos e um para as equipes. Pontos marcados por ambos os pilotos contam para a classificação da equipe e todos os resultados contam para o Fórmula 1 A temporada anual tem 19 etapas, com apenas uma corrida por final de semana. A corrida é definida de acordo com o menor número de voltas necessárias para atingir 305 km de percurso (Mônaco é exceção, com 206,5 km). A prova não pode ultrapassar duas horas de duração. Os pilotos podem participar de duas sessões de uma hora e meia na sexta-feira, uma hora no sábado de manhã e a classificação à tarde. As sessões de sexta-feira não são obrigatórias, mas os pilotos devem participar de pelo menos uma das três sessões no Todos as equipes utilizam pneus do mesmo fabricante, Pirelli. Há dois tipos de pneus com diferentes e é obrigatorio a utilização dos dois jogos de pneus durante a corrida. Os pilotos pontuam de acordo com uma tabela escalonada. A única exceção a isso é quando uma corrida é suspensa e nao pode ser reiniciada. Se pelo menos 75% da prova for completa-
s carros Motor Cambio Peso (sem carga) Fórmula Renault 3.5 425 hp - 3,5l - V6. Em conjunto com a F Soluçoes, a Renault Sports Technologies desenvolveu um motor totalmente novo, com base no bloco de cilindro de aluminio, utilizados no Nissan 350Z Coupe. Além do bloco de cilindros, todas as peças utilizadas Semi automático, caixa sequencial. Equipado com seis marchas mais a marcha ré, com mudança no volante. O pedal de embreagem foi retirado, dando a possibilidade da utilização do pé esquerdo para frangem. 640 Motor tipo 056, 8 cilindros, 32 valvulas desenvolvendo por volta de 800 hps de potencia. Peso de 95 kgs. Com distribuiçao pneumatica. Injeçao e igniçao elétricas. Utiliza combustivel Shell V- -Power Longitudinal, semi automatico e caixa sequencial. Sete marchas e mais a ré. A troca de caixa de cambio é permitida em até cinco corridas, mas na troca, obriga o piloto a descer cinco posiçoes no grid de largada. 600 Fórmula 1
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