LENDA DA SERRA DO NÓ A lenda do Castelo da Serra do Nó, perto de Viana de Castelo, é do tempo em que os mouros dominavam aquela região sob o comando de Abakir, que tinha fama de conquistador de terras e de mulheres. O seu castelo, mesmo no topo da serra do Nó, era dos mais ricos do mundo, dizia se. Um dia, quando regressava a casa após mais uma batalha bem sucedida, Abakir viu uma linda pastora por quem se apaixonou imediatamente. No dia seguinte, habituado que estava a que nada nem ninguém lhe resistisse, o rei mouro mandou que a trouxessem à sua presença e disse lhe que queria que ela ficasse ali a viver com ele para sempre. Conhecendo a reputação de Abakir, a jovem pastora assumiu o porte altivo de uma princesa e tudo recusou. Abakir enfureceu se e mandou a prender na torre do castelo até que a jovem pastora lhe pedisse perdão por ter ousado afrontá lo com uma recusa. Mas ela nunca o fez e, um dia, Abakir cedeu e ofereceu lhe o seu amor incondicional. A pastora então disse lhe que o aceitaria sob a condição de Abakir se afastar de todas as outras mulheres e nunca mais pensasse noutra que não ela. Abakir prometeu e a bela pastora entregou se lhe naquela noite. Viveram felizes até que um dia a ameaça dos exércitos cristãos se fez sentir. Abakir reuniu os seus súbditos e aconselhou os a fugir. Informou os ainda que ficaria sozinho no castelo até ao fim e a única voz que se fez sentir foi a da linda pastora que afirmou que ficaria também. Abakir sorriu. Não esperava outra coisa da sua princesa. Sozinhos no castelo viveram ainda algum tempo felizes, aproveitando os últimos momentos de um grande amor. Quando se ouviam já os gritos de vitória dos cristãos, Abakir abraçou a sua amada, pegou no Corão, sussurrou umas palavras misteriosas e fez um
sinal mágico com a mão. Quando os cristãos chegaram à Serra do Nó, o castelo tinha desaparecido. A tradição diz que quem conseguir descobrir a entrada do castelo encantado através de uma gruta ficará possuidor de maravilhosas riquezas! Abakir e a pastora ainda podem ser vistos em noites de luar, vagueando pela serra, aparecendo àqueles que ousam tentar descobrir o mistério do castelo encantado!
PASSATEMPOS Soluções do número 2 /Julho 2008: 1) Roda da bicicleta; 2) A fechadura; 3) O relógio ; 4) Se fossem de borracha apagavam as linhas; 5) Um par de meias; 6) O pão; 7) O cabo ADIVINHAS 1) O que é, o que é... não tem pé e corre, tem leito e não dorme, quando pára, morre? 2) O que é que anda com os pés na cabeça? 3) O que é que salta, dá um espirro e vira pelo avesso? 4) O que é que na mesa se parte e reparte, mas não se come? 5) O que é que quanto mais se tira mais aumenta? 6) O que fica molhado na hora que seca? 7 ) Ave sou e não vôo, tenho lã e não sou carneiro; Nestas duas palavras, disse o meu nome inteiro.. Soluções: Próximo número
LENGALENGAS O tempo O tempo pergunta ao tempo Quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo Que o tempo tem tanto tempo Quanto tempo o tempo tem. In. Soares, Luísa Ducla Lenga lengas. Lisboa: Livros Horizonte, cop. 1997 GLIN GLIN Glin-glin, que tens ao lume? Glin-glin, tenho papas. Glin-glin, dá-me delas. Glin-glin, não tenho sal. Glin-glin, manda-o buscar. Glin-glin, não tenho por quem. Glin-glin, por João Branco. Glin-glin, não pode, está manco. Glin-glin, quem o mancou? Glin-glin, foi um pau. Glin-glin, que é do pau? Glin-glin, o lume o queimou. Glin-glin, que é do lume? Glin-glin, a água o apagou. Glin-glin, que é da água? Glin-glin, o boi a bebeu. Glin-glin, que é do boi? Glin-glin, foi moer o trigo. Glin-glin, que é do trigo? Glin-glin, a galinha o comeu. Glin-glin, que é da galinha? Glin-glin, foi pôr ovos. Glin-glin, que é dos ovos? Glin-glin, o frade os comeu. Glin-glin, que é do frade? Glin-glin, foi dizer missa. Glin-glin, que é da missa? Glin-glin, já está dita. Glin-glin, que é da campainha? Glin-glin, está aqui! Está aqui! In. Soares, Luísa Ducla Lenga lengas. Lisboa: Livros Horizonte, cop. 1997
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