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Transcrição:

Planejamento Tributário Empresarial Aula 13 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

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Aula 13: Do planejamento tributário Objetivo: Trazer ao aluno ao que é e no que consiste o planejamento tributário, entendendo que sua aplicação de forma indevida ou contrária a lei poderá trazer consequências, não só tributárias como penais. Agora vamos estudar o que é no que consiste e fazer uma breve análise do planejamento tributário empresarial. Veremos as formas de planejamento previstas na Lei e aquelas em que são utilizados meios fraudulentos voltados para o não pagamento dos tributos (SILLOS, 2005). A finalidade do planejamento tributário nada mais é que o meio lícito de reduzir, eliminar ou diferir a carga tributária para outro momento a carga tributária, ou a incidência tributária. Este planejamento somente poderá ser considerado lícito nos casos em que o contribuinte observar que as suas práticas do ato ou o negócio ocorram antes do fato gerador sob pena de ser caracterizado crime contra a ordem pública, como a fraude, sonegação ou conluio ou simulação (SILLOS, 2005).

Assim, o mesmo autor leciona que muitas formas de planejamento tributário são realizadas por meio da utilização de formas do direito privado, como por meio de contatos. A fim de evitar a não arrecadação por tais métodos, o Código Civil/ 2002 contemplou algumas teorias como a fraude à lei e abuso de direito, além de trazer a desconsideração da personalidade jurídica, o princípio da boa-fé e da função social dos contratos. Dessa forma, possibilitou que tais contratos firmados simulados ou por atos não verdadeiros sejam questionados e não produzam os efeitos pretendidos (a não arrecadação). Os negócios jurídicos poderão somente ser firmados com os elementos essenciais para a formação do negócio e o ser considerado válido, por exemplo: Agente capaz. Objeto lícito. Forma prescrita e não defesa em lei. O negócio jurídico na legislação brasileira, em especial no novo código Civil de 2002, estabelece que sejam nulos os negócios firmados contra a lei, ou seja: negócio jurídico em frauda à Lei ou negócios jurídicos simulados. Ainda, Sillos (2005) leciona que estes negócios firmados contra a lei, equiparam-se a ato ilícito os negócios decorrentes de abuso de direito, permitindo até mesmo a desconsideração da personalidade jurídica. Planejamento tributário elisão fiscal A elisão e o planejamento tributário são realizados por meio das normas tributárias autorizadas, isto é, o que autoriza a lei ou as brechas deixadas por ela.

Então, poderemos afirmar que a elisão fiscal é o meio pelo qual se pretende reduzir o montante do tributo, sua alíquota ou a base de cálculo do tributo, evitar a incidência do fato gerador do tributo ou ainda retardar (adiar ou postergar) o pagamento do tributo sem a ocorrência de encargo (multa), conforme se extrai do ensinamento de Zanluca (2012). Planejamento tributário evasão fiscal Agora podemos diferenciar a prática lícita do planejamento tributário da elisão fiscal com o planejamento por meios e práticas ilícitas que chamamos de evasão fiscal. De acordo com o dicionário da língua portuguesa, evadir tem o seu sinônimo de fugir, escapar, derivar, evitar, desviar, saída, subterfujo, que, pela simples leitura, já identificamos o meio ilegal, isto é, é o ato ilegal ou ilegítimo de evitar que ocorra a tributação. Vale lembrar que esta prática, a da evasão fiscal, é o meio doloso, meio praticado com a intenção de lesar o Fisco a fim de reduzir, excluir ou retardar a obrigação tributária, seja ela principal ou acessória.

Veja, a simples falta do cumprimento da obrigação acessória, isto é, da emissão de uma nota fiscal, é evasão fiscal, assim como escrituração nos livros ficais de despesas não realizadas. Diferenças entre elisão e evasão fiscal O quadro abaixo traz a distinção entre a elisão e a evasão fiscal:

Planejamento tributário e o administrador de empresas Muito bem direcionado e esclarecido por Zanluca (2012) como obrigação dos administradores antes mesmo de ser um direito, uma faculdade, o planejamento tributário empresarial ou planejamento fiscal é obrigatório, pois faz parte da profissão e da responsabilidade do administrador ser cauteloso e diligenciar no sentido da redução ou exclusão do crédito tributário ou ainda o seu diferimento de forma legal. Podemos utilizar de forma extensiva a interpretação da lei das Sociedades Anônimas, (Lei nº 6.404/76), que traz como obrigação do administrador proceder ao planejamento tributário de forma legal: Lei nº 6.404/76 Art. 153 O administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração dos seus próprios negócios.

Muito bem! Agora que já aprendemos o que é planejamento tributário ou elisão fiscal, a forma ilícita e evasão, e nos conscientizamos que o planejamento é obrigação do administrador poderemos passar para a próxima aula em que veremos o funcionamento da administração tributária. REFERÊNCIAS Código Tributário Nacional. Códigos 3 em 1. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. Constituição Federal. Códigos 3 em 1. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. COSTA, Regina Helena. Curso de Direito Tributário. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo; FÜHRER, Maximiliano Roberto Ernesto. Resumo de Direito Constitucional. 7. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2004.. Resumo de Direito Tributário. 19. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2008. SCHOUERI, Luís Eduardo. Direito Tributário. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. SILLOS, Lívio Augusto de. Planejamento Tributário: Aspectos teóricos e práticos. São Paulo: Livraria e Editora Universitária de Direito LEUD, 2005. ZANLUCA, Júlio César. Planejamento Tributário: Luxo ou necessidade? Disponível em: <http://www.portaltributario.com.br/artigos/planejamento.htm>. Acesso em: 26 dez. 2012.