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Transcrição:

Campos Sulinos Ecossistemas Brasileiros

Estepe (IBGE, 1991) Mosaico campoflorestal

Campos Sulinos Estepe (Campos Gerais e Campanha Gaúcha): Vegetação gramíneo-lenhosa com dupla estacionalidade (Frente fria polar e secas curtas) Clima Subtropical Estepe Arborizada Estepe Parque Estepe Gramíneo-lenhosa

Distribuição Colinas recobertas por gramíneas e arbustos (Campos da metade do RS); Vegetação de áreas úmidas do extremo sul; Litoral gaúcho com ecossistemas alagados; Campos de Cima da Serra, enclaves de campos em meio a mata atlântica

Sistemas naturais com alta diversidade Serviços: Conservação de recursos hídricos; Disponibilidade de polinizadores; Recursos genéticos; Fonte forrageira para pecuária; Potencial turístico. Ameaças: Conversão em culturas anuais; Silvicultura; Espécies exóticas; Uso inadequado.

Sistema de anticiclone do Atlântico Sul Massas de ar úmidas do oceano ao continente. Variação anual da Zona de Convergência causa chuvas (Out-Mar) e chuvas escassas (abr-set) O encontro com frentes frias com massas de ar tropicais intensificam as chuvas Condições climáticas

Capões com araucária Mata Atlântica

Sul predomínio da Mata Atlântica Sistema Florestal Araucária Estacionais Mosaico campo-floresta Campos de Planaltos Campos subtropicais Depressão central, Serra do Sudeste, Região da Campanha

Origens Como se formou esse tipo de vegetação mosaico no sul do Brasil? Desmatamento e queima pré e pós colombianos x Processos climáticos x grandes herbívoros Planaltos (500-1200m) Serra geral (1200m)

Estudos indicam extensas áreas campestres durante épocas glaciais e holoceno Expansão da Floresta de Araucária em torno de 3200 anos AP Indicação de condições climáticas frias (5º a 7ºC entre 26.000 e 17.000 anos AP

Predomínio dos campos

Pastejo e Fogo Pastejo - principais atividades econômicas no sul do Brasil - mantenedor das propriedades ecológicas e das características fisionômicas dos campos. Gado introduzido pelos jesuítas nas Missões, séc. XVI antes haviam veados, emas, capivaras, antas e pequenos roedores. Registro de grandes mamíferos até 8 mil anos atrás 8000 anos sem grandes herbívoros levou aumento no fogo. Pastejo excessivo: diminui a cobertura do solo, aumenta riscos de erosão, perda de espécies forrageiras PASTEJO SUSTENTÁVEL = PRODUÇÃO FORRAGEIRAS +DIVERSIDADE+ PRESERVAÇÃO DO SOLO

Mistura de fauna ~3 milhões de a.a. 8 mil anos sem grandes herbívoros

Pastejo e Fogo Fogo raro em épocas glaciais (42 e 12 mil anos AP), mais frequente em 7400 anos AP com o aparecimento dos ameríndios Queimadas no inverno e início primavera favorece as gramíneas C4 das estações quentes Campos onde não há fogo: DOMINÂNCIA - ALTA

Em campos não pastejados, mas com efeito do fogo, a riqueza e densidade dos arbusto é maior próximo a borda

UM BIOMA NA ÉPOCA ERRADA Áreas de campo foram substituídas por Floresta, devido alterações climáticas desde o holoceno (1100 anos) Sem o pastoreio e o fogo a Floresta se expande Sem fogo e sem gado há um acúmulo de biomassa inflamável, aumentado riscos de incêndios catastróficos Queimadas para fins de manejo são proibidas pela legislação O número limitado de cabeças de gado poderia ser uma alternativa

Ameaças Expansão de Florestas plantadas (extremo sul) Aumento na produção de arroz (Região central) Aumento da soja e milho (Região médio-alto Uruguai 400 mil ton/ano carne O Bioma só terá valor se convertido em terras agriculturáveis? O os outros seres vivos?

Ameaças

Desertificação do Alegrete Resultam inicialmente de processos hídricos, ou seja, a água escorrendo superficialmente pelos declives suaves das encostas, formando, numa primeira fase sulcos e voçorocas. Depósitos arenosos em forma de leques durante episódios de chuvas torrenciais Solução: plantio de eucalipto (Eucalyptus spp.) e pinus, capim-chorão (Eragrostis curvula), Vento braquiária espalhando (Brachiaria o areal spp.) formado e tremoço (Lupinus spp.)