Nascimento e expansão do islã HISTÓRIA 7º EF
Nascimento e expansão do islã Imagem: Léon Belly (1827-1877) / Pelerins allant à la Mecque, 1861, Pintura Orientalista / Domínio Público. Imagem: Carl Haag (1820 1915) / Hassan Ben Moosa, um bedowee da Tribo Howareen. Aquarela, 37 x 26 cm, 1915, Christie's, LotFinder: entry 4044359 (sale 9556, lot 339) / Domínio Público. Imagem: Yahyâ ibn Mahmûd al-wâsitî / Caravana dos peregrinos em Ramleh (31 Maqamat), 1236-1237 dc, Departamento de Manuscritos Orientais Biblioteca Nacional da França / Domínio Público.
A Península Arábica: o berço do islã
Antes do islamismo Beduínos A Península Arábica: o berço do islã (p. 37) Viviam nos desertos do norte e do centro da península. Eram nômades ou seminômades e se ocupavam da criação de rebanhos, do comércio de caravanas e de saques.
Árabes da região sul Viviam na região banhada pelo Mar Vermelho e pelo Oceano Índico. Graças ao regime de chuvas, as terras eram férteis para a agricultura. A região que ficou conhecida como Arábia Feliz As terras férteis proporcionaram o desenvolvimento da agricultura e do comércio e a formação de cidades. O comércio era a principal atividade econômica dos árabes do sul. Região de passagem entre Ásia e a África, transformou-se numa área de grande movimento de caravanas comerciais.
Tanto os árabes do sul quanto os beduínos eram politeístas, adoravam vários deuses e deusas, e acreditavam em espíritos e em gênios. Como os povos da península tinham contato com muitos povos, conheciam o monoteísmo cristão e judaico. Imagem: Autor desconhecido, disponibilizado por Sibiriachka. / Allat em um camelo. O baixo-relevo da cidade de Taif, Arábia Saudita, por volta de 100 dc / Domínio Público.
Meca: a cidade sagrada (p. 38) Meca Situada ao sul da península em terras litorâneas e de oásis. Era vizinha da grande feira de Okkaz e se tornou um posto de abastecimento de água para as grandes caravanas de comerciantes que cruzavam a região. Mercadores de Meca ficaram ricos com o comércio de caravanas no Oriente Médio, além de serem a ligação entre o mundo Oriental (China, Índia) e Ocidental (Europa, norte da África). Sendo assim, produtos de origem indiana, egípcia, grega, palestina eram comercializado na cidade.
Meca: a cidade sagrada (p. 38) Meca Era também um importante centro de peregrinação onde milhares de pessoas se dirigiam à cidade para venerar seus símbolos no interior da Caaba, um templo onde os árabes reverenciavam seus deuses. As peregrinações fizeram crescer a importância comercial da cidade de Meca. Na Caaba, encontrava-se a pedra negra, que teria vindo do céu pelas mãos do anjo Gabriel. Deus designou a Caaba como Casa Sagrada, como local seguro para os humanos. (Alcorão 5:97) Meca. Foto: ZouZou / Shutterstock.com http://agendaesoterica.blogspot.com.br/2011/07/ caaba-sagrada.html
Maomé: o profeta do islã (p. 39) Maomé (ou Muhammad),o fundador do islã, nasceu por volta dos anos 570 (séc VI). Segundo a tradição, em um dos seus momentos de meditação, Maomé recebeu a revelação do Deus único (Alá) trazida pelo anjo Gabriel. As aparições aconteceram por 23 anos, até a sua morte em 632. As revelações deram origem ao livro sagrado dos muçulmanos, o Corão ou Alcorão. Maomé e o anjo Gabriel em manuscrito turco do século XVI
Corão, o livro sagrado do islã( p. 40) Al Corão significa leitura ou recitação. Livro sagrado dos muçulmanos junto com a Suna. No Corão estão os principais ensinamentos e revelações feitas a Maomé por Alá; Além das questões sobre fé, o corão traz orientações sobre a família, casamento, questões legais, éticas e sociais. Imagem: Autor desconhecido, disponobilizado por DrFO.Jr.Tn / Um manuscrito do Alcorão que contém parte de Sura III no script da Andaluzia. Hégira século 5-11 º século dc / Domínio Público.
Deveres do fiel: os cinco pilares (p.44) 5 Pilares do Islamismo: Profissão de fé: Não há senão um único Deus, e Maomé é seu profeta. Rezar cinco vezes ao dia repetindo textos do Alcorão, inclinando-se à direção de Meca. Jejuar desde o romper do sol até o ocaso no mês do Ramadão. Dar esmolas. Ir a Meca em peregrinação ao menos uma vez na vida.
Nascimento e expansão do islã A Hégira e o início de um novo calendário (p. 42) As primeiras pregações de Maomé não foram bem recebidas, pois não aceitavam a ideia de um Deus único e de obediência total à palavra divina. Em 622, Maomé e sua família são expulsos da cidade de Meca. A expulsão de Maomé foi tão importante, que marca o início do calendário islâmico, assim como nosso calendário cristão tem início com o nascimento de Cristo. 622 é o ano da Hégira, que significa fuga de Meca para a cidade de Medina (cidade do profeta), na época chamada Yatrib.
Nascimento e expansão do islã A expansão do islã pela Península Arábica e a jihad (p.p. 42 e 43) Em Yatrib, Maomé começa a difundir a sua fé monoteísta e converte muitas pessoas ao islamismo. No ano 630, Maomé reúne cerca de 3 mil guerreiros e entra em Meca, transformando-a em templo de adoração islâmica, espalhando o islamismo pela Península Arábica. Maomé morreu, em 632, deixando a Península Arábica quase totalmente islamizada e unificada. O empenho em defender e expandir o islã é conhecido como jihad, e todos os homens têm a missão de levar a mensagem de Deus a todos aqueles que ainda não a conhecem ou ainda não creem nela.
Nascimento e expansão do islã Os califados e a expansão do império (p. 43) Maomé morreu sem deixar sucessor (califa), provocando disputas e divisões. As mais destacadas são: xiitas: defendiam que o sucessor deveria ser um parente de Maomé. Aceitam apenas Corão como fonte de ensinamento religioso. sunitas: pregavam que o sucessor deveria ser escolhido por meio de eleições e também aceitavam as leis da Suna, além do Corão. Atualmente, os sunitas representam 85% da comunidade muçulmana. mundial.
Referências - Material produzido pela Secretaria de Educação de Pernambuco - Livro didático Estudar história vol. 7 - BOULOS JUNIOR, Alfredo. História Sociedade e Cidadania, 6º Ano, São Paulo: FTD, 2010. - Projeto Araribá, 7º Ano Editora Moderna, 3 ed, São Paulo, 2010. - DOMINGUES, Joelza Esther. História em Documento: imagem e texto, 6º ano, 2ed, São Paulo, FTD, 2012.