COLETA DA LUZ DE OBJETOS CELESTES

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Transcrição:

COLETA DA LUZ DE OBJETOS CELESTES

Telescópios HST VLT

Telescópios Ópticos Duas categorias: Refratores - LENTES Refletores - ESPELHOS

Telescópios Refratores CONSTRUÇÃO DE UMA LENTE Princípio da refração 1) Mudança de direção da luz quando atravessa diferentes meios

2) Em um prisma o ângulo de refração depende do ângulo entre suas faces.

LENTE = SÉRIE DE PRISMAS Lentes refratoras: concentram os raios de luz através da refração. OBJETIVA Distância focal = distância lente-foco)

Telescópios Refletores UTILIZAÇÃO DE UM ESPELHO PRINCÍPIO DA REFLEXÃO Reflexão depende do ângulo de incidência

Telescópios Refletores Espelho curvo: concentra os raios de luz através da reflexão em ângulos diferentes Espelho primário Distância focal=distância espelho-foco

RAZÃO FOCAL F = DF / D Refrator: distância focal/diâmetro da lente Refletor: distância focal/diâmetro do espelho

RAZÃO FOCAL F = DF / D Ex. : DF=1m; D=20cm F Notação F = f/5 DF 1 D 0,2 5 1) Quanto maior DF = menor o ângulo de visão (maior ampliação) 2) Quanto maior D = maior a coleta de luz

Variação da DF : zoom óptico

RAZÃO FOCAL F = DF / D Razões focais menores ( f/6) são de melhor proveito para observações de objetos mais fracos, como nebulosas e galáxias. Razões focais maiores ( f/10) são indicadas para a observação de objetos mais luminosos, como Lua e planetas.

Telescópios Refletores Luz vinda de diferentes pontos de um objeto Imagem é formada ao redor do foco primário Imagem invertida

Telescópios refletores e refratores: Telescópios Modernos são todos refletores imagem ~ 1cm Ocular Ocular = aumento do campo

AMPLIAÇÃO ou AUMENTO Um dos fatores menos importantes na compra de um telescópio é o poder de ampliação. O poder de ampliação, de um telescópio é a relação entre dois sistemas independentes de ótica: 1) o telescópio em si, e 2) a ocular A = distância focal da objetiva(espelho primário) (mm)/distância focal da ocular(mm) Ex. um telescópio de DF=2032 mm com uma ocular de distância focal de 10 mm, dá uma ampliação de : A=203x Como as oculares são intercambiáveis, um telescópio pode ser usado em uma variedade de ampliações para diferentes aplicações.

Limites para o poder de ampliação de telescópios Ampliação Máxima: ampliação visual máxima que um telescópio pode alcançar antes que a imagem comece a ficar muito escura e com pouca nitidez. Regra geral: A max ~ 50 a 60 por polegada de diâmetro (abertura), em condições atmosféricas ideais. Em noites com mais turbulência na atmosfera, observando em 30 a 40 por polegada de abertura se terá um melhor resultado do que usar a regra de 50 a 60.

Ampliação máxima utilizável ~ 60 diâmetro do telescópio (em polegadas) em condições atmosféricas ideais. Ampliações superiores imagens com pouca nitidez e de menor contraste. Ex.: A max de um telescópio com abertura de 60 mm (2,4 ) é 144. A medida que aumenta o poder de ampliação, a nitidez e os detalhes da imagem diminuirão. ps. Não acredite nos fabricantes que anunciam um telescópio de apenas 60 mm de abertura (2,4 polegadas) com ampliação de 375 ou 750 (a ampliação máxima não passa de 144 ). A maioria de suas observações será feita com ampliações inferiores: 6 a 25 diâmetro do telescópio (em polegadas) imagens mais brilhantes e nítidas.

Ao redor do aumento útil: conserva nitidez dos detalhes. Aumento maior do que o aumento útil: imagem escura e com pouca nitidez.

ABERRAÇÕES ÓPTICAS Uma aberração óptica se refere a uma característica intrínseca de um sistema óptico, que resulta na formação de uma imagem imperfeita de um dado objeto, ou seja, uma imagem que não é semelhante ao objeto.

ABERRAÇÃO CROMÁTICA o ângulo de refração varia com o comprimento de onda (não ocorre com espelhos) efeito pode ser reduzido combinando lentes de diferentes distâncias focais ou diferentes materiais

Uma lente tem duas superfícies que devem ser montadas e polidas(manutenção mais difícil), o espelho só tem uma. Luz é absorvida parcialmente quando passa pelas lentes (pior para radiação UV e IR onde ocorre maior absorção pelo vidro) (não ocorre com espelhos) Lentes maiores podem ser muito pesadas e podem somente ser sustentadas pelas suas bordas

TELESCÓPIO REFRATOR

TELESCÓPIO REFLETOR

Refratores muito difícil corrigir aberração cromática para diâmetros maiores do que 30 cm telescópios com D > 1m são impraticáveis, pois requerem longos tubos e sofrem de aberração.

Maior refrator construído: Yerkes (1896) (Wisconsin USA) 40 = 1 m de diâmetro A construção deste telescópio se revelou ser o limite da tecnologia dos refratores: o par de lentes objetivas é muito pesado e tende a se deformar pelo seu próprio peso. Além disso, ele é muito espesso e absorve uma fração considerável da luz incidente.

ABERRAÇÃO ESFÉRICA Para superfícies coletoras com simetria esférica foco se forma mais perto da lente (espelho) para feixes de luz que incidem nas bordas da(o) mesma(o).

Pode ser corrigida com superfícies parabólicas ou hiperbólicas superfícies menos curvadas nas bordas

ABERRAÇÃO DE COMA: Imagens de objetos que estão longe do centro do campo vão se degradando (pior quanto maior a distância da imagem ao eixo focal). Superfícies parabólicas e hiperbólicas. Efeito inversamente proporcional ao quadrado da razão focal: 1/(F/D) 2 Espelho parabólico

Efeito

Tipos de telescópios refletores: óptica Espelho secundário Foco newtniano: bom para telescópios pequenos (astronomia amadora)

Tipos de telescópios refletores: óptica Espelho secundário Foco Cassegrain: bom para equipamentos medianamente pesados equipamento se move com o telescópio.

Tipos de telescópios refletores: óptica Espelho secundário Espelho terciário Foco Nasmyth/Coudé: bom para equipamentos muito pesados equipamento fixo numa sala.

Montagens MONTAGEM ALTAZIMUTAL: O Telescópio se move num eixo de azimute (no plano horizontal local) e num eixo de altura ortogonal a este. Vantagens: Prática de montar, compacta, mais leve do que as demais Desvantagem: necessita 2 motores se movendo em velocidades variáveis para fazer o acompanhamento sideral. Isso requer processamento de dados online para controle dos motores.

Montagem altazimutal dobsoniana É a preferida dos amadores por ser fácil de montar e desmontar. A grande desvantagem é que a ocular fica no alto da montagem, o que impede a instalação de instrumentos pesados.

Montagem altazimutal dobsoniana

Montagem equatorial O Telescópio é montado num eixo paralelo ao eixo de rotação da terra (eixo polar). A rotação do eixo polar dá o movimento E-W (ascenção reta) A rotação do outro eixo ortogonal ao eixo polar dá o movimento N-S (declinação). A grande vantagem é que basta um único motor funcionando a velocidade constante para fazer o acompanhamento sideral (giro do eixo polar). A desvantagem é que a montagem é assimétrica e portanto mais massiva, mais cara e mecanicamente mais instável.

Montagem equatorial alemã O Telescópio é instalado na extremidade de um eixo ortogonal ao eixo polar. Na outra extremidade do eixo é instalado um contrapeso

Montagem equatorial em ferradura O Telescópio é instalado dentro de uma ferradura que gira centrada no eixo polar. Toda a carga mecânica da parte móvel é exercida na junção da ferradura com o pilar. Melhor posição da ocular

Montagem equatorial com ferradura

SISTEMA ÓPTICO CATADIÓPTRICO Combina espelho com lente Lente corretora Espelho primário Espelho secundário A captação da luz é feita por um espelho primário, porém antes de chegar no mesmo a luz passa por uma lente corretora para minimizar os efeitos de coma. Correção importante para um telescópio refletor grande, aumentando a imagem útil

CAMERA SCHMIDT grande campo Este instrumento utiliza lentes para correção do campo inteiro. Cobre vários graus de céu. 1,2 m de diâmetro (Mt. Palomar)) Produz uma imagem curva que não é adequada a observação a olho nú e sim filmes fotográficos especiais.

Mt. Wilson (1922) telescópio Hooker: 2,5 m de diâmetro Montages equatorial em ferradura com dois pés devido à grande massa do telescópio.

2,5 m A linha que une o pé sul (mais baixo) e o pé norte (mais alto) aponta para o Polo Norte Celeste. Usado por Edwin Hubble: existência de outras galáxias e seus movimentos de recessão (a lei de Hubble) entre 1922 e 1929.

Mt. Palomar (1948) : 200 (5 m) Montagem análoga a Mt. Wilson: equatorial em ferradura com dois pés. Até os anos 70 foi o maior telescópio do mundo. O telescópio russo de 6m construído nos anos 70 nunca funcionou direito e este aqui foi na prática o maior do mundo até a entrada em operaçao dos telescópios da classe de 8-10 m como o Gemini, VLT ou Keck.

Os dois telescópios gêmeos ótico/ir Keck (Mauna Kea Hawai): 10 m de diâmetro (mosaico formado por 36 espelhos hexagonais de 1,8 m de diâmetro cada. ~ 4 m de altitude

O Hubble Space Telescope (HST) é um telescópio Cassegrain de 2,4 m de diâmetro: detectores para medidas do óptico, IR e UV (100 nm a 2200 nm).

Custo : $9 bilhões Altitude orbital: 600 km Volta completa em 95 min Dimensões : 13 m x 12 m (incluindo os coletores solares) Peso: 11.000 kg HST sendo retirado da Discovery em 1990

Comparação entre a melhor imagem feita de M100 por um telescópio na Terra e com o HST.

Tamanho do telescópio Quanto mais luz o telescópio coleta, maior detalhe se tem (objetos mais fracos) (light-gathering power) (MAIOR ÁREA COLETORA) O brilho observado é diretamente proporcional à área da superfície coletora Brilho área do espelho diâmetro 2

Definição de ganho de um telescópio em relação a outro DIÂMETRO GANHO B B D 1 1 D 2 2 2 um telescópio de 5 m produzirá uma imagem 25 vezes mais brilhante do que um telescópio de 1 m DIÂMETRO t EXPOSIÇÃO t t D 1 2 D 2 1 2 Tempo de exposição de 1 hora com um telescópio de 1m equivale ~ 2,4 min com um telescópio de 5m (4% do tempo de um telescópio de 1 m)

Tamanho do telescópio Andrômeda medida com o mesmo tempo de exposição, sendo o telescópio (b) duas vezes o tamanho de (a).

Poder de resolução Melhor resolução angular: pode-se distinguir objetos muito próximos angularmente Resolução é proporcional ao comprimento de onda e inversamente proporcional ao tamanho do telescópio Res λ D Quanto menor melhor resolução

Efeito do aumento de resolução (aumento =menor): (a) 10 ; (b) 1 ; (c) 5 ; (d) 1

LIMITE DE DIFRAÇÃO Quando feixe incide no coletor do telescópio: luz é dispersa diminuindo a concentração do feixe = perda de resolução da imagem Difração limita a resolução de um telescópio dependendo do comprimento de onda e tamanho do telescópio.

LIMITE DE DIFRAÇÃO Para um espelho circular e óptica perfeita, a resolução angular de um telescópio é: 206265 D em 1 rad= 206.265 Separação angular mínima que pode ser distinguida por telescópio Ex. Para um telescópio de 1m λ=400 nm (B) resolução ~ 0,1 λ=10 m (IR) resolução ~ 2,1

Imagens e Detectores Aquisição de imagem: Charge-coupled device (CCD) Chip CCD montado no foco do telescópio Dados do chip: conjunto de números. Cada n o intensidade de radiação no pixel CCD : 10 5 ou 10 6 células sensíveis à luz (PIXEIS). Luz incidente em cada pixel causa uma descarga elétrica, que é lida e é reconstruído o padrão de luz pelo computador.

Processamento de imagens (a) Aglomerado de estrelas R136 da LMC (telescópio terrestre) (b) Imagem bruta do HST (1990) (c) mesma imagem após feito processamento de imagens para compensar os defeitos do espelho (d) mesma imagem vista de um λ mais azul (após reparo do espelho)

INSTRUMENTOS PARA A ANÁLISE DA RADIAÇÃO FOTÔMETRO : medida da radiação em diferentes filtros = cores (intervalos de λ) ESPECTRÓGRAFO: rede de difração para obtenção dos espectros.

ASTRONOMIA DE ALTA RESOLUÇÃO Resolução angular piora ainda + por turbulência atmosférica: luz sofre refração na atmosfera: que altera direção do feixe Estrela não é vista como uma imagem puntual e sim como um disco Seeing (medida da turbulência atmosférica): é o termo que se usa para expressar o efeito da atmosfera na desfocalização de imagens.

Resolução teórica (limite de difração) do Keck (10 m) = 0,01 no azul. Mas nenhum telescópio terrestre pode alcançar uma resolução muito melhor do que ~1 = turbulência atmosférica

Soluções Telescópios em topos de montanhas ou em lugares desérticos: maior altitude Clima seco Afastado de cidades (menos poluição e menos luz) Telescópios no espaço European Southern Observatory La Silla, Chile

Óptica Ativa Variação de temperatura na cúpula e movimento do telescópio podem deformar o espelho. Corrige as deformações no espelho primário devido aos efeitos de variação da T de cúpula e orientação do telescópio. Controle do fluxo de ar na cúpula, T do espelho e pistões hidráulicos para manter com precisão seu formato. Aglomerado de estrelas R136 telescópio NTT (New Technology Telescope 3.5 m) (a) Sem OA (b) com o sistema de OA

Keck espelho primário O espelho é um mosaico constituido de 36 hexágonos finos de 1.8 m. Sua rigidez é garantida por pistões hidráulicos por baixo. Estas correções são feitas constantemente (óptica ativa).

Óptica adaptativa: correção da turbulência atmosférica. Laser é usado para criar uma estrela artificial e ter uma estimativa das variações atmosféricas. Os pulsos de laser são mandados e focalizados, através de uma lente, a cerca de 10 a 100 km de altura, criando uma estrela artificial cuja radiação é medida pelo telescópio. Correções em função destas variações são feitas em outro espelho que é posto no caminho óptico. Correções são feitas em tempo real (centenas de vezes por segundo)

Melhorias nas imagens feitas pela óptica adaptativa. (a) Aglomerado NGC 6934 (correção para < 1 ) Telescópio Gemini norte de 8m. (b) Estrela dupla Observatório militar em Maui (Hawaii).

Keck I (1994), Keck II (1999) Grandes telescópios construídos a partir dos anos 90 tem montagem auto-azimutal Kecks: ambos com 10 m

Observatório Mauna-Kea 3,6 m 8,1 m 2,2 m 8,3 m

Espelho do telescópio Subaru 8,2 m de diâmetro e espessura de 20 cm foi construído em 1991.

Gemini-N

Gemini-S Cerro Pachón no Chile

O espelho fino de 8 m do Gemini

No Brasil: LNA Pico dos Dias: uma instalação para treinamento Opera o Gemini e o SOAR pelo Brasil

Cerro Pachón, Chile SOAR

Duas visões do SOAR. Pode-se ver na esquerda a montagem altazimutal e na direita os pistões hidráulicos da óptica ativa.

Telescópio Gemini sul (à frente) e SOAR (ao fundo) no Cerro Pachón, Chile

Projeto do telescópio SOAR

O futuro: European Extremely Large Telescope (E-ELT) previsto para 2022 Projeto europeu (ESO) 42 m de abertura Altazimutal A ser instalado no Chile

Visão artística do domo do E-ELT. O prédio terá cerca de 100 m de altura e 90 m de diâmetro

Thirty Meter Telescope (TMT) Projeto americano de um telescópio de 30 m a ser instalado no Havaí ou no Arizona (2022)

Giant Magellan Telescope Abertura equivalente: 24 m Constitui-se de 7 telescópios de 8 m de diâmetro A ser instalado no Chile em 2020