Marcela Soares Marcia Hodson
A história do AFS começou bem antes da sua chegada ao Brasil em 1956. O AFS foi fundado na França em 1914 por A. Piatt Andrew, imediatamente após a manifestação da 1ª Guerra Mundial.
Primeira Guerra Mundial 74 americanos que estavam na França decidiram atuar retirando feridos na I Guerra Mundial e construíram as primeiras ambulâncias em 1914.
Primeira Guerra Mundial Durante a guerra surgiu o American Ambulance Field Service e o número de motoristas voluntários cresceu para quase 2.500. Eles não usavam armas, tinham a missão de ajuda e solidariedade, não de conflito. Cartaz convidando estudantes a serem condutores voluntários das ambulâncias da AFS na I Guerra Mundial
Tempos de Paz Quando a guerra acabou, em uma reunião de veterenos do AFS, em New York, compreenderam o quanto haviam aprendido sobre a vida e a cultura do país no qual viveram e trabalharam lado a lado com os franceses.
Tempos de Paz Sentiram neste momento, a necessidade de promover o entendimento e a irmandade internacional de forma a diminuir a intolerância entre os povos por meio de intercâmbios. Assim, decidiram estabelecer um programa de bolsas de estudo entre universidades francesas e americanas.
Tempos de Paz O trabalho de boa vontade que tinha começado em 1914, por força de uma guerra, continuava agora, nos tempos de paz. De 1919 até 1939, quando a outra guerra começou foram concedidas 222 bolsas de estudo a universitários dos Estados Unidos e da França.
Segunda Guerra Mundial O American Field Service contribuiu também na Segunda Guerra Mundial. Os veteranos do AFS criaram uma série de comitês nos EUA para arrecadar dinheiro e recrutar novos voluntários em 1939. Assim, em março daquele ano os primeiros voluntários do AFS chegaram a França, prontos para novamente socorrer as vítimas da guerra.
Segunda Guerra Mundial Mais tarde, depois da ocupação da França, as atividades do AFS se expandiram para o Oriente Médico, Norte da África, Índia, Burma.. etc. Calcula-se que mais de um milhão de feridos tenham sido transportados da linha de combate para hospitais pelos 2.196 voluntários do AFS.
Fundação do AFS Em 1947, com o final da II Guerra Mundial, com participação de integrantes de diferentes países, o membros do AFS, sob a liderança de Stephen Galatti, seus membros decidiram criar uma organização permanente, que teria o objetivo de estreitar os laços de amizade e compreensão e aumentar o conhecimento entre os povos, no intuito de evitar novos conflitos, através da promoção de bolsas de estudo internacionais.
Fundação do AFS Assim, em 1947, surgia o AFS Intercultural Programs, hoje a maior organização de intercâmbio cultural do mundo. Começaram o programa levando estudantes secundaristas de 10 países diferentes para os Estados Unidos para um ano de experiência intercultural, sempre unidos na determinação de promover a paz.
No Brasil No Brasil, os primeiros registros do AFS datam de 1955. Foram cartas do AFS Internacional com informações sobre programas de intercâmbio endereçadas à Seção Cultural da Embaixada dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro. Mrs. Ann Logan, Assistente Cultural, recebeu os primeiros formulários para a seleção de candidatos e foi a primeira encarregada de organizar o AFS neste país. Seu trabalho foi dividido com a Sra. Aracy Muniz Freire, da Comissão de Bolsas do IBEU.
No Brasil Em agosto de 1956, sete jovens do Brasil viajaram para os Estados Unidos, dando início no Brasil aos programas de Intercâmbio do AFS. Estes jovens eram: Meton Gadelha, Gilda Grillo, Ivone Moraes, Isis Almeida, Ignez Martins, Gilson Freitas de Souza e Anna Maria Santana.
No Brasil Quando os primeiros bolsistas voltaram em 1957, eles já tinham visto como o AFS funcionava nos Estados Unidos. Antes da viagem de volta, Stephen Galatti mostrou a eles que voltando ao Brasil, poderiam organizar comitês voluntários para proporcionar a outros jovens a oportunidade que vivenciaram.
No Brasil Dois meses depois da chegada, Ivone Moraes, Isis Almeida, Ignez Martins e Anna Maria Santana, junto com seus pais, reuniram-se para criar o que chamaram de seção Brasileira do AFS, que teria a responsabilidade de divulgar programas do AFS e suas finalidades, conseguir famílias para receberem estudantes americanos e participar da seleção de bolsistas brasileiros.
No Brasil Durante muitos anos o AFS funcionou exclusivamente com programas de captação de recursos para proporcionar bolsas integrais e parciais para todos os participantes. Muitos anos se passaram e a organização se adaptou as mudanças socioeconômicas do mundo e hoje, o AFS tem programas pagos integralmente, programas com bolsas parciais e programas com bolsas integrais.
No Brasil Até hoje mais de 300.000 pessoas já participaram dos programas AFS Brasil. São hoje mais de 1000 voluntários brasileiros envolvidos em quase 100 cidades. Enviamos cerca de 300 participantes brasileiros anualmente e hospedamos cerca de 200 estrangeiros.
O espírito do AFS é fazer pelos outros, onde o pensamento de um mundo melhor para todos é o único ganho pessoal. O AFS é comprometido com a missão de continuar sendo líder na promoção da paz, tolerância e responsabilidade global através da compreensão intercultural.
O Ciclo de Aprendizagem
O uso do Modelo de Desenvolvimento de Sensibilidade Intercultural de Milton Bennett na experiência do AFS
O AFS e o aprendizado Intercultural Nossa essência... - competência intercultural - tolerância as diferenças culturais - comunicação efetiva em outras culturas
Ferramentas em uso... - preparação -imersão em novos ambientes - suporte local e regional - reflexões regulares + coaching
Impacto da Experiência AFS - Estudos e Carreira - Línguas - Sensibilidade intercultural - Crescimento e desenvolvimento pessoal
Sensibilidade Intercultural - Pessoas que participam nos programas de intercâmbio do AFS mostram aumento de seu desenvolvimento intercultural e maior consciência global. - Forma de avaliação: Modelo de Desenvolvimento de Sensibilidade Intercultural (DMIS) - Melhora significativa em sua pontuação de desenvolvimento dentro do modelo (2 pontos na escala de tendências etnocêntricas em direção a uma visão de mundo mais etnorelativas)
Em minimização... Os costumes mudam, claro, mas quando você realmente conhece as pessoas, todos são muito parecidos Não importa a cultura, pessoas se sentem motivadas pelas mesmas coisas Os costumes mudam, claro, mas quando você realmente conhece as pessoas, todos são muito parecidos
Em aceitação... Quanto mais diferenças, melhor mais diferenças, mais idéias criativas Às vezes acho confuso, entender como os valores mudam de cultura para cultura, e eu quero respeitar isso, mas sem perder os meus próprios. Aonde posso aprender mais sobre a cultura Mexicana para conseguir ser mais efetivo em minhas comunicações?
Sugestão de materiais de referência Pequeno exercício de 2 minutos para encerrar a sessão Agradecimentos