VOCHYSIACEAE DO COMPLEXO SERRA DA CANASTRA, MINAS GERAIS 1 - Deise Josely Pereira Gonçalves Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de Biologia. Avenida Pará, 1720, Bloco 2D, sala 30, Campus Umuarama, 38405-382, Uberlândia - MG deisejpg@yahoo.com.br 2 - Rosana Romero romero@inbio.ufu.br Resumo: o Complexo Serra da Canastra localiza-se na porção sudoeste do estado de Minas Gerais e compreende os municípios de São Roque de Minas, Delfinópolis, Sacramento e Capitólio. A Família Vochysiaceae está representada no Complexo pelos gêneros Qualea (6), Vochysia (5), Callisthene e Salvertia apresentam uma única espécie cada. As espécies são Qualea cordata, Qualea grandiflora, Qualea multiflora (Qualea multiflora subesp. multiflora e Qualea multiflora subesp. pubescens), Qualea parviflora, Vochysia elliptica, Vochysia cinnamomea, Vochysia sessilifolia, Vochysia thyrsoidea, Vochysia tucanorum, Callisthene major e Salvertia convallariodora. Palavras Chaves: Vochysiaceae, tratamento taxonômico, diagênese, Serra da Canastra, Minas Gerais. 1. INTRODUÇÃO A família Vochysiaceae, composta por seis gêneros e cerca de 200 espécies, é neotropical, com poucos representantes em regiões subtropicais (Vianna, 2006). A família é dividida em duas tribos: Vochysieae Dumort. que compreende os gêneros Callisthene Mart., Qualea Aubl., Salvertia A. St.-Hil. e Vochysia Aubl. e Erismeae Dumort. com os gêneros Erisma Rudge e Erismadelphus Mildbr. (Stafleu, 1952; Kawasaki, 1998). Apesar da grande importância florística e ecológica das Vochysiaceae, a família ainda é pouco conhecida dos botânicos (Cronquist, 1981; Barroso, 1991; Kawasaki, 1998), com poucos tratamentos sistemáticos para este grupo de plantas. O Cerrado, localizado no Planalto Central Brasileiro, apresenta um complexo vegetacional com relações fisionômicas e ecológicas com outras savanas da América tropical e de continentes como África e Austrália (Beard, 1953; Cole, 1958; Eiten, 1962, 1994; Allem & Valls, 1987). O bioma ocupa 2.000.000 km 2, o que corresponde a cerca de 23% do território brasileiro. Sua altitude varia de 300 a mais de 1.600 metros (Ab saber, 1983; Lopes, 1984). Apesar do seu tamanho, o Cerrado sofre fortes ameaças devido à pressões da fronteira agrícola, restando apenas 20% de vegetação nativa. Essa situação faz com que a região seja considerada um hot spot de biodiversidade (Conservation International, 2008). As fitofisionomias representantes do bioma são as formações florestais, savânicas e campestres (Ribeiro & Walter, 1998). As formações campestres do Cerrado são subdivididas em campo sujo, campo limpo e campo rupestre. Este último assemelha-se ao campo sujo, diferenciando-se basicamente por condições edáficas e pela composição florística (Ribeiro & Walter, 1998). A fitofisionomia predominante da área estudada é o campo rupestre, que se destaca pelo alto número de espécies e também pelo alto grau de endemismo (Romero & Nakajima, 1999; Giulietti et al., 2000). Este trabalho visa contribuir para o conhecimento das Vochysiaceae do Complexo Serra da Canastra e, conseqüentemente, das espécies desta região. Além disso, a realização deste projeto também permitiu o desenvolvimento de atividades junto ao Herbarium Uberlandense (HUFU), possibilitando assim um contato maior com este importante acervo de plantas da região, e um estudo mais abrangente da taxonomia, morfologia e distribuição geográfica das espécies de Vochysiaceae. O presente projeto teve como objetivo realizar o tratamento sistemático das espécies de Vochysiaceae ocorrentes no Complexo Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais.
2. MATERIAL E MÉTODOS Todo material examinado foi coletado no Complexo Serra da Canastra, que abrange as seguintes localidades: Parque Nacional da Serra da Canastra; Serras do município de Delfinópolis e região da represa de Furnas. A região de estudo está localizada na porção sudoeste do estado de Minas Gerais e compreende os municípios de São Roque de Minas, Delfinópolis, Sacramento e Capitólio. O Parque Nacional da Serra da Canastra compreende os municípios de São Roque de Minas, Delfinópolis e Sacramento (20º00-20º30 S e 46º15-47º00 W), abrange 71.525 ha de área, com altitudes que variam entre 800-1.200 m (IBDF, 1981). A temperatura média anual é de 22,5ºC, o índice pluviométrico anual é de 1.448 mm. (Circuito Da Canastra, 2008). As Serras do município de Delfinópolis (20º18-20º22 S e 46º48-46º52 W) possuem extensão territorial de 1382,5 km 2 (IBGE, 2008), com altitudes variando de 669 m na Represa de Peixoto a 1.332 m na Serra Água Clara. A temperatura média anual é de 21 ºC, o índice pluviométrico anual é de 1.709 mm (IBGE, 2008). Já a região da represa de Furnas (20º37 S e 46º15 W), situa-se entre os municípios de Passos e Capitólio e possui extensão de aproximadamente 600 km 2 (IBGE, 2008), com altitude média de 1.000 m. A temperatura média anual varia de 9,5ºC a 31ºC e o índice pluviométrico anual de 1.800 mm (IBGE, 2008). Os exemplares de Vochysiaceae estão depositados no Herbarium Uberlandense (HUFU), da Universidade Federal de Uberlândia, e foram coletados durante o levantamento florístico realizado por Nakajima & Semir (2001) e Romero & Martins (2002) no Parque Nacional na Serra da Canastra, Volpi (2003) e Pacheco (2003) nas serras de Delfinópolis e por Bernardes (2008) e Melo (2008) na região da Represa de Furnas. Foram analisadas exsicatas de doação e empréstimo enviadas pelos herbários UEC e SPFR, pois estes herbários contêm espécimes coletados na região de estudo. Parte do material solicitado foi analisado e, posteriormente, sua identificação foi confirmada.os exemplares incluídos na coleção do Herbarium Uberlandense e aqueles recebidos por empréstimo foram organizados em armários de aço em ordem alfabética de gêneros e espécies. A análise morfológica e descrição das estruturas vegetativas e reprodutivas dos espécimes foram realizadas com base, principalmente, na coleção depositada no HUFU. Outras informações foram complementadas por meio da análise dos exemplares recebidos por empréstimo e/ou doação dos herbários mencionados acima. A identificação e/ou confirmação dos táxons que ocorrem no Complexo Serra da Canastra foi realizada, principalmente, com base nas características morfológicas do material examinado, utilizando-se principalmente chaves de identificação presentes na literatura disponível. Também foram realizadas comparações às descrições originais e às fotos de tipos. As descrições morfológicas foram feitas com base nas exsicatas examinadas. A análise dos espécimes foi feita com auxílio de microscópio estereoscópico Zeiss em diferentes aumentos. A análise aborda características sobre o hábito, habitat, filotaxia, indumento, medidas das estruturas vegetativas, forma, consistência, tipo de venação. Características reprodutivas como inflorescências, botões florais, cálice, corola, androceu e gineceu também foram analisadas. Essas características auxiliaram na formulação das descrições das espécies. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A família Vochysiaceae é representada pelos gêneros Qualea (4), Vochysia (5), Callisthene e Salvertia com uma espécie cada. Dentre as espécies de Qualea existe uma com duas subespécies, sendo uma delas a subespécie tipo Qualea multiflora subesp. multiflora e Qualea multiflora subesp. pubescens.
Vochysiaceae A. St. Hil. Árvores, arbustos e raramente subarbustos; ramos cilíndricos. Folhas simples, inteiras, opostas ou verticiladas, estípulas decíduas, venação broquidódroma ou reticulada, glabras ou com indumento bastante variado. Inflorescências em racemos ou tirsos, terminais ou axilares, ou eventualmente flores solitárias, flores geralmente vistosas, monóclinas, diclamídeas, monandras, zigomorfas, cálice gamossépalo, geralmente calcarado; androceu com um único estame, antera biteca; estaminódios comumente presentes; gineceu com ovário súpero, trilocular. Fruto capsular loculicida, trilocular; sementes aladas. Chave para identificação de gêneros e espécies de Vochysiaceae do Complexo Serra da Canastra 1. Folhas opostas dísticas, dispostas em râmulos se assemelhando a uma folha pinada... 1. Callisthene major Folhas opostas ou verticiladas... 2 2. Corola com 1 pétala... 3 Corola com 3 ou 5 pétalas... 6 3. Cálice com protuberância bursiforme... 2. Qualea cordata Cálice com cálcar... 4 4. Casca descamante em placas finas... 3. Qualea grandiflora Casca não descamante em placas finas... 5 5. Pétala alva ou amarela... 4. Qualea multiflora Pétala violácea a vinácea... 5. Qualea parviflora 6. Estaminódios capitados com 5 mm compr.... 6. Salvertia convallariodora Estaminódios assimétricos menores que 5 mm compr.... 7 7. Casca descamante em placas... 8 Casca íntegra... 10 8. Indumento em inflorescências, ramos e folhas... 9 Indumento apenas em inflorescências... 8. Vochysia elliptica 9. Folhas bem distribuídas ao longo do ramo... 9. Vochysia sessilifolia Folhas congestas no ápice... 7. Vochysia cinnamomea 10. Lâmina foliar coriácea e fortemente revoluta... 10. Vochysia thyrsoidea Lâmina foliar cartácea e revoluta apenas na base... 11. Vochysia tucanorum 1. Calisthene major Mart., in Nova Genera et Species Plantarum 1:124, f. 75 1824. Árvore ou arbusto 1,2-12 m alt.; casca pouco ou não decorticante, indumento esparsamente pubescente. Folhas opostas dísticas, dispostas em râmulos curtos, se assemelham com uma folha pinada; catáfilos ca. 3 mm compr., afiladas; pecíolo 1-2 x 1 mm, râmulos e pecíolos com indumento pubescente canescente; lâmina 1,5-4 x 1-1,5 cm, muito variável, aumentam da base para o ápice do râmulo, oval, oboval ou lanceolada; base subcordada a arredondada; ápice mucronado, agudo ou arredondado; margem inteira, face abaxial tomentosa, canescente, face adaxial esparsamente tomentosa, principalmente na nervura principal e margem; venação reticulada, nervura marginal presente. Flores dispostas em catafilos, solitárias ou em pequenos conjuntos 1-3 floros; brácteas e bractéolas ca. 1 mm compr., afiladas; pedicelos 2-4 mm compr., cálcar 1-2 x 0,5-1 mm, reto a curvo; indumento pubescente no cálice, sépala calcarada 1 x 0,7 cm, lacínias do cálice não calcaradas 3-4 x 2 mm, triangulares, ápice acuminado; pétala 1,5 x 1,0 cm, glabra, base cuneada; ápice truncado, margem inteira. Material examinado: Capitólio, região da represa de Furnas, cachoeira Feixo da Serra, rio Turvo, 20 36 16 S, 46 13 51 W, 28.IX.2005, fl./fr., R. Romero et al. 7162, (HUFU).
Callisthene major ocorre na Bolívia e no Brasil, neste, ocorre nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal. Esta espécie é comumente encontrada em florestas, floresta ciliar, floresta de encosta e borda de floresta de encosta. No Complexo foi coletada com flores de setembro a outubro e com frutos nos meses de fevereiro, abril, agosto, setembro e outubro. Esta espécie é facilmente reconhecida por apresentar râmulos com folhas opostas dísticas que se assemelham a uma folha pinada, as folhas variam seu tamanho e forma na região basal dos râmulos, apresentam face abaxial lanosa, as flores são pequenas de cor amarela ou creme. A espécie pode ser reconhecida por ocorrer geralmente em locais próximos a fontes hídricas, como floresta de encosta ou floresta ciliar. 2. Qualea cordata Spreng., in Systema Vegetabilium, 1: 17. 1825. Árvore ou arbusto 1,5 a 4 m alt.; casca pouco ou não decorticante em fibras, glabra. Folhas opostas; pecíolo 4-10 mm compr., glabro; lâmina 3-10,5 x 1-6 cm, elíptica a oval, glabra; base subcordada a cordada; ápice cuneado a arredondado; margem inteira; venação reticulada, nervura principal proeminente na face abaxial. Inflorescências terminais, 9-18 x 2-2,5 cm, racemos 1-4 floros; pedicelos 2-4 mm compr., cálice pubescente, sépalas ovais, protuberância bursiforme, ápice arredondado; pétala 15-20 x 15 mm, serícea, margem crenada, crespa, ápice emarginado. Material examinado: Delfinópolis, estrada para Gurita 20 16 52 S 46 52 16 W, 14.V.2003, fr., R. Romero et al. 6815, (HUFU). Qualea cordata ocorre na Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru. No Brasil ocorre nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Esta espécie é comumente encontrada em campo rupestre, campo cerrado e campo sujo. Coletada com flores nos meses de outubro a novembro, e com frutos em janeiro, abril, maio, agosto novembro e dezembro. Qualea cordata é facilmente reconhecida pela associação de folhas com base subcordada a cordada, inflorescências em racemos 1-4 floros, planta glabra exceto flores com cálice pubescente, corola serícea, são alvas com manchas lilases. É reconhecida pela base das folhas e por suas inflorescências pouco densas e o cálcar em forma de protuberância bursiforme. 3. Qualea grandiflora Mart., in Nova Genera et Species Plantarum... 1: 133, pl. 79. 1824. Árvore ou arbusto 1,8-6 m alt.; casca decorticante em placas finas, indumento piloso nas gemas axilares. Folhas discolores, opostas, face adaxial clara, indumento pubescente na face abaxial; pecíolo 7-16 mm compr., pubescente; lâmina 12,5-18 x 5,5-7 cm, elíptica a oval, face abaxial pubescente, adaxial glabrescente apenas nas nervuras; base subcordada a cordada; ápice cuneado a acuminado; margem inteira, levemente ondulada; venação broquidódroma; nervura marginal presente, nervura principal e nervuras secundárias proeminentes e enegrecidas abaxialmente. Inflorescências terminais, 7-12 x 6-8 cm, em racemos 1-4 floros, indumento subseríceo a seríceo, canescente; pedicelos 1-1,5 mm compr.; cálcar ca. 20 x 4 mm; sépalas verdes, orbiculares, ápice truncado; pétala amarela, ca. 40 x 45 mm, glabra, margem crenada, ondulada, ápice emarginado. Material examinado: Capitólio, região da represa de Furnas, morro atrás da pousada do Rio Turvo, 07.XII.2005, fl., R. Romero et al. 7353, (HUFU). Qualea grandiflora ocorre na Bolívia, em Beni, La Paz, Pando, Santa Cruz. No Brasil ocorre nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Amazonas, Acre e no Distrito Federal. No Complexo é comumente encontrada em campo limpo associado a solo pedregoso, em cerrado rupestre e em cerrado próximo a borda de mata. Coletada com flores em novembro, dezembro e janeiro. Esta espécie é facilmente reconhecida pela face abaxial das folhas apresentarem nervura principal, secundárias e nervura coletora proeminentes e enegrecidas. No campo é facilmente reconhecida por apresentar, além das nervuras enegrecidas, inflorescências vistosas, corola verde, cálice amarelo com cálcar vistoso (ca. 20 mm compr.).
4. Qualea multiflora subesp. multiflora Mart., in Nova Genera et Species Plantarum 1: 134, pl. 80. 1824. Árvore ou arbusto 0,4 a 6,0 m alt.; casca não descamante em placas; glabra. Folhas discolores, opostas ou em verticilos 3-meros, face abaxial mais clara, glabras; pecíolo 3-5 mm compr., glabro; lâmina 6,5-12,5 x 2,5-4 cm, elíptica ou ovada, glabra; base cuneada a arredondada; ápice cuneado a acuminado; margem inteira, levemente ondulada; venação broquidódroma; nervuras proeminentes na face abaxial, nervura marginal presente. Inflorescências terminais, 9,5-19 x 3-4,5 cm, racemos 2-4 floros, indumento pubescente; pedicelos 4-12 mm compr.; cálcar 3-7 x 2 mm; cálice verde, sépalas orbiculares ou elípticas; pétala ca. 20 x 24 mm, alva ou amarela com listras vináceas, glabra, margem crenada, crespa. Material selecionado: Delfinópolis, s.d., fl., A. C. B. Silva, 201, (SPFR); Parque Nacional da Serra da Canastra, Paraíso Selvagem, trilha "Salto do Canyon" 20 26 04 S 46 38 73 W, 27.XI.2003, fl., R. L. Volpi et al. 778, (HUFU). Qualea multiflora subesp. pubescens (Mart.) Stafl. Q. multiflora Mart. var. pubescens Mart. 1824 p. 135 (latin diagnosis) Q. multiflora subesp. pubescens se diferencia de Q. multiflora subesp. multiflora pela presença de indumento pubescente nas folhas, pecíolos e ramos. Material selecionado: Capitólio, região da represa de Furnas, morro atrás da pousada do rio Turvo, 9.XI.2007, fl., R. Romero et al. 8046, (HUFU). Qualea multiflora ocorre na Bolívia em Beni, La Paz e Santa Cruz, no Paraguai ocorre no Alto Paraguai. No Brasil ocorre nos estados de Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Pará e no Distrito Federal. Esta espécie é comumente encontrada no Complexo em campo rupestre, cerrado rupestre, floresta de galeria e em floresta de borda de capão. Coletada com flores nos meses de novembro a janeiro, e com frutos em abril. É facilmente reconhecida por apresentar folhas geralmente elípticas, glabras, ápice acuminado e flores com indumento, exceto na antera e na pétala. No campo pode ser facilmente reconhecida por apresentar pétala alva ou amarela com listras vinho. Q. multiflora é semelhante à Qualea grandiflora, porém suas estruturas são menores, e suas folhas não apresentarem nervuras enegrecidas na face abaxial. 5. Qualea parviflora Mart., in Nova Genera et Species Plantarum... 1: 135, pl. 81. 1824 Árvore ou arbusto 2 a 7 m alt.; casca não descamante em placas ou suberosa, partes terminais não decorticantes, glabra, ocrácea a canescente. Folhas opostas ou verticiladas 3; pecíolo 2-3,5 mm compr., glabro; lâmina 5,5-7 x 2-4,5 cm, elíptica ou oval, glabra; base arredondada a cuneada; ápice retuso, emarginado ou mucronado; margem inteira; venação broquidródoma; nervura principal proeminente na face abaxial, nervuras secundárias delgadas, nervura marginal presente. Inflorescências 13-17 x 2-3 cm, terminais e axilares, racemos 2-6 floros; pedicelos 5-10 mm compr.; cálcar 2-5 x 1-2 mm; cálice canescente arroxeado, sépalas oblongas ou orbiculares, ápice arredondado; pétala 10-12 mm compr., violácea a vinácea com guias lilases, glabra, margem crenada, crespa. Material selecionado: São Roque de Minas, Parque Nacional da Serra da Canastra, Garagem de Pedras, descida para o vale dos Cândidos, 16.X.1997, fl., R. Romero et al. 4689, (HUFU). Qualea parviflora ocorre no Brasil nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins, Pará, Ceará e no Distrito Federal. No Paraguai ocorre em Amambay. Esta espécie é comumente encontrada em cerrado rupestre, em cerrado rupestre associado a afloramentos rochosos, em cerrado e em campo rupestre no Complexo Serra da Canastra. Coletada com flores em abril, outubro, novembro e dezembro e com frutos em
maio e dezembro. Esta espécie é facilmente reconhecida por apresentar casca pouco decorticante e geralmente suberosa, estruturas glabras exceto flores, inflorescências em racemos, alvas, cálice acinzentado, corola alva a vinácea e guias violeta. 6. Salvertia convallariodora A. St.-Hil. in Mémoires du Muséum d'histoire Naturelle 6: 266. 1820 Árvore ou arbusto 2,5 a 5 m; casca suberosa, não decorticante, indumento esparsamente lanoso. Estípulas decíduas. Folhas discolores, verticiladas 6-7; pecíolo 1-2,5 x 0,2-0,4 cm, pubescente; lâmina 14-23 x 6-14 cm, obovada, glabrescente; base cuneada; ápice arredondado; margem inteira, ondulada; venação reticulada, nervuras principais e secundárias proeminentes e glabrescentes na face abaxial. Inflorescências terminais 30-67 x 11-14 cm, piramidal, cíncinos 2-4 floros, indumento ferrugíneo pubescente; brácteas decíduas; pedicelos 1-2,5 cm compr.; cálcar 1-1,5 x 2-3 cm, reto a curvo; flores com cinco pétalas brancas, indumento ferrugíneo pubescente; sépala calcarada ca. 3 x 1,5 cm; lacínias do cálice não calcaradas 2,2-2,7 x 1 cm, oblongas, ápice cuspidado; 5 pétalas 3 x 1,5-2 cm, obovada, glabra, base cuneada, ápice arredondado, margem inteira. Material selecionado: Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis, estrada para Condomínio das Pedras, 17.V.2003, fl., R. A. Pacheco et al. 622 (HUFU). Salvertia convallariodora ocorre no Suriname, na Bolívia, Beni e Santa Cruz. No Brasil, ocorre nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Tocantins, Maranhão, Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá. Esta espécie é comumente encontrada em campo rupestre e cerrado no Complexo Serra da Canastra. Coletada com flores nos meses de abril e maio. Esta espécie é facilmente reconhecida por apresentar casca suberosa, folhas em verticilos 6-7 e 2 estaminódios fáceis de serem visualizados (ca. 5 mm compr.), além de cálice esverdeado e corola branca composta por cinco pétalas. No campo é facilmente reconhecida por apresentar folhas grandes (14-23 x 6-14 cm), grandes inflorescências (30-67 cm compr.) ferrugíneo pubescentes compostas por flores grandes com cinco pétalas brancas. 7. Vochysia cinnamomea Pohl Plantarum Brasiliae Icones et Descriptiones 2: 29, t. 120. 1831. Árvore ou arbusto 0,7 a 5 m alt., casca descamante em placas. Folhas discolores, verticilos 3-6; pecíolo 3-6,5 mm compr., lanoso; lâmina 7-19 x 2,5-6,5 cm, elíptica, obovada a lanceolada, adaxialmente glabrescente, pubescente na face abaxial; base cuneada; ápice retuso ou arredondado, geralmente mucronado; margem inteira; venação broquidódroma; nervura principal proeminente na face abaxial. Inflorescências terminais, 29-31,5 x 3,5-4 cm, cíncinos 2 floros, indumento ferrugíneo tomentoso principalmente em partes jovens; pedicelos 3-8 mm compr.; cálcar 7-11 x 2 mm, retos a curvos; sépala calcarada 16-24 x 12,5 mm, sépalas não calcaradas 3,5 x 3 mm, orbiculares, ápice obtuso a arredondado; pétalas côncavo-elípticas, glabras, base truncada, ápice arredondado a obtuso, margem levemente crenada, pétala central 9 x 5 mm, pétalas laterais 7,5 x 4 mm. Material selecionado: Capitólio, região da Represa de Furnas, estrada atrás do Paraíso Perdido, ca. 5 km da rodovia MG 050, 12.VII.2006, fl., R. Romero et al. 7786, (HUFU). Vochysia cinnamomea ocorre na Bolívia, no estado de Beni. Brasil nos estados: da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Tocantins e no Distrito Federal. Esta espécie é comumente encontrada em campos rupestres e cerrados rupestres do Complexo. Coletada com flores nos meses de fevereiro, março a julho e dezembro. Com frutos é encontrada em maio, outubro e dezembro. É facilmente reconhecida por suas folhas congestas no ápice dos ramos e longas inflorescências em cíncinos. Vochysia cinnamomea se diferencia de V. sessilifolia pelas folhas congestas no ápice dos ramos florígenos. V. elliptica se diferencia pelo indumento apenas em ramos florígenos, enquanto que V. cinnamomea apresenta indumento nos ramos e folhas. 8. Vochysia elliptica Mart., Nova Genera et Species Plantarum. 1: 141. 1823.
Arbusto 0,5-1,5 m alt.; casca geralmente decorticante em placas finas, glabra. Folhas verticiladas 3-4; pecíolo 2-6 mm compr., glabrescente ou glabro; lâmina 5-10 x 3-4 cm, elíptica, obovada ou oblonga, glabra; base cuneada, obtusa ou arredondada; ápice emarginado, retuso ou mucronado; margem inteira, levemente revoluta; venação broquidódroma; nervura principal proeminente na face abaxial. Inflorescências terminais e axilares, 19-23 x 4-6 cm, tirsóides, cíncinos 2-3 floros; indumento pubescente; pedicelos 10-11,5 mm compr.; cálcar 5-9 x 1-1,5 mm, curvo; sépala calcarada ca. 22 x 10 mm, sépalas não calcaradas ca. 3,5 x 2,5 mm, triangulares, ápice agudo a arredondado; pétalas glabras, margem inteira, pétala central ca. 10 x 7 mm, oval, base e ápice arredondados, pétalas laterais ca. 8,5 x 5,5 mm, obovais, base e ápice truncados. Material selecionado: Delfinópolis, Fazenda Zé Antunes, Trilha para Casinha Branca, 11.IV.2002, fl., R. A. Pacheco et al. 111, (HUFU). Vochysia elliptica ocorre nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso, Maranhão e Distrito Federal. No Complexo esta espécie é comumente encontrada em campo rupestre e campo limpo associado a afloramentos rochosos. Coletada com flores nos meses de março, abril, maio, setembro e outubro, e com frutos em maio, setembro e outubro. Esta espécie é facilmente diferenciada das outras espécies de Vochysia pela associação de folhas elípticas, com ápice emarginado, retuso ou mucronado, estruturas glabras com indumento ocorrendo apenas nas inflorescências, flores e frutos. 9. Vochysia sessilifolia Warm. Flora Brasiliensis (Martius) 13(2): 67. 1875. Subarbusto ca. 1,5 m alt.; casca descamante em placas finas, gemas axilares e ramos florígenos glabrescentes. Folhas verticiladas 4; pecíolo 4-2,5 mm compr., glabro; lâmina ca. 9,5 X 3,5 cm, elíptica-obovada, glabra; base cuneada; ápice retuso ou mucronado; margem inteira, levemente revoluta e ondulada; venação broquidódroma; nervura principal proeminente na face abaxial. Inflorescências terminais 43-50,5 x 4-6 cm, cíncinos 2-4 floros; indumento piloso esparso, ferrugíneo; pedicelos 4-6 mm compr.; cálcar 4-7 x 1-2 mm, curvo ou levemente curvo; sépala calcarada ca. 33 x 10,5 mm, sépalas não calcaradas ca. 3,5 x 3,5 mm, triangulares; ápice obtuso, cuneado, raramente arredondado; pétalas glabras, base arredondada, ápice obtuso a arredondado, margens inteiras, pétala central 10,5 x 7 mm, oval, pétalas laterais 11 x 7 mm, obovais. Material selecionado: Delfinópolis, Fazenda Águas da Serra, trilha das cachoeiras, 20 26 33 S 46 46 02 W, 13.III.2003, fl., J. N. Nakajima, 3495, (HUFU). Vochysia sessilifolia ocorre na Bolívia, nos estados de Beni, La Paz e Santa Cruz. Brasil, nos estados: do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Distrito Federal. Esta espécie é encontrada em campos rupestres do. Coletada com flores no mês de março. Esta espécie é facilmente reconhecida por apresentar folhas bem distribuídas ao longo dos ramos e longas inflorescências pubescentes e folhas glabras. 10. Vochysia thyrsoidea Pohl. Plantarum Brasiliae Icones et Descriptiones 2: 24, pl. 115. 1831. Árvore ou arbusto 0,3 a 7,5 m alt.; casca íntegra, suberosa, glabra. Folhas verticiladas 4-5; pecíolo 9-14 mm compr., glabrescente; lâmina 8-12,5 x 2-4,5 cm, ovada ou elíptica, glabra; base cuneada ou atenuada; ápice retuso, emarginado ou mucronado; margem inteira, revoluta; venação broquidódroma; nervura principal glabra, proeminente na face abaxial. Inflorescências terminais 15,5 x 7 cm, tirsóides, cíncinos 2-4 floros, pedicelos 11-17 mm compr.; cálcar 3,5-8 x 1,5-2,5 mm, retos a curvos; sépala calcarada 20-25 x 6-10 mm, sépalas não calcaradas 2-2,5 x 1,0-1,5 mm, ovais, ápice agudo a arredondado; pétalas glabras, margem inteira a levemente crenada, ápice truncado, pétala central 16 x 7 mm oblongo-elíptica, base truncada, pétalas laterais, ca. 13 x 4 mm, oblongas, base cuneada.
Material selecionado: São Roque de Minas, Parque Nacional da Serra da Canastra, guarita de Sacramento, ca. 3 km em direção a São Roque de Minas, 18.XII.2002, fl., R. A. Pacheco et al. 282, (HUFU). Vochysia thyrsoidea ocorre na Bolívia, no estado de Beni. Brasil, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Pará e Distrito Federal. Esta espécie é comumente encontrada em campo rupestre e campo limpo associado a afloramentos rochosos. Coletada com flores nos meses de setembro a dezembro, e com frutos em janeiro e abril. Vochysia thyrsoidea é reconhecida pela associação de: folhas com margem revoluta e inflorescências em tirsos. No campo a espécie pode ser facilmente reconhecida pelos ramos abertos e voltados para cima. 11. Vochysia tucanorum Pohl. Nova Genera et Species Plantarum... 1: 142, t. 85. 1824. Árvore ou arbusto 0,5 a 10 m alt.; casca íntegra, glabra, gemas axilares com indumento piloso. Folhas verticiladas 3-4 meros; pecíolo 3-12,5 mm compr.; lâmina 5,5-9,5 x 1,5-3,5 cm, glabra, obovada ou elíptica; base cuneada ou atenuada; ápice retuso ou emarginado; margem inteira, não-revoluta; venação broquidódroma; nervura principal pouco proeminente na face abaxial. Inflorescências terminais 15,5-24,5 x 3,5-6 cm, cônicas, cíncinos 2-4 floros, pedicelo 4,5-9 mm compr.; cálcar 8-9 x 0,5-1 mm, reto a curvo; sépala calcarada 22 x 7,5 mm, sépala não calcaradas 1,5 x 0,8 mm, ovais, ápice obtuso a arredondado; pétalas oblongas ou ovais, base cuneada ou truncada, ápice arredondado, glabras ou ciliadas na margem, margem levemente crenada; pétala central 17 x 3,5 mm; pétalas laterais 11 x 3 mm. Material selecionado: Capitólio, região da represa de Furnas, estrada São Roque de Minas- Sacramento, estrada para fazenda do Fundão, 09.XII.1994, fl., J. N. Nakajima & R. Romero, 758, (HUFU). Vochysia tucanorum ocorre na Bolívia, no estado de Santa Cruz. No Brasil, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal. No Paraguai, nos estados do Alto Paraná, Amambay, Canendiyu e Concepcion. Também ocorre na Argentina. Esta espécie é comumente encontrada em matas (capões em vertentes de córregos, capão e borda), e também pode ocorrer em campo rupestre, campo sujo e cerrado. Coletada com flores nos meses de janeiro, março, maio, julho, novembro e dezembro, e com frutos de março a maio. V. tucanorum é facilmente reconhecida por ser muito semelhante a V. thyrsoidea diferenciando-se basicamente pelo fato de suas estruturas serem menores. É reconhecida no campo por ocorrer em regiões onde há alguma fonte hídrica como matas e capões. AGRADECIMENTOS Ao CNPq pelo auxílio financeiro através da bolsa PIBIC, aos Herbários UEC e SPFR pelas exsicatas de doação e/ou empréstimo, ao HUFU pelo acervo do Complexo Serra da Canastra e pelas instalações cedidas para as análises dos materiais possibilitando assim a realização do presente trabalho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ab saber, A. N. O domínio dos cerrados: introdução ao conhecimento. Fundação centro de formação do servidor público, Brasília, v.3, n.1, p. 41-55, maio/jun. 1983. Allem, A. C.; Valls, J. F. M. Recursos forrageiros nativos do Pantanal Mato-Grossense. Brasília: EMBRAPA-CENARGEM, 1987. 339p. Barroso, G. M. Sistemática de Angiospermas do Brasil. Viçosa: Imprensa Universitária-UFV, 1991. v. 2, p. 377. Beard, J. S. The savanna vegetation of northern tropical America. Ecological monographs, Ithaca, v.23, p.149-215, 1953.
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