Alexandre O. Chieppe



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Transcrição:

Transmissão Vertical da Sífilis S e do HIV Alexandre O. Chieppe Coordenação Estadual de DST/AIDS-CVE Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Câmara Técnica de AIDS do CREMERJ

Do Início da Epidemia de AIDS à Atualidade 1977/78- Primeiros casos nos EUA, Haiti e África Central. Foram definidos como AIDS em 1982. 1980 - Primeiro caso no Brasil, em São Paulo, também só classificado em 1982. 1983 - Primeira notificação de caso de AIDS em criança. Relato de caso de possível transmissão heterossexual. Focaliza-se a origem viral. No Brasil, primeiro caso de AIDS no sexo feminino. 1985 - O primeiro teste anti-hiv é disponibilizado para diagnóstico. Primeiro caso de transmissão vertical. 1994 - Estudos mostram que o uso do AZT ajuda a prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho (PACTG 076). 1996 Disponibilização do AZT Venoso na rede pública.

Razão de sexo dos casos de aids notificados. Brasil, 1983 a 2001*. 30 25 25,3 20 18,0 18,0 16,3 nº de casos de aids em homens para cada caso em mulheres 15 10 9,3 7,2 6,5 5,8 5,0 5 4,2 3,7 3,4 3,0 2,6 2,2 2,1 2,0 1,8 1,7 0 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 *Casos notificados até 30/03/02. Fonte: CN DST e AIDS/SPS/MS.

Proporção de Casos de AIDS em Menores de 13 Anos por Categoria de Transmissão e Ano de Diagnóstico 100% Rio de Janeiro - 1982 a 2000 (Fonte: PN-DST/AIDS MS) 90% 80% 70% Perinatal Sangue Hemofilico 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1882/1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000

Estimativa de Prevalência do HIV entre Parturientes Estudo Sentinela Parturientes 2004 Estado do Rio de Janeiro Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Tx de Prevalência 0,594 0,152 0,225 0,537 0,51 0,425 0,413 * Fonte: Estudo Sentinela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Ministério da Saúde

Estimativa de cobertura de teste anti-hiv na Gestação Estudo Sentinela Parturiente 2004 Não Fez Pré-Natal Sem Pedido Realizou Pré-Natal Recusa Sem Resultado Todas as Etapas Estado do Rio de Janeiro 4,0 4,0 5,4 10,9 75,8 Norte 8,4 42,4 1,1 12,9 35,3 Nordeste 5,4 45,4 8,8 9,1 31,3 Sudeste 3,5 11,0 2,1 7,4 76,0 Sul 2,6 5,7 0,6 12,7 78,3 Centro-Oeste 2,0 7,5 0,6 6,2 83,7 Brasil 4,1 21,0 3,4 9,0 62,5 * Fonte: Estudo Sentinela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Ministério da Saúde

Indicador: Gestantes que Utilizaram AZT IV Estado do Rio de Janeiro 1000 800 600 400 200 0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Outros Mun. Mun.RJ Estado do RJ

N Estimado e Notificado de Parturientes Infectadas pelo HIV e uso de AZT no momento do parto. Estado do Rio de Janeiro 2000 a 2005. 1600 1400 1200 1562 1460 1399 1401 1385 1204 1000 800 600 734 840 779 794 776 817 Estimadas AZT Notificadas 400 200 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Fontes: Estimativa de parturientes baseada no n de NV + Natimortos e prevalência do HIV de 0,594% (Estudo

Transmissão Vertical do HIV no Estado do Rio de Janeiro Gestantes com resultado disponível na admissão para o parto: 75,8% Estimativa de Gestantes HIV+ (2005): 1204 Gestantes que utilizaram AZT IV (2005): 817 (67,8%)

Indicador Uso de AZT Endovenoso VANTAGENS Evento sentinela DESVANTAGENS Indicador de processo Não permite avaliar qualidade da intervenção Não permite avaliar momento do diagnóstico Não permite se ocorreram outras intervenções profiláticas durante a gestação. Não permite avaliar intervenções posteriores ao evento

Transmissão Vertical do HIV na Presença a de Aleitamento Materno Transmissão Intra-Uterina: 20 a 55% Trabalho de Parto: 60 a 70% Aleitamento: 10 a 15% Trabalho de Parto Gestação Aleitamento

Transmissão Vertical do HIV Fatores Associados - Carga Viral (*) - Estado Clínico e Imunológico da gestante - Presença de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis - Estado nutricional da mulher - Duração da ruptura das membranas amnióticas (*) - Via de parto - Presença de hemorragia intraparto - Prematuridade e Baixo peso ao nascer

Risco Variável de Transmissão Vertical do HIV Sem AZT + amamentação prolongada AZT + amamentação prolongada Sem AZT + sem amamentação 35 20 20 AZT sem amamentação AZT sem amamentação + Cesariana TARVC sem amamentação + Cesariana 8 2 1 Infectado Não-Infectado 0% 25% 50% 75% 100%

Justificativa Estimativas Brasil - Jan a Dez 2005 - SEM INTERVENÇÃO ÃO: - Taxa de Transmissão Vertical: 27% - N de Crianças as infectadas por Transmissão Vertical: 3.114 - Custo Médio M por tratamento / ano: $ 8.000 - COM INTERVENÇÃO ÃO: - Taxa de Transmissão Vertical: <1% - N de Crianças as infectadas por Transmissão Vertical: <124 - Custo Médio M por Profilaxia: $ 1.000

Prevenção da Transmissão Vertical do HIV Intervenções Preconizadas - PROTOCOLO 076 (PACTG 076) - AZT oral durante a gestação (a partir de 14 semanas) - AZT venoso no parto - AZT xarope para o recém-nato (6 semanas) - Inibição da lactação - Substituição do Aleitamento Materno

Prevenção da Transmissão Vertical do HIV Intervenções Preconizadas - Aumento da testagem das mulheres em idade fértil. f - Planejamento familiar. - Promoção do uso do preservativo. - Diagnóstico e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis.

Prevenção da Transmissão Vertical do HIV Intervenções Preconizadas - Realização do teste anti-hiv o mais precoce possível na gestação. - Realização do Teste Rápido R na admissão para o parto, se resultado do teste não disponível. - Antiretrovirais (terapia combinada) a partir da 14ª semana de gestação. - Definição de Via de Parto. - Intervenções Contra-Indicadas Indicadas: - Amniocentese; Cordocentese; ; Fórceps??? F

Prevenção da Transmissão Vertical do HIV Intervenções Preconizadas Recentes - Realização do teste anti-hiv no 3 3 trimestre de gestação. - Uso ampliado da Terapia/Profilaxia Antiretroviral Combinada -> Zidovudina (AZT) +Lamivudina+ (3TC) +Nelfinavir+ (NFV) ou Nevirapina (NVP) - Ponde de Corte - Carga Viral:1.000 cópias/ c pias/ml - Ponto de Corte - CD4: 200 Cels/mm3 - Realização da cesariana quando utilizado somente AZT na gestação.

-Definição de Via de Parto - Carga Viral Idade Gestacional Recomendações >1.000 Cópias/ml ou Desconhecida > ou = 34 Semanas (na ocasião da aferição) Parto por Operação Cesariana Eletiva <1.000 Cópias/ml ou Indetectável > ou = 34 Semanas (na ocasião da aferição) Parto Vaginal (Exceto Monoterapia com AZT)

Transmissão Vertical do HIV no Brasil Viabilidade Disponibilização de AZT injetável: 1996 Portaria 2104/GM de Novembro de 2002 Projeto Nascer Maternidades Testes laboratoriais para detecção da infecção pelo HIV (testes rápido); Testes para sífilis (microhemaglutinação). Anti-retrovirais (AZT Injetável e Xarope). Inibidor de lactação (Estradiol) Fórmula infantil. Anexo 2 da Portaria 2313 de 19 de Dezembro de 2002 e Portaria 1.071, de 09 de julho de 2003 Recursos adicionais para aquisição de fórmula infantil por Estados e Municípios

Transmissão Vertical do HIV no Brasil Portaria 822 de 27 de junho de 2003. Inclui na Tabela de Procedimentos Especiais do SIH/SUS: Teste Rápido R Anti-HIV Inibidor de Lactação (Cabergolina) Teste de Microhemaglutinação (sífilis) Portaria 766 de 21 de Dezembro de 2004 Inclui na Tabela SIA/SUS: Teste Rápido Anti-HIV Teste Rápido para Sífilis Portaria 34 de 28 de Julho de 2005 Regulamenta o uso de testes rápidos r para diagnóstico da infecção pelo HIV em situações especiais.

Estratégias Integradas para Reduzir a Transmissão Vertical Planejamento Familiar Prevenção Primária ria do HIV Prevenção da Transmissão Vertical do HIV. -Durante a Gestação -Gestação -Durante o Parto -Pós-parto