Órgão da visão (olho e acessórios)

Documentos relacionados
VISÃO SISTEMA NERVOSO SENSORIAL. A visão é o processo pelo qual a luz refletida dos objetos no nosso meio é traduzida em uma imagem mental.

- BASES BIOLÓGICAS PARA O CUIDADO I - Prof. Mateus Cruz Loss. Programa de Pós Graduação em Biologia Animal

OLHO INDICAÇÃO DE LEITURA VISÃO GERAL DO OLHO CAMADAS DO OLHO Túnica Corneoescleral Túnica Vascular ou Úvea

OLHO PRÁTICA 01: CÓRNEA

pupila Íris ESCLERA CORPO CILIAR COROIDE ÍRIS HUMOR VÍTREO LENTE RETINA CÓRNEA NERVO ÓPTICO

FISIOLOGIA DA VISÃO E SEUS DISTÚRBIOS

Disciplina Corpo Humano e Saúde: Uma Visão Integrada - Módulo 1

SENTIDO DA VISÃO. Profa Silvia Mitiko Nishida Depto de Fisiologia

ÓRGÃOS DOS SENTIDOS. Prof. MSc. Cristiano Rosa de Moura Médico Veterinário

Teoria tricromática de Young-Helmholtz

Ciências da Natureza Física Prof.: Luiz Felipe

FISIOLOGIA DA VISÃO PERCEPÇÃO VISUAL. Le2cia Veras Costa- Lotufo

Sentidos especiais Visão, olfacto, paladar, audição e equilíbrio

SENTIDOS ESPECIAIS: VISÃO. - Metade de todo o córtex cerebral esta de alguma forma envolvido com a visão.

MAGNETISMO e ESPIRITISMO

O que ele faz? Responsável pela captação de odores. Qual órgão é responsável pelo olfato? O nariz.

BIOFÍSICA DA VISÃO E DA AUDIÇÃO

ÓRGÃO DA VISÃO. Constituição do Bulbo Ocular: Túnica Fibrosa: Túnica Vascular: Túnica nervosa: Túnica Nervosa. Túnica Vascular.

D I S C I P L I N A D E S E M I O L O G I A U N I V E R S I D A D E D E M O G I D A S C R U Z E S FA C U L D A D E D E M E D I C I N A

HISTOLOGIA Parte da biologia que estuda os tecidos Prof. Junior (

Sentidos São os meios através dos quais os seres vivos percebem e reconhecem outros organismos e as características do meio em que vivem.

Sistema Óptico do Olho

Audição. Profa. Dra. Eliane Comoli Departamento de Fisiologia da FMRP

ÓPTICA GEOMÉTRICA PREGOLINI

TECIDOS. Professora Débora Lia Biologia

Aulas 23 e 24 Página 91

Anatomia & fisiologia. Parte externa do olho

RESULTADOS Apresentamos as pesquisas bibliográficas realizadas para compreender as partes e funcionamento do olho humano.

Biofísica da Visão. Fotorrecepção. Formação da imagem

Tecidos estrutura geral

Wilma Kempinas_IBB UNESP Embriologia Humana 2013

OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS

Aquisição e Representação de Imagens. 35M56 Sala 3D5 Bruno Motta de Carvalho DIMAp Sala 15 Ramal 227

Biofísica da Visão. Fotorrecepção. Formação da imagem

Esquema simplificado do olho humano

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 26

SNC. Vias de comunicação do sistema nervoso. Receptores. Processamento. Sistemas sensoriais. Transmissão. Via aferente

TECIDO EPITELIAL 13/10/2014. Mamíferos: Tipos de tecidos. Epitelial Conjuntivo Muscular Nervoso. Tecido epitelial: Origem ECTODERMA MESODERMA

- CAPÍTULO 9 - SISTEMA SENSORIAL

Visão. Iluminação. Fernando Gonçalves Amaral. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção - UFRGS

FACULDADE DE EXCELÊNCIA EDUCACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE CURSO: FISIOTERAPIA INTRODUÇÃO A HISTOLOGIA

NEUROFISIOLOGIA DA VISÃO I

Órgãos dos Sentidos. Profª Fernanda Jacobus de Moraes

FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO SENSORIAL 3

Sistema Respiratório Disciplina Citologia e Histologia II. Docente: Sheila C. Ribeiro Agosto/2016

Sistema Respiratório. rio

Cadeira de Biofísica Molecular. Capítulo 5. Sistema Visual. Paula Tavares, FCUL ( )


Sistema Urinário. Carla Beatriz Silva. Introdução

HISTOLOGIA DO TECIDO EPITELIAL

Oblíqüo superior. Gira o globo para baixo e para longe do nariz. Reto superior Gira o globo para cima. e para perto do nariz

SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO. Prof. Dr. José Gomes Pereira

Anatomia e Histologia do Limbo

TECIDO EPITELIAL. Tecido Epitelial FUNÇÕES :

HISTOLOGIA TECIDO NERVOSO

Nossos olhos detectam a presença de luz - Comprimento de onda 380 e 760nm- Visível para nós

Aparelho reprodutor masculino

HISTOLOGIA TECIDO NERVOSO

Marcelo costa BIOFÍSICA DA VISÃO BIOFÍSICA DA VISÃO

TECIDO EPITELIAL. Tecido epitelial: Origem. Mamíferos: Tipos de tecidos. Epitelial Conjuntivo Muscular Nervoso 26/09/2017 ECTODERMA MESODERMA

2ª PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS OFTALMOLOGIA

REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA ISSN: Ano IX Número 17 Julho de 2011 Periódicos Semestral

Lentes Esféricas. Prof.: Henrique Dantas

HISTOLOGIA. Tecido Epitelial

É um agente físico capaz de sensibilizar os nossos órgãos visuais.

. a d iza r to u a ia p ó C II

Mini Glossário. B Blefarite Inflamação das pálpebras.

Profa. Dra. Thâmara Alves

Histologia Animal. - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais.

BIOLOGIA. Moléculas, células e tecidos. Estudo dos tecidos Parte 1. Professor: Alex Santos

TECIDO EPITELIAL. Prof. Cristiane Oliveira


Histofisiologia Tecido epitelial. Prof. Leonardo M. Crema

Sistema Respiratório

Sentidos São os meios através dos quais os seres vivos percebem e reconhecem outros organismos e as características do meio em que vivem.

Histologia. Profª Andréa Roveré

Sandra Iara Lopes Seixas Professora Adjunta do Departamento de Morfologia da Universidade Federal Fluminense

Os tecidos. Tecidos biológicos. Aula 1 e 2. Tecido epitelial Tecido conjuntivo. 1º bimestre. Professora calina

Segunda-feira, 20 de março de 2017

Profa. Le:cia Veras Costa- Lotufo. Câmara superautomá:ca Posiciona- se na direção do objeto Poder de foco Regula a sensibilidade do filme

25/08/ APARELHO RESPIRATÓRIO Usado vezes por dia

HISTOLOGIA DO TECIDO EPITELIAL - 3

HISTOLOGIA PROPEDÊUTICO Tecido Epitelial. Profa. Dra. Constance Oliver Profa. Dra. Maria Célia Jamur

BIOLOGIA. Histologia. Professora: Brenda Braga

Ventilação e trocas gasosas nas vias aéreas

Histologia. Leonardo Rodrigues EEEFM GRAÇA ARANHA

TECIDO EPITELIAL SEGUNDA PARTE

Exercícios sobre a Visão um dos cinco sentidos

Tecido Nervoso. Neurônios

De forma geral, a visão é o sentido mais valorizado pelas pessoas. Em uma sociedade

Biofísica da Visão. Fotorrecepção e formação da imagem

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Raduan

Transcrição:

Órgão da visão (olho e acessórios)

Órgão da visão (olho e acessórios)

Túnicas do Olho 1) Túnica fibrosa= córnea+esclera 2) Túnica vascular (úvea)= coróide+corpo ciliar +íris) 3) Túnica Neural = retina neural + retina pigmentada 1) 2) 3)

Túnicas do Olho

(câmara anterior) Câmaras do olho (câmara vítrea) (câmara posterior) Humor aquoso (fluído) Corpo Vítreo (gelatinoso) Produção pelos Hialócitos (MEC e fagocitose): MEC: gel transparente que apresenta: - água 99% - glicosaminoglicanas (AH) - fibrilas de colágeno Canal Hialóide (vida fetalartéria hialóide) Produção no epitélio ciliar (corpo ciliar) representado por um filtrado plasmático com proteínas, eletrólitos, glicose, etc)

Humor aquoso (produção e escoamento) 1) Epitélio ciliar 2) Pupila 3) Rede trabecular e canal de Schlemm 1 3 2

Humor aquoso (produção e escoamento) A C B C B A

Córnea Transparente, avascular e altamente inervada e mais espessa que a esclera e com cinco camadas: Camadas: epitélio da córnea camada (membrana) de Bowman estroma membrana de Descemet endotélio da córnea

Córnea

Túnica vascular (úvea)

Íris conjuntiva Pupila Íris Câmera posterior Íris Cristalino Câmera posterior

Células pigmentadas e fibroblastos Íris Origem mioepitelial SNAS - midríase CML SNAP - miose Dupla camada epitelial pigmentada)

Reflexos oculares Medríase e Miose Midríase: DILATAÇAO pupilar causada pela contração do músculo radial da íris, diante de baixa luminosidade. Reflexo mediado pelo SNA simpático clic Alem disso, a miose reduz o cone de luz e melhora a focalização do objeto sobre a fóvea.

Corpo ciliar Processo ciliar Fibras da zônula Epitélio ciliar Ep. pigmentado Ep. não pigmentado Músculo ciliar C. fenestrados

Corpo ciliar

Lente ou cristalino Cristalino ou lente: Lente avascular, elástica, biconvexa e transparente; Três partes: Cápsula do cristalino, epitélio capsular e as fibras do cristalino (córtex e núcleo); Ligamento suspensor (fibras especiais, zônula ciliar) Câmara anterior Iris Câmara posterior Cristalino Câmara vítrea

Cristalino ou lente Cápsula da lente: revestimento acelular com fibras colágenas IV e glicoproteínas, mais espessa na porção anterior Epitélio capsular: localizado na porção anterior da lente (camada única de células cúbicas) abaixo da cápsula da lente Fibras do cristalino (miolo da lente): originam-se das células do ep. capsular que perdem seu núcleo e organelas e se alongam (7 a 10 mm) com depósito de filensinas e das proteínas cristalinas (,, ).

Cristalino ou lente

Cristalino ou lente

Catarata Mudança na solubilidade das proteínas da lente Opacidade do cristalino Diabetes e envelhecimento glicose/sorbitol

Opacificação do cristalino

Acomodação Visual Miopia (enxerga bem de perto) Hipermetropia (enxerga bem de longe)

Músculo ciliar relaxado Músculo ciliar contraído Aumenta a tensão dos ligamentos Lente mais plana Diminui a tensão dos ligamentos Lente mais curva Objetos distantes < REFRAÇAO Objetos próximos > REFRAÇAO

Retina

Retina (A) Retina pigmentada (B) Retina propriamente dita (fotossensível) B A

Retina

Camadas: A) Epitélio pigmentar (contem melanina) absorvem luz, fagocitam os discos membranosos gastos dos bastonetes, esterificam derivados da vitamina A microvilos apicais envolvem as extremidades dos fotorreceptores B) Camada de bastonetes e cones (fotorreceptores) segmentos externos, internos, região nuclear e sináptica C) Membrana limitante externa fileira de zônulas de oclusão entre as células de Müller e os fotorreceptores D) Camada plexiforme externa Retina local de sinapses axodendríticas entre os fotorreceptores e células horizontais, amácrimas e bipolares

Camadas: Retina E) Camada nuclear interna núcleos de células de Müller, células horizontais, amácrimas e bipolares F) Camada plexiforme interna prolongamento de células ganglionares, bipolares e amácrimas e sinapses axodendríticas entre axônio de células bipolares e dendritos das células ganglionares G) Camada de células ganglionares H) Camada de fibras do nervo óptico axônios amielínicos das células ganglionares I) Membrana limitante interna lâmina basal das células de Müller

Retina

Os fotorreceptores Convertem o sinal luminoso em potencial receptor por meio de reações fotoquímicas. Há dois tipos de receptores. BASTONETES Púrpura (380 a 650nm) Tons de cinza Adaptados a baixa luminosidade CONES Azul (419nm) Verde (531nm) Vermelho (559nm) Visão em cores Adaptados a alta luminosidade Elevada resolução espacial das imagens

Distribuição de Cones e Bastonetes A distribuição de cones e bastonetes na retina não é uniforme. Retinas nasal e temporal: mais bastonetes Retina central: mais cones

Causas da resolução espacial Retina Periférica Retina central Maior densidade de bastonetes Maior densidade de cones Grande convergência pouca convergência Integra uma grande área da retina Integra uma pequena área da retina Baixa resolução Alta resolução

Retina

Retina

Retina

Retina Mácula lútea Fóvea central Cones apenas

Retina

Retina Nervo óptico Disco óptico ou ponto cego

Órgãos acessórios do Olho

Músculos do Olho Músculos extrínsecos: Reto medial, lateral, superior e inferior Oblíquo superior e inferior

Elementos que participam da visão MÚSCULOS OCULARES EXTRINSECOS Os músculos oculares movem os globos oculares

Aparelho Lacrimal

Aparelho Lacrimal Glândula lacrimal (tubuloalveolar composta de secreção serosa) - com 6 a 12 ductos; - fluído lagrimal (lisozima); umedece e protege a esclera e córnea;

Aparelho Lacrimal A B C (A) Canalículos lacrimais: coleta o excesso do fluído celular no ponto lacrimal (epit. estratificado cilíndrico ciliado); (B) Saco lacrimal: porção dilatada do ducto nasolacrimal (epit. pseudoestratificado cilíndrico ciliado); (C) Ducto nasolacrimal: drena o fluído lacrimal para o meato inferior no assoalho da cavidade nasal (epit. pseudo-estratificado cilíndrico ciliado);

Pálpebra

Pálpebra