TERMO DE REFERÊNCIA - Educação Infantil Titulo do Projeto Fortalecimento da capacidade institucional da FUNDAJ nos processos de desenvolvimento de pesquisas na área de avaliação de políticas públicas em Educação e nos processos de preservação e ação educativa do Museu do Homem do Nordeste 1. Unidade Responsável Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). 2. Enquadramento da contratação no Projeto Resultado 1 Subsídios elaborados para avaliar instituições educacionais e políticas públicas de educação, especificamente aquelas relacionadas à educação básica. Meta 1.1 Avaliar a evolução do acesso e da qualidade no atendimento da educação Infantil nos municípios da região Nordeste. Atividade 1.1.1 Levantamento dos dados sobre a demanda de Educação Infantil nos municípios do Nordeste. Atividade 1.1.2 Levantamento sobre a infraestrutura das instituições da Educação Infantil nas redes públicas dos municípios do Nordeste. Atividade 1.1.3 Levantamento sobre a proporção do atendimento e o gasto aluno/ano em instituições de Educação Infantil pública municipal e conveniada nos municípios de Pernambuco. Atividade 1.1.4 Levantamento sobre o investimento realizado na Educação Infantil, a partir do valor destinado pelo FUNDEB. Atividade 1.1.5 - Caracterização dos Municípios que aderiram ao Proinfância entre os anos de 2007 e 2013, na região Nordeste. Atividade 1.1.6 - Levantamento do número de projetos encaminhados pelos municípios do Nordeste, número de projetos aprovados e fase atual da construção, diferenciando os tipos de projetos arquitetônicos tipo A, B ou C. 3. Objetivo Consultoria técnica especializada para o desenvolvimento de estudos para subsidiar a avaliação de instituições educacionais e políticas públicas de Educação Infantil, na região Nordeste. 4. Justificativa: Nas últimas duas décadas, o Brasil vem ampliando o atendimento no ensino fundamental, até quase a universalização. Assim, os problemas relativos ao acesso à educação se restringem às vagas para a Educação Infantil, uma vez que, segundo dados do Censo Demográfico de 2010, o atendimento às faixas etárias de 6 a 14 anos de idade era de 98,2%,
enquanto que na faixa de etária de 4 e 5 anos, o atendimento na Educação Infantil atingia 81,7% das crianças (IBGE, 2010). A ampliação do atendimento está relacionada em grande medida às formas de financiamento da educação no Brasil. Atualmente, a educação básica está descentralizada do ponto de vista financeiro-administrativo. A Constituição Federal de 1988 definiu o percentual mínimo para o financiamento da educação pública de 18% do orçamento da União e 25% dos impostos dos Estados e Municípios. A LDB de 1996 introduziu uma modificação nesses percentuais possibilitando os municípios utilizarem um percentual diferente para a educação determinado pela Lei Orgânica de cada cidade, sendo que deveria ser respeitado o mínimo de 25%. Apesar dessa definição quanto aos percentuais mínimos a serem gastos com a educação básica, não há no texto da Constituição uma determinação de um mínimo que deve ser destinado com as diferentes etapas do ensino. A Constituição também define que os estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no Ensino Fundamental e Médio, e os municípios no Ensino Fundamental e na Educação Infantil. Aqui também apesar de ser definido que esses entes federados devem cooperar entre si, não há uma maior especificação de como deve ser essa cooperação. Em 1996, com a criação do FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, os estados e municípios passaram a receber recursos para a oferta da educação pública de acordo com o número de alunos matriculados no Ensino Fundamental. Esse mecanismo de arrecadação e distribuição de recursos provocou uma tendência nacional de retirada das crianças de 6 anos da Educação Infantil e sua inserção no Ensino Fundamental pelas redes municipais com o objetivo de aumentar os recursos recebidos do FUNDEF. Muitos estudos apontam para o fato de que ao longo da década de 90, a maioria dos municípios priorizou essa etapa do ensino, direcionando esforços e recursos para essa etapa e deixando os investimentos na educação infantil sujeitos à disponibilidade orçamentária (BECKER, 2008, BASSI, 2011; PINTO, 2007). Em 2007, foi criado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (FUNDEB) que destina recursos para a Educação Básica, com a inclusão da Educação Infantil. Apesar desse fundo ter sido um dos fatores que possibilitou a ampliação da Educação Infantil, o formato adotado na destinação dos recursos provocou perda de recursos pelos pequenos municípios por serem os que têm maior participação de transferências na receita total. Os municípios de maior porte além de ter maior autonomia e, assim, conseguir a maior parte de sua renda por meio de receitas próprias, também têm as maiores redes escolares e, portanto, um maior coeficiente de repasse do fundo, que é calculado com base no total de matrículas do município. Dessa forma, apesar dos recursos do FUNDEB destinados à Educação Infantil, a ampliação da oferta de creches permanece ligada à capacidade financeira e de recursos humanos nos municípios o que tem como consequência um acesso restrito e uma oferta com precariedade no que diz respeito à qualidade do atendimento. A outra consequência é que, muitas vezes, os municípios precisam recorrer a programas e projetos financiados pelo governo federal, estadual, organismos não governamentais ou organismos multilaterais para financiar esse atendimento. Em 2009, a Emenda Constitucional no. 59 instituiu a obrigatoriedade da escolarização a partir dos quatro anos, devendo essa ser implantada progressivamente até 2016. Essa medida também terá como resultado a ampliação da oferta da Educação Infantil inclusive com a implantação naqueles municípios que nunca havia oferecido esse atendimento o que trouxe uma nova demanda para a gestão municipal. Ainda são poucos os estudos que analisam a situação da Educação Infantil, considerando as mudanças advindas no contexto do FUNDEB e da obrigatoriedade da escolarização a partir dos quatro anos. Dessa forma, a análise do panorama da Educação Infantil com a
implantação do FUNDEB no período de 2007 a 2011 faz-se urgente para a proposição de programas e políticas para essa faixa etária. 5. Atividades e Produtos Produto 1.: Documento técnico contendo diagnóstico sobre a oferta de Educação Infantil por município da região Nordeste. Atividade 1.1. Levantamento dos dados sobre a evolução da demanda de Educação Infantil em todos os municípios da região Nordeste, através da taxa de frequência a escola, a partir dos dados da PNAD de 2006 e 2012 (IBGE) e do Censo Escolar de 2006 e 2012 (INEP), considerando a localização rural e urbana e diferenciando creche e pré-escola e horário parcial ou integral. Atividade 1.2. - Sistematização dos dados levantados sobre a demanda e a oferta de Educação Infantil nos municípios da região Nordeste. Produto 2.: Documento técnico contendo o diagnóstico sobre a infraestrutura das instituições de Educação Infantil das redes públicas dos municípios da região Nordeste. Atividade 2.1. Levantamento dos dados sobre a infraestrutura das instituições de Educação Infantil das redes públicas dos municípios da região Nordeste (existência de parque infantil, brinquedoteca, computadores para uso dos alunos, internet na escola, banheiros dentro do prédio e adaptados para a faixa etária da Educação Infantil, bibliotecas, salas de leitura e acessibilidade), diferenciando creches e préescolas e zona rural e urbanas, considerando os anos de 2007 a 2012, a partir dos dados do Censo Escolar/INEP. Atividade 2.2. - Sistematização dos dados levantados e sobre a infraestrutura das instituições de educação Infantil nos municípios da região Nordeste. Produto 3.: Documento técnico contendo o diagnóstico sobre a proporção do atendimento público e conveniado de Educação Infantil nos municípios da região Nordeste, diferenciando creche e pré-escola e horário parcial ou integral, considerando os anos de 2007 a 2012. Atividade 3.1. Levantamento dos dados sobre a proporção do atendimento público e conveniado de Educação Infantil nos municípios da região Nordeste, diferenciando creche e pré-escola e horário parcial ou integral, considerando os anos de 2007 a 2012, a partir dos dados disponíveis na página do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Atividade 3.2. - Sistematização dos dados levantados sobre a a proporção do atendimento público e conveniado de Educação Infantil nos municípios da região Nordeste Produto 4.: Documento técnico contendo estudo analítico do investimento de recursos públicos na Educação Infantil, a partir dos valores do gasto aluno/ano no atendimento público e conveniado de educação infantilnos municípios da região Nordeste e do valor destinado a esse atendimento pelo FUNDEB.
Atividade 4.1. Levantamento dos dados sobre o gasto aluno/ano no atendimento público e conveniado de educação infantil nos municípios da região Nordeste, diferenciando creche e pré-escola, considerando os anos de 2007 a 2012, a partir dos dados disponíveis na página do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Atividade 4.2. Levantamento sobre o investimento de recursos públicos realizado na Educação Infantil, a partir do valor destinado pelo FUNDEB, nos municípios da região Nordeste. Atividade 4.3. - Sistematização dos dados levantados sobre o investimento de recursos públicos na Educação Infantil e o gasto aluno/ano nos municípios da região Nordeste. 6. Perfil profissional Possuir Graduação na área de Educação, em cursos reconhecidos pelo MEC e mínimo de 03 (três) anos de experiência em gestão educacional ou experiência acadêmica comprovada nas áreas de Ciências Humanas ou Sociais. 7. Vigência do : agosto de 2014 a março de 2015 8. Cronograma de entrega de produtos PRODUTO Produto 1.: Documento técnico contendo diagnóstico sobre a oferta de Educação Infantil por município da região Nordeste. Produto 2.: Documento técnico contendo o diagnóstico sobre a infraestrutura das instituições de Educação Infantil das redes públicas dos municípios da região Nordeste. PRAZO DE ENTREGA 45 dias após a 90 dias após a Produto 3.: Documento técnico contendo o diagnóstico sobre a proporção do atendimento público e conveniado de Educação Infantil nos municípios da região Nordeste, diferenciando creche e pré-escola e horário parcial ou integral, considerando os anos de 2007 a 2012. 150 dias após a Produto 4.: Documento técnico contendo estudo analítico do investimento de recursos públicos na Educação Infantil, a partir dos valores do gasto aluno/ano no atendimento público e conveniado de educação infantil nos municípios da região Nordeste e do valor destinado a esse atendimento pelo FUNDEB. 210 dias após a
Observações: As passagens e diárias necessárias para o desenvolvimento das atividades serão custeadas à parte, pelo projeto, sendo as diárias calculadas com base na legislação aplicável ao serviço público federal. No entanto, os consultores que não residirem na cidade do Recife, sempre que forem convocados, deverão arcar com os custos de deslocamentos e diárias para a cidade do Recife. 9. Processo de Seleção A seleção dos candidatos será realizada em três etapas: 1ª etapa - Análise curricular; e 2ª etapa - Entrevista presencial ou por Skype. Para os candidatos sediados fora do Recife, que optarem por entrevista presencial, informa-se que os custos de transporte, hospedagem e alimentação, se necessários, são de responsabilidade do candidato e para as entrevistas agendadas por Skype, informa-se que os candidatos devem providenciar as condições técnicas de recepção para a entrevista; 3ª etapa análise da documentação comprobatória da experiência acadêmica e profissional; e entrega da autorização formal, da liberação, pelo dirigente máximo do órgão ou da entidade ao qual o candidato esteja vinculado, no caso de professor com vínculo público. Considerando que a consultoria a ser contratada deverá se realizar em Recife, informa-se que os gastos com transferência de domicilio, se necessários, são de responsabilidade do selecionado. a) 1ª Etapa a análise curricular será feita com base nos critérios estabelecidos nas tabelas a seguir: Formação Acadêmica -.Possuir Graduação na área de Educação, em cursos reconhecidos pelo MEC. Caracterização (pontuação única Máxima 15 pontos). Será considerado para registro apenas o curso de maior pontuação (pontos não cumulativos). Especificação Graduação na área de Educação Mestrado nas áreas das Ciências Sociais ou Educação Pontuação 10 pontos 15 pontos Experiência Profissional - mínimo de 03 (três) anos de experiência em gestão educacional ou experiência acadêmica comprovada nas áreas de Ciências Humanas ou Sociais. Caracterização (pontuação única Máxima 20 pontos) Será considerado para registro apenas o tempo de experiência de maior pontuação (pontos não cumulativos) Especificação De 3 a 5 anos de experiência em gestão educacional ou experiência acadêmica comprovada nas áreas de Ciências Humanas ou Sociais. + de 5 anos de experiência em gestão educacional ou experiência acadêmica comprovada nas áreas de Ciências Humanas ou Sociais. Pontuação 15 pontos 20 pontos b) 2ª etapa a análise da entrevista* será feita mediante os critérios estabelecidos na tabela a seguir: Caracterização (pontuação acumulativa máximo 30 pontos)
Especificação Entendimento superficial no campo da educação. Compreensão do campo da avaliação de políticas. Experiência mais densa em atividades de análise de dados em pesquisas na área de das Ciências Sociais e Educacionais. Pontuação Até 5 pontos Até 15 pontos Até 30 pontos *Somente serão considerados aptos a participar da 2ª etapa (entrevista) do processo de seleção, os candidatos que atingirem a pontuação mínima de 20 pontos na soma dos critérios definidos nas tabelas de Formação Acadêmica e de Experiência Profissional. c) 3ª etapa análise da documentação comprobatória da experiência acadêmica e profissional; e entrega do documento com autorização formal, da liberação, pelo dirigente máximo do órgão ou da entida ao qual o candidato esteja vinculado, no caso de professor com vínculo público. O candidato selecionado deverá apresentar a documentação comprobatória no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis, após a divulgação do resultado. No caso de professor com vínculo público, o documento formal de liberação do dirigente máximo do órgão ou entidade ao qual esteja vinculado, deverá ser apresentado no prazo máximo de 10 (dez) dias úteis, após a divulgação do resultado.