GRÉCIA ANTIGA CAP 7/8

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Transcrição:

GRÉCIA ANTIGA CAP 7/8

LOCALIZAÇÃO Península Balcânica, território também chamado por seus habitantes de Hélade. A Grécia Antiga não formava um Estado unificado, mas sim um conjunto de povos independentes politicamente, com uma linguagem, religião e política em comum.

PERIODIZAÇÃO HISTÓRICA A história da Grécia Antiga pode ser dividida em duas partes: Grécia Creto-micênica e a Grécia das Pólis. O período creto-micênico corresponde à origem do povo grego, ainda nas ilhas. Sobre esse período restam poucas fontes. O período das pólis corresponde a uma maior quantidade de informações e registros, e também grandes mudanças na estrutura social e política grega.

PERIODIZAÇÃO HISTÓRICA PERÍODO PERÍODO PRÉ-HOMÉRICO: sociedade creto-micênica CARACTERÍSTICA Formação do mundo grego PERÍODO HOMÉRICO PERÍODO ARCAICO PERÍODO CLÁSSICO PERÍODO HELENÍSTICO Formação dos genos, poemas Homéricos Formação das Pólis Apogeu político e cultural grego Decadência da civilização grega

CIVILIZAÇÃO CRETO- MICÊNICA A Grécia desempenhou papel de primeiro plano na Antiguidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura ocidental. Na origem da civilização grega estão outros povos que se estabeleceram na região, formando por exemplo, a civilização creto-micênica.

CRETA Maior ilha do conjunto da Grécia, localizada no Mar Mediterrâneo.

A civilização grega teve como núcleo de origem pricnipal a ilha de Creta, que teve seu apogeu e queda entre os ano de 2000 a.c. e 1400 a.c. Sua formação é marcada por várias narrativas mitológicas, como a lenda do Minotauro

Conta a lenda que o Minotauro nasceu em função de um desrespeito do seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de se tornar rei de Creta, fez um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, mas em troca pediu que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com a sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse. Furioso com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar Minos, fazendo com que a esposa Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Pasífae apaixonou-se de fato pelo animal e ficou grávida. Desta união nasceu o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos pediu a Dédalos que construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta. Depois de vencer e dominar, numa guerra, os atenienses, que tinham matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todos os anos sete rapazes e sete moças de Atenas para serem devorados pelo Minotauro. Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir a Creta matar o Minotauro. Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Com muita precaução, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que tinha recebido de presente de Ariadne, colocando fim áquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.

M O N T AG E M DA H I S T Ó R I A Seu posicionamento e localização geográfica não favoreceu o desenvolviemento da agricultura. Tornou-se um povo navegador, com fortes contatos marítimos e relações comerciais com outros povos, como Egito, Grécia e a Ásia Menor. Seu forte comércio gera domínio sobre outras cidades-estado gregas. Outras cidades estado pagavam tributos e oferendas: relação com a mitologia. O controle político de Creta estava nas mãos de uma elite comercial, formando uma TALASSOCRACIA.

1400 a.c.: sofre uma invasão dos AQUEUS, dando origem ao surgimento da civilização CRETO-MICÊNICA Civilização miscigenada, cujos representantes se espalhariam e dominariam o mar Egeu até o século XIII a.c. Principal cidade: Micenas. Marcada por um povo guerreiro, que estende seu domínio por quase todos os povos do Mediterrâneo Oriental. Séc. XII a.c.: Invasão DORIA: povo de superioridade bélica, embora inferiores em organização política. Período de desquilíbrio e desestruturação socio-cultural, que dura até uma nova organização da política grega, por volta do século VII a.c.

ECONOMIA Comércio pelo Mar Mediterrâneo Possibilidade de mobilidade social Forte desenvolvimento urbano. Exemplo: Palácio de Cnossos

SOCIEDADE Urbana mulheres: maior liberdade social, participação política e importância religiosa.

CULTURA Assimilação cultural de vários povos Religião politeísta * Matriarcal: Grande Mãe, fertilidade, sacerdotisas.

CIVILIZAÇÃO GREGA

O POVOAMENTO DA GRÉCIA A partir do ano 2000 a.c. vários povos chegam à Grécia, sendo os mais importantes os Aqueus, Jônios, Eólios e Dórios. Os Dórios, essencialmente guerreiros, fora, os responsáveis pela destruição da civilização Creto-Micênica e dispersão do povo da Grécia Continental por várias ilhas e costa da Ásia Menor. Primeira Diáspora Divide-se os períodos posteriores a esse movimento em quatro partes: Período Homérico, Arcaico, Clássico e Helenista.

1) Período Homérico (1700-800 a.c.) Formação de comunidades patriarcais-genos-, lideradas por um patriarca (pater-familis): comunidades gentílicas. Cada pater era uma autoridade máxima, exercendo funções de juíz, chefe religioso e militar. A proximidade de parentesco com o pater definia a posição social de cada indivíduo. Cada geno constituía uma unidade econômica, política, social e religiosa. Propriedades coletivizadas, sem caráter particular. Lutas constantes pela sobrevivência, levou a união de alguns genos para tentar sobreviver ou suplantar outros. Crescimento populacional, produção limitada, com poucas terras férteis e técnicas rudimentares de produção.

Os genos unidos formavam Fratrias, que unidas formavam uma Tribo. As tribos eram submetidas a autoridade de um Filobasileu, supremo comandante do exército. A união de várias tribos formava um povo, ou demos, que reconhecia como líder supremo um Basileu.

Aos poucos, com a nova constituição social, a terra deixa de ser um bem coletivo e passa a ser dividida- de modo desigual- entre os membros dos genos. Eupátridas: parentes mais próximos do pater, receberam as melhores e maiores porções de terra. São os bem nascidos. -Formaram grupos oligárquicos que monopolizavam a justiça, o poder político e militar, e o poder religioso. Georgóis: parentes mais distantes do pater, receberam o restante das terras. Thetas: mais prejudicados, nada receberam. Os marginais. A terra passa a ser o maior bem social. A partir da formação dos DEMOS, pode-se perceber o que viria a ser a formação política da Grécia: as cidades-estado, ou Pólis.

2) Período Arcaico (800-500 a.c.) Segunda Diáspora: busca por terras cultiváveis para a população em constante crescimento. Processo expansionista, fundando colônias nos Mares Gregos e Mediterrâneo: mais de 100 cidades-estado. Mudanças políticas: concentração da propriedade- e consequentemente, do poder- nas mãos de poucos. Formação de uma oligarquia. Algumas cidades-estado se mantém oligárquicas, outras evoluem para outra forma de governo: a democracia. Dois principais exemplos: ATENAS e ESPARTA.

ESPARTA

Duas bases: oligárquica e militarista. O militarismo de Esparta tem origem tanto em seu povo formador, os dórios, como nas características geográficas de sua região. Por uma questão de sobrevivência, era necessário dominar áreas ao seu redor, fazendo-os tratar derrotas como algo inaceitável. Por estar no interior e cercada por montanhas, isolou-se das demais cidades-estado, baseando sua economia na agricultura. Administração: Conselho de Anciãos ou Gerúsia: 28 gerontes (homens espartanos com mais de 60 anos) e dois reis (Diarquia), que perdiam sua função em período de guerra. Assembleia: apenas de caráter consultivo. Éforos: 5 membros com função executiva.

Socialmente os espartanos se dividiam em três classes distintas: 1) Detentores da cidadania e controlavam toda a sociedade. Descendentes dos Dórios. 2) Homens livres, viviam nos arredores das cidades, praticavam o artesanato e o comércio. 3) Servos ou escravos, cativos de guerra, formavam a maioria da população e eram mantidos em obediência pelo terror.

A educação espartana era completamente voltada para a atividade militar. A partir dos 7 anos a criança começava a sua formação, que, aos 12 anos, dependia de sua sobrevivência sozinho nos campos. Aos 17, vinha a Kripteia, a última prova militar: matar um hilota.

ATENAS

Boa localização geográfica, favorável a atividades econômicas. Gera um grande crescimento populacional O comércio ganha um lugar central, assim como a riqueza Instabilidade econômica gera escravidão por dívidas e forte divisão social. A mudança econômica leva a uma mudança política: a aristocracia solapa a monarquia, e surgem pessoas que deveriam criar leis para reestruturar a sociedade. Arcontado: formado por nove arcontes com mandatos anuais (poder militar, religioso e judiciário) Areópago: conselho formado por eupátridas, com função de regular a ação dos arcontes. -Define-se o poder da aristocracia.

1) Descendentes dos povos que formaram Atenas. Possuíam todos os direios políticos e de cidadania. 2) Comerciantes. 3) Pequenos proprietários de terra. 4) Marginais, sem terras e poder político ou econômico. 5) Estrangeiros. 6) Maioria advindo de dívidas, mas pequan quantidade de guerra. Obs: 2 e 3, com o tempo, alcançam a cidadania.

Com as mudanças sociais e políticas, surgiram os legisladores, realizando algumas reformas políticas. Entre eles, devemos destacar: 1) Drácon: criou o primeiro código de leis escrito de Atenas. Não mudou a estrutura social, apenas passou as leis para o papel. 2) Sólon: eliminou a escravidão por dívidas e libertou os escravos advindos dessa forma. Limitava a quantidade de terra por cidadão, e a participação política passou a ser censitária, e não mais ligada ao nascimento. Suas reformas não atenderam plenamenente nenhuma classe: o povo ainda sem direitos políticos e a aristocracia perdia poderes. Surgiram então os ditadores: tiranos, tinham o poder político da decisão.

3) Psístrato: obras públicas para favorecer thetas e georgóis, além de outras áreas para favorecer a aristocracia. Empréstimo de terras para o povo. Período de prosperidade econômica. A tirania chega ao fim com a renúncia de seu filho Hípias, e a volta do poder às mãos dos legisladores. 4) Clístenes: democracia- governo do povo. Dividiu Atenas em 10 tribos. Cada tribo enviava à Assembleia (Bulé) 50 representantes, quebrando as oligarquias locais e favorecendo os demos. A Eclésia- assembleia popular- votava as decisões da Bulé. Ostracismo: punição para os inimigos da democracia. Exílio de Atenas por um período de dez anos.

A democracia ateniense era majoritária e excludente. Majoritária pois uma parcela da população poderia nunca ter suas reivindicações atendidas, já que partia do princípio da maioria. Excludente porque mulheres, estrangeiros e escravos não eram cidadãos, logo não tinham direitos políticos.