1 - COMÉRCIO EXTERIOR 2 - INTRODUÇÃO



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Transcrição:

1 - COMÉRCIO EXTERIOR 2 - INTRODUÇÃO Os avanços da tecnologia permitem comunicações imediatas com as mais distintas regiões do planeta, possibilitando que os mais diversos negócios sejam efetuados, diariamente, com empresas de variados e distantes países. No passado, a indústria nacional era protegida por barreiras que hoje já não existem. Isso faz com que empresas estrangeiras possam vir concorrer com as empresas brasileiras dentro de nosso próprio país. A internacionalização leva ao desenvolvimento da empresa, pois a obriga a modernizar-se, seja para conquistar novos mercados, seja para preservar as suas posições no mercado interno. Neste sentido, o comércio exterior adquire cada vez mais importância para o empreendedor que queira realmente crescer, assim como para a economia brasileira, mediante o ingresso de divisas e geração de emprego e renda. Diversificação de Mercados A estratégia de destinar uma parcela de sua produção para o mercado interno e outra para o mercado externo permite que a empresa amplie sua base/carteira de clientes, o que significa correr menos riscos, pois, quanto maior o número de mercados ela atingir, menos dependente ela será. A diversificação de mercado permite, ainda, que a sazonalidade do produto seja eliminada, isto é, uma empresa que fabrica produtos voltados para o clima frio, poderá produzí-los o ano inteiro, porque terá diferentes mercados onde vendê-los, e não dependerá somente das estações nacionais. Aumento da Produtividade Quando uma empresa começa a exportar, sua produção aumenta numérica e qualitativamente. Isso ocorre devido a redução da capacidade ociosa existente, que é obtida por meio da revisão dos processos produtivos. Com o aumento da produção, naturalmente, aumenta também a capacidade de negociação para a compra de matéria-prima. Com isso, o custo da fabricação das mercadorias tende a diminuir, tornando-as mais competitivas e aumentando a margem de lucro. É importante que as exportações sejam encaradas como uma estratégia de desenvolvimento da empresa e nunca como uma saída temporária para crises de mercado interno ou como uma opção de venda de excedentes. O mercado externo, deve ser visto como uma oportunidade de negócios de longo prazo para as empresas. As operações de comércio exterior somente tem o seu ciclo completado quando tiverem atendidas, cumulativamente quatro variáveis básicas: Vender com lucro, fabricar com produtividade, transportar com a logística adequada e receber no prazo estabelecido.

CONCEITO É a relação direta de comércio entre dois países ou blocos. São as normatizações com que cada país administra seu comércio com os demais, regulando as formas, métodos e deliberações para viabilizar este comércio. O comércio exterior é uma atividades econômica regulada, no plano interno, pelos estados nacionais, e no plano internacional, por um sem-número de acordos comerciais, tarifários, de transporte, etc. De certa forma no Brasil, este tipo de atividade vem crescendo a cada dia que passa, haja visto tamanhos dos portos secos ou molhados que contém no país. É uma das principais fontes de rentabilidade do comércio exterior brasileiro, é no setor de agronegócios, este que cresce a olhos vistos. Fonte: Livro Administrando o Comércio exterior do Brasil de Sâmia Nagib Maluf, Ed. Aduaneiras 2000. Definição LEGISLAÇÃO Conjunto de normas que regem determinado assunto impondo direitos e obrigações e suas respectivas sanções. Definição de Aduana: Escritório do Estado estabelecida nas fronteiras nacionais, encarregada de receber os impostos sobre a entrada e saída das mercadorias e velar para impedir as importações e exportações proibidas. Conceito de Legislação Aduaneira: É o complexo de normas, regras e princípios que regulam as relações, principalmente as comerciais entre um país e as demais nações estrangeiras, estabelecendo as bases para entrada de mercadorias num determinado país para consumo e para a saída dos produtos primários ou manufaturados das fronteiras nacionais. Funções da Aduana: - Lei Tributária; - Leis Não-Fiscais: Atos administrativos. Bibliografia: - Regulamento Aduaneiro - O Decreto nº 6.759, publicado no Diário Oficial da União de 6 de fevereiro de 2009. Aprovou o novo Regulamento Aduaneiro. Com 820 artigos, o texto reúne a legislação sobre a administração das atividades aduaneiras, a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior.

3 - INFORMAÇÕES SOBRE ADUANAS a) RECINTOS ALFANDEGADOS Serão assim declarados pela autoridade aduaneira competente, na zona primária ou na zona secundária, a fim de que neles possa ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de: I - mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro especial; II - bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados; e III - remessas postais internacionais. Poderão ainda ser alfandegados, em zona primária, recintos destinados à instalação de lojas francas. Os recintos a que se refere o inciso III operarão exclusivamente com remessas postais internacionais. Nas hipóteses dos incisos I e II, os bens importados poderão permanecer armazenados em recinto alfandegado de zona secundária pelo prazo de setenta e cinco dias, contado da data de entrada no recinto, exceto se forem submetidos a regime aduaneiro especial, caso em que ficarão sujeitos ao prazo de vigência do regime. b) ZONA PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA Delimitação da Jurisdição Aduaneira (art 2º do RA) 1 Zona Primária (Z.A.P.) a) Contínua e descontínua (portos); b) Aeroportos; c) Fronteiras. Definição: Locais de entradas ou saídas de cargas para exterior. 2 Zona Secundária (Z.A.S.): é dada por exclusão, tudo que não faz parte da ZAP é ZAS. Definição: Áreas situadas no interior do país (Portos Seco). c) DESPACHO ADUANEIRO É o procedimento fiscal mediante o qual se processa o desembaraço Aduaneiro da mercadoria destinada ao exterior, ou proveniente dele, A título definitivo ou não. ( IN SRF nº 28/94 ). Com o objetivo de simplificar os despachos aduaneiros de mercadorias de baixo valor e estimular as exportações, em especial das micro e pequenas empresas, o governo criou a Declaração Simplificada de Exportação - DSE.

4 - REGIMES ADUANEIROS No regime comum de importação e de exportação de mercadorias ocorre, via de regra, o pagamento de tributos. Entretanto, devido à dinâmica do comércio exterior e para atender algumas peculiaridades, o governo criou mecanismos que permitem a entrada ou a saída de mercadorias do território aduaneiro com suspensão ou isenção de tributos. Esses mecanismos são denominados: TERRITÓRIO ADUANEIRO O território aduaneiro compreende todo o território nacional, inclusive o mar territorial, as águas territoriais e o espaço aéreo correspondente. A zona primária compreende: a área, terrestre ou aquática, contínua ou descontínua, ocupada pelos portos alfandegados; a área terrestre ocupada pelos aeroportos alfandegados; a área adjacente aos pontos de fronteira alfandegados. A zona secundária corresponde à parte restante do território aduaneiro, nela incluídas as águas territoriais e o espaço aéreo. REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS Assim chamados por não se adequarem à regra geral do regime comum de importação e de exportação. Podemos citar como exemplos: 1) Trânsito Aduaneiro 2) Admissão Temporária 3) Drawback: Isenção, Suspensão e Restituição 4) Entreposto Aduaneiro - Importação 5) Entreposto Aduaneiro - Exportação 6) Depósito Alfandegado Certificado - DAC 1) TRANSITO ADUANEIRO (DTA): Art. 267 É o que permite o transporte de mercadoria sob controle aduaneiro, de um ponto a outro dentro do território aduaneiro (território nacional) com suspensão do pagamento de tributos. O regime subsiste do local de origem (ponto inicial do itinerário) ao local de destino (ponto final do itinerário), e desde o momento do desembaraço para trânsito aduaneiro efetuado pela repartição da Receita Federal que jurisdiciona o local de origem até o momento em que a repartição que jurisdiciona o local de destino certifica a chegada da mercadoria.

São algumas modalidades de operação de trânsito aduaneiro: - o transporte de mercadoria nacional ou nacionalizada, após sofrer o processo de liberação para exportação, do local de origem ao local de destino, para embarque ou armazenamento em área alfandegada para posterior embarque; - o transporte de mercadoria estrangeira para reexportação, do local de origem ao local de destino, para embarque ou armazenamento em área alfandegada para posterior embarque; - o transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria estrangeira, nacional ou nacionalizada, verificada ou despachada para reexportação ou exportação e conduzida em veículo destinado ao exterior. O transporte de mercadorias em operação de trânsito aduaneiro poderá ser efetuado por empresas transportadoras previamente habituadas, em caráter precário, pela Secretaria da Receita Federal. A autoridade aduaneira, sob cuja jurisdição se encontrar a mercadoria a ser transportada, concederá o regime de trânsito aduaneiro, estabelecendo rota, prazo para execução de operação,prazo para a comprovação da chegada e cautelas julgadas necessárias. As obrigações fiscais relativas a mercadoria em regime especial de trânsito aduaneiro serão constituídas em termo de responsabilidade que assegure sua eventual liquidação e cobrança. 2) ADMISSÃO TEMPORÁRIA: Art. 306 Permite a importação de bens que devam permanecer no País durante prazo fixado, com suspensão total do pagamento de tributos, ou com suspensão parcial, no caso de utilização econômica. 3) DRAWBACK: É uma modalidade de importação com isenção de impostos. Esta alternativa o importador no Brasil, importa sua matéria-prima e agrega ao seu produto e depois exporta sua produção, comprovando para o Banco Central e RFB a sua isenção dos tributos. Os artigos 137 ao 189, que tratam dos termos, limites e condições de importação para União, Estados, DF, Territórios, Municípios, Autarquias e demais instituições que gozam de isenções e reduções nos impostos. O regime de drawback é um estímulo (incentivo) às exportações com o objetivo de proporcionar melhores condições de competitividade do produto brasileiro no exterior. Compreende as modalidades de suspensão, isenção e restituição dos tributos incidentes na importação de mercadorias utilizadas na industrialização de produto exportado ou a exportar. 3.1 - Drawback Isenção: É a modalidade de drawback que envolve a isenção de tributos incidentes na importação (Imposto de Importação - II, Imposto sobre Produtos Industrializados -IPI, Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante - AFRMM) de mercadoria,

em qualidade e quantidade equivalentes, destinada à reposição de mercadoria anteriormente importada com recolhimento integral dos tributos e utilizada na industrialização de produto exportado, sendo competência da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). 3.2 - Drawback Suspensão: É a modalidade de drawback que envolve a suspensão dos tributos incidentes na operação de importação (Imposto de Importação - II, Imposto sobre os Produtos Industrializados - IPI, Imposto sobre a Circulação de Mercadorias - ICMS, Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante - AFRMM) de mercadoria a ser exportada após beneficiamento ou destinada à fabricação, complementação, recondicionamento ou acondicionamento de outra a ser exportada, sendo concedido pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX) através da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). 3.3 - Drawback Restituição: É a modalidade de drawback que envolve a restituição, total ou parcial, dos impostos pagos por ocasião da importação (Imposto de Importação - II, Imposto sobre Produtos Industrializados -IPI) de mercadoria utilizada na industrialização de produto exportado, sendo concedido pela Secretaria da Receita Federal. 4) ENTREPOSTO ADUANEIRO - Importação É o regime que permite, na importação e na exportação, o depósito de mercadorias, em local determinado, com suspensão do pagamento de tributos e sob controle fiscal. O regime tem como base operacional unidade de entreposto de uso público ou de uso privado, onde as mercadorias ficarão depositadas. Poderão ser permissionárias do regime as empresas de armazens gerais; as empresas comerciais exportadoras que trata o Decreto-Lei 1248/72 (trading companies), e as empresas nacionais prestadoras de serviços de transporte internacional de carga. A exploração de entreposto de uso privativo será permitida apenas na exploração e exclusivamente pelas empresas comerciais exportadoras. As mercadorias que podem ser admitidas no regime são relacionadas pelo Ministério da Fazenda. 5) ENTREPOSTO ADUANEIRO EXPORTAÇÃO É o regime aduaneiro que admite a permanência, em local alfândegado do território nacional, armazenada e controlada pela Aduana. Esta alternativa de exportação, o depositário tem um local determinado pela RFB. 6) REGIME DAC - Depósito Alfandegado Certificado: Criado em 1988 e regulamentado pela SRF em 02/2002. É o regime aduaneiro que admite a permanência, em local alfândegado do território nacional, de mercadoria já comercializada com o exterior, considerada exportada, para todos os efeitos fiscais, creditícios e cambiais, a operação deve ser registrada no Siscomex.

Depósito Alfandegado Certificado - DAC É o regime que permite a realização de uma exportação sem a transferência física imediata da mercadoria para o exterior. Exige-se que: i) a mercadoria seja vendida mediante um contrato DUB (Dlelivered Under Custom Bond), o qual obriga o vendedor a colocar a mercadoria em local alfandegado autorizado, designado pelo comprador, à disposição deste; ii) a operação esteja inscrita em um Registro de Exportação - RE do SISCOMEX; iii) o depósito da mercadoria seja feito pelo vendedor, à ordem do comprador, em local autorizado pela Secretaria da Receita Federal; iv) a mercadoria seja conferida e desembaraçada para a exportação. Ao se depositar a mercadoria, será emitido um Certificado de Depósito Alfandegado (CDA) pelo depositário. De posse do CDA, o exportador liquidará a operação cambial, fiscal e crediária. A data da emissão do CDA é considerada como se fosse a data de embarque da mercadoria. O representante do comprador se encarregará, posteriormente, de: - pagar as despesas do depósito; - providenciar os documentos necessários à transferência da mercadoria para o exterior; - contratar o transporte e o seguro; - promover o embarque; - e executar outras atividades necessárias. REGIMES ADUANEIROS APLICADOS EM AREAS ESPECIAIS Regimes Aduaneiros aplicados Áreas Especiais: criados para atender a determinadas situações econômicas peculiares, de pólos regionais e de certos setores ligados ao comércio exterior. Podemos citar como exemplos: 1) Zona Franca de Manaus - ZFM 2) Amazônia Ocidental 3) Entreposto Internacional da Zona Franca de Manaus - EISOF 4) Áreas de Livre Comércio - ALC 5) Zona de Processamento de Exportação - ZPE

1 - ZONA FRANCA DE MANAUS ZFM A ZFM é uma área de livre comércio de importação e de exportação e de incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário, dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância em relação aos centros consumidores de seus produtos. A ZFM foi instituída com o objetivo de criar um pólo de desenvolvimento na região amazônica através do comércio de produtos importados e da implantação gradativa de um moderno parque industrial, com indústrias voltadas para atender não só à região, mas também e principalmente aos grandes centros consumidores. A ZFM é administrada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA, autarquia também criada pelo Decreto-lei nº 288/67, com personalidade jurídica e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A ZFM, desde sua implantação, tem sido contemplada com incentivos fiscais na área federal, estadual e municipal. Na realidade, nos incentivos fiscais encontra-se o fundamento básico para o incremento e continuidade da Zona Franca. Os incentivos do Decreto-lei nº 288/67 foram concedidos pelo prazo de 30 anos e prorrogado por mais 10 anos pelo Decreto nº 92.560/86. Pelo art. 40 das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, promulgada em 5/10/88, tais incentivos estão assegurados até o ano 2013. É isenta do Imposto de Importação e do Imposto sobre os Produtos Industrializados a entrada na ZFM de mercadorias estrangeiras destinadas: - a seu consumo interno; - à industrialização em qualquer grau, inclusive beneficiamento; - à pesca e à agropecuária; - à instalação e operação de indústrias e serviços de qualquer natureza; - à estocagem para reexportação. Excluem-se de tal benefício: - armas e munições; - fumo; - bebidas alcoólicas; - automóveis de passageiros; - produtos de perfumaria ou de toucador; - preparados e preparação cosméticas, exceto quando forem destinados, exclusivamente, para consumo interno na ZFM, ou quando forem produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e flora regionais, em conformidade com o processo produtivo básico. São isentas do IPI todas as mercadorias produzidas na ZFM, quer se destinem ao seu consumo interno, quer à comercialização em qualquer ponto do Território Nacional. Pelo Decreto-lei nº 356/68, foram estendidos às áreas pioneiras, zonas de fronteira e outras localidades da Amazônia Ocidental (AM, AC, RO, RR) os benefícios fiscais concedidos pelo Decreto-lei nº 288/67, referente aos bens e mercadorias recebidos, oriundos, beneficiados ou fabricados na ZFM, para utilização e consumo interno naquelas áreas.

As mercadorias de origem nacional ou estrangeira, ao saírem da ZFM para outros pontos do Território Nacional, serão submetidas a um dos seguintes tratamentos tributários: - pagamento de todos os impostos exigíveis na importação, mediante a apresentação de Declaração de Importação/Internação-ZFM, quando se tratar de internação de mercadorias estrangeiras admitidas na ZFM (art. 37 do DL nº 1.455/76, com a nova redação do art. 3º da Lei nº 8.387/91); - redução do Imposto de Importação, calculado mediante a aplicação de coeficiente de redução e isenção do IPI, mediante a apresentação de Declaração de Importação/Internação-ZFM-PI, quando se tratar da internação de produtos industrializados na ZFM com a utilização de insumos estrangeiros (art. 7º do Decretolei nº 288/67, com a redação dada pela Lei nº 8.387/91); - isenção do IPI, quando se tratar da internação de produtos industrializados na ZFM com insumos 100% nacionais, mediante requerimento, acompanhado de Nota Fiscal; - pagamento ou não do IPI, conforme o caso, quando se tratar da internação de mercadorias nacionais produzidas fora da ZFM, mediante a simples apresentação da Nota Fiscal. O pagamento ficará condicionado ao tempo de permanência da mercadoria na ZFM (prazo para isenção: 3 anos); - sem o pagamento dos impostos, nas seguintes hipóteses: - com isenção, quando se tratar de bagagem de viajante que saia da ZFM, no limite de isenção (cota) estabelecido pela legislação; - com suspensão, quando se tratar da saída de produtos compreendidos na pauta interministerial, destinados à Amazônia Ocidental, conforme dispõe o Decreto lei nº 356/68, alterado pelo Decreto-lei nº 1.435/75. Legislação Básica: - Decreto nº 4.543, de 26/12/02, arts. 452 a 471 - Lei nº 8.387, de 20/12/91 - Decreto-Lei nº 288, de 28/02/67 - Decreto nº 61.244, de 28/08/67 - Decreto-Lei nº 1.455, de 07/04/76 - Constituição Federal de 1988 Atos das Disposições Transitórias Art. 40 - Instrução Normativa SRF nº 17, de 16/02/01 - Instrução Normativa SRF nº 242, de 06/11/2002 - Instrução Normativa SRF nº 300, de 14/02/2003 regimesfinanciamento@desenvolvimento.gov.br 2 AMAZÔNIA OCIDENTAL A Amazônia Ocidental se localiza no centro geográfico da Amazônia Continental, ocupando uma área de 2.194.599 km2.essa área corresponde a 25,7% do território brasileiro. Tem 4.542.000 habitantes, segundo estimativas para 1998. A Amazônia Ocidental foi criada pelo Decreto de lei 356/68, e se constitui dos Estados de Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

3 - ENTREPOSTO INTERNACIONAL DA ZFM - EIZOF É o regime aduaneiro especial que permite o depósito de mercadorias estrangeiras e nacionais, inclusive as produzidas na Zona Franca de Manaus - ZFM, em local determinado, com suspensão do pagamento de tributos federais e estaduais e sob controle. O regime foi criado com o propósito de ampliar as alternativas da ZFM na área comercial, industrial e de prestação de serviços. Na área comercial, visou-se à constituição na ZFM de um pólo atacadista que pudesse não só atender ao comércio local, como também aos comerciantes de outras partes do País, especialmente aqueles de menor condição de acesso ao mercado internacional. Além disso, objetiva o EIZOF alcançar comercialmente os países sul-americanos. No segmento industrial, o EIZOF deve ser utilizado como facilitador no processo de redução de custos das empresas, na medida em que fornecedores estrangeiros de componentes de largo consumo possam utilizar-se das suas dependências para atender aos seus clientes industriais no País e particularmente na ZFM, podendo assim exercer a prática do just in time. O regime tem como base operacional unidade de entreposto de uso público ou uso privativo, onde as mercadorias ficam depositadas. A Superintendência da Zona Franca de Manaus SUFRAMA, na qualidade de órgão administrador da ZFM, é a permissionária da unidade de uso público. A seleção de permissionários para unidades de uso privativo é feita através de licitação pública conduzida pela Secretaria da Receita Federal SRF e a SUFRAMA, conjuntamente. Podem ser admitidas no regime as mercadorias estrangeiras destinadas à venda por atacado para ZFM. Legislação Básica: - Decreto nº 4.543, de 26/12/02, arts. 468 a 471 - Portaria Interministerial MEFP. nº 02, 21/07/92 4 - ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO ALC Constituem Áreas de Livre Comércio ALC, de importação e exportação, aquelas que, sob regime especial, são criadas por lei com a finalidade de promover o desenvolvimento de regiões fronteiriças específicas da Região Norte do País e de incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos, segundo a política de integração latino americana. A legislação da ZFM aplica-se, no que couber, às áreas de livre comércio, que estão sob a administração da SUFRAMA. Até o momento já foram criadas ALC nos Municípios de Tabatinga-AM, Guajará-Mirim-RO, Pacaraima e Bonfim-RR, Macapá e Santana-AP e Brasiléia e Cruzeiro do Sul-AC Legislação Básica Lei nº 7.965/89 Lei nº 8.210/91 Lei nº 8.256/91 Lei nº 8.387/91 Decreto nº 517/92 Decreto nº 843/93 Lei nº 8.857/94

5 - ZONAS DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO ZPE A ZPE caracteriza-se como uma área de livre comércio especialmente delimitada. É destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados exclusivamente no exterior. As empresas ali instaladas gozarão de um regime aduaneiro e cambial especial. Os projetos de criação de ZPE nos Estados e os de instalação de empresas industriais são aprovados pelo Conselho Nacional das Zonas de processamento de Exportação - CZPE. As importações e exportações de empresa autorizada a operar neste regime gozarão de isenção do: - Imposto sobre a Importação (II); - Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); - Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM); - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro e sobre Operações Relativas a Títulos e Valores Mobiliário (IOF). Será atribuído o mesmo tratamento fiscal, cambial, creditício e administrativo aplicável às exportações em geral para o exterior, para a venda de bens para empresa localizada em ZPE, com cobertura cambial. O Estado interessado deverá encaminhar ao CZPE projeto de instalação de ZPE. Aprovado o projeto, será publicado Decreto presidencial criando a ZPE em local definido. Cabe ao Estado constituir empresa com finalidade exclusiva de administrar a ZPE e providenciar Estudo de Impactos Ambiental e Relatório sobre o Impacto ao Meio Ambiente EIA/RIMA, além de solicitar a Secretaria da Receita Federal o alfandegamento da área. Compete à empresa administradora atrair investimentos e encaminhar ao CZPE os projetos de empresas industriais interessadas em operar na ZPE. A empresa industrial instalada neste regime não poderá constituir filial em nome individual, nem participar do capital ou possuir ações ou cotas de outra empresa localizada fora desta área. Não serão autorizadas, neste regime, a produção, a importação ou a exportação de: - armas, explosivos, munições e outros materiais de emprego militar; - munições, artefatos e outros materiais não considerados de emprego militar; - material radioativo; e - petróleo e seus derivados, lubrificantes e combustíveis. O prazo de concessão é de até 20 anos, prorrogável por até 20 anos. Legislação Básica: - Decreto-Lei nº 2.452, de 29/07/88 - Lei nº 8.396, de 02/01/92 - Decreto nº 846, de 25/07/93 - Lei nº 8.924, de 29/07/94 - Decreto nº 3.560, de 14/08/00 Empresa Comercial Exportadora / Importadora - Trading Company Com o objetivo de desenvolver e incentivar a atividade exportadora brasileira, o Governo, por meio do Decreto-Lei nº 1.248, de 29/11/1972, estendeu às operações de compra de mercadorias no mercado interno para o fim específico de exportação, os mesmos benefícios fiscais concedidos por lei às exportações efetivas. Assim, com aquele dispositivo legal, criou-se condições para o desenvolvimento, no Brasil, das empresas comerciais exportadoras, conhecidas no mercado internacional

como trading companies. A atividade dessas empresas não se confunde com a de produção para exportação ou de representação comercial internacional, caracterizase, especialmente, pela aquisição de mercadorias no mercado interno para posterior exportação. De acordo com o Decreto-Lei nº 1.248/1972, para que as empresas comerciais exportadoras possam usufruir dos benefícios fiscais, é necessário que: 1. obtenham registro especial na Secretaria de Comércio Exterior - SECEX e Receita Federal do Brasil - RFB; 2. sejam constituídas sob forma de sociedade por ações; 3. possuam capital mínimo fixado pelo Conselho Monetário Nacional. No âmbito da SECEX, as normas para obtenção do registro estão disciplinadas nos arts. 238 a 244 da Portaria SECEX nº 10, de 24/05/2010. IMPORTAÇÃO DIRETA: MODALIDADES DE IMPORTAÇÃO É a operação de saída de produtos efetuada pelo fabricante diretamente para o importador no Brasil. Nesta alternativa de importação, o fabricante emite os documentos de saída de seu produto em nome do importador. Toda mercadoria importada destinada ao consumo interno está sujeita a tributação, ou seja, o pagamento de impostos. IMPORTAÇÃO INDIRETA: É a aquela operação comercial de compra de um produto feita com o fim específico de importação, a um intermediário comercial no Brasil. Esta operação e feita através de uma (Trading Company). ENTREPOSTO INDUSTRIAL: É o regime aduaneiro que admite a permanência, em local alfândegado do território nacional, já considerada importada, para todos os efeitos fiscais, creditícios e cambiais. Esta alternativa de importação, o Depositário tem um local determinado pela RFB, onde o produto será desembaraçado e após sua liberação fracionada, o produto vai ser industrializado ou beneficiado, e após este processo é pago todos os tributos e liberado para entrega diretamente ao cliente final ou distribuidor. Invoice (fatura); DOCUMENTOS EXIGIDOS NA IMPORTAÇÃO BL - Bill Of Lading (conhecimento de carga); DTA Declaração de Transito Aduaneiro; DI Declaração de Importação (extrato); LI Liberação de importação (orgãos da Anvisa e MA);

CI Comprovante de Importação; CE Mercante (AFRMMA); Guias de Exoneração ou DAE. MODALIDADES DE EXPORTAÇÃO EXPORTAÇÃO DIRETA: É a operação de saída de produtos efetuada pelo fabricante diretamente para o importador, no exterior. Nesta alternativa de exportação, o fabricante emite os documentos de saída de seu produto em nome do importador, no exterior. EXPORTAÇÃO INDIRETA: É a aquela operação comercial de venda de um produto feita com o fim específico de exportação, a um intermediário comercial no Brasil, (Trading Company). ENTREPOSTO INDUSTRIAL: É o regime aduaneiro que admite a permanência, em local alfândegado do território nacional, armazenada e controlada pela Aduana. Esta alternativa de exportação, o Depositário tem um local determinado pela RFB, onde o produto será industrializado ou beneficiado, e após este processo é desembaraçado e exportado. EXPORTAÇÃO TEMPORÁRIA Considera-se a exportação temporária a saída do País de mercadoria nacional ou nacionalizada, condicionando à reimportação em prazo determinado, no mesmo estado ou após submetida a processo de conserto, reparo ou restauração. O regime aplica-se a: - Mercadorias destinadas a feiras, competições esportivas ou exposições, no exterior; - Produtos manufaturados e acabados, inclusive para conserto, reparo ou restauração para seu uso ou funcionamento; - Animais reprodutores para cobertura, em estação de monta, com retorno cheia, no caso de fêmea, ou com cria ao pé, bem como animais para outras finalidades; - Veículos para uso de seu proprietário ou possuidor. Podendo ser ainda ser concedido, em caso de conveniência para o País: - minérios de metais para fins de recuperação ou beneficiamento;

- matérias-primas ou insumos para fins de beneficiamento ou transformação. A concessão do regime de exportação temporária poderá ser requerida à repartição que jurisdiciona o porto, aeroporto ou ponto de fronteira de saída dos bens para o exterior. A verificação da mercadoria, para efeito de instrução do processo,poderá ser fer no estabelecimento do exportador ou em qualquer outro local, a juízo da autoridade competente para decisão. Quando se tratar de mercadoria sujeita ao imposto de exportação, a obrigação tributária será objeto de termo de responsabilidade. Existe também uma modalidade chamada de exportação temporária para aperfeiçoamento passivo que é um sistema que permite a saída do País por tempo determinado, de mercadoria nacional ou nacionalizada, para ser submetida à operação de transformação, elaboração, beneficiamento ou montagem no exterior e sua reimportação na forma de produto resultante dessas operações, com pagamento do imposto incidente sobre o valor agregado, quer dizer, são exigíveis os tributos incidentes na importação dos materiais e serviços empregados naquelas operações. Pro-forma (espelho da fatura); Instrução de Embarque Invoice (fatura); Nota Fiscal de venda exportação; DOCUMENTOS EXIGIDOS NA EXPORTAÇÃO RV Registro de Venda (Quando o commodities, negociados em bolsa); Certificados de origem (Quando exigidos pelos países de destino) RE Registro de Exportação; DDE Declaração de Despacho Exportação; BL - Bill Of Lading (conhecimento de carga); Carta de Crédito; CDA Certificado de Depósito Alfandegado (neste caso este substitui o BL). CANAIS DE PARAMETRIZAÇÃO Depois da recepção, os documentos seguiram para um dos canais de conferência aduaneira: CANAL VERDE: a carga é liberada automaticamente, sem conferência física ou documental;

CANAL AMARELO: é feita a conferência documental da operação; CANAL VERMELHO: a carga é submetida à conferência documental, física e análise do valor aduaneiro. Concluída essa fase, a autoridade aduaneira registra o desembaraço da mercadoria no Siscomex e emitirá o Comprovante de Importação (CI), para que esta possa ser Retirada. CANAL CINZA: carga é submetida à conferência documental, física e análise do valor aduaneiro, pesquisa de Mercado, e sem prazo para desembaraço. (pente fino).