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Transcrição:

- 101 - Jean Puy 1876-1960 Jean Puy, nascido em Ruan, 130 km ao Noroeste de Paris (local histórico onde morreu Joana D Arc), no dia 8 de novembro de 1876 e falecido na mesma cidade em 6 de março de 1960, fez parte do grupo de pintores do Fauvismo reunidos em torno de Matisse. Oriundo de família burguesa, não teve problemas financeiros, nem qualquer embaraço ao seu talento, que, desde cedo, se voltava para a arte. Estudou arquitetura na Escola de Belas Artes de Lyon (Sudeste da França) e frequentou curso de pintura na Academia Julián, entre 1897 e 1898, mas só no ano seguinte viria a conhecer Henri Matisse, André Derain e outros artistas que viriam a compor o grupo dos Fauves, ocasião em que se transferiu para a Academia do pintor do Simbolismo e também litógrafo Eugène Carrière. Ainda com inclinação para o Impressionismo, participou de sua primeira exposição, em 1901, no Salão dos Independentes. Não obstante, a exposição que marcaria sua vida, assim como a dos demais artistas do grupo, ocorreu em 1905, no Salão de Outono, declaradamente diferente dos estilos vigentes, com os novos artistas apresentando com uma pintura distorcida, dramática e contraditória, merecendo a manifestação do crítico Louis Vauxcelles (1870-1943) que os chamou de Les Fauves (As Feras) Após essa arrebatadora experiência, Puy viaja para o extremo Oeste do País, instalando-se na Bretanha, local preferido dos pintores, por suas belíssimas paisagens, e lá permaneceu por longos anos. Já um artista consagrado, iniciou ampla rota de exposições internacionais, tendo exibido as suas pinturas em Londres (com Albert Marquet), em Torino, em Dallas, em Nova Deli, em Berlim, em Nova York, em São Francisco, em Argel e em Toronto, não sendo menos importante as exposições que também realizou em Paris. A morte o colheu em 1960, exatamente três meses após o falecimento de seu irmão Michel Puy. (Traduzido da Wikipedia em inglês e em espanhol, com apoio também da versão em português, e de outras fontes)

- 102 - Jean Puy, Barques vertes à Collioure, 1913, óleo em cartão Abaixo: Jean Puy, Port-de-Collioure, 1913

- 103 - Jean Puy, Port-de-Sauzon, 1902, óleo sobre tela Abaixo, Jean Puy, Petite faunesse dormant, 1906

- 104 Jean Puy Femme devant le chevalet

- 105 - Jean Puy, Flânerie sous les pins, exibido no Salão de Outono de 1905, que marcou o início do Fauvismo (Commons) Pot-pourri de imagens

- 106 - Jean Puy La femme nue

Jean Puy, Harfleur, (Noroeste da França) 1920, óleo sobre tela, 54.3 x 65.3 cm (Commons) - 107 - Jean Pean, Cais em Audierme (Noroeste da França), 1912circa

- 108 - Jean Puy, Nature morte aux poissons, 1912 Jean Puy, Nu reclinado

Jean Puy Ginette le modle 1928-109 - Jean Puy Ginette le modle 1928

- 110 - Jean Puy, Nue à contre-jour (Nu contra a luz), 1930

- 111 - Kees van Dongen 1877-1968 Kees van Dongen, nascido em Roterdã, ao Sul da Holanda, no dia 26 de janeiro de 1877, e falecido em Monte Carlo, Principado de Mônaco, no dia 26 de janeiro de 1877, cujo nome verdadeiro era Cornelis Theodorus Marie van Dongen, foi um pintor e impressor holandês, entre os líderes do Fauvismo e particularmente famoso por seus retratos femininos, sensuais e estilizados. Sua inclinação para atividades artísticas se manifestou desde cedo e, assim que teve chance, matriculou-se na Academia Real de Belas Artes de Roterdã; depois, aos 20 anos, mudou-se a Paris, situando-se em Montmartre, bairro parisiense tradicional por seus cafés, bailarinas e vida noturna, ponto de encontro de artistas e intelectuais, por onde já passaram Edgard Degas, Paulo Cézanne, Claude Monet, Vincent Van Gogh, Renoir e Henri de Toulouse- Lautrec. Foi nessa atmosfera que viveu, primeiro como pintor de casas, depois como ilustrador de jornais satíricos e, para complementar a renda, como um artista de variedades nos shows apresentados pelos cafés. Em 1902, pintou seu primeiro retrato fauvista, ainda que esse rótulo só apareceria no ano de 1905. Dois anos mais tarde participou do Salão dos Independentes e começou a trabalhar ao lado dos fauvistas Maurice de Vlaminck e André Derain. Sua presença foi, a essa altura, notada pelo já famoso marchand e galerista Ambroise Vollard, que se interessou vivamente por sua obra e organizou a primeira exposição individual do artista. Convidado pelo grupo Die Brücke (A Ponte), viajou para Düsseldorf, onde expôs suas obras junto com as dos expressionistas. Mais tarde viajou para Espanha, Marrocos, Itália e Egito em busca de novas motivações. A partir de 1932, morou tanto em Mônaco quanto em Paris. Em 1962 expôs suas obras mais fauvistas nas exposições Le Fauvisme Français e na inauguração do Expressionisme Allemand, organizadas em Paris e Munique. (Traduzido da Enciclopédia Britânica, com apoio da Wikipedia e de outras fontes)

- 112 - Kees van Dongen, Portrait of Fernande Olivier (1905)

Kees van Dongen, Woman with Large Hat, 1906-113 -

- 114 - Kees van Dongen, Tête de Femme, vendido pela Sotheby s, em 2014, por um milhão de dólares No ano de 1918, van Dongen encetou um relacionamento de longo prazo com Jasmy Alvin, conhecida como Jasmy La Dogaresse, mulher ambiciosa, que se valeu do prestígio do pintor para fazer-se presente na no cenário da moda em París, a qual foi também modelo para o artista.

Kees van Dongen Woman with Blue Eyes, 1908-115 -

- 116 - Kees Van Dongen Retrato de Dolly, 1911

Kees Van Dongen Retrato de Mulher, 1911-117

- 118 Kees Van Dongen La femme blonde, nu assis, 1909-1910

Kees Van Dongen, Female Nude - 119

- 120 - Kees Van Dongen, Dolly au collier d'argent (1912)

- 121 - Louis Valtat 1869-1952 Louis Valtat, nascido em Dieppe, Normandia, no extremo Norte da França, no dia 8 de agosto de 1869, e falecido em Paris no dia 2 de janeiro de 1952, foi um pintor e impressor associado ao Fauvismo partincipando, com seus companheiro, do rumoroso Salão de Outono, em 1905, quando o movimento, lançado oficialmente, foi classificado como Fauve (fera). Ele passou a maior parte de sua infância em Versalhes, a 30 km do centro de Paris e dentro da região metropolitana da capital francesa, tendo livre seu caminho para as artes, seja porque vinha de uma família de recursos financeiros sólidos, seja porque seu pai era um pintor de paisagens amador. Ao ser aceito na Escola de Belas Artes de Paris, mudou-se para o centro da capital e passou a estudar com mestres acadêmicos já reconhecidos, como Gustave Boulanger (1824 1888), Jules Lefebvre (1836 1911), e, mais tarde, com Jean-Joseph Benjamin-Constant (1845 1902). Em sequência, buscou especialização da Academia Julian, com o mestre Jules Dupré (1811 1889), um pintor de paisagens que pertenceu à escola de Barbizon, compartilhando a amizade com Albert André (1869 1954), de quem se tornou amigo íntimo, e mais, com Maurice Denis (1870 1943), Pierre Bonnard (1867 1947), e Édouard Vuillard. Em 1890, Valtat estabeleceu seu próprio estúdio em Paris, estreando três anos depois no Salão de Artistas Independentes, com várias pinturas de cenas de rua, colhidas nas vizinhanças do ateliê, ainda sob a influência do Impressionismo e com um toque de Pontilhismo. A passagem para o Fauvismo foi acontecendo espontaneamente no convívio com o grupo associado a esse estilo. Sofrendo de tuberculose, procurou ares mais saudáveis, passando os períodos de outono e inverno na costa Mediterrânea e, em Canes, costumava visitar Auguste Renoir em sua Maison de la Poste, pintando o mestre e sendo pintado por ele. Classificado como pintor fauve, ele, entretanto, não adotou por completo, nem o nome, nem o estilo, permanecendo em um meio termo entre o Impressionismo e o Fauvismo e continuou a pintar até 1948, quando um glaucoma o deixou cego. (Traduzido da Wikipedia em inglês, com apoio de outras fontes).

- 122 - Louis Valtat > As nuances impressionistas, presentes no início de sua carreira, nunca o deixaram por completo

Louis Valtat - 123 -

- 124 - Louis Valtat

Louis Valtat - 125 -

- 126 - Louis Valtat

Louis Valtat - 127

- 128 - Louis Valtat

Louis Valtat Portrait de Jean Valtat com chapéu azul e branco, 1912-129 -

- 130 Louis Valtat Les rochers rouges à Agay, 1905 Le Rocher dans la Mer (1905