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Transcrição:

De Débora Costa PERSONAGENS: Carolina Oliveira Família Montenegro: Abner Julio Família Bueno: Caetano Karen Murilo Aline Angélica Gouveia Bueno Rosangela Palhares Bueno (Filhas de Karen e Laerte) Otávio Palhares (Marido de Rosangela) Família Maldonado: Gustavo Celine Ramon Família Vieira: Cecília Rodrigo Isabel Cleber Alves Gabriela Alves Vieira Família Diniz: Olivia Rafael Participações: Valquíria Andrade (Kalana) Augusto Lima Rebeca Gouveia Vinicius (Amigo de Gustavo) Sarah (Amiga de Aline) Funcionários do Hotel Empregados das famílias

Capítulo 12 Cena 1 Casa de Caetano ALINE: (se levanta do chão com ódio, fica com vontade de chorar) Você não vai cancelar nosso casamento Gustavo! Você não tem provas que eu tentei matar aquela coisa! GUSTAVO: (grita) Ela te viu! E eu tenho certeza que foi você, porque eu ouvi seu pai contando para o meu que teve que te ajudar com o carro! ALINE:... (olhando Gustavo com raiva) Eu fiz mesmo e faria de novo, não suporto essa garota, ela veio atrás de você! Ela veio destruir tudo que construí. GUSTAVO: Você é doente Aline... Infelizmente não posso te entregar á polícia, pois seu papai deu um jeitinho... Mas não vou me casar com você, eu não te amo, nunca amei e nem vou amar. ALINE: Mentira... Antes dela você me amava. GUSTAVO: Eu não sabia o que era amar uma mulher até encontrar Carolina... Aline fica bem longe de mim, não quero mais ter que olhar na sua cara. ALINE: Você vai se casar comigo! Ou então peço para o meu pai tirar tudo que deu a sua família e despedir Ramon... (sorri) Quero ver a Celine sobreviver na miséria. GUSTAVO: (vai pra cima de Aline, a segura pelo pescoço) Para de fazer essas coisas! Entendeu! É nojento! Asqueroso! ALINE: Eu farei mesmo! Tenta cancelar o nosso casamento pra você ver! GUSTAVO: (solta Aline) Pago pra ver! (sai da casa). ALINE: (ofegante, passa a mão no cabelo) Que ódio! Eu preciso fazer alguma coisa! Que ódio dessa pobretona! (vira a mesinha de centro da sala). Cena 2

Hotel Montenegro Sala de Caetano CAETANO: Fico feliz que tenha caído em si mamãe. KAREN: Eu nunca deveria ter ficado com ele novamente... Você acredita que Abner está com a tal Carolina. CAETANO: (sorri) Acredito sim, é a cara dele... KAREN: E eu... Quase voltando pra ele... CAETANO: Não faça isso nunca, será a maior burrada da sua vida. KAREN: Eu sei... Estou com ódio de Abner, dessa garota também... CAETANO: Quem sabe ela já morreu. KAREN: Caetano... A tal Carolina esta no hospital, você tem alguma coisa com isso? CAETANO: (sorri) A minha filha Aline... Atropelou a coitadinha. KAREN: Por que? CAETANO: Ciúmes de Gustavo... Ele teve um caso com Carolina no Rio de Janeiro. KAREN: Então foi Gustavo que a abandonou grávida. CAETANO: Grávida! Como assim? KAREN: Foi o que Abner me contou, ela teve um caso e depois descobriu que estava grávida. CAETANO: Eu preciso me informar sobre o estado de saúde dela... Se essa gravidez não foi interrompida minha filha terá problemas. Casa de Karen Cena 3 ROSANGELA: (esta na sala lendo uma revista, a campainha toca). EMPREGADA: (vai atender).

REBECA: (entra sorri) Oi, Rosangela ou Angélica estão? ROSANGELA: (ouve a voz de Rebeca se levanta feliz) Rebeca! REBECA: (entra abraça Rosangela) Que saudades de você! ROSANGELA: Eu também! (a olha muito sorri) Como você esta linda. REBECA: Obrigada! E Angélica? ROSANGELA: Ela saiu já faz um tempo e não voltou até agora, mas me conta! O que você veio fazer em São Paulo? (sorri) REBECA: Eu vim para ficar, morar aqui. ROSANGELA: (sorri) Mas isso é muito bom minha irmã! REBECA: Só não sei se sua mãe vai gostar por que... Vim para ficar nessa casa que por direito também é minha. ROSANGELA: É... Você está certa Rebeca... Mas peço que não brigue com a mamãe porque ela tem descontrole emocional... REBECA: Eu já sei... Não se preocupa com isso (sorri) agora me mostrar um quarto que pode ser meu! ROSANGELA: (sorri) Claro! Vem comigo. (sobe as escadas com Rebeca). Casa de Isabel JULIO: (entra). Cena 4 ISABEL: Oi... Que bom que você veio. JULIO: Como está Rodrigo? ISABEL: Na mesma... Ele está no quarto dele agora. JULIO: Queria falar com ele... Mas não sei como começar. ISABEL: Você pode subir. JULIO: Isabel ele nem me conhece.

ISABEL:... Julio... Me perdoa por ter te escondido isso... Por favor... Eu sei que errei, pensei muitas vezes em te contar, mas ficava com medo. JULIO: Não quero falar disso, quero ver Rodrigo... Me ajuda a pensar em alguma coisa pra falar com ele. ISABEL: Bem... Eu não sei... RODRIGO: (desce as escadas, olha Julio) JULIO: (olha Rodrigo) ISABEL: Meu filho eu quero te apresentar meu amigo... Julio esse é meu filho Rodrigo... JULIO: (sorri estende a mão) Como vai Rodrigo? RODRIGO: (aperta a mão de Julio) Bem... Mamãe vou dar uma volta de moto. JULIO: Aquela moto é sua? RODRIGO: É. JULIO: Eu adorei ela tenho paixão por motos até já participei de corridas quando tinha sua idade. RODRIGO: (sorri) É mesmo? Eu adoro pilotar moto... Me da sensação de liberdade... As vezes me faz esquecer os problemas. JULIO: Quando você quiser te levo na minha casa para ver as motos que tenho. RODRIGO: Motos? No plural mesmo? (sorri). JULIO: Sim, motos (sorri) Tenho algumas ainda dessa época que te falei e algumas atuais, só que eu não me aventuro mais a correr por ai. RODRIGO: Tai ai... Eu gostaria de ver essas motos sim. JULIO: Quer ir agora? RODRIGO: Demorou, vamos lá. (sorri). JULIO: Vou me despedir da sua mãe, pode me esperar no meu carro, é esse que está aqui em frente.

RODRIGO: (sai). ISABEL: (sorri) Eu não acredito... Ele geralmente não é tão amigo de quem não conhece. JULIO: Ele não é meu amigo, ele é amigo das motos, a minha sorte é que tudo que falei é verdade. ISABEL: Eu lembro... Já fui ver você correndo e... Ficava com medo de te acontecer alguma coisa. JULIO: Também me lembro... Era uma época muito boa... Bem... Vou leva-lo em casa, quando ele sair aviso... Até logo. ISABEL: Até... Boa Sorte. JULIO: (sai). Casa de Celine Cena 5 ALINE: (entra nervosa) Celine você precisa me ajudar! CELINE: O que aconteceu? ALINE: Carolina! CELINE: Como assim Carolina? ALINE: Essa desgraçada saiu do Rio de Janeiro e não sei como foi parar na casa de Abner! Eu fiquei com raiva e fui La conferir, quando vi essa sem sal chegando à casa dele não pensei duas vezes e atropelei ela! Mas ela além de não morrer, contou a Gustavo que eu fiz isso! CELINE: E como meu filho soube disso? ALINE: Não sei Celine! Não sei! O que sei é que ele foi até a minha casa me agrediu e disse que não vai mais se casar comigo! CELINE: Fica calma Aline, vamos pensar em algo juntas. ALINE: Não consigo me acalmar... Celine se Gustavo não se casar mais comigo, dê adeus a tudo que meu pai prometeu á vocês e a tudo que ele já deu, pois vou querer cada centavo de volta.

CELINE: (olha muito Aline) Mas eu não terei culpa se isso acontecer. ALINE: Não importa... Se Gustavo me fizer passar essa vergonha de anular o casamento com a minha família e amigos já convidados... Vou acabar com tudo... E ele vai voltar pra mim rastejando. GUSTAVO: (entra) O que você esta fazendo aqui? CELINE: Meu filho não fale assim com ela. GUSTAVO: Fica fora disso mamãe! Você não tem ideia do que essa louca fez! ALINE: Fiz por amor Gustavo! Porque fiquei desesperada! Com medo de você me deixar! GUSTAVO: Você não sabe o que é amor. CELINE: Vou deixar os dois á sós. GUSTAVO: Não! Se eu ficar á sós com Aline sou capaz de mata-la! (sobe as escadas). ALINE: Viu... CELINE: Não se preocupa... Eu vou dar um jeito. Casa de Abner Quarto de Abner ABNER: (esta deitado na cama). Cena 6 MURILO: (sentado ao lado de Abner) Tio isso que você me contou... É inacreditável... Carolina sua filha. ABNER: (sorri) Sim... Eu estou feliz como nunca apesar de tudo... Gostei dela desde o início. MURILO: Quando meu pai souber... (sorri) Vai ficar louco. ABNER: Não conte a ele... E nem a ninguém por enquanto. MURILO: Não vou contar tio, pode contar com a minha indiscrição.

ABNER: Obrigado, e como confio em você vou pedir que providencie tudo que ela precisar, eu ainda não posso fazer algumas coisas, resolvi seguir o que o médico me disse porque quero estar inteiro no dia da festa. MURILO: Você vai à festa do hotel? ABNER: E você acha que vou perder a festa do meu hotel? Mais de jeito nenhum, eu vou e também vou recuperar meu lugar, não conte nada á Caetano quero fazer uma surpresa pra ele. MURILO: Papai vai ter um ataque nesse dia. ABNER: (sorri) Com sorte... Mas Murilo, voltando á falar da Carolina, tem uma coisa que esta me preocupando e muito... Carolina não quer que conte a Karen sobre ela... E Karen acha que Carolina é minha amante. MURILO: Karen é uma mulher desequilibrada tio, ela não pode atacar as pessoas como fez com Carolina. ABNER: Ela não era assim... Karen era doce, meiga, gentil... Como Carolina... Me sinto culpado pela pessoa que ela se tornou e quero recuperar a antiga Karen. MURILO: Acho difícil tio, desculpa, mas é isso que vejo... Ela sempre me tratou bem, mas é notável que Karen é fria, ruim, por isso meu pai gosta tanto dela. ABNER: Quando meu irmão morreu com a esposa dele no acidente, Karen resolveu criar Caetano, ele já não era tão criança quando isso aconteceu, mas Karen trata esse cretino como filho e largou a nossa filha no hospital... Não me conformo com isso. MURILO: Tio eu tenho que ir, mas eu volto depois. ABNER: Tudo bem, e, por favor, nenhuma palavra á ninguém. MURILO: Pode contar comigo. Á noite Hospital Cena 7

Quarto de Carolina CAROLINA: (esta sentada na cama, pensativa). KAREN: (entra). CAROLINA: (a olha muito) Karen... KAREN: (olhando Carolina altiva se aproxima) Soube do seu acidente. CAROLINA: Abner te contou? KAREN: Sim... Vejo que está se recuperando. CAROLINA: Não de tudo... KAREN: Carolina eu vim aqui te fazer uma proposta. CAROLINA: Proposta? KAREN: É já sei de toda sua história... Sobre Gustavo, Aline, seu abandono e sua gravidez. CAROLINA: Eu acho melhor você ir embora. KAREN: Não sei se seu protetor te contou, mas sou como mãe de Caetano, pai de Aline, e meu filho e eu queremos ajudar Aline e á você... Nós estamos dispostos á dar pra você tudo que precisar casa, dinheiro, roupas, emprego se quiser... Mas no Rio de Janeiro, acredito que será melhor para seu filho também. CAROLINA: Não tem mais bebe!... Eu perdi... Que absurdo você veio me comprar! KAREN: Você se vende á Abner não vi problema em lhe oferecer algo descente. CAROLINA: (fica com raiva) Escuta aqui! Eu não me vendo á ninguém, não é por que Abner tinha muitas mulheres que você deve me julgar mal assim. KAREN:... Ele te contou isso... CAROLINA: Contou... E também contou que procura a filha dele... KAREN: Ele falou demais! Esse assunto não lhe diz respeito.

CAROLINA: Eu perdi meu bebe e esta doendo muito... Como você... Conseguiu abandonar sua filha... KAREN: (olha Carolina) Você deveria amar o pai do seu filho... Por isso a dor de perder o símbolo desse amor... No meu caso garota... Olhar para aquela menina... Me trazia as piores lembranças que você pode imaginar... Olhar para ela... Me lembrava Abner e eu o odeio... Então a deixei lá... E não me arrependo, espero que Abner nunca a encontre... Enfim você aceita a minha proposta? CAROLINA: (esta triste e com raiva ao mesmo tempo, olha Karen) Não... Não vou aceitar Karen, e agora sai daqui antes que eu chame alguém. KAREN: (sorri) A boazinha colocando as asinhas de fora... Pois bem garota... Se prepara por que enquanto você estiver aqui, sua vida será um inferno. (sai do quarto). CAROLINA: (começa a chorar) Meu Deus... Como posso ser filha dessa mulher!... (vai se acalmando, pensativa) Quem tem que se preparar é ela... Ela, Gustavo e Aline... Eles que se preparem. Hotel Montenegro Suite de Angélica OTÁVIO: (entra, sorri a beija) Cena 8 ANGÉLICA: Você não deveria ter vindo aqui. OTÁVIO: Não consigo ficar longe de você. ANGÉLICA: Mas vai ter que se acostumar, agora com a mamãe no nosso pé será impossível manter nosso caso. OTÁVIO: Ai que você se engana... Tenho Karen em minhas mãos. ANGÉLICA: Nossa ninguém nunca tem mamãe nas mãos querido, ela que tem as pessoas onde ela quiser. OTÁVIO: Sei um segredo dela... E disse que se ela se meter entre nós eu conto.

ANGÉLICA: (sorri) Que segredo? OTÁVIO: (sorri) Só conto se me der mais um beijo. ANGÉLICA: (beija Otávio com vontade o olha sorri) Conta! OTÁVIO: Sua mãe teve uma filha com Abner. ANGELICA: (fica séria) E é uma de nós? OTÁVIO: Não... Sua mãe abandonou a filha por ser de Abner. ANGÉLICA: É bem a cara dela mesmo, mas você acha que isso deixa ela de boca fechada? OTÁVIO: Claro que deixa meu amor... Ela não quer que ninguém saiba. ANGÉLICA: Como você descobriu isso? OTÁVIO: Eu ouvi hoje a discussão entre Abner e Karen. ANGÉLICA: Otávio, Otávio... Você está me saindo melhor do que a encomenda. (sorri). OTÁVIO: (acaricia o corpo de Angélica, beija o pescoço dela) Faço tudo por você. (se beijam). Casa de Caetano Cena 9 CAETANO: O que! Ele bateu em você! ALINE: Bateu papai... E ainda disse que não vai ter casamento. CAETANO: Eu vou acabar com esse Gustavo! Ninguém bate em você e fica ileso assim. ALINE: Vamos deixar para agir na hora certa papai... (abraça Caetano). CAETANO: Vou quebrar a cara dele isso sim! Covarde. MURILO: (entra, olha os dois abraçados, sorri) Boa Noite. CAETANO: Aonde você estava? Sabia que seu amigo bateu em Aline? MURILO: Ela mereceu papai...

ALINE: Murilo! Mas nem eu sendo a vítima você fica do meu lado? MURILO: A vítima foi Carolina. ALINE: Não, sou eu! Se não fosse ela aparecer na minha vida tudo estaria bem. MURILO: Eu acho que ela pensa a mesma coisa de você. CAETANO: Eu vou sair agora, vou me encontrar com Olivia, e quero que você Murilo tome conta de Aline, se Gustavo voltar não deixa ele bater nela. MURILO: Acho difícil ele voltar, mas se voltar não se preocupa, ele não vai bater em Aline. CAETANO: Fica bem meu amor, qualquer coisa me liga e eu venho. ALINE: Está bem... CAETANO: (sai). ALINE: Essa Olivia poderia sumir. Casa de Karen REBECA: (esta na sala). Cena 10 KAREN: (entra a olha) O que você esta fazendo aqui? REBECA: Eu vim morar aqui Karen. KAREN: Mas nem pensar, aqui na minha casa você não fica. REBECA: A casa era do meu pai, portanto tenho todo o direito de estar nela e você sabe. KAREN: O que você quer aqui Rebeca? REBECA: (olhando Karen) Eu vim porque quero provar que você matou o meu pai! KAREN: (encara Rebeca altiva).