FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE CLASSIFICAÇÃO: FILO SARCOMASTIGOPHORA(flagelos, pseudópodes ou ambos) SUBFILO MASTIGOPHORA (protozoários com 1 ou + flagelos) FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE: São nove gêneros que parasitam de plantas à mamíferos. Dois gêneros de importância médico e veterinário: Leishmania e Trypanosoma
Gênero Leishmania Ross, 1903 Protozoários parasitos unicelulares, heteroxenos. Formas de vida: promastigotas e paramastigotas (hospedeiros invertebrados) Amastigota (parasito intracelular obrigatório de células do SMF dos hospedeiros vertebrados) Hospedeiros invetebrados: insetos hematófagos Flebotomíneos Hospedeiros vertebrados: grande variedade de mamíferos (homem). Transmissão: ocorre pela picada do inseto infectado
Gênero Leishmania Ross, 1903 Morfologia das formas evolutivas: Amastigotas: coradas são organismos esféricos de 6,5µm, citoplasma azulclaro, núcleo arredondado e cinetoplasto avermelhado, sem flagelo livre.
Gênero Leishmania Ross, 1903 Morfologia das formas evolutivas: Promastigotas:têm forma alongada de 10-40 µm, núcleo central, flagelo livre e longo. Paramastigotas: são pequenos (5,0-10µm), flagelo curto. Promastigotas metacíclicos:menor tamanho que os promastigotas e flagelo muito longo.
Gênero Leishmania Ross, 1903
Gênero Leishmania Ross, 1903 Ciclo biológico no hospedeiro vertebrado Repasto sanguíneo do flebótomo (hematofagia) libera promastigota na circulação do hospedeiro vertebrado macrófagos fagocitam a promastigota dentro da célula transformam-se em amastigota sucessivas divisões binárias novas amastigotas célula se rompe libera as novas amastigotas são capturadas por outros macrófagos Ciclo biológico no hospedeiro invertebrado Repasto sanguíneo do flebótomo (hematofagia) ingestão de amastigotas circulantes no sangue no intestino do inseto transformam-se em paramastigota saem do intestino e vão até o aparelho bucal do mosquito transformam-se em promastigota metacíclicos mosquito faz repasto em novo hospedeiro vertebrado inocula formas promastigota metacíclicos (infectante)
Gênero Leishmania Ross, 1903 Ciclo biológico
Leishmanioses humanas Leishmaniose Tegumentar Americana Leishmaniose Tegumentar do Velho Mundo Leishmaniose Cutânea Leishmaniose Cutaneomucosa Leishmaniose Cutânea Difusa Leishmaniose Visceral Americana
Leishmaniose Tegumentar Americana Conhecido como botão do oriente no primeiro século d.c.; e úlcera de Bauru em 1908. Definição: enfermidade polimórfica da pele(cutânea) e das mucosas(cutaneomucosa), lesões ulcerosas indolores, únicas ou múltiplas. Agentes etiológico: L. braziliensis, L. guyanensis, L. shawi, L. naiffi, L. amzonensis. Patogenia: no local do inóculo forma-se reação inflamatória, necrose, desintegração da epiderme e surgimento de lesão úlcerocrostosa, depois forma-se borda saliente com exsudato seropurulento, típica leishmaniótica. Formas clínicas: leishmaniose cutânea(lc), leishmaniose cutaneomucosa(lcm) e leishmaniose cutânea difusa (LCD)
Leishmaniose Cutânea Formação de úlceras única ou múltipla na derme. Úlceras leishmanióticas típicas que evoluem para formas vegetantes verrugosas ou framboesiformes. Agentes etiológico: L. braziliensis, L. guyanensis, L. lainsoni, L. amzonensis.
Lesões ulcerosas na pele
Lesões ulcerosas na pele
Leishmaniose Cutaneomucosa (LCM) Lesões destrutivas secundárias das mucosas e cartilagens (nariz, faringe, boca e laringe). Agentes etiológicos: L. braziliensis, L. guyanensis. Graves mutilações criam dificuldades de respirar, falar e se alimentar, podendo levar ao óbito.
Leões ulcerosa na mucosa
Leishmaniose Cutânea Difusa (LCD) Formação de lesões difusas não ulcerosas por toda a pele. Agentes etiológico: L. naiffi, L. amzonensis. A multiplicidade de lesões é resultado de metástases do parasito de um sitio para outro, pelos vasos linfáticos ou macrófagos parasitados. A doença caracteriza-se por curso crônico e progressivo, não respondendo aos tratamentos.
Leishmaniose Cutânea Difusa (LCD)
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) Profilaxia É muito difícil em áreas florestais O desmatamento das florestas determina aumento no número de casos. Utilização de mosqueteiros e repelentes evita a picada os flebotomíneos. Em áreas de florestas recomenda-se a construção de moradias a uma distância mínima de 500 m
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) Diagnóstico Clínico: baseado na anamnese e características da lesão do paciente. Laboratorial: demonstração do parasito no material obtido da lesão. Exemplos: exame direto de esfregaços corados, cultura, inóculos em animais, exame histopatológico Imunológicos: teste de Montenegro, Reação de imunofluorescência indireta (RIFI).
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) Tratamento: Antimonial Pentavalente, Glucantime (Antimoniato de N-metil glucamina) Pentamidina Imunoterapia com Leishvacin seriado Imunoterapia com Leishvacin associado ao BCG Imunoterapia com Leishvacin associado ao Glucantime
Leishmaniose Visceral Americana calazar É conhecida como leishmaniose visceral ou calazar. Enfermidade infecciosa generalizada, crônica. características;: febre, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, anemia, edema e estado debilitante levando a óbito se não for tratado. Agentes Etiológico: Leishmania donovani, Leishmania infatum, Leishmania chagasi. Morfologia e ciclo biológico: semelhantes as outras espécies de Leishmania anteriormente vistas.
Leishmaniose Visceral Americana calazar Transmissão Pelo vetor: através da picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis(mosquito palha), que libera as formas promastigoatas na circulação sanguínea do hospedeiro vetebrado. Outros mecanismos sem importância epidemiológica: Congênita, transfusão de sangue e acidentes em laboratório.
Transmissão calazar
Leishmaniose Visceral Americana calazar Sintomatologia e Patogenia No local da picada: reação inflamatória e nódulo leishmanioma não ulcerativo. Na visceralização: febre baixa recorrente, esplenomegalia, hepatomegalia,disproteinemia, edema de membros inferiores, icterícia, anemia, leucopenia, alterações reanis(glomerulonefrite), alterações pulmonares(pneumonite intersticial). Decurso da infecção: emagrecimento, enfraquecimento, anorexia, caquexia e morte(90%) quando não tratado.
Sintomatologia e Patogenia calazar
Epidemiologia calazar Apresenta dois tipos básicos: antroponose e zoonose, dependendo da presença de reservatório animal. Reservatórios: cão, gato, raposa e gambá.
calazar Profilaxia: tratamento de todos os casos humanos, eliminação dos cães infectados, controle da população dos cães errantes e combate ao vetor (flebotomíneo). Diagnóstico: Clínico com base nos sintomas Laboratorial, com a observação do parasito em material obtido de punção de medula óssea, fígado e baço; por meio de cultura; corte histológico de tecidos de órgãos e métodos imunológicos por Reação de fixação de complemento(rfc), Reação de imunofluorescência indireta(rifi) e ensaio imunoenzimático (ELISA) Tratamento: antimoniato den-metil glucamina(glucantime), isoticianato de pentamidine (Lomidine) e Anfotericina B.