Revolução francesa

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Transcrição:

Revolução francesa 1789-1799 Luís XVI Liberdade, Igualdade e Fraternidade Bandeira da França

GRUPOS SOCIAIS PARTICIPANTES Burguesia ilustrada Trabalhadores urbanos Camponeses trabalhador urbano (sans-culotte) camponesa ceifando

ANTECEDENTES DIRETOS DA REVOLUÇÃO SOCIEDADE: estamental / ordens sociais Primeiro Estado: clero (alto e baixo) = 0,5% da população. Não pagava impostos, recebia o dizimo e rendas das suas terras. Segundo Estado: Nobreza (provincial/rural, cortesã e togada = 1,5% da população. Não pagava impostos e recebia rendas das suas terras (nobreza rural). A cortesã vivia na corte do rei e alguns nobres recebiam pensões. Terceiro Estado: burguesia, artesãos, camponeses (80%) etc. = 98% da população. Estava sujeito a taxações (ao rei, aos nobres e à Igreja).

POLÍTICA A França era um Estado absolutista = defensor dos interesses da nobreza. Governante: Luís XVI (a partir de 1774), casado com Maria Antonieta (austríaca). Burguesia: grupo social numericamente crescente, economicamente poderoso, culturalmente aprimorado e consciente da sua importância reivindica mudanças econômicas e sociais.

ECONOMIA Em 1788, a França apresentava um déficit público crônico (20%). Causas: Gastos com guerras externas (Sete Anos e independência das Treze Colônias); Privilégios da nobreza e do clero; Gastos com a manutenção da corte (12% do déficit); Tratado de Éden (França e Inglaterra), altamente desvantajoso à França; Produção agrícola não acompanhou o aumento da população elevação dos preços; Problemas climáticos: péssimas colheitas em 1788 aumento dos preços fome descontentamento popular.

TENTATIVAS DE SANEAMENTO DAS FINANÇAS TURGOT: propôs acabar com as corporações de ofício porque prejudicavam o desenvolvimento da indústria e com a isenção do pagamento de impostos do clero e da nobreza foi demitido. NECKER: propôs a cobrança de impostos à toda população foi demitido. De volta ao cargo de Ministro das Finanças, sugeriu a Luís XVI que convocasse a Assembleia dos Estados Gerais reunião dos representantes das três ordens sociais (clero, nobreza e povo propriamente dito). Objetivo: discutir o aumento de tributos. Turgot Necker

O INÍCIO DO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO 5 de maio: Luís XVI convocou os Estados Gerais: 1º estado: 291 deputados; 2º estado: 270 deputados; 3º estado: 578 deputados. Conflito: o clero e a nobreza queriam manter a votação por estamento (2x1) e o terceiro estado queria que o voto por cabeça. Além de ser maioria, contava com o apoio de alguns deputados da nobreza e do clero rural.

16 de junho: o terceiro estado proclamou-se em Assembleia Nacional. O rei mandou a Guarda Real dissolvê-la, mas foi inútil. 9 de julho: A Assembleia Nacional proclamou-se em Assembleia Nacional Constituinte. Luís XVI tentou dissolvê-la, mas o povo de Paris se rebelou. 14 de julho: o povo de Paris tomou a Bastilha símbolo do absolutismo francês início da Revolução. Os deputados do 3º Estado reunidos em Assembleia Nacional na Sala do Jogo da Pela. A tomada da Bastilha

Agosto: a revolução estendeu-se para o interior do país. Castelos foram assaltados e incendiados, e clérigos e famílias inteiras da nobreza foram massacradas o Grande Medo. 04 de agosto: para conter a onda de violência no campo, a Assembleia Nacional Constituinte aprovou a abolição dos privilégios feudais: fim da servidão, da isenção de impostos, dos privilégios de caça, dos tribunais especiais e do dízimo.

FASES DA REVOLUÇÃO 1ª: ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE (1789-1791) Características: Tentativa de conciliação entre a alta burguesia e a aristocracia. Tentativa de limitação do poder monárquico e exclusão das camadas populares de qualquer participação política. Fase moderada, porém, no plano popular, ocorreram as jornadas populares : tomada da Bastilha, em 14 de julho, e a marcha do povo de Paris até Versalhes, obrigando o rei a voltar, em 5 e 6 de outubro.

Grupos ou Facções no poder: Não existem partidos políticos organizados. A maioria dos deputados são monarquistas. Realizações: Fim dos privilégios feudais (4/8). Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (26/8), que: estabelece a igualdade de todos perante a lei (fim das distinções nobiliárquicas), garante as liberdades individuais, reconhece o direito de resistência à opressão e institucionaliza o direito à propriedade

Confisco dos bens do clero (2 de novembro), nacionalizando-os. Aprovação da Constituição Civil do Clero (12 de julho de 1790)- a Igreja passa a estar sob a autoridade do Estado. Parte do clero aceita a imposição e rompe com o Vaticano, mas a outra repudia a nova lei (clero refratário) e incentiva a população à contrarrevolução. Abolição da desigualdade de impostos. Divisão administrativa da França em 83 departamentos (descentralização política. Elaboração da Constituição de 1791: monarquia constitucional, tripartição política e voto censitário (cidadãos ativos e passivos). Só os ativos têm direitos políticos = vitória da burguesia sobre as camadas populares.

Junho de 1791: a família real tentou fugir para a Áustria, mas foi reconhecida em Varennes e obrigada a voltar a Paris. A França passa a ser uma monarquia constitucional

2ª: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA (1791-1792) Características: Conflitos entre a Assembleia e Luís XVI, que tem poder de veto. Os emigrados (clero e nobres fugidos) com o apoio de Luís XVI, estimulam a reação da Europa absolutista contra a França revolucionária. A maioria dos deputados eram representantes da alta burguesia. Grupos ou Facções Políticas: A maioria dos 745 deputados é monarquista. Feuillants (burguesia financeira) e Girondinos (alta burguesia mercantil). São maioria e apoiam a monarquia constitucional. Montanheses: Jacobinos (pequena e média burguesia) e Cordeliers (camadas populares). São minoria e apoiam a república. Março de 1792: os girondinos passam a compor o ministério do rei.

Realizações: Abril de 1792: Prússia, Áustria e emigrados atacam a França. Marat, Danton e Robespierre líderes jacobinos distribuem armas ao povo, formando a Comuna Insurrecional de Paris. Bruswick, duque prussiano, penetra com suas tropas na França, mas é derrotado na batalha de Walmy. Os sans-culottes participam intensamente da resistência. frígio ou barrete vermelho que os sansculottes usavam sobre suas cabeças.

A Comuna Insurrecional de Paris ataca o Palácio das Tulherias (residência real) e exige que a Assembleia Legislativa deponha e prenda Luís XVI. Causa: o rei fornecera secretamente os planos franceses aos inimigos.

3ª: CONVENÇÃO NACIONAL (1792-1795) Características: Fase assinalada por dois momentos distintos: a República Girondina (setembro/1792 a junho/1793) e a República Jacobina (junho/1793 a julho/1794). República Girondina: predomínio da alta burguesia, que adota medidas marcadas pela moderação e pela exclusão das camadas populares. O princípio básico é a defesa da propriedade privada. República Jacobina: radicalização do processo revolucionário, colocação do terror na ordem do dia e pressões dos sans-culottes. Implantação da ditadura robespierrista.

Grupos ou Facções no Poder: Predomínio da Gironda durante a primeira fase da Convenção Nacional, Predomínio da Montanha durante a segunda fase da Convenção Nacional. Grupo social Localização na Convenção GIRONDINOS MONTANHESES PÂNTANO burguesia mercantil Posição Política moderados, queriam deter a revolução Posição política atual pequena burguesia (jacobinos) + camadas populares (cordeliers) lado direito lado esquerdo centro radicais, queriam avançar mais com as conquistas revolucionários Direita Esquerda Centro burguesia financeira não tinham posição política definida. Votavam ora com os girondinos, ora com os jacobinos

Realizações e Objetivos: Proclamação da República (29/9/1792), abolindo a monarquia. Início do julgamento do rei, Luís XVI, diante da pressão dos jacobinos. Criação de um novo calendário: o ano 1792 passa a ser o ano I da República. 21/01/1793: Luís XVI foi executado na guilhotina na Praça da Revolução. Formação da Primeira Coligação (Inglaterra, Áustria, Prússia, Holanda e Espanha) contra a França. Revolta camponesa na região da Vendéia de caráter contrarrevolucionário. Alta vertiginosa dos preços dos alimentos. Os sans-culottes, querem a radicalização, passando a ser chamados de enraivecidos. 12/6/1792: os sans-culottes, liderados por Marat, Hébert e Roux, prendem os líderes girondinos = início do Terror.

O CALENDÁRIO REPUBLICANO (22 de setembro de 1792 a 31 de dezembro de 1805) No outono: Vindemiário (vendémiaire): 22 de setembro a 21 de outubro Brumário (brumaire): 22 de outubro a 20 de novembro Frimário (frimaire): 21 de novembro a 20 de dezembro No inverno: Nivoso (nivôse): 21 de dezembro a 19 de janeiro Pluvioso (pluviôse): 20 de janeiro a 18 de fevereiro Ventoso (ventôse): 19 de fevereiro a 20 de março Na primavera: Germinal: 21 de março a 19 de abril Floreal (floréal): 20 de abril a 19 de maio Pradial (prairial): 20 de maio a 18 de junho No verão: Messidor: 19 de junho a 18 de julho Termidor (thermidor): 19 de julho a 17 de agosto Frutidor: 18 de agosto a 20 de setembro.

Promulgação da Constituição de 1793 pelos jacobinos: democrática, instituiu o voto universal para maiores de 21 anos. Foi suspensa em 10/1793, junto com as liberdades individuais. O Governo do Terror foi liderado por Robespierre. Realizações sociais do Terror: Abolição da escravidão nas colônias francesas; fim da exigência dos camponeses indenizarem os antigos senhores; Lei do Máximo (teto máximo para preços e salários); criação do ensino gratuito e obrigatório; reforma agrária nas terras do emigrados ; assistência aos indigentes.

Organização de um exército revolucionário e popular, que liquida com a Primeira Coligação. Organização do Comitê de Salvação Pública (9 membros), encarregado do poder executivo, e do Comitê de Segurança Geral, encarregado de descobrir os suspeitos de traição. Criação de Tribunal Revolucionário: 40 mil mortes, sendo 17 mil na guilhotina.

Interior de um Comitê Revolucionário

Divisões internas dentro do partido jacobino acerca do avanço da continuação do Terror (Hébert) ou da sua suspensão (Danton), levaram os sans-culottes a retirar o apoio aos jacobinos. Sem o apoio dos sans-culottes, Robespierre e Saint-Just, apesar de defenderem posições de centro, não conseguiram evitar o golpe 9 Termidor de 1794 = Reação Termidoriana. O 9 Termidor fez a burguesia financeira voltar ao poder.

4ª: DIRETÓRIO (1795-1799) Características: Anulação das medidas mais radicais e de maior alcance social, implantadas durante a ditadura jacobina. Tentativa dos jacobinos e dos realistas (monarquistas) de derrubar o Diretório. Tentativa liderada por Babeuf (Conspiração dos Iguais), em 1796, de inspiração socialista, contra o Diretório. Apesar de fracassado, o movimento lança as bases, no plano das ideias, de um regime social igualitário. Vitórias no plano externo (2ª. Coligação) o Diretório se torna cada vez mais dependente do Exército. Aumento do custo de vida, desorganização da economia, insatisfação popular. Graco Babeuf

Grupos ou Facções no Poder: O Diretório reflete os interesses da alta burguesia, disposta a estabilizar a revolução. A nova Constituição (Constituição do Ano III 1795) estabelece duas Câmaras (dos Quinhentos e dos Anciãos) = poder legislativo. O poder executivo é exercido por um Conselho Diretor (cinco membros), O voto é censitário. Realizações: No plano econômico e financeiro: nenhuma medida significativa para conter a inflação. No plano político: tentativas de golpe, reforçam a ideia da necessidade de um governo forte com plenos poderes. No plano externo, as vitórias contra a Segunda Coligação, reforçam a imagem do exército e de seu principal comandante, o general Napoleão Bonaparte.

Através de um golpe de Estado, Napoleão Bonaparte, apoiado pela burguesia, pelo Exército e por alguns membros do Diretório, assume o poder em 1799 = Golpe 18 de Brumário.