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PAULO DE TARSO MENSAGENS & REFLEXÕES - 3 -
Copyright 2013 por Paulo de Tarso Gurgel da Silva Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) SILVA, Paulo de Tarso Gurgel da. Mensagens & reflexões. Rio de Janeiro: 2013. 176 p. 1. Bíblia - Vida Cristã I. Título II. É proibida a reprodução total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc), a não ser em citações breves, com indicação da fonte bibliográfica. Este livro está de acordo com as mudanças propostas pelo novo Acordo Ortográfico, em vigor desde janeiro de 2009. Apoio cultural: Gerência editorial e de produção Deivinson Bignon Capa Deivinson Bignon 1ª edição: Abril/2013 Editora Contextualizar Rua Antônio Gonçalves, 21 Porto Velho São Gonçalo RJ. CEP: 24430-130 Tel.: (21) 2722-9720 - 4 -
Sumário Dedicatória... 7 Agradecimentos... 9 Prefácio... 11 Introdução... 15 Cap. 1 Igreja triunfante x triunfalista... 19 Cap. 2 A missão de Deus é reinar... 25 Cap. 3 A batalha espiritual da Igreja I... 27 Cap. 4 A batalha espiritual da Igreja II... 31 Cap. 5 Estudo no livro de Atos... 35 Cap. 6 Autoridade espiritual para profetizar vida... 59 Cap. 7 As quatro varas da autoridade... 63 Cap. 8 Reflexões sobre Davi... 67 Cap. 9 Comportamento bárbaro... 91 Cap. 10 Revólveres superdestrutivos... 93 Cap. 11 A última gota... 99-5 -
Cap. 12 Sofrimento inexprimível... 103 Cap. 13 Cruzamentos cegos... 107 Cap. 14 Fortalezas... 113 Cap. 15 Deus distante... 119 Cap. 16 Duras promessas... 129 Cap. 17 O máximo em arrogância... 135 Cap. 18 Quedas gigantescas... 143 Cap. 19 Questões de família... 149 Cap. 20 Esperanças frustradas... 161 Conclusão... 169 Sobre o autor... 171 Conheça O Apóstolo do Bigode Santo... 173-6 -
Dedicatória Dedico esta obra literária a Deus, pois sem Ele nada disso seria possível. Dedico também à minha mãe Clothilde Marinho Gurgel, a quem amo muito; à minha esposa Maria de Fátima Pereira Pontes da Silva; aos meus filhos, Estevão e Poliana; e à minha neta Alessandra. - 7 -
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Agradecimentos Os meus mais sinceros agradecimentos ao Senhor, por ter tocado em meu coração para escrever este livro e ao pastor Deivinson Bignon, que me ajudou, dando-me a orientação necessária e o apoio técnico para a publicação desta obra. - 9 -
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Prefácio Este livro em suas mãos é um trabalho profético. Contudo, diante de tanta confusão no meio evangélico, como entender a voz profética nos dias atuais? Seria apenas sair profetizando bênçãos a torto e a direito? É claro que não! Precisamos ter uma base concreta: a profecia das profecias, a Bíblia Sagrada. Então, verifique uma definição de profeta bastante interessante, feita por um autor muito conceituado no meio teológico: O que faz de alguém um profeta é a vocação divina, a ordem para comunicar a outros a revelação divina. 1 Assim, não adianta sair profetizando bênçãos por aí! Tem de haver o chamamento divino para que o dom profético seja exercido segundo a vontade de Deus. O profeta, no Antigo Testamento, é descrito por três palavras hebraicas: nabi (ocorre mais de 300 vezes), roeh (ocorre 12 vezes) e hozeh (ocorre 19 vezes). Nabi é uma palavra que significa aquele que anuncia as mensagens de Deus, por revelação direta ou por discernimento intuitivo. Nabi é muito usada para designar a missão profética. Roeh e hozeh são palavras que servem para designar a qualidade dos profetas terem visões, portanto, significam vidente. 1 BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 3. ed. Campinas: Luz para o Caminho, 1990. p. 359. - 11 -
Dentre as diversas atribuições dos profetas presentes na Palavra de Deus, está o ensinamento sobre o pecado e a retidão (incluindo a denúncia dos pecados do povo Is 58.1; Ez 22.2; 43.10; Mq 3.8). Encontramos, também, o pastoreio, a consolação, o aviso do juízo divino e a chamada ao arrependimento (Is 40.1,2). Mas, apesar de todo o cuidado, existiam os falsos profetas de Deus eram aqueles que se denominavam profetas sem, de fato, o serem (Jr 14.14; 23.21). Esses falsos profetas falavam por sua própria imaginação ou interesses (Jr 23.16; Ez 13.3). Reconhecer os falsos profetas era algo muito importante para a nação de Israel, pois a profecia era vista como uma intervenção divina no curso da história humana (Is 45.20-22; Êx 2.11ss; Dt 24.19-22). O profeta, no Novo Testamento, é descrito com uma única palavra grega: prophétes. Se desmembrarmos essa palavra, teremos pro (antes, em favor de) e phemi (falar). Assim, o profeta do Novo Testamento é aquele que fala em favor de Deus, o intérprete da vontade de Deus para o povo. Prophéte ocorre 149 vezes em todo o Novo Testamento. Na igreja do Novo Testamento havia profetas (1Co 12.28), mas não formavam uma classe regular de homens como no Antigo Testamento ou como os apóstolos e presbíteros. Homens e mulheres recebiam influências especiais para falarem a revelação divina (At 21.9). Eles falavam predizendo o futuro, sob o poder do Espírito Santo (At 11.27,28; 21.10,11); e ensinavam e exortavam, edificando grandemente a igreja (1Co 14.3,4,24). Neste aspecto, torno a afirmar que este livro possui qualidades proféticas. As mensagens e reflexões do meu amigo, - 12 -
pastor Paulo de Tarso, são fruto de seus estudos e pregações na igreja onde serve ao Senhor. No decorrer de seu texto ele denuncia e expõe determinadas falácias que assombram o imaginário presente no atual cenário gospel. Então, preste atenção ao que você irá ler aqui. É possível que a Palavra de Deus vá ao encontro de suas necessidades quando refletir sobre estas páginas. Paz e bênçãos... Deivinson Bignon Editor... Deivinson Bignon é formado em Teologia e Letras (Português e Literaturas); exercendo as seguintes atividades: pastor da Primeira Igreja Evangélica Congregacional do Gradim, professor, conferencista e escritor. Autor dos livros Voltando para a Bíblia (2002), Recados do céu: a ética profética de Deus para as grandes questões da nossa época (2007), O Apóstolo do Bigode Santo (2011), Os 10 melhores textos de Vida Cristã (2013) e A ética do casamento judaico (2013). É casado com Márcia Cristina. Caso deseje receber e-books gratuitos para ler em seu tablet, smartphone ou computador, entre em contato pelo seguinte e-mail: deivinson@bignon.com.br. - 13 -
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Introdução Nos dias atuais a igreja tem vivido muitas mudanças em sua forma de doutrina; igrejas grandes e pequenas têm se afastado da essência deixada primeiramente por Martinho Lutero e, em seguida, por João Calvino estes se preocuparam em passar um legado da doutrina baseada na Salvação pela fé e pela graça em Jesus Cristo. O período da Idade Média marcou uma época em que Deus era o centro de tudo. Tudo era Deus. No fim da Idade Média, com o surgimento do Iluminismo, período conhecido como das Grandes Navegações, em 31 de outubro de 1517, numa manhã de domingo, quando Lutero afixou na porta da catedral de Witemberg, na Alemanha, as 95 teses da Reforma, estava-se inaugurando um novo período na História das Religiões; sendo que, a partir daí, com o surgimento do Iluminismo, outros reformadores surgiram, como Huss, Wyclife, Savonarola e apareceram outras correntes teológicas, como a dos Arminianos, os quais defendiam que todos podem ser salvos através do sangue de Cristo na cruz, confrontando a principal tese dos seguidores de João Calvino, que afirmava que Cristo morreu para salvar apenas os eleitos. Assim, a Igreja foi se reformando até passarmos por John Wesley e, bem mais tarde, pelos primeiros teólogos Ortodoxos, Liberais e Neoliberais, despontando entre os Ortodoxos, expoentes como o suíço Karl Barth, Bultmann, o dinamarquês Soren Kierkegaard que formulou uma concepção da existência humana baseada em três níveis: o estético, no qual - 15 -