Arcadismo e Neoclassicismo
Origem do nome Recupera as características do classicismo porém em outra época = neoclassicismo Arcadismo = região da Grécia (Arcádia), região do Peloponeso, onde fica o Monte Mênalo, habitado por Apolo (deus da inspiração poética) e suas musas, e diversos pastores.
Durante o séc. XVIII. Contexto histórico Aumento da burguesia e do poder econômico graças ao comércio ultramarino e estabelecimentos bancários. Descrédito na religião = espaço ao racionalismo. Marcado pelo ILUMINISNO, que defende o racionalismo e o despotismo esclarecido (Marquês de Pombal): um governo forte que garantiria segurança à burguesia e seu capital.
Pensadores 1748 Montesquieu = O espírito das leis proposta de divisão do governo em executivo, legislativo e judiciário. 1751 Diderot e D Alembert = Discours préliminaires de l Encyclopédie cultuando a razão, o progresso da ciência. 1762- Jean-Jacques Rosseau = O contrato social discute aa relações entre Estado e sociedade; Emílio ideal do bom selvagem ( o homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe )
CARACTERÍSTICAS GERAIS Século das luzes = ILUMINISMO. Volta aos clássicos: poesia que imitava a poesia clássica e da antiguidade mitologia pagã. Uso de termos em latim, inspirando em Horácio: prezando uma poesia racional, organizada, com simplicidade de estilo; uma volta da natureza, com estilo simples de vida;
Pastoralismo poetas pastores. Bucolismo ambiente de bosques, lugares amenos, agradável, com sua pastora, vivendo da natureza. FINGIMENTO POÉTICO = poeta finge ser pastor; (Tomás Antônio Gonzaga = Dirceu) Poeta abandona sua personalidade real.
Frases em ordem direta; Aspectos formais Simplificação linguística. (ideal de clareza) Apresentação social. (criada para ser demonstrada à sociedade, atingir mais pessoas) Começa-se a utilização maior de versos brancos (sem rimas) mas com métrica. Razão (deixar de criara poesia emocional) = natureza (lugar onde existe a pureza humana) = verdade (belo artístico)
Em Portugal... (pág. 169) Primeiros sinais durante o reinado de D. João V (1707-1750) com ideais iluministas no ensino superior. 1757 Ministro Marquês de Pombal, expulsa os jesuítas dos domínios portugueses, acabando com a influência espanhola. Reforma a partir das ideias de Verney. Arcadismo em Portugal oficialmente em 1756, com a fundação da academia Arcádia Lusitana.
Principal autor Manuel Maria Barbosa du Bocage. Poeta satírico e erótico, porém destacou-se em sua lírica (sonetos). Apresenta a transição entre o Arcadismo e o Romantismo. Influenciado pelas ideias da Revolução Francesa.
Arcadismo no Brasil Surgido em Vila Rica, séc. XVIII. Deslocou-se o eixo econômico no Brasil do Nordeste, com o açúcar, para as Minas Gerais com o ouro. Jovens abastados, indo estudar em Coimbra, traziam as ideias iluministas, fazendo-os sonhar com a independência do Brasil, frustrando-se com a Inconfidência Mineira, em 1789.
Adaptação do modelo europeu: NATUREZA MAIS BRUTA E SELVAGEM; MITO DO HOMEM NATURAL = ÍNDIO, levando mais tarde ao Romantismo. Ideias para a Inconfidência pág. 152
Autores LÍRICA ÉPICA SÁTIRA ENCOMIÁSTICA Ver pág. 152.
Cláudio Manuel da Costa (1729 1789) Pseudônimo pastoral = Glauceste Satúrnio; sua musa inspiradora é Nise (fictícia). Nascido em Mariana. Formou-se advogado em Coimbra. Influências do Marquês de Pombal e Verney. Primeira publicação: Obras Poéticas. Em 1789 achado morto na prisão, possível suicídio.
O que melhor se ajustou ao Arcadismo Português. Afinidade com a poesia de Camões, com algumas influências do Barroco. (pág. 153) Produziu poesia lírica e épica; lírica com a desilusão amorosa; épica, inspirado em epopeias clássicas, mas com menor valor que sua poesia lírica.
Exercícios Pág. 146 1 a 3 Pág. 147 4 Pág. 155 1,2 Pág. 256 3, 4
Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) Nascido em Porto, Portugal. Exerceu a função de ouvidor em Vila Rica. Em 1792, foi exilado para Moçambique por conta de sua participação na Inconfidência Mineira. Viveu tranquilamente até sua morte.
Sua poesia Apresenta novidades que apontam para o Romantismo. Apresenta poesia mais emotiva e espontânea. A musa é maus humana, menos idealizada. Escreveu muitas poesias enquanto estava preso. Escreveu: Marília de Dirceu e Cartas Chilenas.
Poesia lírica Parte mais conhecida de sua obra. Dirceu, seu pseudônimo, escreve para Marília, sua amada, que na vida real era Maria Doroteia de Seixas, uma jovem de 16 anos.
Poesia satírica: Cartas Chilenas Circulou em partes, de 1787 a 1788. A autoria não era divulgada por medo de represálias. Criticava o governador da capitania, Luís da Cunha Meneses. Personagens: Fanfarrão Minésio (pseudônimo do governador), chilenas (mineiras), Santiago (Vila Rica), Critilo (autor), Doroteu (destinatário).
É a principal obra satírica da época. Considerado um documento histórico por apresentar a situação político-econômico-social da época. Era distribuído em forma de panfleto.
Basílio da Gama (1741-1795) Nasceu na cidade que hoje se chama Tiradentes. Queria seguir na vida religiosa. Viveu na Itália, onde assumiu o pseudônimo de Termindo Sipílio. Foi preso em 1767 e preso acusado de ter ligações com os jesuítas. Preso, em Lisboa se torna amigo de quem seria mais tarde o Marquês de Pombal.
O Uraguai (pág. 161) Considerado o maior épico do Arcadismo. Tema: luta dos portugueses e espanhóis contra os índios e jesuítas que não aceitavam as decisões do Tratado de Madri. Contraditório por revelar a negação à guerra (influência Iluminista). Somente os jesuítas são tratados como vilões. Os índios são vistos como vítimas da ação jesuítica.
O índio é o herói moral da luta, uma vez que não lutava com as mesma armas que os outros. Prenuncia o Romantismo.
Frei nascido em Mariana. Santa Rita Durão (1722?-1784) Escreveu Caramuru, poema influenciado pela obra O Uraguai, feita 12 anos antes. Diferenças: valoriza a ação catequética dos jesuítas; segue o padrão camoniano (10 cantos, versos decassílabos); presença das mitologias crístã e pagã. Criticado por parecer artificial, narra as aventuras do náufrago português Diogo Álvares Correia, o Caramuru.
Exercícios Pág. 158 1 a 4 Pág. 160 1 a 3 Pág. 166 1 a 5