Animais na Exploração
Gabinete Técnico da CNA 2014
Animais na Exploração Índice Nota prévia... 7 Introdução... 9 1 - Ovinos e Caprinos... 10 1.1 - Identificação e Registo Animal... 10 1.2 - SNIRA - Movimentação de Animais... 14 2 - Equídeos... 19 2.1 - Identificação e registo... 19 2.2 - Documento de Identificação de Equídeos... 21 2.3 - Mudança de titularidade de equídeo... 22 2.4 - Outras obrigações do detentor... 22 3 - Abate de Animais na Exploração... 23 4 - SIRCA... 27 Considerações finais... 31 Referências Bibliográficas... 32 5
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Animais na Exploração Nota prévia No âmbito dos SAA (Serviços de Aconselhamento Agrícola) é nas matérias respeitantes à Condicionalidade (1), ou com esta conexas, especialmente no sector pecuário, que se verifica a maior taxa de incumprimentos dos produtores. As regras associadas ao desenvolvimento da actividade pecuária, nas várias vertentes: identificação, movimentação, saúde e bem-estar animal (2), são extensas e complexas e visam em última análise que seja assegurada a rastreabilidade. A brochura que se apresenta tem por objectivo principal apoiar, ao nível do aconselhamento, técnicos e agricultores com vista à melhoria das práticas na comunicação obrigatória às autoridades competentes, pelos produtores, das ocorrências relativas às espécies pecuárias. (1) Condicionalidade: Requisitos que o agricultor beneficiário de pagamentos directos tem de respeitar, conforme previsto nos art.4º, 5º e 6º do REG (CE) N.º73/2009. (2) Identificação electrónica no sector pecuário, Inês Amaro CNA 2007; Manual de Apoio à exploração Agrícola, 2 - Saúde e bem-estar animal, Pedro Santos - CNA 2009. 7
SAA CNA A CNA tem produzido manuais de apoio à exploração agrícola, também na área da identificação e do bem-estar animal. Esta brochura concentra numa primeira parte as regras no que respeita à identificação e movimentação das espécies ovina, caprina e equídea e na segunda são descritas as regras relativa ao abate de animais na exploração para autoconsumo e as normas relativas à recolha de animais mortos na exploração. A escolha destes temas correspondeu à necessidade de esclarecimento manifestada pelos agricultores nas visitas de acompanhamento à exploração realizadas no âmbito dos SAA, pelos técnicos conselheiros. 8
Animais na Exploração Introdução Em Portugal, a entidade competente em matéria de Identificação e Registo Animal é a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). O IFAP é a entidade responsável pela gestão informática das bases de dados. O Decreto-Lei n. 142/2006, de 27 de Julho, que criou o Sistema Nacional de Informação e Registo Animal (SNIRA), estabelece as regras de identificação, registo e circulação dos animais das espécies bovina, ovina, caprina e suína, bem como dos equídeos. Os detentores de destas espécies pecuárias devem comunicar à base de dados informatizada, BD SNIRA ou plataforma idigital, todas as movimentações para a exploração e a partir desta. Os detentores são responsáveis pela correcta identificação e registo dos seus animais. No âmbito do projecto de reengenharia do SNIRA, está previsto o seu terminus no final de 2015, quando todas as comunicações existentes na BD SNIRA (linha dedicada) passarem para a plataforma do idigital. Nesta brochura, numa primeira parte são abordadas as regras de identificação e movimentação das espécies de ovinos/caprinos e equídeos e, numa segunda parte, são descritas as regras do autoconsumo e as recolhas SIRCA. 9
SAA CNA 1 - Ovinos e Caprinos 1.1 - Identificação e Registo Animal O regime de identificação e registo de ovinos e caprinos inclui os seguintes elementos: Marca auricular e meios de identificação electrónica; Documentos de circulação; RED actualizado mantido em cada exploração ou centro de agrupamento; Base de dados nacional informatizada. A identificação dos ovinos e caprinos deve ser efectuada no prazo máximo de seis meses, a contar a partir do nascimento do animal e, em qualquer caso, antes de este deixar a exploração onde nasceu. No caso de ovinos e caprinos criados em explorações em regime extensivo ou ao ar livre, o prazo é de nove meses, situação onde Portugal se encontra. Todos os ovinos e caprinos de uma exploração nascidos a partir de 1 de Janeiro de 2010 devem estar identificados com: Uma marca auricular, aprovada pela DGV, aplicada no pavilhão auricular esquerdo; 10
Animais na Exploração Um segundo meio de identificação, que consiste num meio de identificação electrónico (bolo reticular ou brinco electrónico). Aos ovinos e caprinos de raça pura inscritos em livros genealógicos ou registos zootécnicos reconhecidos pela DGV deve ser aplicado um meio de identificação electrónica, como segundo meio de identificação, no acto de avaliação para inscrição no livro de adultos. 1.1.1 - Identificação electrónica Meios de identificação O material para a identificação electrónica é constituído por um kit electrónico : Um Brinco convencional Um Bolo reticular Este kit electrónico é adquirido nos Serviços Veterinários oficiais ou através das ADS/OPP. O brinco convencional tem uma parte de cor salmão ou verde (animais vacinados) e outra parte amarela. 11
SAA CNA Atenção: O brinco tradicional deve ser aplicado na orelha esquerda. Para além dos conjuntos de material de identificação electrónica, a pessoa que vai identificar deve ter: Um aplicador; Um leitor; Um alicate para brincos. Meios de identificação - excepção Para as raças de pequeno porte e para os animais com menos de 6 meses que vão para fora do país, podem ser usados conjuntos compostos de brinco convencional e brinco electrónico. Os brincos são de cor amarela. Neste caso, o brinco electrónico é aplicado na orelha esquerda e o brinco tradicional é aplicado na orelha direita. Em animais vacinados precocemente, nomeadamente em zonas de difícil acesso, podem ser utilizados «kits» de brinco + brinco electrónico verdes, evitando assim uma segunda ida à exploração. 12
Animais na Exploração Animais destinados a abate com menos de 12 meses Os ovinos e caprinos destinados ao abate antes dos 12 meses e que não se destinem a trocas comerciais intracomunitárias ou com países terceiros são identificados apenas com uma marca auricular aplicada no pavilhão auricular esquerdo, devendo conter o código de identificação da exploração de nascimento. Queda, remoção ou substituição de meios de identificação Nenhum meio de identificação pode ser removido ou substituído sem autorização da autoridade competente. Sempre que uma marca auricular ou um meio de identificação electrónica se tenham tornado ilegíveis ou se tenham perdido devem ser substituídos, logo que possível e sempre antes do animal deixar a exploração, por uma outra marca auricular ou meio de identificação electrónica (cujo código deve ser inscrito no RED). Para além destas obrigatoriedades, deverá ser efectuado o modelo de re-identificação disponível no idigital, onde se faz a relação da marca auricular antiga com a nova. Animais provenientes de outro Estado-membro ou de País Terceiro Todos os ovinos e caprinos originários de outro Estado- -Membro devem conservar a identificação inicial. Qualquer ovino ou caprino proveniente de um país terceiro 13
SAA CNA que tenha sido sujeito aos controlos veterinários num PIF e permaneça no território da Comunidade deve ser identificado na exploração de destino, num prazo de 14 dias após a realização dos referidos controlos e sempre antes de deixar a exploração. A identificação inicial estabelecida pelo país terceiro deve ser inscrita no registo de exploração, juntamente com a identificação atribuída nos termos do parágrafo anterior. 1.2 - SNIRA: Movimentação de animais Novos procedimentos A comunicação de todas as movimentações de ovinos e caprinos à base de dados do SNIRA é obrigatória. A disponibilização online visa simplificar e desmaterializar os processos, tornando os procedimentos da movimentação mais céleres para os detentores de ovinos e caprinos. 1.2.1 - Recenseamento Inicial do efectivo Antes da primeira movimentação dos animais, os detentores de ovinos e caprinos devem proceder ao Recenseamento Inicial do seu efectivo. O Recenseamento Inicial aplica-se a cada marca de exploração activa de ovinos e caprinos que esteja registada no SNIRA, devendo declarar-se os ovinos e caprinos identificados presentes na exploração. 1.2.2 - Declaração de existências Os detentores de explorações de animais das espécies ovina e caprina ficam obrigados a proceder anualmente 14
Animais na Exploração à declaração de existências (procedimentos a definir por despacho do Director-Geral de Veterinária). Desde 1 de Junho de 2013, a movimentação de ovinos e caprinos é apenas realizada através de Guias de Circulação emitidas online. 1.2.3 - Guias de Circulação Intervenientes O processo de movimentação de animais pressupõe sempre dois intervenientes: Detentor de origem: aquele que possui os animais na sua exploração e de onde vão sair emite a guia de circulação que acompanha os animais até ao destino. Detentor de destino: detentor da exploração para onde os animais se irão deslocar, que confirma a recepção dos animais constantes na guia de circulação. 15
SAA CNA Tipos de Guias de Circulação O detentor de ovinos e caprinos têm a possibilidade de emitir: Guias Fechadas: guias que se apresentam totalmente preenchidas, com a informação do detentor de origem, de destino, número de animais a movimentar, data e hora de saída e transportador; Guias Abertas: guias preenchidas apenas com os dados da exploração de origem, não sendo ainda conhecidos o número de animais a movimentar, detentor de destino, transportador, data/horas de entrada e saída. A deslocação dos ovinos e caprinos deverá ser acompanhada de Guias de Circulação emitidas online através da plataforma idigital. Existem guias de circulação para: Abate imediato; Exploração em vida (explorações, centros de agrupamento, entreposto, etc.) Classificação sanitária A emissão de guias de circulação está condicionada à Classificação Sanitária da exploração, verificada online, através de ligação ao PISA (Programa Informático para a Saúde Animal). Nos casos em que a exploração não tenha classificação sanitária, o detentor deverá dirigir-se aos serviços veterinários oficiais. 16
Animais na Exploração A deslocação de ovinos e caprinos que se encontrem em explorações com restrições sanitárias faz-se a coberto de guia sanitária de circulação, excepto no caso dos animais destinados directamente para abate. Emissão de guias de circulação Online, na Área Reservada do portal do IFAP; Nos Serviços Veterinários Oficiais; Nas Entidades Reconhecidas. Prazo 4 dias O movimento dos animais só é válido após comunicação, online, pelos detentores de origem e de destino. 17
SAA CNA 1.2.4 - Prazos O detentor deve comunicar à base de dados: Até 7 dias úteis após a ocorrência. Desaparecimentos; Mortes para autoconsumo; Mortes ocorridas na exploração, quando os respectivos cadáveres não tenham sido recolhidos pelo SIRCA; Identificações e/ou re-identificações. 1.2.5 - Movimentação Externa A comunicação de Saída/Entrada de Ovinos/Caprinos para ou de países da União Europeia ou Países Terceiros é feita online através da plataforma idigital, com ligação via webservice ao TRACES. 18
Animais na Exploração 2 - Equídeos 2.1 - Identificação e Registo A identificação e registo de todos os equídeos (cavalos, burros e muares) existentes em Portugal é obrigatória. Os equídeos nascidos em Portugal devem ser identificados: No prazo de seis meses a contar da data de nascimento ou até 31 de Dezembro do ano do nascimento do animal (consoante a data que ocorrer mais tarde); Antes de abandonarem o local de nascimento. 19
SAA CNA O regime de identificação de equídeos é constituído pelos seguintes elementos: Resenho Repetidor electrónico (microchip ou transpoder) (IDE). Registo na base de dados Registo Nacional de Equídeos (RNE) Atribuição de número único e vitalício Emissão de Documento de Identificação de Equídeos (DIE) ou passaporte. Resenho Microchip Os detentores de equídeos são os responsáveis pela correcta identificação dos seus animais, que deve ser feita pelo médico veterinário. 20
Animais na Exploração 2.2 - Documento de Identificação de Equídeos (DIE) ou passaporte A Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) é a autoridade nacional para identificação animal e é o único organismo emissor de DIE para todos os equídeos. O detentor deverá entregar nos Serviços da DGAV da sua zona (DAV/NAV) o documento com a identificação do equídeo, devidamente preenchido, datado, assinado e carimbado pelo médico veterinário, onde solicita a emissão do DIE do seu equídeo, procedendo ao respectivo pagamento. Será dada indicação da data de levantamento deste documento nesses Serviços, o que ocorrerá num prazo máximo de 30 dias. O DIE para equídeos de produção e rendimento tem capas verdes e designa-se por Livro Verde. O DIE para equídeos registados tem capas azuis e denomina-se Livro Azul. É importante ter em conta que para equídeos registados o detentor deve fazer prova em como o equídeo se encontra registado em livro genealógico. O Documento de Identificação de Equídeos ou passaporte é o documento que serve para identificar o animal e deve acompanhá-lo sempre. Substitui as guias de transporte e tem também o registo do(s) proprietário(s), das vacinas e dos medicamentos administrados ao animal. 21
SAA CNA 2.3 - Mudança de titularidade do equídeo Quando ocorre uma mudança de proprietário, o DIE deve ser entregue à respectiva DAV/NAV, conjuntamente com a identificação completa do novo proprietário, com apresentação de cópia do NIF e documento que permita atestar a mudança para o novo titular (declaração de venda, factura/recibo etc.). A DGAV procederá às respectivas alterações na base de dados do RNE e averbará no DIE o novo proprietário. 2.4 - Outras obrigações do detentor Manter o passaporte sempre actualizado e na sua posse; Fazer o registo na base de dados do SNIRA; 1. Pedir Marca de Exploração para Equídeos (nos Serviços Veterinários Regionais) 2. Proceder ao registo no SNIRA Horizontal 3. Efectuar REAP da exploração Comunicar a morte do equídeo ao SIRCA, para haver a recolha do cadáver, e devolver o DIE aos Serviços Veterinários Regionais. 22
Animais na Exploração 3 - Abate de animais na exploração Autoconsumo (Despacho nº 14535-A/2013) A partir de 1 de Janeiro de 2014, é permitido o abate de animais nas explorações (fora dos matadouros) para autoconsumo de: Bovinos, ovinos e caprinos com idade inferior a 12 meses; Suínos; Aves de capoeira; Coelhos domésticos. Desde que as carnes obtidas se destinem exclusivamente ao consumo doméstico do respectivo produtor, bem como do seu agregado familiar. É PROIBIDA a matança fora dos estabelecimentos aprovados (matadouros): Bovinos, ovinos e caprinos com idade igual ou superior a 12 meses; Equídeos, independentemente da idade. 23
SAA CNA Quantidades anuais A quantidade máxima de animais que podem ser abatidos, por ano, para autoconsumo é a seguinte: Bovinos com idade inferior a 12 meses: 2 Caprinos com idade inferior a 12 meses: 8 Ovinos com idade inferior a 12 meses: 6 Suínos: 3 Condições para matança Explorações não sujeitas a restrições sanitárias; Explorações registadas de acordo com a legislação em vigor; Animais identificados de acordo com a legislação em vigor; Animais que não tenham sofrido um acidente e não sofram de perturbações comportamentais, fisiológicas ou funcionais; A matança deve ser realizada nas condições definidas (Reg. CE n.º1099/2009 de 24 de Setembro e Decreto- -Lei n.º 28/96 de 2 Abril), relativas à protecção dos animais de abate, quanto à contenção, atordoamento, sangria e demais disposições aplicáveis; É aconselhável e pode ser solicitado o exame sanitário efectuado pelo médico veterinário; É expressamente proibida a comercialização ou cedência por qualquer forma das carnes obtidas nestas matanças. 24
Animais na Exploração Obrigações dos detentores No caso de bovinos, o produtor deve: Comunicar à base de dados SNIRA/BOV o abate do animal, através do preenchimento do modelo n.º 255/ DGAV, e inscrever a morte no RED da exploração; Entregar no PA/PI, juntamente com o modelo n.º 255/ DGAV, o passaporte e marcas auriculares dos bovinos abatidos na exploração para autoconsumo. Pequenos Ruminantes, o produtor deve: Entregar os meios de identificação nos serviços regionais da DGAV; Comunicar a morte na base de dados do SNIRA; Registar a morte no RED. 25
SAA CNA Restantes espécies com excepção das aves de capoeira e dos coelhos domésticos, o produtor deve: Registar morte no respectivo RED. Sub-produtos Os sub-produtos não podem destinar-se ao consumo humano ou animal. Bovinos: Amígdalas, intestinos (do duodeno ao reto) e mesentério Ovinos: Baço e íleo Nota: O detentor deve contactar o respectivo número do SIRCA, de modo assegurar o destino dos sub-produtos. Quando a recolha for efectuada o detentor deverá ficar com um documento comprovativo da recolha destes sub-produtos. 26
Animais na Exploração 4 - SIRCA: Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração O Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA) foi criado no sentido de se proceder à recolha dos animais, em tempo útil, e permitir efectuar a despistagem obrigatória de eventuais doenças transmissíveis de acordo com o disposto no Regulamento (CE) n.º 1069/2009, que estabelece regras sanitárias relativas aos subprodutos animais não destinados ao consumo humano, nomeadamente as que decorrem da interdição, em geral, do enterramento dos animais mortos na exploração. A recolha de cadáveres é desencadeada pela comunicação telefónica, do detentor do animal morto, para o Centro de Atendimento Telefónico (CAT SIRCA). 27
SAA CNA Os Centros de Atendimento Telefónico (CAT) do SIRCA são dotados de números únicos a nível nacional, que funcionam diariamente e durante um período ininterrupto de 12 horas. N.º de Telefone Horário Dias Bovinos e Equídeos 217 541 270 das 8:00 às 20:00 Dias úteis, sábados, domingos e feriados Ovinos e Caprinos 256 872 000 284 327 402 Suínos Tabela do IFAP Zona Norte do Tejo Zona Sul do Tejo 256 833 036 243 720 020 Obrigações dos detentores de animais Compete aos detentores de bovinos, equídeos, ovinos e caprinos: Comunicar ao CAT SIRCA a morte de qualquer animal ocorrida na exploração, no prazo máximo de 12 horas após a sua ocorrência, fornecendo a informação que lhe for solicitada; Cumprir todos os procedimentos definidos pelo IFAP e pela DGAV, com vista à recolha dos animais, em tempo útil e nas condições sanitárias adequadas; 28
Animais na Exploração Caso o animal seja recolhido, registar no Livro de Registo de Existências e Deslocações da Exploração a Referência da Ficha de Recolha fornecida como comprovativo da comunicação telefónica de morte. Esta referência é constituída por uma letra e seis números (letra M para bovinos, V para equídeos e letra P para ovinos/caprinos); Colocar o cadáver do animal numa extrema da exploração, em local de fácil acesso à viatura destinada à operação de recolha (o que a não se verificar inviabilizará a respectiva recolha); Assegurar-se de que o bovino e/ou ovino (com idade superior a 6 meses) está devidamente identificado com as marcas auriculares oficiais (brincos); Entregar o passaporte do bovino no acto de recolha do cadáver, no caso dos equídeos deverá ser entregue o certificado de origem ou o passaporte para cavalos emitido pela Federação Equestre Internacional; Assinar a Ficha de Recolha/Guia de Acompanhamento de subprodutos de origem animal - cadáveres (Mod.376/B-DGV) e solicitar uma via da mesma, a qual deverá ser arquivada como justificativo da morte e da recolha do cadáver; No caso dos bovinos, sempre que o cadáver seja recolhido ao abrigo do SIRCA, o detentor não necessita, nem deve, apresentar a declaração de morte do animal (Mod.255/DGV) num Posto do SNIRB, uma vez que a mesma é automaticamente realizada pelo sistema. 29
SAA CNA Ocorrência de não recolha Em algumas situações, por motivos operacionais, pode não ser possível proceder à recolha do cadáver em tempo útil (até às 20 horas do dia seguinte ao da comunicação). Quando tal se verificar, o detentor deve comunicar à linha telefónica disponibilizada a ocorrência de uma não recolha. Nestes casos, os serviços do CAT SIRCA darão indicações sobre o procedimento a seguir. 30
Animais na Exploração Considerações Finais O detentor deverá possuir o seu efectivo pecuário actualizado ao nível da Base de Dados. Para esse efeito encontra-se disponível no idigital um form de Consultas às quais poderá aceder. Cabe ao detentor pecuário possuir todo o efectivo identificado de acordo com as regras definidas para cada espécie, deve fazer as comunicações dentro dos prazos estabelecidos assim como possuir o efectivo actualizado na BD SNIRA. Caso contrário haverá penalizações no Pagamento das Ajudas. 31
SAA CNA Referências bibliográficas Folheto DGAV equídeos Manual dos Equídeos Manuais IFAP www.ifap.pt Dgav.pt Legislação em Vigor 32
Rua do Brasil, n.º 155 3030-175 Coimbra Tel.: 239 708 960 Fax: 239 715 370 e-mail: cna@cna.pt