ESPASTICIDADE INDICE DE BARTHEL

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Transcrição:

ESPASTICIDADE INDICE DE BARTHEL

1 ESPASTICIDADE INDICE DE BARTHEL Autoria: Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação Participantes: Carlos Musse, Antonio Silvinato, Ricardo Simões, Wanderley M. Bernardo Diagramação: Ana Paula Trvisan

2 IŃDICE DE BARTHEL (BI) é composto por 10 itens com pesos variados. Dois itens referentes à higiene pessoal (lavar a face, pentear o cabelo, fazer a barba, e os dentes limpos) e tomar banho são avaliadas com uma escala de 2 pontuação (0, 1 pontos); 6 itens em relação à alimentação, ficando a entrada e saída do vaso sanitário, subindo e descendo escadas, vestir-se, controle esfincteriano e controle da bexiga são pontuados em uma escala de 3 pontos (0, 1, 2 pontos); enquanto dois itens referentes a: passando de uma cadeira de rodas para a cama e voltando e andando sobre uma superfície plana são avaliados em uma escala de 4 pontos (0, 1, 2, 3 pontos). O BI é uma pontuação acumulada calculada somando todas as pontuações de itens individuais com uma pontuação máxima de 20 pontos 1.

3 RECOMENDAÇÕES FINAIS O Índice de Barthel (BI) é uma ferramenta sensível para avaliação de atividades estendidas da vida diária de pacientes pós-avc. A escala BI, de 10 itens, marcando 0 a 100, com incrementos de 5 pontos, é apropriada para o julgamento uniforme do paciente com AVC. Avaliação do período pós-avc com o BI mostrou boas propriedades discriminativas para o resultado final em 6 meses. No entanto, o 5 o dia é precoce para fazer uma previsão adequada das atividades da vida diária resultantes. O BI deve ser medido no final da primeira semana para a gestão da reabilitação precoce.

4 O BI é suscetível a um "efeito de limite inferior", de tal forma que a maioria dos pacientes com AVC vai marcar negativamente sobre o BI se avaliada no início pós-avc, quando eles estão confinados para a cama.

5 REFERÊNCIAS 1. Kwakkel G, Veerbeek JM, Harmeling-van der Wel BC, van Wegen E, Kollen BJ; Early Prediction of functional Outcome after Stroke (EPOS) Investigators. Diagnostic accuracy of the Barthel Index for measuring activities of daily living outcome after ischemic hemispheric stroke: does early poststroke timing of assessment matter? Stroke 2011; 42:342-6. PMID: 21183748. 2. Whiting J, Rutjes AW, Dinnes J, Reitsma JB, Bossuyt PM, Kleijnen J. Development and validation of methods for assessing the quality of diagnostic accuracy studies. Health Tech Assess 2004; 8 (25). 3. Consort de publicação de Ensaios Clínicos Randomizados: Disponível em http://www.consortstatement.org/consort-statement/. 4. Nível de Evidência Científica por Tipo de Estudo Oxford Centre for Evidence-based Medicine 2009. Disponível em www.cebm.net 5. Baird AE, Dambrosia J, Janket S, Eichbaum Q, Chaves C, Silver B, et al. A three-item scale for the early prediction of stroke recovery. Lancet 2001; 357: 2095-9. PMID: 11445104.

6 6. Cincura C, Pontes-Neto OM, Neville IS, Mendes HF, Menezes DF, Mariano DC, et al. Validation of the National Institutes of Health Stroke Scale, modified Rankin Scale and Barthel Index in Brazil: the role of cultural adaptation and structured interviewing. Cerebrovasc Dis 2009; 27: 119-22. PMID: 19039215. 7. Kong KH, Chua KS, Lee J. Symptomatic upper limb spasticity in patients with chronic stroke attending a rehabilitation clinic: frequency, clinical correlates and predictors. J Rehabil Med 2010; 42:453-7. PMID: 20544156. 8. Kwon S, Hartzema AG, Duncan PW, Min-Lai S. Disability measures in stroke: relationship among the Barthel Index, the Functional Independence Measure, and the Modified Rankin Scale. Stroke 2004; 35:918-23. PMID: 14976324. 9. Nakao S, Takata S, Uemura H, Kashihara M, Osawa T, Komatsu K, et al. Relationship between Barthel Index scores during the acute phase of rehabilitation and subsequent ADL in stroke patients. J Med Invest 2010; 57: 81-8. PMID: 20299746. 10. Quinn TJ, Langhorne P, Stott DJ. Barthel index for stroke trials: development, properties, and application. Stroke 2011; 42:1146-51. PMID: 21372310.

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