O QUE É? HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano. É um vírus de grande relevância médica pelo fato de estar relacionado a praticamente 100% dos casos de câncer de colo do útero (um dos tipos de câncer mais Figura A: Vírus do HPV. Fonte: COUTINHO, 2015. comuns na população feminina) como, também, ao câncer de pênis e ânus. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital. O vírus HPV infecta exclusivamente os seres humanos e ataca as células do epitélio da pele e das mucosas, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. A ação desse vírus sobre as células da pele favorece a formação de tumores, a maioria deles pequenos e benignos, tais como as verrugas comuns de pele ou as verrugas genitais. Porém, quando a área infectada é a mucosa do colo do útero, da vagina, do pênis ou do ânus, o vírus pode induzir a formação de tumores malignos, gerando, por exemplo, o câncer do colo do útero e o câncer anal. O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. C ÂNCER DO COLO DO ÚTERO O câncer do colo do útero tem como principal causa a infecção por alguns tipos de HPV e a forma mais eficiente de se proteger contra esse tipo de câncer é a vacinação. Para prevenir, é preciso vacinar as adolescentes de 9 a 11 anos. É importante, também, seguir fazendo o exame preventivo (Papanicolau) na vida adulta (idade entre 25 e 64 anos). O teste de Papanicolau é um exame ginecológico de citologia cervical. Deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa ou não, pelo menos uma vez ao ano. Figura B: Câncer de colo do útero. Fonte: RESULTADOS, 2012.
T RANSMISSÃO A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da transmissão. S INTOMAS Figura C: Transmissão. Fonte: GRAVIDEZ, [2015?]. O HPV pode ser sintomático clínico (com manifestação de sintomas) e subclínico (sem a manifestação de sintomas). Quando sintomático clínico, o principal sinal da doença é o aparecimento de verrugas genitais na vagina, pênis e ânus. Figura D: Verrugas ano-genitais. Fonte: HPV, [2015?]. É possível também o aparecimento de prurido (coceira), queimação, dor e sangramento. Espalham-se rapidamente, podendo se estender ao clitóris, ao monte de Vênus e aos canais perineal, perianal e anal. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta do homem e da mulher. Nos homens, a maioria das lesões se encontra no prepúcio, na glande e no escroto. As verrugas apresentam um aspecto de uma couve-flor. Já os sintomas do HPV subclínico (não visível a olho nu) podem aparecer como lesões no colo do útero, na região perianal, pubiana e ânus.
D IAGNÓSTICO O diagnóstico das verrugas ano-genitais pode ser feito em homens e em mulheres por meio do exame clínico. As lesões subclínicas podem ser diagnosticadas por meio de exames laboratoriais (citopatológico, histopatológico e de biologia molecular) ou do uso de instrumentos com poder de magnificação (lentes de aumento), após a aplicação de reagentes químicos para contraste (colposcopia, peniscopia, anuscopia). Já a investigação diagnóstica da infecção latente pelo HPV, que ocorre na ausência de manifestações clínicas ou subclínicas, só pode, atualmente, ser realizada por meio de exames de biologia molecular, que mostram a presença do DNA do vírus. T RATAMENTO Não há tratamento específico para eliminar o vírus. Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada. Todavia, o tratamento apropriado das lesões precursoras é imprescindível para a redução da incidência e mortalidade pelo câncer do colo uterino. Dependendo da extensão, número e localização das lesões clínicas, o tratamento pode incluir laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo. Em casos de câncer, o paciente será encaminhado para um tratamento específico. R EINFECÇÃO A infecção por HPV pode não induzir imunidade natural e, além disso, pode ocorrer contato com outro tipo viral. C OMO PREVENIR A vacinação é o método mais eficiente contra o HPV. A aplicação da vacina é recomendada, principalmente, para mulheres na faixa dos 9 aos 26 anos. Todavia, como a forma mais frequente de transmissão do HPV é sexual, as medidas de prevenção das DST são as mais importantes, tais como: Uso do preservativo (camisinha) nas relações sexuais; Evitar múltiplos parceiros sexuais; Realizar exame ginecológico periódico (ideal a cada 6 meses); Realizar o exame de Papanicolaou pelo menos uma vez por ano. É importante ressaltar que o uso do preservativo, apesar de prevenir a maioria das DST, não protege totalmente da infecção pelo HPV, pois, não cobre todas as áreas passíveis de ser infectadas. Na presença de infecção na vulva, na região pubiana, perineal e perianal ou na bolsa escrotal, o HPV poderá ser transmitido apesar do uso do preservativo. A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.
Figura E: Exames preventivos. Fonte: MOREIRA, 2015. É possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero nos Postos de Coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS). Os exames são gratuitos. Procure o Posto de Saúde mais próximo de sua casa para obter informações onde você poderá realizá-los. V ACINA CONTRA HPV A infecção pelo HPV é a principal responsável pelo câncer do colo de útero. A cada ano, no Brasil, surgem 15 mil novos casos e 5 mil mulheres morrem. A vacina é a principal forma de prevenção, por isso é importante que toda a menina de 9 a 13 anos receba as três doses da vacina HPV. Ela é segura, de graça e está incluída no Calendário Nacional de Vacinação. Atenção: meninas que ainda não foram vacinadas, devem procurar uma Unidade de Saúde do Figura F: Campanha de vacinação. Fonte: BATISTA, 2015. SUS para receber a vacina. Precisamos contar com a colaboração dos pais e das escolas para conseguir alcançar a nossa meta e começar a escrever uma outra história no nosso País de enfrentamento à essa doença, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata as mulheres no Brasil, reforçou o ministro da Saúde, durante o lançamento da campanha em março desse ano. A vacina é extremamente segura, uma proteção para a vida. Além de proteger a menina, os estudos mostram que a comunidade também fica protegida.
CAMPANHAS VACINAÇÃO HPV 2014/2015 2014 2015 1ª Dose 2ª Dose 1ª Dose 2ª Dose* População 6104 6189 6026 6143 Doses 9058 3398 4200 3173 Cobertura (%) 148,39 54,9 69,70 51,65 **até Dezembro/2015 Quadro 1: Campanha vacinação município de Uberaba (MG) em 2014 e 2015. Fonte: Central de Vacinas (DVS). O diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura de Souza, explica que a meta para Uberaba era vacinar 80% do público alvo, ou seja, 4.821 pré-adolescentes. Esta vacina é nominal e todas as meninas que tomaram a primeira dose já estão cadastradas no sistema. Elas têm direito à segunda dose e depois à terceira dose, que será aplicada daqui a cinco anos, destaca. A campanha aconteceu no período de 14 de setembro a 08 de outubro de 2015. Figura G: Entenda a doença. Fonte: VERSOLATO, 2011.
REFERÊNCIAS: BATISTA, Silvio. Inicia Campanha de Vacinação Contra HPV. 9 mar. 2015. IN: O Outro Lado da Moeda Portal de Notícias. Disponível em: < http://ooutroladodamoeda.com.br/2015/03/inicia-campanha-de-vacinacao-contra-ohpv/>. Acesso em: 22 out. 2015. CAMPANHA Vacinação Contra o Hpv. [2015?]. IN: BRASIL. Ministério da Saúde. Disponível em: < http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv/index.html#content-section>. Acesso em: 28 out. 2015. COMO Prevenir. [2015?]. IN: Projeto HPV Centro de Pesquisa Clínica. Disponível em: <http://projetohpv.com.br/projetohpv/?cat=5>. Acesso em: 28 out. 2015. COUTINHO, Fernando. Você sabe o que é HPV? 27 fev. 2015. IN: Rede Jovem IECG. Disponível em: <http://www.iecg.com.br/redejovem/voce-sabe-o-que-e-hpv/>. Acesso em: 22 out. 2015. GRAVIDEZ e Saúde da Mulher. [2015?]. Disponível em: <http://gravidezesaudedamulher.com/2014/06/>. Acesso em: 22 out. 2015. HPV: prevenção, sintomas e tratamento. [2015?]. IN: Bolsa de Mulher. Disponível em: <http://www.bolsademulher.com/sexo/hpv-prevencao-sintomas-e-tratamento>. Acesso em: 28 out. 2015. HPV e Câncer Perguntas Mais Frequentes. [2015?]. IN: INCA Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/inca/portal/home>. Acesso em: 28 out. 2015. MOREIRA, Leandro. Exame Papanicolau Preventivo, função, como é feito, importância. 12 fev. 2015. Disponível em: <http://medifoco.com.br/exame-papanicolau-preventivo-funcao-como-e-feito-importancia/>. Acesso em: 28 out. 2015. O QUE é Hpv: causas, transmissão e prevenção. [2013?]. IN: Saúde Brasil. Disponível em: <http://saudebrasilnet.com.br/institucional/saude-brasil/>. Acesso em: 28 out. 2015. PINHEIRO, Pedro. O Que é HPV Sintomas, Transmissão e Tratamento. 17 maio 2015. Disponível em: <http://www.mdsaude.com/2015/04/hpv.html>. Acesso em: 28 out. 2015. RAMOS, Sergio dos Passos. Hpv. [2015?]. IN: Gineco.com.br. Disponível em: <http://www.gineco.com.br/saudefeminina/doencas-femininas/hpv/>. Acesso em: 28 out. 2015. RESULTADOS da Colposcopia. IN: HPV e Câncer de Colo do Útero. 31 maio 2012. Disponível em: <http://www.gineco.med.br/hpv/>. Acesso em: 28 out. 2015. TESTE de Papanicolau. 25 set. 2015. IN: Wikipédia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/teste_de_papanicolau>. Acesso em: 28 out. 2015. VERSOLATO, Mariana. Pesquisa Encontra Vírus HPV em 50% dos Homens. Folha de S. Paulo. Equilíbrio e Saúde. São Paulo: 01 mar. 2011. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/882646-pesquisa-encontravirus-hpv-em-50-dos-homens.shtml>. Acesso em: 03 nov. 2015. COLABORADORES Robert Boaventura de Souza Diretor do Depto de Vigilância Epidemiológica Daniel Fornazier Zago - Biomédico Eduardo Fernandes de Oliveira Agente Governamental Luciana Silva Bessa Enfermeira Thereza Carolina Gonçalves Vieira - Chefe de Seção Virgínia Oliveira Coelho Bióloga Zélia Carolina Alves de Freitas Enfermeira. PREFEITO MUNICIPAL Paulo Piau Nogueira SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE Marco Túlio Azevedo Cury