A CRIANÇA E AS DROGAS
QUEM É A CRIANÇA?
Infância As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes ele todos os aspectos da inocência.(...) Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza. Ora, esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de uma caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. (O Livro dos Espíritos, pergunta 385, Ed. Feb, 91 ed, p. 239)
(...) ao se aproximar a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde gradualmente a consciência de si mesmo; mantém-se, por certo período, em uma espécie de sono durante o qual todas as faculdades permanecem em estado latente. Referido estado transitório é necessário para dar ao Espírito um ponto de partida e fazê-lo esquecer, em sua nova existência terrena tudo o que poderia entravá-lo. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VIII, síntese 4)
IMPORTÂNCIA DO PERIODO INFANTIL A partir do nascimento, suas ideias retomam impulso, gradualmente, à medida que os órgãos se desenvolvem; daí se pode afirmar que, no decorrer dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, pois as ideias que lhe constituem a essência do caráter ainda estão adormecidas. Durante o período em que seus instintos permanecem hibernados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e fazê-lo progredir, o que torna mais fácil a tarefa imposta aos pais e às mães. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VIII, síntese 4). 5
IMPORTÂNCIA DO PERIODO INFANTIL Passada a época infantil, credora de toda vigilância e carinho por parte das energias paternais, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material,[...]. (Emmanuel, O Consolador, 15. ed., perg. 109) 6
Tendências inatas Ainda no berço, a criança manifesta instintos bons ou maus que traz da existência anterior; é necessário se dedicar a estudá-los; todos os males se originam do egoísmo e do orgulho; ficai atentos, pois aos menores sinais capazes de revelar o gérmen desses vícios e procurai combatê-los, sem esperar que estendam raízes profundas; fazei como o bom jardineiro, que arranca os maus brotos à medida que os vê apontar na árvore. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIV)
...receberá os reflexos dos pais e dos mestres que imprimirão à nova chapa cerebral as imagens que, em muitas ocasiões, lhe influenciarão a existência inteira. (...) Os pequeninos acham-se, deste modo, à mercê dos moldes espirituais dos que lhes estendem o berço ou que lhes asseguram a escola, assim como a argila frágil e viva ante as ideias do oleiro. (Emmanuel, Pensamento e Vida, 9 ed. P. 65-68)
Influência na Infância A capacidade de influenciar e a possibilidade de ser influenciada é própria de toda pessoa. Todos influenciam e são influenciados, mas ninguém é mais passível de ser sugestionada, do que a criança. Sua estrutura psicológica absorve e grava tudo, não faz seleção do que se lhe oferece, no campo cultural e moral. (Walter Barcelos, Educadores
Fatores de risco ao uso de drogas pelas crianças e jovens *uso de drogas pelos pais, *a violência doméstica e social, *a busca pela autoestima e pela independência familiar, *a pressão de grupo e a necessidade de integração social(3). *Pais separados, famílias com relacionamentos deteriorados ou problemas familiares que apresentam disfunção de afeto e de estabelecimento de limites e papéis na estrutura familiar também são considerados fatores facilitadores
Prevenção dos vícios Pelo exemplo, na família, evitando o começo. Pela educação, na sociedade: esclarecendo os males causados, individual e coletivamente. Pela religião, realçando o respeito devido ao corpo e à Vida, incomparáveis
Prevenção dos vícios A melhor maneira de prevenir é não começar. E para não começar com o vício é importante, senão indispensável, que haja outros atrativos...só os bens morais devem ser fonte permanente de busca, porque inatingíveis na sua totalidade. A conquista dos bens morais, desde os primeiros passos, proporciona bem-estar e sólida defesa contra os vícios.(eurípedes kuhl)
Centro Indutor do lar O lar é o mais vigoroso centro de indução que conhecemos na Terra. À maneira de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação em estado de sonolência, o Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência, em processo análogo ao da escola primária, pelo qual a criança é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refleti-los no desenvolvimento natural da instrução. (André Luiz, Mecanismos da Mediunidade, p. 127 e 128, 26ª ed.)
Atividades em família - Prece; - Culto do Evangelho no Lar; - Leituras Edificantes; - Trabalho na Caridade; - Diálogos; - Brincadeiras Infantis; - Passeios; - Jogos; - Atividades Artísticas;
Desenvolvimento artístico As atividades artísticas propiciam enorme oportunidade para trabalhar a força criadora do Espírito, abrindo canais para a sensibilidade e a beleza da vida espiritualizada. (Walter Oliveira Alves, O Teatro na Educação do Espírito, 3ª ed. IDE, p. 30)
Evangelização Infantil A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhes-ão os esclarecimentos e o conforto de quem tanto carece. (Suely Caldas Shubert, Obsessão Desobsessão, 6.ed., p. 66)
Culto do Evangelho no Lar O Evangelho no Lar para as crianças pode ser feito dentro do padrão normal, no tocante ao método, à disciplina, porém enriquecido com literaturas infantis, proporcionando-lhes campo de total liberdade para a conversação e perguntas. As vibrações devem ser simples, adaptadas às necessidades de cada lar. É importante dividir as tarefas, desde o início até o final, deixando para a criança oportunidade de fazer, pelo menos, um item do Roteiro. (Maria T. Compri, Evangelho no Lar à luz do espiritismo, 14 ed., p.110-112)