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Transcrição:

EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 894.571 - PE (2006/0218845-8) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS EMBARGANTE : USINA TRAPICHE S/A EMBARGADO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS EMENTA TRIBUTÁRIO AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL INSS COMPETÊNCIA FISCALIZAÇÃO AFERIÇÃO VÍNCULO EMPREGATÍCIO ÔNUS DA PROVA. 1. Em se tratando de ação anulatória, incumbe ao autor o ônus da prova, no tocante à desconstituição do crédito já notificado ao contribuinte, em face da presunção de legitimidade e veracidade do ato administrativo, sendo, pois, necessário prova irrefutável do autor para desconstituir o crédito. 2. O artigo 333, incisos I e II, do CPC dispõe que compete ao autor fazer prova constitutiva de seu direito; e ao réu, prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. Embargos acolhidos para sanar omissão relativa ao ônus da prova, sem efeitos modificativos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça "A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques, Eliana Calmon e Castro Meira votaram com o Sr. Ministro Relator. Brasília (DF), 23 de junho de 2009(Data do Julgamento) MINISTRO HUMBERTO MARTINS Relator Documento: 896453 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 01/07/2009 Página 1 de 6

EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 894.571 - PE (2006/0218845-8) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS EMBARGANTE : USINA TRAPICHE S/A EMBARGADO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO HUMBERTO MARTINS (Relator): Cuida-se de embargos de declaração opostos por USINA TRAPICHE S/A contra decisão monocrática de minha autoria, cuja ementa merece transcrição: "TRIBUTÁRIO AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL INSS COMPETÊNCIA FISCALIZAÇÃO AFERIÇÃO VÍNCULO EMPREGATÍCIO. 1. A autarquia previdenciária, por meio de seus agentes fiscais, tem competência para reconhecer vínculo trabalhista para fins de arrecadação e lançamento de contribuição previdenciária. 2. O acórdão recorrido decidiu manter a validade das NFLDs, com base em provas fáticas. Aferir a documentação que instruiu a causa, para efeito de análise do enquadramento de terceirizados como empregados, demandaria o reexame de todo o contexto fático-probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/STJ. Recurso parcialmente conhecido e improvido." Em suas razões, argumenta que o acórdão é omisso quanto à matéria de direito contida no art. 142 do CTN. Ao final, requer a embargante "seja suprido o ponto omisso para que, na grandeza que encerra o juízo de retratação, seja proferida nova Decisão, para inicialmente, conhecer o recurso interposto e, ato contínuo, dar-lhe provimento." É, no essencial, o relatório. Documento: 896453 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 01/07/2009 Página 2 de 6

EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 894.571 - PE (2006/0218845-8) EMENTA TRIBUTÁRIO AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL INSS COMPETÊNCIA FISCALIZAÇÃO AFERIÇÃO VÍNCULO EMPREGATÍCIO ÔNUS DA PROVA. 1. Em se tratando de ação anulatória, incumbe ao autor o ônus da prova, no tocante à desconstituição do crédito já notificado ao contribuinte, em face da presunção de legitimidade e veracidade do ato administrativo, sendo, pois, necessário prova irrefutável do autor para desconstituir o crédito. 2. O artigo 333, incisos I e II, do CPC dispõe que compete ao autor fazer prova constitutiva de seu direito; e ao réu, prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. Embargos acolhidos para sanar omissão relativa ao ônus da prova, sem efeitos modificativos. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO HUMBERTO MARTINS (Relator): Os embargos merecem acolhida, mas sem efeitos modificativos. O art. 142, do CTN assim dispõe: "Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional." Em se tratando de ação anulatória, incumbe ao autor o ônus da prova, no tocante à desconstituição do crédito já notificado ao contribuinte, em face da presunção de legitimidade e veracidade do ato administrativo, sendo, pois, necessário prova irrefutável do autor para desconstituir o crédito. O artigo 333, incisos I e II, do CPC dispõe que compete ao autor fazer Documento: 896453 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 01/07/2009 Página 3 de 6

prova constitutiva de seu direito; e ao réu, prova dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. In casu, o Tribunal de origem, como soberano das circunstâncias fáticas e probatórias da causa, reconheceu que o autor não conseguiu fazer prova do fato constitutivo de seu direito, conforme se infere do seguinte trecho do voto condutor do acórdão a quo : "No caso, consta dos autos que o fato gerador consistiu na contração de pessoal para prestação de diversos serviços que não se enquadravam como de natureza eventual, para efeito da legislação previdenciária. Na via administrativa, a questão do serviço prestado na condição de autônomo foi amplamente discutida, mas nenhuma prova foi produzida em favor da empresa autuada, De igual forma, repetiu-se na presente ação anulatória de débito fiscal, na qual o ônus da prova pretende à parte autora, interessada na desconstituição do crédito tributário, regularmente lançado. Dessa forma, por inexistir prova de que a prestação dos serviços fora efetuada na condição de autônomo, permanece válido o lançamento do crédito tributário, razão pela qual a apelação do INSS deve ser provida." Ante o exposto, acolho os presentes embargos de declaração para sanar a omissão relativa ao ônus da prova, mas sem efeitos modificativos. É como penso. É como voto. MINISTRO HUMBERTO MARTINS Relator Documento: 896453 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 01/07/2009 Página 4 de 6

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2006/0218845-8 EDcl no REsp 894571 / PE Números Origem: 200205000000990 9700122263 PAUTA: 23/06/2009 JULGADO: 23/06/2009 Relator Exmo. Sr. Ministro HUMBERTO MARTINS Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro HUMBERTO MARTINS Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. EUGÊNIO JOSÉ GUILHERME DE ARAGÃO Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI AUTUAÇÃO RECORRENTE : USINA TRAPICHE S/A RECORRIDO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS ASSUNTO: Ação Anulatória - Débito Fiscal EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EMBARGANTE : USINA TRAPICHE S/A EMBARGADO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques, Eliana Calmon e Castro Meira votaram com o Sr. Ministro Relator. Documento: 896453 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 01/07/2009 Página 5 de 6

Brasília, 23 de junho de 2009 VALÉRIA ALVIM DUSI Secretária Documento: 896453 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 01/07/2009 Página 6 de 6