Superior Tribunal de Justiça
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- Terezinha Peixoto Rocha
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1 EDcl no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº SP (2011/ ) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN EMBARGANTE : COMERCIAL ZARAGOZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA ADVOGADOS : LUCIANO NASCIMENTO MIRANDA E OUTRO(S) EMBARGADO : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROCURADOR : CARLOS ALBERTO BITTAR FILHO E OUTRO(S) EMENTA 'PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. SUCESSÃO DE EMPRESAS. ART. 133 DO CTN. REVISÃO DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. Por inexistir omissão, obscuridade ou contradição na decisão embargada e pelo princípio da fungibilidade recursal, recebem-se os presentes Embargos de Declaração como Agravo Regimental. 2. In casu, o acórdão recorrido consignou que, tendo como "suficientemente caracterizada no presente caso a sucessão empresarial", deve se "reconhecer a sucessão tributária e a legitimidade da embargante para figurar no pólo passivo da execução". Adotar entendimento distinto do alcançado pelo Tribunal a quo, para verificar se houve ou não sucessão empresarial, implica revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, o que é vedado em Recurso Especial, ante o disposto na Súmula 7/STJ. 3. Agravo Regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA Turma do Superior Tribunal de Justiça: "A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a), sem destaque e em bloco." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3a. Região) e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Castro Meira. Brasília, 13 de novembro de 2012(data do julgamento). MINISTRO HERMAN BENJAMIN Relator Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 19/12/2012 Página 1 de 6
2 EDcl no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº SP (2011/ ) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN EMBARGANTE : COMERCIAL ZARAGOZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA ADVOGADOS : LUCIANO NASCIMENTO MIRANDA E OUTRO(S) EMBARGADO : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROCURADOR : CARLOS ALBERTO BITTAR FILHO E OUTRO(S) RELATÓRIO EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN(Relator): Trata-se de Embargos de Declaração opostos contra decisão que negou provimento ao Agravo (fls , e-stj). A embargante afirma, em síntese: Como se vê a aludida Súmula aplica-se unicamente quando o objeto do recurso interposto é o simples reexame de provas, o que não ocorre no caso em tela: o objeto do recurso interposto é a efetiva violação ao art. 133, do Código Tributário Nacional, de acordo com as provas já expostas nos autos. O que se verifica nos autos é que jamais houve o elemento "alienação", a ensejar a aplicação de referido dispositivo legal, fato que pode ser apurado mesmo se considerando e tendo como premissa as provas produzidas nos autos.(fl. 436, e-stj) Impugnação às fls , e-stj. É o relatório. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 19/12/2012 Página 2 de 6
3 EDcl no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº SP (2011/ ) VOTO EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN(Relator): Os autos foram recebidos neste Gabinete em Constata-se que a argumentação trazida pela embargante é destinada, na realidade, a obter a reforma do julgado. Por essa razão, diante do princípio da fungibilidade recursal, recebo o recurso como Agravo Regimental e passo a examiná-lo. Não procede a argumentação da empresa. Conforme consignado na decisão monocrática em relação à sucessão de empresas, o Tribunal a quo consignou: No tocante ao recurso voluntário da Fazenda, este comporta provimento. Com efeito, assim dispõe o art. 133 do CTN: "Art A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. " / No presente caso, conforme se infere da documentação acostada aos autos, a empresa COMERCIAL ZARAGOZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO (fls. 181/188) iniciou suas atividades poucos meses após o encerramento da CIRO DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA (fls. 189/198), passando a explorar, no mesmo imóvel anteriormente ocupado por esta, idêntica atividade comercial, qual seja, a venda de produtos alimentícios. Ora, ao locar o imóvel sito à Avenida Francisco Ferreira Lopes, 3337, a embargante passou a fazer uso do estabelecimento da antecessora para atuar exatamente no mesmo ramo negociai desta, fato que se subsume perfeitamente à hipótese do art. 133 do CTN. Destarte, em que pese o entendimento adotado pelo magistrado a quo, tem-se como suficientemente caracterizada no presente caso a sucessão empresarial, conclusão que é corroborada ainda pelo fato de que o sócio da CIRO DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA, Ciro Gomez Serrano, Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 19/12/2012 Página 3 de 6
4 possui o mesmo sobrenome da sócia da COMERCIAL ZARAGOZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, Daniela Bonilha Lopes Gomez, circunstância que sugere pertencerem à mesma família. (...) De rigor, assim, a reforma da sentença nesse ponto, a fim de se reconhecer a sucessão tributária e a legitimidade da embargante para figurar no pólo passivo da execução. (fl. 421, e-stj) Assim sendo, é inviável analisar a tese defendida no Recurso Especial - de que no caso dos autos não há sucessão de empresas -, a qual busca afastar as premissas fáticas estabelecidas pelo acórdão recorrido. Aplicação da Súmula 7/STJ. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO FISCAL. SUCESSÃO DE EMPRESAS. ART. 133 DO CTN. REEXAME PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. 1. A ausência da explicação sobre como o Tribunal de origem teria contrariado o art. 333 do CPC revela a deficiência das razões do especial, fazendo incidir o óbice da Súmula 284/STF. 2. A averiguação da existência ou não de responsabilidade tributária por sucessão, na forma do art. 133 do CTN, dependeria de nova análise de aspectos fáticos e probatórios, o que é inviável pela via eleita do especial, a teor da Súmula 7/STJ: A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". 3. Recurso especial não conhecido. (REsp /SC, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, DJ p. 313). TRIBUTÁRIO - ICMS - SUCESSÃO DE EMPRESAS - CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS - CESSÃO - ARTS. 132 E 133 DO CTN - RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA POR SUCESSÃO EMPRESARIAL - MATÉRIA DE FATO - SÚMULA 7/STJ - DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL - AUSÊNCIA DE SEMELHANÇA FÁTICA. 1. Os arts. 132 e 133 do CTN versam sobre responsabilidade tributária pela sucessão empresarial, não sendo a base legal adequada para justificar compensação tributária com créditos de terceiros. 2. Averiguar se houve ou não sucessão empresarial ou se há ou não créditos tributários compensáveis é matéria de fato, cujo exame é vedado em recurso especial, nos termos da Súmula 7/STJ. 3. Inadmissível recurso especial com fundamento na divergência jurisprudencial que utiliza paradigma cuja base fática é dessemelhante da do acórdão recorrido. 4. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, não provido. (REsp /RJ, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJe 26/11/2008). Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 19/12/2012 Página 4 de 6
5 Ausente a comprovação da necessidade de retificação a ser promovida na decisão agravada, proferida com fundamentos suficientes e em consonância com entendimento pacífico deste Tribunal, não há prover o Agravo Regimental que contra ela se insurge. Por tudo isso, nego provimento ao Agravo Regimental. É como voto. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 19/12/2012 Página 5 de 6
6 CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2011/ EDcl no AREsp / SP Números Origem: PAUTA: 13/11/2012 JULGADO: 13/11/2012 Relator Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN Subprocuradora-Geral da República Exma. Sra. Dra. ELIZETA MARIA DE PAIVA RAMOS Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO PROCURADOR AUTUAÇÃO : COMERCIAL ZARAGOZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA : LUCIANO NASCIMENTO MIRANDA E OUTRO(S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO : CARLOS ALBERTO BITTAR FILHO E OUTRO(S) ASSUNTO: DIREITO TRIBUTÁRIO - Impostos - ICMS/ Imposto sobre Circulação de Mercadorias EMBARGANTE ADVOGADOS EMBARGADO PROCURADOR EMBARGOS DE DECLARAÇÃO : COMERCIAL ZARAGOZA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA : LUCIANO NASCIMENTO MIRANDA E OUTRO(S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO : CARLOS ALBERTO BITTAR FILHO E OUTRO(S) CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a), sem destaque e em bloco." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3a. Região) e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Castro Meira. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 19/12/2012 Página 6 de 6
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