CAVALEIROS E CAVALARIAS



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Transcrição:

CAVALEIROS E CAVALARIAS Gilvânia Santos Rosário ¹ José de Jesus Santos Rômulo da Cruz Siqueira RESUMO: Em uma época onde a terra era sinal de riqueza e poder, onde a linhagem de nobres e vassalos era uma constante, surge uma nova Ordem defensiva, inicialmente para os Senhores Feudais e suas terras, logo após para servi a Igreja. Os Cavaleiros exerce um papel de extrema importância no desenvolver da Idade Média e no que diz respeito à segurança e defensiva. PALAVRAS CHAVES: Cavaleiro; Ordem; Obediência e Igreja. Como o inicio da Idade Média partir das invasões germânicas no século V, onde o poder descentralizado estava nas mãos dos grandes proprietários rurais, teve inicio o processo de ruralização da Sociedade, atingindo seu apogeu com as grandes invasões do século IX dando por conseqüência maior proliferação da formação do feudalismo, e com sua conseqüente divisão da hierarquia de posições composta por senhores e servos. Do mesmo modo que o individuo é designado a uma determinada função onde o qual atingirá constate sucesso, o ato de defender segue essa mesma linhagem de atribuições. Como afirma Afonso X: (...) os que têm de fender a todos, os antigos houveram por bem que os homens que fazem tal obra fossem muito escolhido porque para defender são necessárias três coisas: esforço, honra e poderio. Com a necessidade de defender seu território de invasões de feudos vizinhos, o senhor feudal faz florescer uma linhagem de defensores dentro da nobreza na conduta de prestação de serviços e fidelidade. Dentro desses pontos surge o cavaleiro com o oficio principal de defender a terra do senhor feudal ao qual deve obediência. Esse cavaleiro por sua

vez não poderia ser qualquer um que o desejasse, mas que seguisse uma linhagem modesta. Viollet afirma que: Se um homem pretendesse ser cavaleiro sem ser gentil, homem de linhagem, mesmo que fosse pela sua mãe, não poderia sê-lo por direito (...) Cavaleiro Medieval Ser cavaleiro não bastava apenas possuir o armamento e cavalo, a preparação dava-se desde a mocidade, onde esse deveria desde cedo aprender a arte da cavalaria, porque se não o fosse não se daria na maioridade. É nesse período que o escudeiro aprende a servir, pois quando estiver na Ordem da Cavalaria também deverá servir e jurar obediência a um senhor de terra. Ficando incumbido a outro cavaleiro ensinar as honrar da Ordem. O espírito de guerreiro deveria está sempre no cotidiano do cavaleiro, mesmo em seu período de lazer, como exemplo para se preparar para torneios e combates, aprendia a correr a quintada, que se tratava do cavaleiro correr em alta velocidade e acertar a lança entre os olhos de um boneco de pano, caso não atingisse com sucesso faria o boneco girar e ser atingido pelo braço de madeira que continha no boneco.

Convém também que o filho do cavaleiro, quando escudeiro, saiba cuidar do cavalo, não convém menos que seja súdito antes de ser senhor e saiba servir a um senhor (...) (Raimundo Lúlio, p. 111) Cavaleiros em torneio. Existia toda uma preparação para o ingresso do cavaleiro a Ordem, onde o qual passava por todo um esquema de purificação e preparação. O novo cavaleiro antes de mais nada deveria confessar todas as suas faltas diante Deus; jejuar na vigília da festa de armação; antes de ser armado deveria velar e está em oração em uma igreja onde ouviria as palavras de Deus e da Ordem; o cavaleiro cingirá a espada como sinal de castidade e justiça e dar-lhe um beijo com o sentido da caridade e uma bofetada como sinal da dureza e a responsabilidade que agora lhe cabia e a honra que recebe pela Ordem da Cavalaria. Assim o cavaleiro estava pronto para ocupar o novo cargo, sem deixar de mencionar que a fé em Deus estava contida no ato de ser fiel a religião Católica. A Igreja foi pouco a pouco modificando o significado desses elementos, transformando a espada, instrumento do mal, em

instrumento de paz, e o sermão cristão. A consagração, acompanhada de uma verdadeira preparação litúrgica (...) (Laurent Vissière, p. 55) Contudo a Ordem da Cavalaria estava em uma linhagem evolutiva e logo se tornaria motivo de desejo de toda nobreza, enquanto toda investida armaada acaba em fracasso. Com tudo isso o universo da cavalaria se refugiou nos limites do sonho. Visando todo o processo evolutivo que estava passando as civilizações, como o uso de armas de fogo cada vez mais evoluídas, fazia com que o Cavaleiro estivesse em uma linhagem ultrapassada. Em cinco séculos, o mundo dos guerreiros evoluiu profundamente. A cavalaria tornavase o referencial mítico de toda nobreza, enquanto na real as grandes ações armadas acabavam em desastre. As técnicas de combate haviam se transformado, em especial com o emprego mais e mais intenso das armas de fogo, e o universo cavalheiresco se refugiou então nos domínios do sonho. (Laurent Vissére, p. 55) A Igreja e a Ordem da Cavalaria. Assim analisamos que o papel do cavaleiro no desenrolar do apogeu do mundo feudal, foi de estrema importância, tanto na questão de defensiva do feudo, como na questão de obediência ao senhor de terra. Quanto a Igreja em intervir completamente na Ordem da Cavalaria, foi um dos fatores que levou o cavaleiro cair no mítico.

REFERÊNCIA Raimundo Lúlio. Libro de la Ordem de Caballería, I, 9-10. In: Llull, R. Obras literais de...batlloy, M., Caldewtey, M. (Ed.) Madrid: B.A.C., 1948. p. 110, 114-115. PILETTI, Nelson. História e vida: da origem da humanidade à idade média. 26º ed. São Paulo: ática, 2004. História Viva. O apogeu do mundo feudal. Ano III, nº 34. São Paulo: Duetto. LYON, Henry R. Dicionário da Idade Média. Tradução, Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.