Titulação Potenciométrica do AAS



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Transcrição:

1- Equipamento e Material Utilizado Titulação Potenciométrica do AAS Becher de colo longo de 300 ml; Graal e Pistilo; Solução padrão NaOH 0,1N - fator de correção: 0,9678; Comprimidos de AAS infantil 100mg Fabricante: EMS; Bureta automática Marca: Scott Gerate; Modelo: T80/20 220V; Eletrodo de vidro combinado Marca: Tecnopon; phmetro Marca: Tecnal; Modelo: 3MP bivolt; Banho ultrasônico Marca: Odontobras; Modelo: Ultrasonic 1440 plus 110V; Balança Analítica Marca: Ohaus; Modelo: Analytical Standard AS200 110V; Agitador Marca: Stirrer; Modelo: OP-951 110V. 2- Condições de Análise: Tampões utilizados de ph = 7,00 e ph = 4,00 Marca: MS Tecnopon; Sensibilidade 101,0%; Resolução 0,01. 3- Apresentação dos Resultados Obtidos Comprimido Massa (g) Comprimido Massa (g) 1 0,1616 6 0,1622 2 0,1604 7 0,1699 3 0,1605 8 0,1618 4 0,1613 9 0,1567 5 0,1597 10 0,1614 Massa Média ( ) 0,1615g Tabela 1 : Massas relativas a cada comprimido contido na cartela. A cartela de comprimidos de AAS vem com 10 comprimidos, o que, em parâmetros estatísticos, é de boa valia para o grau de confiabilidade e precisão do método uma vez que é utilizada a massa média dos dez comprimidos. 1ª Titulação m AAS = 0,1610g Volume ph ph/ V p V 0,00 3,08 0,50 3,15 0,14 1,00 3,24 0,18 0,04 1,50 3,32 0,16-0,02 2,00 3,42 0,2 0,04 2,50 3,52 0,2 0 3,00 3,64 0,24 0,04 3,50 3,77 0,26 0,02 4,00 3,93 0,32 0,06 4,50 4,13 0,4 0,08 1

5,00 4,45 0,64 0,24 5,50 5,24 1,58 0,94 6,00 6,57 2,66 1,08 6,50 8,37 3,6 0,94 7,00 9,58 2,42-1,18 7,50 9,96 0,76-1,66 8,00 10,18 0,44-0,32 8,50 10,32 0,28-0,16 9,00 10,41 0,18-0,1 Tabela²: Valores de Volume e ph encontrados na primeira titulação, e suas respectivas derivada 1ª e derivada 2ª. 2ª Titulação m AAS = 0,1623g V (ml) ph ph/ V p V 0 3,01 0,5 3,11 0,2 1 3,2 0,18-0,02 1,5 3,3 0,2 0,02 2 3,42 0,24 0,04 2,5 3,53 0,22-0,02 3 3,67 0,28 0,06 3,5 3,82 0,3 0,02 4 4,02 0,4 0,1 4,5 4,29 0,54 0,14 5 4,87 1,16 0,62 5,5 6,22 2,7 1,54 6 7,7 2,96 0,26 6,1 8,57 8,7 5,74 6,2 8,92 3,5-5,2 6,3 9,19 2,7-0,8 6,4 9,31 1,2-1,5 6,5 9,46 1,5 0,3 6,6 9,56 1-0,5 6,7 9,66 1-8,88178 x 10-15 6,8 9,72 0,6-0,4 6,9 9,8 0,8 0,2 7 9,86 0,6-0,2 7,5 10,12 0,52-0,08 8 10,28 0,32-0,2 8,5 10,4 0,24-0,08 9 10,5 0,2-0,04 Tabela³: Valores de Volume e ph encontrados na segunda titulação, e suas respectivas derivada 1ª e derivada 2ª. 4- Questões a Serem Discutidas no Relatório 2

1- Construir três gráficos, tendo como abscissa comum o volume de base em ml e como ordenadas o E ou ph, E/ V ou ph/ V e ( E/ V) 1ª Titulação Curva de Titulação NaOH x AAS ph 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 Derivada 1ª 6,5 003 003 001 001 006 008 010 Derivada 2ª 1,50 1,00 0,50 0,00 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00-0,50-1,00-1,50 3-2,00

2ª Titulação Curva de Titulação NaOH x AAS ph 012 010 008 006 006 008 010 Derivada 1ª 010 009 6,1 008 007 006 005 003 001 006 008 010 Derivada 2ª 008 006 6,1 4 006 008 010

2- Determinar o volume de equivalência da titulação: Primeiramente, faz-se necessário explicitar que a primeira titulação tem como objetivo a visualização de onde encontra-se o ponto de equivalência e que a mesma deveria prosseguir até o volume de 20,00mL. Entretanto, durante a titulação, observou-se um grande salto de ph entre os volumes 5,00mL e 7,00mL, prosseguiu-se com a titulação até o volume de 9,00mL verificando-se, novamente pequenas variações de ph. Estando ciente das características do AAS, que é um ácido orgânico monocarboxílico, preferiu-se por encerrar a titulação neste volume sabendo-se que prosseguir com a mesma até 20,00mL seria um gasto desnecessário de reagente. Ao plotar-se os gráficos, percebe-se com o primeiro que o ponto de equivalência está na faixa especulada anteriormente, mesmo que a sigmóide esteja com sua inflexão um pouco descaracterizada, os gráficos de derivada primeira e derivada segunda ratificam ainda mais que o ponto de equivalência está na faixa esperada, desta vez com um pouco mais de precisão o gráfico da derivada primeira aponta como seu pico mais elevado o volume de 6,50mL. Porém não pode-se afirmar que o ponto de equivalência é neste volume, devido a escassez de pontos que o gráfico possui e também pelo seu aspecto curvilíneo, não característico, por isso realizou-se a segunda titulação, onde entre os volumes 6,00mL e 7,00mL configurou-se a bureta para despejar apenas 0,1mL no Bécher com titulado. O primeiro gráfico da segunda titulação, mesmo com mais pontos apresenta uma sigmóide com inflexão também descaracterizada, não sendo possível determinar o ponto de equivalência por este gráfico. Por outro lado, os gráficos de derivada primeira e segunda apresentam ótima resolução, sendo bem determinantes. Não foram levemente curvilíneos como os anteriores, e não apresentaram vários picos, como ocorre em algumas titulações. A partir do gráfico de derivada primeira, já é possível determinar o ponto de equivalência, que como indicado no gráfico é no volume de 6,10mL. Para ter uma precisão ainda maior, o gráfico de derivada segunda é feito, tendo uma reta entre seus 2 maiores picos, cortando o eixo X exatamente no valor de 6,20. Isso indica que, mais precisamente, o valor do ponto de equivalência é no volume de 6,20mL 3- Calcular a massa de ácido acetilsalicílico contido no comprimido: Como trata-se de um ácido monocarboxílico, a reação com hidróxido de sódio é de 1:1, equacionada abaixo: C 8 O 2 H 7 COOH (aq) + NaOH (aq) C 8 O 2 H 7 COONa (aq) + H 2 O (l) 5

O que permite dizer que o número de mol de NaOH é igual ao número de mol de AAS no ponto de equivalência, e o número de mol de NaOH é calculado conforme abaixo: n NaOH = C NaOH x V equivalência n NaOH = 0,09678 mol/l x 6,20x10-3 L = 6,00x10-4 mol = n AAS n AAS m AAS 2ª tit 6,00x10-4 mol 0,1623g x x 0,1615g x = 5,97x10-4 mol m AAS = 5,97x10-4 mol x 180,11 g/mol = 0,1075g/comprimido 107,5 mg/comp. 4- Calcular o desvio percentual relativo em relação ao fornecido pelo rótulo Desvio = Valor experimental Valor teórico x 100 Valor teórico Desvio = 107,5 100 x 100 = 7,50% 100 5- Calcular o desvio percentual relativo em relação ao método espectrofotométrico: Desvio = Valor escpectrofotométrico Valor tit. potenciométrica x 100 Valor tit. potenciométrica Desvio = 126,8 107,5 x 100 = 17,95% 107,5 6- Discutir as vantagens e limitações de cada um desses métodos (Espectrofotometria e Titulação Potenciométrica) na dosagem de AAS: A titulação potenciométrica mostrou-se muito eficaz em todos os aspectos. Foi uma metodologia prática, onde a pouca solubilidade do AAS em água não tornou-se um interferente no processo de amostragem, sendo desnecessária a utilização do álcool isopropílico um bom solvente do AAS, porém com índice de toxicidade elevado e exige metodologias mais cuidadosas de descarte, além da comum neutralização e despejo pela pia. Isso só foi possível, pois na titulação potenciométrica, não importa se o AAS está completamente solubilizado, pois conforme do NaOH vai reagindo com o mesmo o equilíbrio da reação vai sendo deslocado, o sal vai sendo formado e solubilizando-se. Por outro lado, na espectrofotometria, faz-se necessário que o AAS esteja precisamente solubilizado, onde encontra-se um erro muito comum, e muitas vezes fatal na geração de um resultado confiável, a diluição. O que não ocorre no caso da potenciometria, pois faz-se uma relação direta com a massa, porém um erro muito comum na potenciometria é o fator de resposta do eletrodo, muitas vezes faz-se medidas com o fator de resposta muito baixo, gerando um alto erro nas variações de ph e conseqüentemente na dosagem da substância desejada. A espectrofotometria mostra-se um procedimento mais rebuscado e mais suscetível a erros do que a potenciometria, 6

porém uma vantagem de ambos é o fato de não fazer-se necessário o uso de reagentes com alto grau de pureza. No mais, ambos os métodos estão sujeitos a erros aleatórios, que cabe ao técnico que está procedendo-o minimizá-los. 5- Discussão dos Resultados A partir do valor de ph obtido em volume 0,00mL de titulante, é possível constatar que o eletrodo está com um bom fator de resposta, pois o ácido acetilsalicílico, um ácido orgânico fraco com pka= 3,48, tem ph em torno do valor apresentado. A variação de ph até o entorno do salto também é condizente com o descrito na literatura, ocorrem pequenas variações devido a formação de um tampão de salicilato de sódio, e posteriormente vai aumentando conforme cresce a concentração de íons hidroxila no meio. Os gráficos gerados a partir das medidas de ph foram bem precisos, não havendo dificuldade na determinação do ponto de equivalência. A metodologia não apresentou desvios ao apresentado na literatura, sendo bem aproveitável e possuindo uma confiabilidade considerável. 6- Discutir o Procedimento de Descarte Sugerido no Roteiro Como usual, o descarte referido no roteiro é como todos os outros de uma titulação de neutralização. Verificação de ph, correção se possível e despejo na pia, no caso do AAS esta metodologia mantêm-se bem aplicável, pois o ácido acetilsalicílico apresenta taxa de biodegradação de 98% e possui um potencial de bioacumulação muito pequeno, é importante ressaltar que o ácido acetilsalicílico apresenta toxicidade aguda em humanos, porém é seu sal sódico que está sendo despejado, é normal que pelo equilíbrio da reação alguma parte do AAS se reconstitua, porém está em concentrações bem abaixo do necessário para intoxicação de algum ser vivo. 7- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HARRIS, D. C. Análise Química Quantitativa. 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2001 http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/experimentos/aas.html Acessado em 15/05/2009 http://downloads.labsynth.com.br/fispq/fispq%20acido%20acetilsalicilico.pdf Acessado em 17/05/2009 7