sobre a Prestação do Serviço de Interruptibilidade Janeiro de 212
ÍNDICE 1 Sumário Executivo... 3 2 Enquadramento Legislativo... 4 3 Caracterização da Prestação do Serviço de Interruptibilidade... 6 4 Activação da Interruptibilidade... 7 Página 2 de 7
1. SUMÁRIO EXECUTIVO Este relatório tem por objectivo caracterizar a situação da interruptibilidade em Portugal continental ao longo do ano de 211, tal como estipulado pelas alíneas 4 e 5 do Artigo 14.º da Portaria n.º 592/21, no que diz respeito a número e características das instalações consumidoras prestadoras do serviço, potência total interruptível, valores facturados, utilização efectiva da interruptibilidade e recurso à potência interruptível. No final de 211: Estavam habilitados para prestar o serviço de interruptibilidade 139 instalações consumidoras; A potência interruptível representava um total de 825 MW; A remuneração pela prestação do serviço de interruptibilidade representava 55,8 M ; A potência total interruptível representava 9% da ponta máxima verificada em 211. A interrupção dos consumos ao abrigo da interruptibilidade não foi utilizada ao longo do ano de 211. Página 3 de 7
2. ENQUADRAMENTO LEGISLATIVO Até à entrada em vigor da Portaria n.º 592/21 de 29 de Julho, o serviço de interruptibilidade era prestado exclusivamente por clientes que fossem abastecidos, através de tarifa regulada, pelo Comercializador de Último Recurso (CUR). Durante o ano de 21 e 211 foram publicadas diversas Portarias que regulamentam a prestação do serviço de interruptibilidade: (a) A Portaria n.º 592/21 de 29 Julho veio alterar o anterior regime, permitindo a prestação do serviço a todas as instalações consumidoras com potências interruptíveis superiores a 4 MW que adquirem a energia em regime livre (aquisição directa em mercado organizado ou através de contratação bilateral ou, indirectamente, através de comercializadores a actuarem em regime livre), ao mesmo tempo que atribuiu a gestão administrativa, técnica e operacional deste serviço ao operador da rede de transporte (ORT). Foi ainda definido um regime transitório de um ano após a entrada em vigor da Portaria durante o qual se mantém a vigência dos contratos de serviço de interruptibilidade já existentes no mercado regulado. Após esse período transitório, todos os consumidores que pretendam continuar a prestar o serviço de interruptibilidade devem formalizar um contrato com o ORT e devem passar a contratar a sua energia em regime livre. Foi ainda definido um conjunto de requisitos técnicos que os consumidores devem cumprir para que possam ser elegíveis como prestadores do serviço. (b) A Portaria 138/21 de 23 de Dezembro cria um regime transitório durante o qual é permitido contratar com o operador da rede de transporte a prestação do serviço de interruptibilidade, com dispensa de alguns dos requisitos previstos, e introduz uma valorização da modelação nas fórmulas de remuneração, procedendo à primeira alteração à Portaria n.º 592/21, de 29 de Julho; (c) A Portaria 139/21 de 23 Dezembro, com a alteração introduzida pela Portaria 117/211 de 25 de Março, alarga a possibilidade de prestação do serviço de interruptibilidade aos consumidores em MAT, AT e MT que ofereçam um valor de potência máxima interruptível não inferior a,25 MW e que não estejam abrangidos pela Portaria n.º 592/21. (d) A Portaria 71/211 de 1 de Fevereiro identifica os serviços essenciais em que a prestação do serviço de interruptibilidade possa pôr em risco a segurança de pessoas ou bens e isenta, temporariamente, a obrigação da submissão ao ORT do pedido prévio de formalização do contrato; Página 4 de 7
(e) Portaria 268/211 de 16 de Setembro prorroga, até 3 de Novembro de 212, o prazo para instalação dos equipamentos de medida, registo e controlo necessários para a gestão, controlo e medida do serviço de interruptibilidade; (f) Portaria 31/211 de 22 de Dezembro revoga as Portarias 139/21 e 117/211, mantendo apenas o serviço de interruptibilidade definido pela Portaria 592/21 que impõe o limite mínimo de 4 MW de potência interruptível Página 5 de 7
Janeiro de 211 Fevereiro de 211 Março de 211 Abril de 211 Maio de 211 Junho de 211 Julho de 211 Agosto de 211 Setembro de 211 Outubro de 211 Novembro de 211 Dezembro de 211 Janeiro de 211 Fevereiro de 211 Março de 211 Abril de 211 Maio de 211 Junho de 211 Julho de 211 Agosto de 211 Setembro de 211 Outubro de 211 Novembro de 211 Dezembro de 211 Interruptibilidade 3. CARACTERIZAÇÃO DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE INTERRUPTIBILIDADE No final de 211 estavam habilitados para prestar o serviço de interruptibilidade 139 instalações consumidoras que representavam um total de 825 MW de potência interruptível tendo sido remunerados pela prestação do serviço em 55,8M. A potência total interruptível representa 9% da ponta máxima verificada em 211. Em Maio verificou-se um grande aumento do número de instalações prestadoras de serviço que se deve à formalização do contrato de interruptibilidade com as instalações abrangidas pela Portaria n.º 139/21. Em Novembro de 211 verificou-se uma ligeira redução da potência interruptível devido à actualização de valores causada pela entrada em vigor do novo ano de Interruptibilidade que decorre de Novembro a Outubro de cada ano. Apesar desta redução, o valor global da remuneração aumentou ligeiramente em Novembro devido a diferenças no perfil das instalações prestadoras do serviço em cada um dos anos de interruptibilidade. A evolução mensal do número de instalações, potência e remuneração mensal é a apresentada nos gráficos seguintes: N.º Instalações Consumidoras 15 125 1 75 5 25 N.º de Instalações e Potência Interruptível Potência Int. [MW] 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Nº de Instalações Consumidoras Potência Int. [MW] N.º Instalações Consumidoras 15 125 1 75 5 25 N.º de Instalações e Remuneração Remuneração [k ] 6 5 4 3 2 1 Nº de Instalações Consumidoras Remuneração Mensal Página 6 de 7
4. ACTIVAÇÃO DA INTERRUPTIBILIDADE Em 211, as condições de exploração do sistema eléctrico não exigiram em nenhum momento a interrupção dos consumos das instalações consumidoras habilitadas a prestação do serviço de interruptibilidade definido pelas Portarias n.º 592 e n.º 139/21. A informação prevista na alínea 4 do artigo 14.º da Portaria 592/21 é a que se encontra na tabela seguinte: Ordens emitidas Ordens executadas Ordens incumpridas Causas de incumprimento Página 7 de 7