33 fundação do tipo profunda, sendo a de estaca de concreto armado moldada em loco. Com o trado mecânico foram realizadas escavações que resultaram em forma cilíndrica de 8,50 a 9,00m de altura para chegar ao solo ideal. Logo após, os buracos foram concretados até sobrarem 2,00m para colocação e fixação das armaduras e em seguida o término da concretagem das estacas deixando uma espera para as vigas baldrames. Para transferir as cargas do pilar para a estaca, foi executado um bloco de concreto armado para realizar tal função. Figura 24; Figura 25 - Armadura da estaca posicionada; Armadura do bloco com o arranque do pilar. Fonte: Acervo do Autor. 4.2.5. Vigas baldrame Nas vigas baldrames foi utilizado concreto usinado com fck de 25Mpa, ferro CA50 para barras longitudinais e CA60 para os estribos. As ferragens são colocadas dentro das formas com ancoragem nas esperas dos blocos.
34 Figura 26 - Vigas baldrames executadas. Fonte: Acervo do Autor. 4.2.6. Pilares Nos pilares foi utilizado concreto usinado com fck de 25Mpa, ferro CA50 para barras longitudinais e CA60 para os estribos. Após a execução das formas, as ferragens foram colocadas dentro das formas amarradas nas ferragens das sapatas (arranque) e deixando uma espera para as vigas. A concretagem dos pilares será realizada simultaneamente com as vigas e laje. Figura 27 Formas dos pilares e vigas. Fonte: Acervo do Autor.
35 4.2.7. Vigas Conforme expresso no item 4.1.7. 4.2.8. Laje A laje é pré-moldada com vigotes e enchimento cerâmico. Será utilizado o concreto usinado com fck de 25MPa. Haverá uma malha que contribuirá para a distribuição das cargas. As escoras são de eucalipto e tem o espaçamento de 50cm entre elas. Figura 28 - Laje do primeiro pavimento. Fonte: Acervo do Autor. 4.2.9. Alvenaria A alvenaria será executada com tijolos de concreto cerâmicos. 4.2.10. Instalações hidráulicas e sanitárias Além das instalações provisórias, nenhuma instalação foi executada.
36 4.2.11. Instalação elétrica Além das instalações provisórias, nenhuma instalação foi executada. A instalação irá conter 7 quadros disjuntores (um para cada apartamento, totalizando 6, e um para o condomínio). O segmento e os materiais da instalação elétrica estão expressos no item 4.1.13. 4.2.12. Etapas Conforme expresso no item 4.1.14. Quadro 3 Etapas da obra, medição realizada na metade do mês de outubro. (continua) ETAPA % concluída RESIDÊNCIA MULTIFAMILIAR EM ALVENARIA 16% 1º Pavimento 51% Terreno 100% Preparação do terreno 100% Limpeza do terreno 100% Terraplanagem 100% Instalações provisórias 100% Estruturas 100% Depósito 100% Armação e carpintaria 100% Instalações hidráulicas 100% Instalações sanitárias 100% Estrutura 91% Fundação 100% Locação 100% Escavação 100% Vigas Baldrame 100% Remoção das formas 100% Pilares 100% Remoção das formas 100% Vigas 80%
37 Quadro 3 Etapas da obra, medição realizada na metade do mês de outubro. (conclusão) ETAPA % concluída Colocação de esperas para instalações hidráulicas e elétricas 100% Remoção das formas 0% Laje 75% Remoção das formas 0% Alvenaria 0% Execução da alvenaria 0% Execução das vergas e contravergas 0% Reboco externo 0% Reboco interno 0% Colocação das esquadrias 0% Pintura externa e interna 0% Instalações Hidráulicas 0% Cortes na alvenaria 0% Colocação da tubulação 0% Fechamento dos cortes 0% Instalações dos aparelhos 0% Instalações Sanitárias 0% Escavações 0% Colocação das tubulações 0% Instalações dos aparelhos 0% Colocação das caixas de passagem 0% Execução da fossa e filtro 0% Instalações Elétricas 0% Marcação e colocação das caixas nos pontos 0% Cortes na alvenaria 0% Colocação dos elétrodutos 0% Colocação dos condutores e acabamentos 0% Piso 0% Contrapiso 0% Colocação dos azulejos e laminados 0% Teto 0% Colocação do gesso e das luminárias 0% 2º Pavimento 0% 3º Pavimento 0% 4º Pavimento 0% Terraço 0% Fonte: Autor.
38 4.2.13. Funcionários Conforme expresso no item 4.1.15. Quadro 4 Funcionários da obra. FUNCIONÁRIOS QUANTIDADE Permanentes: irão ficar do início ao término da obra 3 Provisórios: auxiliam os permanentes em tarefas mais complexas (ex: 3 concretagem) Tercerizados: serviços onde há contratação de outras empresas ou funcionários para execução de tarefas específicas (ex: encanador, 2 eletricista, pintor) Total 8 Fonte: Autor. 4.2.14. Materiais e equipamentos Conforme expresso no item 4.1.16.
39 5. CONCLUSÃO Para a residência unifamiliar (primeira obra analisada), pode-se afirmar que ela está de acordo com o projeto e se manterá até o término da mesma. Mesmo não estando concluída, as etapas que não estão terminadas são as que não estão nos projetos, como pintura, acabamentos, que na maioria dos casos são determinados quando estão prestes a serem executados. Para a residência multifamiliar (segunda obra analisada), não se pode afirmar se ela terá resultados iguais aos planejados, pois ela ainda está no primeiro pavimento. O que se pode concluir, é que a estrutura (fundação, vigas, pilares e laje) do pavimento térreo está de acordo com o que foi projetado. O cuidado e o controle com os materiais de construção e mão de obra têm de enorme importância na construção civil, saber organizar e fazer com que o andamento da obra seja rápido e eficaz, diminui o tempo e o custo da obra, deixando assim, clientes e operários satisfeitos. Com o estágio pode-se ter uma vasta noção da diferença entre a teoria e a pratica, através do convívio, tanto nas obras quanto no escritório, obtém-se experiência e competência para realizar os planejamentos e execuções nas obras.
40 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626 Instalação predial de água fria. Rio de Janeiro. 1998..NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto procedimento. Rio de Janeiro. 2014..NBR 8036 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios. Rio de Janeiro. 1983..NBR 14860-1 Laje pré-fabricada pré-laje requisitos, parte 1: lajes unidirecionais. Rio de Janeiro. 2002. ANTONIAZZI, Juliana Pippi. Interação solo-estrutura de edifícios com fundações superficiais. Dissertação (Mestrado) Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria RS. 2011. BRUTTI, Reginaldo Costa. Estruturas de madeira. Universidade do Planalto Catarinense. CARDÀO, Celso. Técnica da Construção. 4a edição. Editora Glob. Rio de Janeiro, 1969. COLARES, G.M. Programa para análise da interação solo-estrutura no projeto de edifícios. Dissertação (Mestrado) Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. São Carlos, SP, 2006. CREDER, Hélio. Instalações Hidráulicas e sanitárias. 5. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 1991. LICHTENSTEIN, N. B. & GLEZER, N. Curso O Processo de Construção Tradicional do Edifício. São Paulo, FDTE/EPUSP, s.d. Notas de aula. /xerocopiado/
41 LIMA, Luiz Carlos de. Certificação em instalações elétricas de baixa tensão, importância e aplicabilidade da norma ABNT NBR 5410/2004. Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Federal do Paraná. Curitiba-PR. 2010. MELHADO, S.B.; BARROS, M.M.S.B. Qualidade do projeto na construção de edifícios. São Paulo: EPUSP/ITQC, 1993. p. 7. Notas de aula. MORAES, Claudio Roberto Klein de. Impermeabilização em lajes de cobertura: levantamento dos principais fatores envolvidos na ocorrência de problemas na cidade de porto alegre. Dissertação (Mestrado) Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre RS. 2002. PEREIRA, Silvio Romero Duarte, Planejamento para o início de obras em edificações de múltiplos pavimentos. Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos SP. 2012. SANTOS, Daniel do. Análise de vigas de concreto armado utilizando modelos de bielas e tirantes. Dissertação (Mestrado) Departamento de Engenharia Civil, Universidade de São Paulo. São Carlos SP. 2006. SILVA, Marcos Alberto Ferreira da. Projeto e construção de lajes nervuradas de concreto armado. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos SP. 2005. TACHINI, Mário. Instalações hidro-sanitárias instalações hidráulicas. Universidade Regional de Blumenal, Centro Técnológico/Departamento de Engenharia Civil THOMAZ, Ercio; MITIDIERI, Vicente; CLETO, Fabiana da Rocha; CARDOSO, Francisco Ferreira. Código de práticas nº 01: alvenaria de vedação em blocos cerâmicos. Instituto de Pesquisa Tecnológicas do Estado de São Paulo. São Paulo. 2009.