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Transcrição:

Redes de Computadores Camada de Aplicação Parte I Prof. Thiago Dutra <thiago.dutra@ifrn.edu.br> Agenda Camada de Aplicação n Introdução n Visão Geral n Aplicações de Rede n Desenvolvimento n Arquiteturas n Protocolos de Aplicação n Protocolos n HTTP n FTP e SMTP n DNS 2 1

Visão Geral n Pilha TCP/IP 5. Aplicação 4. Transporte 3. Rede 2. Enlace 1. Física 3 Visão Geral n Camada mais externa da pilha TCP/IP n Não possui padrão comum n Os padrões são estabelecidos por cada aplicação n Camada com o maior número (e diversidade) de protocolos 4 2

Visão Geral n É a camada que efetivamente utiliza os recursos da rede através da implementação de protocolos de aplicação n As aplicações podem usar protocolos pré-existentes ou criar novos protocolos n Os protocolos de aplicação podem ser: n Abertos : definidos em RFCs (HTTP, FTP, SMTP, ) n Proprietários : definidos pelo desenvolvedor (WhatsApp, Skype, ) 5 Visão Geral n Protocolos das camadas inferiores (enlace, rede e transporte) são orientados a bit n Os protocolos da camada de aplicação normalmente são orientados a mensagem com caracteres textuais n Vantagem = permite uma melhor interação com o usuário n Desvantagem = Desperdiçam banda da rede n Ex.: Para recuperar uma informação n Orientado a bit : 0010 = 4 bits n Orientado a mensagem : get = 3x8 bits = 24 bits 6 3

Aplicações de Rede Desenvolvimento n O objetivo fundamental do desenvolvimento de aplicações de rede é escrever programas que rodem em sistemas finais diferentes e se comuniquem entre si pela rede n Ex.: Web software servidor web que se comunica com software cliente (browser) n O desenvolvedor não precisa se preocupar em escrever programas para o núcleo da rede n Dispositivos do núcleo da rede não trabalham na camada de aplicação n Essa característica facilita o desenvolvimento de aplicação e propiciou a proliferação rápida de aplicações na Internet 7 Aplicações de Rede Desenvolvimento 8 4

Aplicações de Rede Arquiteturas n Ao desenvolver uma aplicação de rede, é necessário decidir sobre qual arquitetura ela irá funcionar n A arquitetura esta associada com a forma que os nós da rede se relacionam n Não existe arquitetura melhor que a outra n A melhor escolha depende do ambiente (local, problema, recurso,...) n Principais Arquiteturas n Cliente Servidor (Client-Server) n Ponto-a-Ponto (P2P ou Peer-to-Peer) n Terminal Burro (Thin Client) n Nuvem (Cloud Computing) 9 Cliente Servidor n Cliente Servidor : Arquitetura mais comumente utilizada n Servidor = nó que fornece o(s) recurso(s) n Deve possuir IP fixo e estar sempre ativo n Cliente = nó que utiliza o(s) recurso(s) n Comunicação n Servidor = aguarda requisições n Sem requisições => sem trabalho n Cliente = realiza uma requisição ao servidor n Servidor = servidor processa a requisição e envia para o cliente n Cliente = recebe o resultado da requisição 10 5

Cliente Servidor Requisita Cliente executa Servidor Responde 11 Ponto-a-Ponto n Permite o compartilhamento de recursos sem a necessidade de um ponto central n Não existe a figura do servidor como conhecemos na arquitetura cliente-servidor n As conexões são feitas aos pares (peer) n Cada nó da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor n Os pontos devem usar programas compatíveis para se conectarem n Todos os pontos possuem os mesmos privilégios 12 6

Ponto-a-Ponto 13 Ponto-a-Ponto n Utilização da arquitetura P2P n Muito utilizada para compartilhamento de arquivos digitais n Músicas, vídeos, livros, arquivos,... n Ex.: Bittorrent, Kazza, edonkey, Gnutella, Ares,... n Computação e armazenamento distribuído n Telecomunicações n P2P-TV n Ex.: TVants, Sopcast,... 14 7

Ponto-a-Ponto n Vantagens n Alta disponibilidade n Serviço não depende de um único ponto n Ponto inativo => conexão com outro ponto ativo n Menor probabilidade de um ataque parar a rede n Compartilhamento de recursos computacionais n Processamento, tráfego de rede, armazenamento,... n Mais nós => melhor desempenho cliente-servidor n Aumento da performance com menor custo 15 Ponto-a-Ponto n Desvantagens n Recurso não disponível n P2P só funciona bem com muitos utilizadores n É comum os utilizadores consumirem mais do que partilharem n Envenenamento e/ou poluição de arquivos n Troca de arquivos válidos por vírus ou lixo digital n Modelagem do tráfego (Traffic Shaping) n Aplicações P2P normalmente consomem muita banda de rede n Provedores => penalizam tráfego P2P n Acesso à redes corporativas facilitado n Constante problema com direitos autorais (uso indevido) 16 8

Ponto-a-Ponto n Variações n F2F (Friend-to-Friend) n Cada ponto só faz conexão com outros pontos conhecidos n Sistemas Híbridos n Servidor intermedia conexão dos pontos PC2 3 PC1 A, B, C 5 1 1 2 1. Envio ao servidor da lista de arquivos compartilhados 2. PC1 pergunta ao server quem tem arquivo X 3. Server consulta suas lista e vê que PC2 está online e possui o arquivo X 4. Servidor envia para o PC1 o IP do PC2 5. PC1 e PC2 estabelecem uma conexão P2P X, Y, Z 4 17 Terminal Burro n Servidor fornece os recursos (processamento e armazenamento de periféricos) n Clientes de baixo processamento (thin client) se conectam ao servidor através da rede n Cliente envia dados/requisições dos usuários ao servidor n Servidor realiza todo processamento e envia resultado para o cliente n Cliente visualiza na tela o resultado (ilusão de processamento local) n Conceito antigo, surgiu na época dos mainframes 18 9

Terminal Burro 19 Terminal Burro n Principais Utilizações nlaboratórios de informática nlan Houses nbibliotecas ncall Centers nterminais de atendimento ncaixas eletrônicos 20 10

Terminal Burro n Vantagens n Administração centralizada n Redução dos custos n Facilmente expansível n Mais sustentável 21 Terminal Burro n Desvantagens n Ponto Único de Falha (Single Point of Failure) n Servidor falha => todos terminais ficam inoperantes n Necessita de uma grande quantidade de banda onde for implementado n Falhas de conexões podem acarretar em perdas de dados importantes n Baixa performance multimídia 22 11

Nuvem (Cloud Computing) n Semelhante ao cliente-servidor, porém, acrescido da Internet, Virtualização e Datacenters n Os clientes se conectam aos serviços na nuvem através da Internet (ou rede interna de alta velocidade) n O cliente não sabe como e onde seus dados estão sendo processados n Independente de plataformas (cliente só precisam de um navegador de Internet) 23 Nuvem (Cloud Computing) 24 12

Nuvem (Cloud Computing) n Formas de Utilização n SaaS (Software as a Service) n Software como serviço n Ex.: Google Drive, Dropbox, Office 365,... n PaaS (Platform as a Service) n Plataforma como serviço (desenvolvimento) n Ex.: Heroku, Google App Engine,... n Iaas (Infrastructure as a Service) n Infraestrutura como serviço n Ex.: Amazon AWS, Windows Azure,... n As formas podem ser mescladas gerando opções infinitas! 25 Nuvem (Cloud Computing) n Vantagens n Conceito de Nuvem pelo NIST (National Institute of Standards and Technology) n um modelo para acesso a rede sob demanda, ubíquo e conveniente para um pool compartilhado de recursos computacionais configuráveis que podem ser rapidamente provisionados e lançados com mínimo esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços n Cliente só paga pelo que consome n Altamente disponível n Altamente escalável n Elasticidade 26 13

Nuvem (Cloud Computing) n Desvantagens n Segurança dos dados n Os seus dados não estão debaixo da sua asa (sob seu poder) n Necessidade de grande quantidade de banda n Altas velocidades de conexão com à Internet n Disponibilidade da conexão n Grande problema no Brasil ainda n Legislação (contratos, impostos, burocracias, etc.) n Mudança de paradigma 27 Protocolos de Aplicação n Aplicação de Rede = processos distribuídos em comunicação n Executam nos hosts de usuários da rede e nos servidores como programas de usuário (Ex.: Email, Ftp, Web) n Trocam mensagens para realização da aplicação n Protocolos de aplicação n Fazem parte das aplicações n Usam serviços de comunicação das camadas inferiores n Definem mensagens trocadas e as ações tomadas n Tipo das mensagens trocadas, mensagens de requisição e resposta n Sintaxe da mensagem: os campos na mensagem e como são delineados n Semântica dos campos, ou seja, significado da informação nos campos n Regras para quando e como os processos enviam e respondem às mensagens 28 14

Protocolos de Aplicação n Principais Protocolos (e portas padrões) n HTTP : Servidores Web (porta 80/TCP) n SMTP : Envio de E-mails (porta 25/TCP) n POP3 : Recebimento de E-mails (porta 110/TCP) n IMAP : Recebimento de E-mails (143/TCP) n FTP : Transferência de Arquivos (21/TCP e 20*/TCP) n Telnet : Acesso a Terminais Remotos (23/TCP) n SSH : Acesso SEGURO a Terminais Remotos (22/TCP) n DNS : Resolução de Nomes IPs (53/UDP e 53/TCP) 29 Referências n KUROSE, J. F. e ROSS, K. - Redes de Computadores e a Internet 6a Ed., Pearson, 2013. n KUROSE, J. F. e ROSS, K. - Redes de Computadores e a Internet 5a Ed., Pearson, 2010. n FOROUZAN, B. A. - Comunicação de Dados e Redes de Computadores 3a Ed., Porto Alegre: Bookman, 2006. n FOROUZAN, B. A. - Comunicação de Dados e Redes de Computadores 4a Ed., São Paulo: McGraw-Hill, 2007. 30 15

Redes de Computadores Camada de Aplicação Parte I Prof. Thiago Dutra <thiago.dutra@ifrn.edu.br> 16