Letras Profª. Drª Andréa da Silva Pereira Fundamentos da linguística estrutural: A linguagem como representação A linguagem como representação Objetivos da aula: 1. Apresentar algumas noções da teoria do signo. 2. Estudar a diferença entre os sinais convencionais. A linguagem como representação Objetivos específicos da aula: 1. Refletir sobre a relação entre os sinais convencionais em uma relação dialógica. 1
A linguagem como representação 1 ato ou efeito de representar(-se) 4 idéia ou imagem que concebemos do mundo ou de alguma coisa 4.1 Rubrica: filosofia. operação pela qual a mente tem presente em si mesma a imagem, a idéia ou o conceito que correspondem a um objeto que se encontra fora da consciência 10 reprodução por meio da escultura, da pintura, da gravura Representação: algumas acepções pelo Dic. Houaiss (http://houaiss.uol.com.br) Teoria dos Signos OBJETO LINGUAGEM Teoria dos Signos LINGUAGEM REPRESENTAÇÃO 2
Linguagem como representação a.) Objeto de representação (referente - real) b) Objeto representado (linguagem) Rua 15 de novembro 3
Linguagem como representação A linguagem marca uma PRESENÇA e uma AUSÊNCIA, ao mesmo tempo. Teorias: Lingüística & Semiologia 1. Lingüística: estuda a linguagem verbal. 2. Semiologia (ou Semiótica): é mais abrangente. Preocupa-se com a linguagem de qualquer sistema de comunicação. Tipos de Sinais Para a Semiologia, há dois tipos de sinais: 1.Naturais 2.Convencionais 4
Sinais Naturais O sinal natural manifesta-se em forma de indício: a) Físico b) Sintoma fisiológico Sinal natural (físico) Exemplos: Rastros Cheiro Trovoada Sinal Natural (sintoma) Exemplos Suor Fome Dor 5
Sinal Convencional Características: a) Envolve maior complexidade b) Pressupõe a existência de uma cultura já estabelecida c) Resultado e expressão, produto e instrumento em um só tempo Sinais convencionais Tipos: 1. Ícone 2.Signo 3. Símbolo Ícone = imagístico 6
Sinais Convencionais 2. Signo: é a própria palavra Maçã = Símbolo: sinal intermediário entre ícone e signo Diferença entre os três? objeto de representação (referente/real) X objeto representado (linguagem: ícone; símbolo e o signo) 7
Relação: graus de motivação 1. Relação MOTIVADA 2. Relação IMOTIVADA 3. Relação MOTIVADA/IMOTIVADA Ícone = imagístico Ícone Relação: Rua 15 de novembro X foto - ícone) Relação motivada 8
Sinais Convencionais 2. Signo: é a própria palavra Maçã = Signo Relação: referente: fruta / signo maçã Relação Imotivada (depende de uma convenção) Sinal Convencional 3. Símbolo: é um sinal intermediário entre ícone e signo 9
Símbolo Relação símbolo/objeto representado Parte motivada: equilíbrio entre os dois pesos da balança Parte imotivada: faz parte de uma convenção (a da Justiça) Animação (colocar esta animação abaixo) http://arkheia.incubadora.fapesp.br/arquivos/comunicacao/linguagem/porta.html Atividade Na animação que vocês acabaram de assistir, a personagem principal teve dificuldades em identificar a linguagem que o faria distinguir o banheiro masculino do feminino. Esse problema de linguagem é de natureza icônica, simbólica ou sígnica? Justifique a sua resposta e enviea. (10 minutos) 10
Sinais Convencionais ESFERA RELIGIOSA Pastor César Pinheiro Ícone = Imagístico Filme O sinal convencional na esfera religiosa 11
Filme O simbolismo no interior da capela sem áudio Signo = Palavra ORAÇÃO DO PAI NOSSO Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Signo = Palavra ORAÇÃO DO PAI NOSSO Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. 12
Signo = Palavra ORAÇÃO DO PAI NOSSO Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Símbolo: sinal intermediário entre ícone e signo Símbolo na Esfera Religiosa O ser humano é um ser simbólico, que se nutre de símbolos, que se comunica por meio de símbolos. Símbolo na Esfera Religiosa Etimologicamente a palavra símbolo vem do grego συμβαλειν (simbalein) que significa colocar junto, por juntamente, reunir, aproximar, unir. 13
Símbolo na Esfera Religiosa O símbolo é uma espécie de ligação, intermediário, unificador entre pólos distintos. Símbolo na Esfera Religiosa Logo, quanto mais distantes os pólos, mais o ser humano necessita de símbolos para aproximá-los, ligá-los, captá-los, apreendê-los. Símbolo na Esfera Religiosa Por isso na esfera religiosa encontrase uma abundância de símbolos, através dos quais o ser humano tenta captar Deus, relacionar-se com Ele, falar com Ele. 14
Símbolo na Esfera Religiosa Símbolo Litúrgico Toda liturgia é uma ação simbólica, pois visa comunicar a própria vida de Deus em comunhão com as pessoas. Símbolo na Esfera Religiosa Símbolo Litúrgico Pode-se distinguir três aspectos do símbolo litúrgico: a) Sinal Demonstrativo: revela realidades invisíveis. Ex.: Derramamento da Água no Batismo simboliza o derramamento da Graça de Deus. Imagem 1 15
Símbolo na Esfera Religiosa Símbolo Litúrgico b) Sinal Rememorativo: traz a memória aspectos significativos. Ex: Santa Ceia Ceia Símbolo na Esfera Religiosa Símbolo Litúrgico c) Símbolo Prefigurativo: antecipa o que está para acontecer. Ex.: A própria igreja, comunidade de fé, assembléia. 16
Intervalo 10 minutos Filme Indiana Jones e a Última Cruzada Figura feminina Ícone 17
Filme -Cena: escolha do cálice (colocar a cena) Comentários sobre a aula atividade 18
Signo = Palavra Paisagem n.4: Os caminhões rodando, as carroças rodando, rápidas as ruas se desenrolando, Rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos... E o largo coro de ouro das sacas de café!...(...) Oh! este orgulho máximo de ser paulistanamente!!! Mario de Andrade Rua 15 de novembro Durante anos, ela foi a mais importante artéria da cidade, numa época em que o centro de São Paulo se restringia a um triângulo formado pelo encontro das três ruas: São Bento, Direita e, claro, a 15 de Novembro. Antes, era conhecida como rua do Rosário, por estar ligada ao largo da igreja do Rosário, que virou praça. Conforme o crescimento da própria cidade, mudou de nome e de face. Na República, a rua ganhou seu nome que perdura até hoje. Era para comemorar a data da proclamação, em 1889. No início do século passado, o comércio chique da cidade acontecia lá. Confeitarias e casas importadoras, com seus cafés de mesinha na calçada. Uma verdadeira passarela da elite paulistana. O crescimento econômico trocou as casas comerciais pelos bancos. E a 15 de novembro, mais uma vez, ganhou novas feições. Característica que perdurou até a década de 1970, quando então os granes bancos transferiram sua matrizes para a Av. Paulista. No final de 2006, a 15 de Novembro, que exibia um calçadão, foi aberta ao tráfego de carros. Nem assim, deixou de ser uma grande via de pedestres. Na região, circulam hoje cerca de 2 milhões de pessoas. 19
Considerações Finais 1. Linguagem é representação 2. Representação: sinais convencionais por meio dos sinais chegamos à cultura 3. Sinais convencionais: ícone, símbolo e signo 4. Relação sinais convencionais X real (objeto de representação) graus de motivação 5. Sinais dialogam Boa semana Referências de imagens Todas as imagens pertencem ao banco de imagens. 20