José Roberto TORERO Marcus Aurelius PIMENTA
Copyright 2012 by Padaria de Textos Copyright das ilustrações 2012 by Eduardo Oliveira Todos os direitos desta edição reservados à EDITORA OBJETIVA LTDA. Rua Cosme Velho, 103 Rio de Janeiro, RJ CEP: 22241-090 Tel.: (21) 2199-7824 Fax: (21) 2199-7825 Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida de alguma forma ou por algum meio, seja eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópia, gravação ou qualquer sistema de armazenagem de informações sem a permissão expressa e por escrito da editora. Ilustrações Edu Oliveira Direção de Arte e Arte-final Andrea Vilela de Almeida Produção Gráfica Marcelo Xavier Revisão Joana Milli Dayana Santos André Marinho Impressão Geográfica T636t CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ Torero, José Roberto Os 33 porquinhos / José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta ; ilustrações Edu. - Rio de Janeiro : Objetiva, 2012. 32p. : il. (Fábrica de fábulas) ISBN 978-85-7962-179-6 1. Literatura infantojuvenil brasileira. I. Pimenta, Marcus Aurelius. II. Edu (ilustrador). III. Título: Os 33 porquinhos. IV. Série. 12-5863. CDD: 028.5 CDU: 087.5
Era uma vez três porquinhos. Eles viviam felizes e sossegados na casa de sua mãe. Um dia, quando já eram crescidos, resolveram andar pelo mundo. Eles passearam, passearam e passearam. Quando se cansaram de passear, decidiram que estava na hora de construir uma casa. Os três começaram a conversar sobre a construção, mas deu a maior briga, porque cada um queria que a casa fosse de um jeito. Então eles se separaram e cada um construiu a sua.
Você pode ler esta fábula de várias formas. É só brincar de misturar as tirinhas......que a história fica sempre diferente.
PERNILDO pegou uns caniços, fincou-os no chão e depois cobriu tudo com palha. Logo apareceu por ali o Lobo faminto. O Lobo deu um assoprão e a palhoça foi pelos ares. Desesperado, Pernildo correu para a casa do seu irmão... BISTECO, que tinha feito a sua casa de madeira. Quando o Lobo chegou ali, não teve dúvidas: estufou bem o peito e soprou com força. A cabana fez uns estalos assim: cléeeque, mas ficou firme. O Lobo não desistiu: soprou uma segunda vez com mais força, e aí não teve jeito: a casa veio abaixo. Então os porquinhos fugiram para a casa de... ZÉ TOUCINHO, que demorou um tempão para fazer sua casa com cimento e tijolos. Mas valeu a pena, porque ela ficou bem forte. Os dois porquinhos entraram na casa de Zé Toucinho gritando Socorro! Socorro!. Logo depois chegou o Lobo, que soprou uma, duas, três vezes. E nada. Então ele resolveu encher ainda mais o peito de ar para dar um superassopro. Mas aí ele encheu que nem um balão e explodiu. Pou! E os três porquinhos viveram felizes para sempre na casa de tijolos.
ROTUNDO fez sua casa redonda e de vidro, que nem uma bola de gude. Tudo estava bem, até que um dia o Lobo apareceu por ali. O porquinho entrou correndo em casa e trancou tudo, mas não adiantou. O Lobo assoprou a bola até a beira de um desfiladeiro e ela caiu, se espatifando toda. Então Rotundo fugiu para a casa do... R ENATÂNGULO, que morava numa casa em forma de retângulo. De longe, ela até parecia um prédio. Quando Renatângulo viu seu irmão gritando: Ai, o Lobo vai me comer!, abriu a porta para deixá-lo entrar. O Lobo ficou desapontado, mas teve uma ideia: assoprou a casa até ela cair. E, quando ela caiu, se arrebentou toda. Então os dois porquinhos saíram em disparada para a casa de... QUADRATUS, que construiu uma casa com todos os lados do mesmo tamanho. Ela era tão segura que Quadratus nem se assustou no dia em que os dois porquinhos pediram para se esconder ali. Quando o Lobo chegou, ele soprou, soprou, soprou até ficar asmático. E a casa nem saiu do lugar. Até hoje os porquinhos vivem lá, e se divertem jogando dados.
OUTÔNIO adorava folhas. Tanto que construiu uma casa só com elas. Eram folhas secas, folhas úmidas, folhas verdes, folhas amareladas, folhas grandes, folhas pequenas: folhas de todo tipo. A casa era bonita, mas muito fraquinha. O Lobo Mau nem teve trabalho para derrubar a casa de Outônio. Deu só um espirro e, bum!, ela caiu. Então Outônio correu para a casa do... FLORÍPEDES, que tinha feito uma casa com rosas, margaridas, antúrios, violetas, gerânios, cravos e girassóis. Certo dia ele estava podando uma janela quando viu que seu irmão vinha correndo e pedindo socorro. Ele abriu a porta e os dois se esconderam. Não adiantou. O Lobo destruiu a casa de flores fácil, fácil. Deu só um soprinho assim, fffffff, e ela foi abaixo. Aí os dois porquinhos foram bem depressa para a casa de... GELÓPIDAS, que fez um iglu, que é uma casa de gelo. O iglu de Gelópidas era grande e não faltou espaço para acomodar ali seus dois irmãos. Quando o Lobo chegou, os três porquinhos pensaram que tinham entrado numa fria. Mas então, bem na hora em que o Lobo inspirou para encher o peito de ar, pegou uma baita gripe. E os três porquinhos moram até hoje no aconchegante iglu do Gelópidas.