Campos básicos para informatização da coleção

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Transcrição:

O intuito deste documento é fornecer às coleções uma relação de campos a serem estruturados, independentemente do tipo de banco de dados escolhido para informatização. Juntamente com o nome dos campos seguem algumas sugestões com relação à forma de preenchimento. Vale lembrar que se a coleção tiver outras informações que não se enquadram nos campos sugeridos, novos campos devem ser criados para armazená-las, nenhuma informação deve ser desprezada mesmo que a informação seja apenas para uso interno da coleção. Código da Coleção ou * Herbário ou Dups Barcode Número de Registro ou * Catálogo * Coletor principal Coletores adicionais Prefixo Armazenar a sigla ou acrônimo do herbário. Preencher com o código de barras (se presente) do espécime, utilizando, de preferência, o leitor de código de barras (o uso de leitor de código de barras evita a entrada de erros que podem ocorrer durante a digitação da seqüência dos números). Este campo é obrigatório se associado a uma imagem do espécime, pois o sistema associa a imagem ao registro textual a partir desse campo. Ex.: FURB000825 Preencher com o número de registro do herbário (número de tombo). Teoricamente esse número não deve se repetir. Nome do coletor principal preenchido da seguinte forma: Sobrenome, Iniciais separadas por ponto (.) e sem espaço entre as iniciais. Ex.: Eiten, G. ou Mattos, J.R. Caso não exista nome do coletor preencher com s.col.; se a grafia indecifrável, preencher com Ininteligível. Colocar todos os nome(s) do(s) coletor(es) adicional(is), separados por ponto e vírgula (;) e seguindo o mesmo formato do coletor principal. Ex.: Santos, A.; Diniz, M.M. Preencher com o prefixo do número, se houver. Em alguns casos o coletor utiliza o ano juntamente com o número da coleta (94/132), e neste caso 94/ deve ser inserido neste campo. Para coleções especiais, seguir exemplos: Em alguns casos a coleção optou por usar como prefixo o acrônimo do herbário, neste caso deve-se colocar o acrônimo da coleção no campo prefixo do número. Ex.: CFSC: Coleção Flora da Serra do Cipó CFCR: Coleção Flora dos Campos Rupestres

* Número de coleta Sufixo Data de coleta * Família Subfamília Tribo * Gênero CGG: Comissão Geográfica e Geológica CRONDON: Comissão Rondon CLTE: Comissão Linhas Telegráficas e Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas ERF: Expedição Rio Feio PCD: Plantas da Chapada Diamantina FPC: Flora do Parque Caparaó Harley: o número é do Harley, mas ele não consta da lista de coletores Preencher com o número da coleta. Se não existe número de coleta, preencher com s.n. Preencher com o sufixo do número de coleta, se houver. Ex.: A, a, b. Preencher com as informações de data de coleta. Caso a informação não esteja completa (falta de dia ou mês) preencher somente com o que possui. Não preencher com 0. Se preferir, esse campo pode ser dividido em três (três colunas), sendo um para o dia, outro para mês e o ultimo para ano. Preencher o mês com algarismos arábicos (1, 2,... 12). Ex.: 12/08/1975, 09/2003, 2010 Preencher com o nome da família, no formato primeira letra maiúscula, demais minúsculas. Evitar utilizar nomes alternativos como Gramineae (Poaceae), Leguminosae (Fabaceae), Umbelliferae (Apiaceae), Labiatae (Lamiaceae), Guttiferae (Clusiaceae), Palmae (Arecaceae). Não preencher com nomes de subfamílias. Ex.: Fabaceae-Faboideae, Fab.-Faboideae, Leg. Mimosoideae, etc. Nestes casos, criar um campo/coluna para Subfamília ou para Tribo. Se material indeterminado ao nível de família, deixar o campo em branco. Preencher com o nome da subfamília no formato primeira letra maiúscula, demais minúsculas. Preencher com o nome da tribo. no formato primeira letra maiúscula, demais minúsculas. Preencher com o nome do gênero no formato primeira letra maiúscula, demais minúsculas. Se indeterminado, deixar o campo em branco.

* Espécie * Autor Infra rank Infra espécie Autor infra espécie Fenologia Determinador Data de determinação * País Preencher com o nome do epíteto da espécie no fomato todas as letras minúsculas. Se indeterminado, deixar o campo em branco. Preencher com o(s) autor(es) da espécie, abreviado(s) de acordo com Brummit & Powell (disponível em IPNI), sem espaços entre as iniciais e sobrenome do autor, mantendo espaço entre autores. Ex.: A.St.-Hil., A.Juss., (DC.) A.Juss., Hook.f. ex Griseb. Preencher com o nome do rank infraespecífico, da seguinte forma: var. = variedade; subsp. = subespécie; f. = forma. Preencher com o nome do epíteto infraespecífico do campo infra rank com todas as letras minúsculas. Preencher com o(s) autor(es) do epíteto infraespecífico do campo Infra-espécie, abreviado(s) de acordo com Brummit & Powell (disponível em IPNI), sem espaços entre as iniciais e sobrenome do autor, mantendo espaço entre autores. Ex.: A.St.-Hil., A.Juss., (DC.) A.Juss., Hook.f. ex Griseb. Pode ser usado para armazenar o estado fenológico do espécime. Utilizar o seguinte padrão: fl = flor; fr = fruto, est = estéril, bt = botão. Preencher com o(s) nome(s) de quem identificou (determinou) o material, da mesma maneira que coletor principal e coletores adicionais. Ex.: Hoehne, F.C. Para mais de um determinador, separar os nomes com ponto e vírgula (;). Ex.: Souza, M.L.D.; Baumgratz, J. Preencher com as informações referentes a data de determinação. Caso a informação não esteja completa (falta de dia ou mês) preencher somente com o que possui. Não preencher com 0. Se preferir, esse campo pode ser dividido em três, sendo um para o dia, outro para mês e o último para ano. Preencher o mês com algarismos arábicos (1, 2,...12). Ex.: 12/08/1975, 09/2003, 2010 Preencher com o nome do país. Padronizar primeira letra maiúscula, demais minúsculas. Sem informação não existir, preencher com Desconhecido. Ex.: Brasil, Bolívia, Argentina, Estados Unidos.

Estado Município Localidade Habitat Descrição da planta Latitude Longitude Elevação Preencher com o nome completo do Estado, Departamento ou Província, de acordo com o país. Não utilizar siglas da federação (SP, MG, AM etc.). Padronizar com primeira letra maiúscula, demais minúsculas. Se informação não existir, deixar o campo em branco. Ex.: Minas Gerais, Bolívar, Massachussets. Preencher com o nome do município (consultar Cidades do IBGE na dúvida, http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1). Sem informação, deixar o campo em branco. Demais informações sobre local da coleta, tais como: Serra do Cipó, Serra da Mantiqueira, Serra do Mar, Serra de Paranapiacaba, Parques Nacionais ou Estaduais, Estações Ecológicas ou Biológicas Nacionais ou Estaduais, Ilha do Cardoso, Ilha Comprida. Informações mais detalhadas também devem ser inseridas neste campo. Ex.: Fazenda, rodovia, cachoeira, rio etc. Preencher com informações sobre o ambiente. Ex.: tipo de vegetação, tipo de solo, tipo de ecossistema, relevo, etc. Preencher com a descrição das características da planta coletada. Preencher com as informações de latitude, não importando o formato adotado [Graus, Minutos e Segundos (GMS), Graus Decimais (GDec) ou Graus com Minutos Decimais (GMD)] e sim o preenchimento correto de acordo com o padrão adotado. Um fator não menos importante é a direção que deve sempre acompanhar a coordenada geográfica. Coordenadas em UTM (long: 301039 lat: 7249314 zona/área: 23) precisam ser convertidas para um formato aceito. Ver formatos aceitos no final do documento. Preencher com as informações de longitude, não importando o formato adotado [Graus, Minutos e Segundos (GMS), Graus Decimais (GDec) ou Graus com Minutos Decimais (GMD)] e sim o preenchimento correto de acordo com o padrão adotado. Um fator não menos importante é a direção que deve sempre acompanhar a coordenada geográfica. Coordenadas em UTM (long: 301039 lat: 7249314 zona/área: 23) precisam ser convertidas para um formato aceito. Ver formatos aceitos no final do documento. Preencher com a informação padronizada em metros, e apenas os números. Caso haja elevação mínima e máxima separar por - sem

Nome popular Idioma do nome popular Tipo Observações espaços. Não incluir a unidade (m. ou mt). Ex.: 40-70 Preencher com nome(s) popular(es) se houver referencia na etiqueta. Não utilizar letras maiúsculas e hifenizar no caso de mais de uma palavra. Se mais de um nome, separa por vírgulas. Ex.: flor-de-são-joão, sangue-de-dragão, murici, cipó-prata. Para nomes populares em português não é necessário informar neste campo. Preencher apenas para outros idiomas. Ex.: espanhol, tupi guarani, kaoro, inglês, francês etc. Preencher com a categoria do tipo. Se o espécime não é material-tipo, deixar o campo em branco. Utilizar as categorias estabelecidas no Código de Nomenclatura Botânica. Padronizar a grafia com primeira letra maiúscula, demais minúsculas, em português ou inglês. Utilizar as seguintes categorias: Holótipo/Holotype Lectótipo/Lectotype Neótipo/Neotype Epítipo/Epitype Parátipo/Paratype Isótipo/Isotype Isolectótipo/Isolectotype Isoneótipo/Isoneotype Síntipo/Sintype Isossíntipo/Isosintype Tipo/Type (não sabe a categoria, mas o material é um tipo). Preencher com outras informações importantes que não caibam em nenhum dos campos acima. Ex.: planta cultivada, árvore plantada, espécie abundante, referência de foto, coordenadas originais(utm), etc. * Campos obrigatórios

Formatos aceitos: GMS, GDec e GMD Exemplo em Graus Minutos e Segundos (GMS): Long: 47W 04' 34" Lat: 23S 13' 59" Exemplo em Graus Decimais (GDec): Long: -47.076111 Lat: -23.233063 Exemplo em Graus e Minutos Decimais (GMD): Long: 47W04.5667' Lat: 23S13.9833' Notas gerais referentes às coordenadas geográficas Caso a coordenada esteja em GMS e os dados de latitude ou longitude apresentem valores de minutos ou segundos maiores que 60, isso significa que os dados foram obtidos em graus decimais e transcritos erroneamente como GMS. Caso isto aconteça, utilize a ferramenta Conversor do specieslink (http://splink.cria.org.br/conversor) para transformar graus decimais em graus, minutos e segundos. Dados de coordenadas em UTM também podem ser convertidas com essa ferramenta, nesses casos armazenar a informação original em UTM no campo de observações ou localidade.