Gasto Público Total no Brasil Pelos dados do FMI, Brasil tem uma despesa pública total (inclusive juros) de 40% do PIB. GASTO FISCAL NO BRASIL: crescimento e dilemas Econ. Edilson Aguiais Material Disponível em: www.puc.aguiais.com.br Na América Latina, os campeões de gasto (% do PIB) são: Argentina = 46%e Equador = 43% e Brasil = 40%. Desde meados da década de 1990 aumentamos a carga tributária em mais de 10 pontos do PIB, e o investimento público continua próximo a 2,5% do PIB. Powerpoint Templates Carga Tributária 1947 2014 -% do PIB 40 35 2014 35,42% 2013 35,04% 2012; 36,2 30 25 1970; 26 1993; 25,3 20 15 10 Fonte: IBGE e IBPT:2009-2014 Investimento do Setor Público exclui estatais - % do PIB 1970-2011 DESPESA NÃO FINANCEIRA GOV. FEDERAL 1991-2011 % DO PIB 7,00 6,00 1976; 6,54 Média 1974-1980: 5% do PIB 5,00 4,00 3,00 Média 2003-2011: 1,66% do PIB 2,00 1992; 1,82 2011; 2,30 1,00 - Fonte: séries históricas IBGE 1970-2000 e SPE-MF: 2003-2011 1
Setor Público (Governo Central, Estados e Municípios): Estimativa do Gasto Social no Brasil (2011-2012) = 23,5% do PIB Anomalias da nossa carga tributária Bolsa-Familia; 0,50% Educação Pública; 5,50% Seguro desemprego e abono salarial; 0,90% Elevado custo para cumprir com as obrigações fiscais no Brasil: Banco Mundial = empresas gastam 2.600 horas; Saúde (SUS); 4,5% Previdência(inclui LOAS), 12,0% Elevada proporção de impostos indiretos= no Brasil, 49% da arrecadação versus 33% na OCDE; Gasto Público Total na China = 25% do PIB; Gasto Público na Índia = 27% do PIB; Gasto Público Total Brasil = 38%-40% do PIB Papel distributivo do governo antes e depois da tributação e transferências é pequeno. Fonte: FMI, SIAFI, Tesouro Nacional, e Banco Mundial Estrutura da Arrecadação no Brasil: elevada proporção de impostos indiretos. 2010 2011 2012 Tributos sobre a renda 18,18% 19,02% 17,84% Tributos sobre a Folha de salários 26,14% 25,76% 26,53% Tributos sobre a propriedade 3,75% 3,70% 3,85% Tributos sobre bens e Serviços 49,73% 49,22% 49,73% Tributos sobre Transações Financeiras 2,10% 2,19% 1,95% Outros Tributos 0,10% 0,10% 0,09% Queda na desigualdade de renda antes e depois de impostos e transferências, CEPAL, Time for Equality 2010. Governos Latino Americanos são menos eficientes que países da OCDE. Fonte: Receita Federal. Fatos Estilizados Entre 1991 e 2013, o gasto primário do governo federal (exclusive transferências a estados e municípios) passou de 11% para 19% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. Apesar desse crescimento do gasto, o país passou, sistematicamente, a gerar superávits primários para pagar os juros da dívida interna e externa, a partir 1999. Equilíbrio fiscal baseado no crescimento da receita arrecadação quebra barreira do 25% do PIB (1970-1994) e passa para 35%-36% do PIB, em 2011/13. Gasto Não Financeiro do Governo Federal (% do PIB) -1999-2013 PESSOAL INSS SUBSÍDIOS ADMINIST. SAUDE E EDUC. GASTOS SOCIAIS 1999-2013 -0,28 1,88 0,61-0,45 0,47 1,66 0,51 4,40 *crescimento em ponto percentual do PIB Fonte: Tesouro Nacional e SIAFI. OBS: exclui capitalização da Petrobrás em 2010. Elaboração: Mansueto Almeida INVEST. sem MCMV) TOTAL 1999 4,47% 5,50% 0,24% 1,43% 1,75% 0,59% 0,50% 14,49% 2000 4,57% 5,58% 0,31% 1,27% 1,76% 0,59% 0,66% 14,73% 2001 4,80% 5,78% 0,35% 0,73% 1,82% 0,90% 1,17% 15,57% 2002 4,81% 5,96% 0,16% 1,05% 1,83% 0,96% 0,95% 15,72% 2003 4,46% 6,30% 0,36% 0,91% 1,71% 1,00% 0,40% 15,14% 2004 4,31% 6,48% 0,29% 0,98% 1,71% 1,21% 0,62% 15,59% 2005 4,30% 6,80% 0,48% 1,10% 1,78% 1,29% 0,64% 16,38% 2006 4,45% 6,99% 0,40% 1,14% 1,70% 1,56% 0,72% 16,96% 2007 4,37% 6,96% 0,38% 1,18% 1,78% 1,63% 0,82% 17,12% 2008 4,31% 6,58% 0,20% 1,01% 1,75% 1,64% 0,93% 16,42% 2009 4,68% 6,94% 0,16% 1,05% 1,89% 1,89% 1,05% 17,66% 2010 4,42% 6,76% 0,25% 1,06% 1,96% 1,84% 1,15% 17,43% 2011 4,34% 6,81% 0,44% 0,88% 2,04% 1,93% 1,09% 17,52% 2012 4,24% 7,21% 0,55% 0,86% 2,22% 2,15% 1,10% 18,32% 2013 4,19% 7,38% 0,85% 0,98% 2,22% 2,25% 1,01% 18,89% 2
Despesa Primária 1999-2013 De 1999 a 2013, a despesas primária cresce 4,4 pontos do PIB. Em três anos de governo Dilma (2012 e 2013) a expansão da despesa primária foi de 1,5 pontos de percentagem do PIB, apesar do não crescimento do investimento público. Para explicar o crescimento da despesa é suficiente olhar para programas de transferência de renda: INSS+ seg. desemprego + abono salarial, bolsa-família, e LOAS. Essas contas explicam 80% do crescimento da despesa de 1999 a 2013: 3,5 pontos do PIB. As contas que mais crescem são exatamente aquelas afetadas pela regra de reajuste do salário mínimo. Difícil controlar o crescimento da despesa primária com a regra atual do salário mínimo. Gasto Social e Crescimento da Despesa Se além das contas de transferência de renda, adicionarmos o custeio de saúde e educação, conseguimos explicar 90% do crescimento da despesa primária de 1999-2013. No governo Dilma, além do crescimento das despesas sociais, há um forte crescimento dos subsídios = 0,6 ponto do PIB, semelhante ao crescimento da despesa do INSS. Crescimento dos Subsídios 2010-2013 R$ milhões ANO Equalização de Juros CDE Compensação ao RGPS MCMV TOTAL 2010 8.038,97 0 0 1.571,00 9.609,97 2011 10.517,37 0 0 7.700,00 18.217,37 2012 11.271,83 0 1.790,00 11.300,00 24.361,83 2013 10.138,02 7.868,00 9.019,70 14.200,00 41.225,72 Essa conta está subestimada porque a equalização de juros do PSI não está sendo paga. Conta de equalização: BNDES (2009) = Tinha a receber do Tesouro R$ 785 milhões. BNDES(2013) = Tinha a receber do Tesouro R$ 17,5 bilhões Crescimento da Despesa Primária em pontos de percentagem do PIB 1998-2013 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20-0,69 1,24 0,47 1,60 FHC-2 LULA-1 LULA-2 DILMA -3 anos Superávit Primário % do PIB Parte 2-Política Social versus Política Setorial Motivação e problemas 3
Programas Sociais versus Programas Setoriais Custo dos programas setoriais não é claro para a população nem tão pouco para especialistas; Saldo dos Empréstimos para Bancos Públicos 2007-2014 Custo se divide em duas partes: custo financeiro (diferencial de juros) e custo primário (equalização de juros). Governo conciliou agenda social com intervenção setorial porque aumentou a divida pública bruta. Gasto Social aparece no orçamento e gasto com Produção e Infraestrutura fica fora do Orçamento: dívida bruta. Portaria nº. 357, de 15 de outubro de 2012 do Ministério da Fazenda (clique aqui). De acordo com o inciso III do Art. 7 o dessa portaria: Volume autorizado do PSI 2009-2013 R$ bilhões Recebo TJLP 5% e pago SELIC 14,25% BNDES R$ 187 bi em 2014 Art. 7 o.. I II. III os valores apurados das equalizações a partir de 16 de abril de 2012, relativos às operações contratadas pelo BNDES, serão devidos após decorridos 24 meses do término de cada semestre de apuração e atualizados pelo Tesouro Nacional desde a data de apuração até a data do efetivo pagamento. Gasto de R$ 76 bi em 2014 Orçamento de R$ 50 bi em 2015 R$ 452 bi de estoque Fluxo de Pagamentos do PSI 2010-2013 Conclusão e Desafios R$ milhões de novembro de 2013 900 800 700 822,8 Em 2003, o superávit primário sem receita de dividendos e concessões era superior a 3% do PIB. O de 2013, sem a receita de concessões e dividendos estaria mais próximo a1% do PIB; 600 500 400 300 200 100 0 0 488,6 124,2 2010 2011 2012 2013 Balanço do BNDES (AGO/2013): Créditos perante o Tesouro Nacional = R$ 14,6 bilhões. Desde o início do programa até novembro de 2013, o governo pagou apenas R$ 1,4 bilhão de subsídios do programa. DLSP em 2002 era de 60% do PIB. Apesar da forte queda para 34% do PIB,em 2013, custo é o mesmo = 17% ao ano. Dívida Bruta do Brasil é elevada: 58% do PIB pelo critério brasileiro e 66% do PIB pelo critério FMI. Custo muito elevado entre os maiores do mundo. 4
Divida Bruta e Juros -% do PIB Ano Div Bruta Juros nominais EUA 2013 105,7% 3,20% França 2012 90,2% 2,40% Alemanha 2013 78,0% 1,65% Japão 2012 243,1% 0,70% Inglaterra 2013 90,1% 1,30% Ano Div Bruta Juros nominais Brasil 2013 66,30% 5,10% Espanha 2013 93,90% 2,90% Grécia 2013 173,80% 4,00% Irlanda 2013 112,80% 4,00% Itália 2013 132,50% 5,00% Fonte: FMI, 2014 Como conciliar a demanda por maiores gastos com educação, saúde e mobilidade urbana sem aumentar carga tributária? Não há como ser ativo na área social e nos incentivos setoriais não temos recursos; Pagar menos juros exigirá o aumento do superávit primário e redução dos subsídios. Esforço fiscal maior dado o crescimento menor da economia (crescimento do PIB de 2% ao ano primário de no mínimo 2,5% do PIB para estabilizar divida). Não há espaço para redução de carga tributária nos próximos anos. Taxa de Investimento no Brasil -% do PIB Brasil importa pouco: importação de bens e serviços -% do PIB -2011 21,00 20,00 2008 T3; 20,62 2010 T3; 20,47 35,00 19,00 18,45 30,00 27,30 18,00 25,00 17,00 2009 T1; 17,02 16,00 20,00 15,00 15,00 12,62 14,00 10,00 Fonte: IBGE Média Am. Latina= 24% do PIB 5