FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE DE MACAU DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO II PLANO DO CURSO SEMESTRAL A MINISTRAR AOS ALUNOS DO 5º ANO JURÍDICO DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE MACAU, NO ANO LECTIVO DE 2014 2015 Regente: José Manuel Costa 1
Direito Internacional Privado II Parte I: Continuação da parte geral 1. Direitos adquiridos (matéria do 1º ano não dada). 2. Princípio da maior proximidade. 3. Ordem Pública (matéria do 1º ano não dada). 4. Fraude à Lei em DIP (matéria do 1º ano não dada). 5. Aplicação e interpretação do direito material estrangeiro. 6. Sucessão no tempo das regras de conflitos: O DIP transitório. 6.1. Actualidade do problema no ordenamento jurídico de Macau. 6.2 Introdução e estado do problema; 6.3 Principais posições adoptadas acerca do problema; 6.4 Posição adoptada: 6.4.1 Regra de conflitos e Direito de conflitos 6.4.2 O problema do DIP transitório e a teleologia essencial do Direito de conflitos: O direito de conflitos como direito de reconhecimento. 6.4.3 Coordenada espaço-temporal da Regra de conflitos Bibliografia obrigatória: João Baptista Machado, Lições de Direito internacional privado, pág. 222 a 236 Bibliografia Recomendada: João Baptista Machado, âmbito de eficácia e âmbito de competência das leis, págs 93 a 118º 7 A Questão prévia em DIP Introdução 7.1. Tipos de Remissão: 7.1.1. Remissão conflitual (revisão); 7.1.2. Remissão material: 7.1.2.1. Remissão intra-sistemático: 7.1.2.2. Remissão extra-sistemático ou ad aliud ius recurso a um ordenamento jurídico estranho para resolver um problema de direito material (procede-se a uma recepção). 7.1.3. Remissão ou referência condicionante. 7.1.4. Reenvio pressuponente. 7.2. Questão prévia em DIP 7.2.1. O problema no Direito internacional Privado; 7.2.2. Introdução geral: configuração do problema e as suas implicações; autonomização do problema por Wengler; 2
7.2.3. Determinação do conteúdo do conceito prejudicial. Substituição; 7.2.4. O problema da questão prévia como problema da determinação de um facto pressuposto; 7.2.5. Doutrina tradicional e a distinção entre o problema da questão prévia e a questão da substituição; 7.2.6. Razões para a rejeição da doutrina tradicional na perspectiva do Professor Baptista Machado; 7.2.7. Delimitação do âmbito da questão prévia; 7.2.8. Entendimento do Professor Baptista Machado das genuínas situações de questão prévia. Bibliografia obrigatória: - Apontamentos das aulas do Dr Riquito: questão prévia - João Baptista Machado, Obra dispersa Vol. I, Da Referência pressuponente ou Questão prévia na aplicação da lei competente, pág. 773 a 828, - João Baptista Machado, Lições de Direito Internacional privado, pags. 287 a 335º - Férrer Correia, Lições de Direito Internacional Privado, Almedina, págs. 320 a 355. 8. Estatuto Pessoal no DIP de Macau 8.1. A problemática do Estatuto Pessoal. 8.2. O carácter nuclear da matéria no âmbito do DIP. 8.3. Os elementos de conexão preponderantes em matéria de estatuto pessoal: residência habitual e nacionalidade. 8.4. O elemento de conexão nacionalidade; 8.5. O elemento de conexão residência habitual; 8.5.1. O problema da definição legislativa do elemento de conexão residência habitual; 8.5.2. O problema dos conflitos na determinação do elemento de conexão residência habitual; 8.6. Interesses presentes na opção a título único ou principal pelo elemento de conexão residência habitual ou nacionalidade; 8.7. O direito comparado e a divisão existente nos diversos Estados quanto à conexão a adoptar. 8.8. A regulamentação da problemática do Estatuto Pessoal no DIP de Macau: 8.8.1. A consagração em Macau, a título principal, do elemento de conexão residência habitual no domínio do estatuto pessoal 3
(justificação A RAEM no contexto de um ordenamento jurídico plurilegislativo e a inexistência no âmbito do ordenamento jurídico da RPC de vínculos de sub-nacionalidade); 8.8.2. Breve referência à evolução recente do direito de Macau na matéria: O Código Civil português de 1966, o DL 32/91/M e o Código Civil de Macau; 8.8.3. A relativa importância atribuída ao elemento de conexão nacionalidade; artigo 30º, nº 6; 8.8.4. A residência habitual no Código Civil de Macau (Os nºs 2,3,4º do artigo 30º do CC de Macau); 8.8.5. As funções atribuídas ao artigo 24º do CCM: 8.8.5.1. O artigo 24º como definidor do sistema (unidade problemática do estatuto pessoal); 8.8.5.2. O artigo 24º como auxiliar da qualificação. Bibliografia: Apontamentos das aulas do Dr. Riquito, Férrer Correia, Lições de Direito Internacional privado, aditamentos II, Lei reguladora do Estatuto Pessoal, pág. 119 a 169º, Férrer Correia, Direito Internacional privado, Alguns Problemas, Coimbra 1991, págs. 109 a 128 Outras: Luís de Lima Pinheiro, Direito Internacional Privado, Parte Especial. Parte II Parte Especial do DIP 1. Personalidade ou capacidade jurídica: pessoas singulares a. Capacidade de exercício; b. Direitos de personalidade. 2. Pessoas colectivas a. Conexão decisiva; b. Domínio das matérias a regular pelo estatuto pessoal; c. Organização de pessoas ou de bens sem personalidade jurídica; d. Pessoas colectivas internacionais; e. Excepção de interesse nacional. 3. Direito das obrigações a. Obrigações provenientes de negócios jurídicos; b. Breve Referência à Convenção de Roma sobre à Lei aplicável às obrigações contratuais (não aplicável em Macau); c. O princípio da autonomia: razão de ser e significado; d. Restrições à liberdade de escolha da lei aplicável; e. Vontade tácita e vontade hipotética na escolha da lei aplicável; f. Domínio da lei da autonomia. 4
g. Gestão de negócios e enriquecimento sem causa; h. Responsabilidade extra-contratual; i. Conexão fundamentalmente relevante; j. Determinação do lugar do facto; k. O lugar da lesão e do dano; l. Aplicação da lei pessoal comum; m. Âmbito da lei designada pelo artigo 44º. 4. Direito de Família a. Constituição do estado de casado: i. Condições de validade intrínseca do casamento; ii. iii. Condições de validade formal ou extrínseca; Consequências da violação das disposições relativas à constituição da relação matrimonial. b. Relações entre os cônjuges: i. Efeitos pessoais do casamento; ii. Relações patrimoniais e convenções nupciais. c. Divórcio. i. Determinação da lei aplicável sucessão de estatutos; ii. O artigo 53º do Código Civil de Macau de Macau: Críticas; iii. Efeitos do divórcio. d. Filiação i. Constituição da filiação a simplificação efectuada pelo Código Civil de Macau; ii. Relações entre pais e filhos e. Adopção i. Constituição. ii. Efeitos. f. União de facto: Lei competente para reger pressupostos e efeitos. 5. Direito das sucessões a. Estatuto sucessório e sucessão legal: i. Determinação da lei aplicável às sucessões por morte; ii. Domínio de aplicação do estatuto sucessório: sucessão legal. b. Sucessão Voluntária e actos inter vivos com repercussões sobre a sucessão: i. Testamentos; ii. Pactos sucessórios e testamentos de mão comum; iii. Renúncia à herança; iv. Convenção sobre testamento futuro: contract to make a will); v. Doação entre-vivos: Redução por inoficiosidade. c. Forma das disposições por morte 5
Bibiliografia: João Baptista Machado, Lições de Direito Internacional Privado, págs. 339 a 351, 393 a 451º. Apontamentos das aulas do Dr. Riquito. Férrer Correia, Direito internacional privado matrimonial, Temas de direito comercial e direito internacional Direito internacional Privado, págs. 331 a 363, Lições, pags. 71 a 99. Outras: Luís de Lima Pinheiro, Direito Internacional Privado, Parte Especial Parte III Direito Processual Civil Internacional 1. Competência Internacional Directa. 2. Reconhecimento de sentença estrangeira. Bibliografia: Ferrer Correia, Reconhecimento de Sentenças Estrangeiras no Direito Brasileiro e no português, Temas de Direito Comercial e Direito Internacional Privado, págs. 253 a 298; José João Gonçalves de Proença, Direito Internacional Privado, Conflitos de Jurisdições e Reconhecimento e Execução de Sentenças Estrangeiras. Bibliografia a. Obrigatória: i. A. Ferrer Correia, Lições de Direito Internacional Privado I, 4ª Edição, Almedina Coimbra 2000; ii. João Baptista Machado, Lições de Direito Internacional Privado, 4ª Edição, Almedina Coimbra 1990; iii. João Baptista Machado, Âmbito de Eficácia e Âmbito de Competência das Leis, Coimbra, 1970; iv. João Batista Machado, Obra Dispersa Vol. I, Da Referência Pressuponente ou Questão Prévia na Aplicação da Lei competente, pág. 773 a 828, v. José Costa, Sumários Desenvolvidos das Aulas de Direito Internacional Privado II, Macau, 2006. 6
b. Complementar i. Luís de Lima Pinheiro, Direito Internacional privado, Parte Especial, Almedina, Coimbra 1999. ii. José João Gonçalves de Proença, Direito Internacional Privado, Conflitos de Jurisdições e Reconhecimento e Execução de Sentenças Estrangeiras iii. Rui Manuel Gens de Mora Ramos, Das Relações Privadas Internacionais Coimbra Editora, 1995 iv. Ferrer Correia, Temas de Direito Comercial e de Direito Internacional Privado, Livraria Almedina Coimbra 1989. c. Outras i. António Marques dos Santos, Colectânea de Textos Legislativos de Fonte Interna e Internacional, 2ª Edição Revista e Actualizada, Almedina, 2002 ii. José Carlos Fernandes Rosa y Sixto Sánchez Lorenzo, Curso de Derecho Internacional Privado. iii. Martin Wolf, Derecho Internacional Privado. José Costa 7