Sensoriamento Remoto



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Transcrição:

Sensoriamento Remoto É a utilização conjunta de modernos sensores, equipamentos para processamento de dados, equipamentos de transmissão de dados, aeronaves, espaçonaves etc, com o objetivo de estudar o ambiente terrestre através do registro e da análise das interações entre a radiação eletromagnética e as substâncias componentes do planeta Terra em suas mais diversas manifestações (Novo, 1989)

Sensores aéreos: 1 as fotos Felix Nadar (1820-1910) http://www.wsdot.wa.gov/mapsdata/photogrammetry/links.htm http://www.geog.ucsb.edu/~jeff/115a/history/firstairphoto_boston.jpg

Sensores aéreos: 1 as fotos http://www.wsdot.wa.gov/mapsdata/photogrammetry/links.htm http://www.geog.ucsb.edu/~jeff/115a/history/firstairphoto_boston.jpg 1903

Sensores: nível de aquisição de dados Orbital Aéreo Campo/Laboratório

Sistemas Sensores Alguns exemplos de satélites de sensoriamento remotos http://www.crisp.nus.edu.sg/~research/tutorial/spacebrn.htm

Radiação solar Parte dessa radiação é refletida pela superfície e é captada por um sensor remoto.

Etapas do Sensoriamento Remoto http://www.ccrs.nrcan.gc.ca/resource/tutor/fundam/chapter1/01_e.php

Resolução Espacial Capacidade do sensor de enxergar objetos na superfície da Terra. Quanto menor o objeto possível de ser visto, maior a resolução espacial. Determinada pelo IFOV (Campo Instantâneo de Visada) d d = resolução espacial

Resolução Espacial A resolução espacial diz respeito à capacidade do sensor em dividir ou resolver os elementos na superfície terrestre. Quanto melhor a resolução espacial, maior o nível de detalhe observado. Não deve ser confundida com tamanho de píxel.

Resolução Temporal A resolução temporal é definida em função do tempo de revisita do sensor para um mesmo ponto da superfície terrestre.

Resolução Espectral Definida pelo número de bandas espectrais de um sensor e pela largura do intervalo de comprimento de onda coberto por cada banda Quanto maior o número de bandas e menor a largura do intervalo, maior é a resolução espectral de um sensor. Bandas/Sensores TM ETM+ IKONOS 1 0,45-0,52µm 0,45-0,52µm 0,45-0,52µm 2 0,52-0,60µm 0,53-0,61µm 0,52-0,60µm 3 0,63-0,69µm 0,63-0,69µm 0,63-0,69µm 4 0,76-0,90µm 0,78-0,90µm 5 1,55-1,75µm 1,55-1,75µm 6 10,4-12,5µm 10,4-12,5µm 7 2,08-2,35µm 2,09-2,35µm Pan 0,52-0,90µm 0,45-0,90µm

Resolução Espectral A resolução espectral caracteriza a capacidade do sensor em operar em várias e estreitas bandas espectrais. Os sensores que operam em centenas de bandas são conhecidos como hiperespectrais.

Resolução Espectral TM/5Landsat Banda 3 Banda 4 Diferentes bandas refletem a superfície de maneira diferente. Por exemplo, a água na banda 3 reflete e na banda 5 não reflete. Banda 5

Resolução Espectral Exemplo de gráficos de reflectância para diferentes materiais.

Resolução Radiométrica A resolução radiométrica está relacionada ao nível de quantização ou sensibilidade do sensor em detectar pequenas variações radiométricas, ou seja, relaciona-se à capacidade do sensor em perceber diferenças nos valores da radiância. É dada pelo número de níveis digitais. 1 bit = 2 1 = 2 níveis de cinza 2 bits = 2 2 = 4 níveis de cinza 3 bits = 2 3 = 8 níveis de cinza... 8 bits = 2 8 = 256 níveis de cinza

Resolução Radiométrica 1 bit 2 níveis 2 bits 4 níveis 3 bits 8 níveis 4 bits 16 níveis 6 bits 64 níveis 8 bits 256 níveis http://www.crisp.nus.edu.sg/~research/tutorial/image.htm

Pré processamento Correção Geométrica Realce Eliminação de Ruídos etc. Processamento Classificação Processamento de Imagens

Classificação da Imagem Objetivo Definir classes de objetos semelhantes, segundo algum critério de semelhança ou homogeneidade No caso específico de geoprocessamento: Agrupar e atribuir pixels em classes ou categorias Gerar mapas / imagens temáticas Servir como fonte de dados para SIG

Classificação da Imagem Tipos Manual Interpretação Visual Automatizada Pixel a pixel Supervisionada Não supervisionada Baseada em objetos

Classificação da Imagem Manual Interpretação Visual Landsat Banda 3 verde Banda 4 vermelho Banda 5 azul Composição colorida

Landsat TM Composição colorida 3R, 4G, 5B 23/10/96 Classificação da Imagem

Classificação da Imagem Classificação Visual de uso do solo sobre fotografia aérea

Classificação da Imagem Automatizada Classificação supervisionada: esta técnica consiste basicamente na criação de assinaturas multiespectrais, as quais constituem critérios para a classificação do uso do solo de acordo com modelos de distribuição estatística multivariada. Etapas Definição das classes Treinamento ou supervisão Escolha do algoritmo de classificação Alocação de novos pixels/indivíduos Avaliação da classificação

Classificação da Imagem Exemplo classificação supervisionada - Maxver Amostra Fonte : http://cartageografica.blogspot.com.br/2012/06/slgeotbfaz-classificacao-supervisionada.html

Classificação da Imagem Exemplo classificação supervisionada Segmentação + Battacharya Bandas 3, 4 e 5; Battacharya 99,9% Bandas 3, 4 e 5; Maxver 100%

Classificação da Imagem Não supervisionada é uma técnica de classificação que consiste na extração de informações em imagens para reconhecer padrões e objetos homogêneos. Os Classificadores "pixel a pixel" utilizam apenas a informação espectral isoladamente de cada pixel para achar regiões homogêneas. O resultado final de um processo de classificação é uma imagem digital que constitue um mapa de pixels classificados. Exemplo: Classificador Isodata

Classificação da Imagem Classificação não supervisionada Exemplo Segmentação + Isoseg Imagem Segmentada Composição colorida Imagem Landsat RGB 543 Imagem Classificada

Classificação de Imagens Classificação Baseada em Objetos Os grupos de pixels são denominados objetos. Esses objetos são analisados durante o processo de classificação não apenas em relação ao seus valores espectrais mas também em relação ao tamanho, a textura e a fronteira com outros objetos vizinhos.

Bibliografia FRANÇA, H. (2006) - Curso de Sensoriamento Remoto, SENAC. CRÓSTA, A.P. (1992) - Processamento digital de imagens de sensoriamento remoto. Campinas, UNICAMP.170 p JENSEN, J.R. (1996) - Introductory digital image processing. London, Prentice Hall, 316 p. JENSEN, J.R (2000) - Remote sensing of the environment.london, Prentice Hall, 544 p.