TERMO DE CONCLUSÃO DECISÃO-MANDADO



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Faz os seguintes questionamentos:

Transcrição:

fls. 255 TERMO DE CONCLUSÃO Aos 11 de maio de 2016, eu, ao MM. Juiz de Direito Dr. Kenichi Koyama., escrevente técnico, faço estes autos conclusos DECISÃO-MANDADO Processo nº: Impetrante: Impetrado: Juiz(a) de Direito: Dr(a). Kenichi Koyama VISTOS. 1005761-74.2016.8.26.0053 - Mandado de Segurança Coletivo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo - Sindsaúde Diretor Técnico da Unidade Central de Recursos Humanos - UCRG da Sec. Estadual de Planejamento e Gestão e outros Endereço: Alves Guimaraes, 429, 3º andar, Pinheiros - CEP 05410-000, São Paulo- SP Justiça Gratuita Cuida-se de Mandado de Segurança Coletivo movida por Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo - Sindsaúde em face de Diretor Técnico da Unidade Central de Recursos Humanos - UCRG da Sec. Estadual de Planejamento e Gestão e outros, na qual se pretende a declaração de nulidade de ato administrativo consistente na determinação de novos procedimentos a serem adotados quanto à concessão de licença para tratamento de saúde dos servidores públicos do Estado de São Paulo, assim como para impor aos impetrados que garantam a todos os servidores públicos estaduais da saúde o direito ao indispensável processo administrativo antes de se considerar falta injustificada o que pende de avaliação pelo órgão oficial do Estado. Aduz que às vésperas do feriado de Carnaval circulou correio eletrônico da lavra da Unidade Central de Recursos Humanos do Estado de São Paulo - UCRH, determinando novos procedimentos a serem adotados para a concessão de licença para tratamento de saúde dos servidores públicos estaduais. Afirma que, de acordo com esta nova orientação, devem ser consideradas faltas injustificadas e efetuados descontos nos vencimentos dos servidores os dias correspondentes ao período de licença até que o Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo - DPME - dê parecer final, sendo publicada a decisão no Diário Oficial. Alega que este ato administrativo é flagrantemente inconstitucional e ilegal, pois não garante aos servidores o direito à saúde, ao contraditório e à ampla defesa, além de negar ao servidor o direito ao indispensável processo administrativo para concessão de licença, com remuneração, conforme determinado pelo Estatuto dos Servidores Públicos do

fls. 256 Estado de São Paulo em seu art. 191. Ademais, apontou a demora para a tomada de decisões pela Administração Pública em relação aos pedidos de reconsideração e recursos administrativos, o que acabaria por prejudicar ainda mais os servidores públicos e ainda incorre em prejuízo ao erário, gerando insegurança jurídica no funcionalismo público estadual. artigo 22, 2º da Lei 12.016/09. O juízo determinou a oitiva das impetradas no prazo de 72 horas, nos termos do FESP se manifestou às fls. 136/141; Coordenador da Unidade Central de Recursos Humanos da Secretaria de Planejamento e Gestão UCRH e Diretor Técnico da Coordenadoria de Recursos Humanos da Secretaria Estadual da Saúde às fls. 147/222 e pelo Coordenador de Saúde às fls. 229/254. Decido. Do que narra os autos, ainda que em cognição proemial, possível aferir razão ao pleito da impetrante. Sabe-se que quando o médico pede o afastamento do servidor, este é imediato. A inspeção pela junta médica que defere o pedido, por sua vez, pode demorar muito a ser realizada - vez por culpa do periciando, vez outras por culpa própria da Administração - que não consegue dar vasão à grande quantidade de pedidos de licença para tratamento de saúde. Assim não é crível que até resultado final da perícia médica que deve ser submetido os servidores, tenham eles descontados seus vencimentos. Se assim fosse, não haveria preocupação sequer em responder os pedidos de licença para tratamento de saúde, porque haveria uma presunção de má-fé por parte do servidor em benefício da Administração. Incabível essa inversão de valores. A Administração não pode pautar como "injustificadas" ausências quando ainda não concluído o procedimento administrativo para sua comprovação, sob pena de punir antecipadamente seus servidores à revelia do devido procedimento administrativo e do contraditório e ampla defesa. Demais disso, cabe ainda ressaltar que o artigo 191 do Estatuto dos funcionários públicos civis do Estado de São Paulo 1 prevê que as licenças para tratamento de saúde serão concedidas com vencimentos, de modo que por ora, não vislumbro amparo legislativo para edição do Parecer 95/2015 que transfere ao servidor público o ônus de provar que realmente estava adoecido, exigindo rápido e eficaz funcionamento da máquina administrativa (DPME) para análise das licenças médicas e perícia sob pena de ter descontados seus vencimentos. Tal atitude, frisa-se, onera por demais os servidores na medida em que não terão a vida funcional regularizada, terão descontos de 1 Artigo 191 - Ao funcionário que, por motivo de saúde, estiver impossibilitado para o exercício do cargo, será concedida licença até o máximo de 4 (quatro) anos, com vencimento ou remuneração. (NR)

fls. 257 vencimentos e risco de responder a processo administrativo por abandono do cargo e ainda serem demitidos caso não haja rápida passagem por perícia junto aos órgãos precários e moroso da impetrada, fato de conhecimento público e geral. Diante disso, DEFIRO A LIMINAR para suspender o ato administrativo consistente na orientação firmada no Parecer 95/2015 no qual prevê novo procedimento para concessão de licença saúde para tratamento de saúde. Notifique-se o coator do conteúdo da petição inicial, entregando-lhe a segunda via apresentada pelo requerente com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de dez dias, preste informações (art. 12 da Lei nº 12.016/09). Tratando-se na espécie de processo que tramita pela via digital, se possível, fica desde logo autorizado que as informações da autoridade sejam diretamente encaminhadas para o email da serventia: sp11faz@tj.sp.gov.br. Após, cumpra-se o art. 7º de Lei 12.016/09 (intimação do órgão que exerce a representação judicial da pessoa jurídica interessada). mandado. Findo o prazo, ouça-se o representante do Ministério Público, em dez dias. Após, tornem conclusos para decisão. Cumpra-se, na forma e sob as penas da Lei, servindo esta decisão como Int. São Paulo, 11 de maio de 2016. Kenichi Koyama Juiz(a) de Direito Documento Assinado Digitalmente PARA ACESSO, SENHA SEGUE ANEXA COMO PARTE INTEGRANTE. *Para produzir defesa é imprescindível a presença de advogado legalmente habilitado. As audiências deste Juízo realizamse no Fórum do Viaduto Dona Paulina, nº 80-7º andar - CEP 01501-020. ITENS 4/5 DO CAPÍTULO VI DAS NORMAS DE SERVIÇO DA E.CORREGEDORIA GERAL, TOMO I

fls. 258 Nos termos do Prov. 3/2001 da CGJ, fica constando o seguinte: 4. É vedado ao oficial de justiça o recebimento de qualquer numerário diretamente da parte. 4.1. As despesas em caso de transporte e depósito de bens e outras necessárias ao cumprimento de mandados, ressalvadas aquelas relativas à condução, serão adiantadas pela parte mediante depósito do valor indicado pelo oficial de justiça nos autos, em conta corrente à disposição do juízo. 4.2. Vencido o prazo para cumprimento do mandado sem que efetuado o depósito (4.1.), o oficial de justiça o devolverá, certificando a ocorrência. 4.3. Quando o interessado oferecer meios para o cumprimento do mandado (4.1.), deverá desde logo especificá-los, indicando dia, hora e local em que estarão à disposição, não havendo nesta hipótese depósito para tais diligências. 5. A identificação do oficial de justiça, no desempenho de suas funções, será feita mediante apresentação de carteira funcional, obrigatória em todas as diligências. Texto extraído do Cap. VI, das Normas de Serviço da Corregedoria Geral de Justiça. Advertência: Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxilio: Pena detenção, de 2 (dois) meses a 2 (dois) anos, Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. Texto extraído do Código Penal, artigos 329 caput e 331. DILIGÊNCIA (Órgãos Pagadores):?Fazenda Estadual?Fazenda Municipal OUTRAS DILIGÊNCIAS:? Gratuidade? GRD? do Juízo Oficial: Carga: Data: Baixa:

fls. 259 MANDADO Processo n : 1005761-74.2016.8.26.0053 - PROC Impetrante: Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo - Sindsaúde Impetrado: Diretor Técnico da Unidade Central de Recursos Humanos - UCRG da Sec. Estadual de Planejamento e Gestão e outros (FAVOR MENCIONAR ESTAS REFERÊNCIAS NA RESPOSTA) Justiça Gratuita O(A) MM. Juiz(a) de Direito da 11ª Vara de Fazenda Pública do Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes, Dr(a). Kenichi Koyama, pelo presente, nos termos do Art. 7º, inciso II da Lei nº 12.016/09, cientifica V. Senhoria da interposição de Mandado de Segurança por Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo - Sindsaúde contra ato da autoridade Diretor Técnico da Unidade Central de Recursos Humanos - UCRG da Sec. Estadual de Planejamento e Gestão e outros, que integra, se acha vinculada a ou exerce atribuições da pessoa jurídica por vós legalmente representada, para que, querendo, ingresse no feito. Este expediente é acompanhado de senha para acesso da inicial do writ impetrado. Atenciosamente, São Paulo, 11 de maio de 2016. Kenichi Koyama Juiz(a) de Direito Documento Assinado Digitalmente 2 Ao(À) Ilmo(a). Sr(a).Representante legal da FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO 2 2 O presente é assinado digitalmente pelo MM. Juiz de Direito, Dr. Kenichi Koyama, nos termos do artigo 1º, 2º, inciso III, alínea "a", da Lei Federal nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006.