RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR



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Transcrição:

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA CAMPUS CABEDELO CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR Elidiana da Silva Martins Cabedelo, Abril de 2012

2 FICHA DE IDENTIFICAÇÃO: Estagiário Nome: Elidiana da Silva Martins Matrícula Endereço: R. José Francisco da Silva 493 CEP: 58090212 Cidade: João Pessoa Estado: Paraíba Telefone: (83) 86158252 E-mail: dianaclik@gmail.com Professor Orientador: Kelder Cavalcanti de Vasconcelos Empresa Nome: Indaiá Endereço: Fazenda Caldeirão S/N Zona Rural CEP: 58000000 Cidade: Santa Rita Estado: Paraíba Telefone: E-mail: laboratorioinserir@gmail.com Setor onde foi realizado o Estágio: Laboratório Físico Químico Data de início e término: 10/05/2011 á 10/08/2011 Carga horária: 240 hs Supervisor na Empresa: Jocean AGRADECIMENTOS

3 Agradeço primeiramente à minha família que me deu suporte essencial para minha formação pessoal, e ensinou e encorajou-me a ir à busca dos meus ideais. Posteriormente aos meus amigos de curso, os quais com o período de convivência foram indispensáveis com a sua amizade. Aos mestres, pela paciência que tiveram em passar não apenas o conteúdo proposto, mas sim, seus conhecimentos adquiridos ao longo de suas vidas acadêmicas que servirão como base para a minha. A toda equipe do laboratório que me favoreceu na rotina diária maiores conhecimentos, e descobertas na área, me possibilitando adquirir experiências que levarei por toda vida. Agradeço de forma singela a todos. Agradeço em memória ao meu pai Sr. José Ronaldo Barbosa Martins que me educou dentro de preceitos familiares, me ensinado valores que levarei comigo e que aplicarei dentro do meu âmbito profissional como: honestidade, humildade e respeito a todos.

4 SUMÁRIO 1 - Apresentação da Empresa...V 4 - Caracterização do Empreendimento...VI 5- Águas minerais...vii 6- Atividades Desenvolvidas...VIII 6.1-Shelf Life...IX 6.2-SAC...X 6.3-Análise Físico-Química...XI 7- Listas de algumas vidrarias e equipamentos do laboratório...xi 8- Métodos laboratoriais de análises físico-químicas para água realizadas no laboratório...xi 8.1- Determinação de PH...XIII 8.2- Determinação de Condutividade...XIV 8.3- Determinação de Acidez...XIV 8.4- Alcalinidade...XIV 8.5- Determinação de Dureza Total...XV 8.6- Determinação de Cloretos...XV 8.7- Determinação de Oxigênio Dissolvido...XV 9- Conclusão...XVI 10- Referências...XVII 1. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

5 Apontando a conclusão do curso Técnico em Meio Ambiente, e tendo em vista a necessidade de uma experiência prática, fez-se necessário a realização do presente estágio curricular. O mesmo foi realizado na empresa Indaiá Brasil Águas Minerais Ltda, localizada na Fazenda Caldeirão, Zona Rural de Santa Rita-PB. Esta empresa, pertencente ao Grupo Edson Queiroz, é a maior indústria de águas minerais do país com 21 fontes em 15 estados brasileiros desde 1967. Em termos históricos, um importante fato ocorrido na Indaiá Brasil ocorreu em 1997, quando sua potencialidade industrial permitiu o lançamento da linha de refrigerantes Indaiá, produzidos com a água mineral homônima alavancando ainda mais sua imagem de indústria renomada. No ano de 2002 mais um lançamento ocorreu: o da linha Citrus, uma bebida fabricada com sucos e aromas naturais. Devido a produção de água mineral e refrigerante dentro dos requisitos de alto padrão de qualidade, conciliando a melhoria contínua dos negócios com a preservação ambiental e responsabilidade social, a Indaiá Brasil Água Minerais Ltda recebeu a certificação ISSO 9001 em outubro do mesmo ano. Hoje, na filial Santa Rita-PB, onde este estágio foi realizado é produzida apenas água mineral e refrigerante. Já em outras filiais localizadas no sudeste do país, sucos e energéticos também são produzidos. Para a cidade de Santa Rita-PB e demais localidades da região, a importância desta empresa se dá, entre outros fatores, através da sua atuação voltada a preservação ambiental e ao fornecimento de um produto de qualidade certificada como citado anteriormente. Além disto, através da empregabilidade gerada e da disponibilidade que a empresa oferece para a realização de estágios por estudantes, o que é algo a ser considerado haja vista que estas atitudes ainda não são tão comuns no mercado de trabalho brasileiro. Em vista dos objetivos a que a empresa se destina, esta almeja futuramente a liderança no mercado de águas minerais, promovendo o crescimento nos segmentos de refrigerantes, energéticos e bebidas prontas, sempre assegurando a qualidade e satisfação dos clientes.

2. INTRODUÇÃO 6

7 O presente estágio curricular necessário se deu na empresa Indaiá Brasil Águas Minerais Ltda, especificamente na filial localizada na cidade de Santa Rita, na região do litoral paraibano. Como toda empresa, esta é dividida em setores, sendo que as atividades realizadas se deram na parte laboratorial com a supervisão de Carla_Brito e com a orientação do professor Kelder Cavalcanti de Vasconcelos. Por ser uma empresa voltada para a produção de refrigerantes e águas minerais gaseificadas e comuns, o laboratório destina-se a produção e análise de amostras destes produtos, onde estas amostras também podem ser coletadas de produtos já estocados para venda ou até mesmo já comprados por consumidores que estejam em dúvida quanto a qualidade do produto e procuraram o seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). De uma forma geral, vemos que a principal atividade realizada no laboratório é analisar amostras e, portanto, o estágio aqui relatado está baseado nesta prática. Nosso objetivo é investigar nas amostras criadas ou colhidas, fatores como o índice de brix, o fator ph, a acidez, cor, entre outros. O índice de brix corresponde a taxa de solutos em uma solução, já o fator ph mede a acidez, neutralidade ou basicidade da solução e por sua vez está intimamente ligado a quantidade de dióxido de carbono presente na amostra (denominada de acidez). Medir tais fatores ao longo do tempo é importante para a empresa, pois ao reproduzirmos em laboratório as condições ambientais as quais os produtos são submetidos durante o processo de venda e consumo, podemos saber como estes fatores físico-químicos e sensoriais variam com o tempo e condições ambientais. Este conhecimento por sua vez, nos permite saber por quanto tempo o produto ainda será consumível, esteja ele fechado ou aberto. A esse período de validade do produto denominamos Shelf Life. Assim, este relatório detalha as principais investigações laboratoriais ocorridas durante o Shelf Life de refrigerantes e águas minerais produzidas na empresa citada, buscando de forma clara elucidar o cuidado e o tratamento científico dado aos produtos.

8 3. DESENVOLVIMENTO O laboratório da empresa Indaiá Brasil Águas Minerais Ltda, está localizado no setor de controle de qualidade da empresa que por sua vez, é responsável pelo planejamento e

9 desenvolvimento de procedimentos e indicadores necessários para melhoria e controle de qualquer atividade desenvolvida pela organização. Um dos objetivos do Laboratório é a realização de uma análise do produto desde o processo de sua formulação e produção até a saída para o mercado, e também o monitoramento das substâncias presentes no produto dentro do prazo de validade a que estão submetidos. A este prazo de validade, que corresponde ao tempo em que o produto pode ser consumido damos o nome de Shelf Life. É importante lembrar que a primeira forma de se estudar em uma rotina Shelf Life é criando amostras químicas, que corresponderão ao produto a ser vendido, e observar as características físico-químicas, sensoriais e outras, que o produto apresenta. Após isso monitorar as variações destas características até o ponto que o produto inicial não possa mais ser vendido, exposto em mercado e finalmente, não possa ser consumido. Após vários estudos, as empresas do ramo chegam a um padrão singular, como veremos adiante, para cada uma delas e cujas diferenças são sentidas pelos consumidores. A partir daí, uma das atividades laboratoriais de interesse da empresa é o estudo do Shelf Life através do monitoramento dos aspectos físico-químicos e sensoriais de amostras de produtos que já se encontram prontos para entrarem no mercado ou de amostras enviadas pelos consumidores através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Devido a sua grande importância, esta foi a principal atividade desenvolvida no presente estágio. Assim, faremos uma breve explanação a respeito deste monitoramento. Obviamente o primeiro passo correspondeu a realização da coleta de amostras de cada um dos produtos que se deseja acompanhar. A este conjunto de amostras denominamos Estoque Shelf Life que é então, acondicionado em condições semelhantes as do mercado, ou seja, expostos em prateleiras em temperatura ambiente, de forma que o objetivo de monitoramento do produto quando o mesmo já se encontra a venda possa ser alcançado. Isto é importante para empresa, entre outras coisas porque as amostras coletadas pelo laboratório podem servir de contra prova para uma possível reclamação de um cliente sobre determinado produto. Neste caso é feito uma análise comparativa entre a amostra do cliente e outra semelhante do estoque Shelf Life.

10 Ao longo deste trabalho, as principais análises realizadas com o uso das amostras foram: ph, condutividade, determinação do índice de Brix, degustativo e temperatura, entre outros. Lembrando que algumas análises são realizadas apenas para determinado tipo de produto. A seguir, vemos as análises realizadas de acordo com o produto: Tabela 3.1. Práticas Laboratoriais. Indaiá Brasil Águas Minerais, Ltda. 2011. Produto/Análise Índice CO 2 ph Perda Degus- Tempe- Condu- de brix de CO 2 tativo ratura tividade Refrigerante X X X X X Água com gás X X X X X X Água sem gás X X X X Assim, para cada amostra de produto, realizamos no mínimo três análises do tipo físico-química e sensorial. Uma no início, e as demais na metade e no fim do período de validade, que por sua vez depende do tipo de produto, haja vista que águas minerais e refrigerantes possuem prazos de validade distintos. Nosso objetivo foi observar se há algum tipo de variação no produto com relação a resultados de análises feitas no dia de sua fabricação e se todas correspondem aos padrões estabelecidos pela empresa. Vejamos com mais detalhes algumas das análises desenvolvidas: 3.1. Determinação do índice Brix Uma das principais características das soluções é que as mesmas podem ser homogêneas ou heterogêneas. No caso particular das homogêneas, é difícil perceber se no meio aquoso há a presença de outras substâncias e antigamente empregavam-se técnicas puramente sensoriais para

11 observar se havia naquele meio alguma mistura. Porém, sabemos que estas técnicas, como a degustação, nem sempre são seguras e efetivas, fazendo-se necessárias análises laboratoriais que são possíveis nos dias de hoje. No laboratório da empresa em questão, um dos testes empregados para observar a mistura realizada nos produtos e se a mesma é consumível é a determinação do índice Brix. Esta medida foi realizada pela primeira vez por Adolf F. Brix no século XIX e de acordo com R. Harrill (1998) corresponde à medida do percentual de sólidos em uma determinada massa de solução. Por exemplo, um índice brix igual a 12 indica que há 12 gramas de soluto para 100 gramas de uma solução. Em vista dos refrigerantes apresentarem sacarose, a determinação do índice brix foi realizada apenas neste tipo de produto, e como já citado, as empresas que fabricam produtos como refrigerantes e águas minerais possuem um padrão próprio de índices para os seus produtos. No caso da Indaiá Brasil, o índice Brix e quantidade de gás carbônico são dados a seguir: Tabela 3.2. Padrão Indaiá para refrigerantes. Indaiá Brasil Águas Minerais, Ltda. 2011. Sabores Índice de Brix CO 2 Guaraná e Limão 10.1 a 10.5 3.3 a 3.7 Laranja e Uva 11.1 a 11.5 3.3 a 3.7 Cola 10.2 a 10.6 3.9 a 4.1 Para determinarmos o índice brix utilizamos ao longo deste trabalho, um equipamento eletrônico chamado refratômetro que pode ser visto na primeira figura do Anexo 1. Já na segunda figura podemos visualizar o trabalho de medida do índice brix do refrigerante tipo cola. A medida do brix consiste na refração da luz medida pelo refratômetro. Sabemos que uma das propriedades da luz é refratar-se ao passar de um meio material para outro, quando estes apresentam diferença de densidade. Quanto mais denso for o meio material mais este tende a refratar a luz, assim, o refratômetro relaciona a refração da luz que atravessa uma solução com a quantidade de solutos aí presentes.

12 3.2. Determinação do ph No caso específico da água, um monitoramento importante a que ela foi submetida está na determinação de seu ph. O conceito ph foi proposto pelo dinamarquês Sörensen em 1909, e o significado é potência de hidrogênio. Através deste índice podemos observar se há alguma predominância ou não de acidez ou basicidade no meio aquoso. A escala de ph vai de 0 a 14, e para uma temperatura de 25º C, um meio é considerado ácido se o ph é menor que 7, básico se é maior que 7 e neutro se for 7. No presente estágio utilizamos um medidor de ph ou phmêtro para determiná-lo e foi observado que ambas as águas apresentam ph abaixo de 7, sendo que o maior ph corresponde a água mineral gaseificada. Já no caso da água sem gás, o ph fica ligeiramente abaixo de 6, isso acontece devido a retirada do CO2. Um fato importante que influencia no ph da água estudada é a sua acidez, que por sua vez depende da quantidade de dióxido de carbono nela presente. 3.3. Determinação da acidez via quantidade de dióxido de carbono. A acidez total indica o teor de dióxido de carbono livre, o que é comum em águas naturais e indica também o teor de ácidos minerais, de ácidos orgânicos e sais de ácidos fortes, o que ocorre em águas gaseificadas, nos quais na hidrólise produzem íons de hidrogênio para a solução. As águas naturais, em geral, possuem alcalinidade, ou seja, capacidade de neutralizar a acidez, porém, nem sempre a acidez é necessariamente indesejável, já que é fundamental para águas com gás por exemplo.

13 Mas, a importância da determinação da acidez se prende ao fato de que sua variação brusca pode caracterizar o lançamento de algum resíduo industrial (ANDRADE e MACÊDO, 1996). Nas atividades realizadas foi possível observar que as águas minerais, principalmente as gaseificadas apresentaram acidez mineral proposital. 4. CONCLUSÃO Realizadas as atividades necessárias para que os produtos em análise estivessem passiveis de classificação de acordo com os padrões da empresa, o presente estágio concluiuse: Entre os resultados alcançados podemos citar novamente o fato de que as águas apresentam uma acidez proposital, o que ocorre de forma acentuada na água gaseificada e nos refrigerantes. Ambas apresentam ainda alcalinidade, em especial a água não gaseificada, para

14 que a mesma possa apresentar um ph próximo de 6. E por fim, que os refrigerantes apresentam um baixo valor de índice de brix. Estes resultados aliados a diversas outras análises feitas no laboratório de forma constante são fundamentais para garantir ao consumidor uma segurança, já que estas investigações indicam um controle de qualidade, hoje em dia tão exigido pelo mercado consumidor. Devido o avanço das pesquisas cientificas nas áreas da nutrição e medicina, o padrão de qualidade fundamental nos produtos para uma boa saúde do consumidor está em permanente mudança, fazendo com que as empresas alterem constantemente às especificações de seus produtos em quesitos físico-químicos e sensoriais. Mesmo assim, dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde, cada empresa estabelece padrões próprios, através de inúmeros testes e análises rotineiras. Na Indaiá Brasil Água Minerais Ltda não é diferente. Padrões são pré-estabelecidos para fatores como o índice de brix, cor, acidez entre outros, e através deste estágio foi possível observar se as amostras estavam de acordo com estes padrões, e como elas variavam à medida que o produto era exposto a venda ou consumido. Um fator importante a ser considerado neste estágio foi a oportunidade de aplicação de conhecimentos previamente teóricos e utilização de instrumentos de medida que em geral não são acessíveis a todos os estudantes. No Anexo 2 estão listadas algumas ferramentas laboratoriais. Além disto, a observação dos produtos em Shelf Life aproxima o estudante da empresa e consequentemente, do consumidor, representante da sociedade. Isto acontece a medida que surge uma constante preocupação com a qualidade do produto que por sua vez depende não apenas de aspectos laboratoriais mas também da opinião dos consumidores, de forma que na produção de futuras amostras ocorra melhorias nos produtos e no seu acompanhamento em laboratório.

15 5. REFERÊNCIAS 1. Águas Minerais. Disponível em: http://www.abnam.com.br/lermais_materias.php? cd_materias=18 2. Águas Minerais. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2000/54_00rdc.htm

16 3. Águas Minerais. Disponível em: http://www.abinam.com.br/lermais_materias.php? cd_materias=71 4. Harrill, Rex. USING A REFRACTOMETER TO TEST THE QUALITY OF FRUITS & VEGETABLES. PINEKNOLL PUBLISHING, 1998. 5. Andrade e Macedo, 1996. ANEXO 1 LISTA DE FIGURAS

17 Figura 01 - Refratômetro Figura 02: Medida do índice de brix

Figura 03: Análise do PH da água das fontes e dos tanques de armazenamento. 18

19 ANEXO 2: LISTA DE VIDRARIAS E EQUIPAMENTOS LABORATORIAIS. 1. Maçarico: É um combustor a gás, utilizado para obtenção de temperaturas, médias e altas, que variam de 300 C a 1540 C. É utilizado durante a inoculação das amostras nas análises bacteriológicas e microbiológicas. 2. Placa de Petri: Placa de vidro ou polipropileno utilizada principalmente para cultura de microrganismos. A mesma suporta aquecimento. 3. Mufla: é um tipo de estufa para altas temperaturas usada em laboratórios, principalmente de química. Consiste basicamente de uma câmara metálica com revestimento interno feito de material refratário e equipada com resistências capazes de elevar a temperatura interior a valores acima de 1000 C. As muflas mais comuns possuem faixas de trabalho que variam de 200 C a 1400 C. 4. Garra Metálica: Empregada para pegar tubos, cápsulas ou outros utensílios quentes. São geralmente de ferro ou níquel. 5. Proveta: É utilizada para medir volumes de líquidos sem grande precisão. 6. Pipetas: Aparelho que pode ser volumétrica ou graduada, utilizada para fazer medições de líquidos. A volumétrica é usada na medição precisa de volumes líquidos, possui na parte superior uma marca (menisco) que indica até onde deve-se enchê-la, para obtenção do volume exato. 7. Pipetador: Utensílio que acoplado a uma pipeta ajuda a "puxar" e "expelir" o líquido. 8. Buretas: Utilizada em titulações para medir o volume de líquido escoado. Tem uma forma de cilindro uniforme, graduado, possuindo na parte inferior uma torneira. 9. Balão volumétrico: É um balão de fundo chato com gargalho comprido, calibrado para conter determinado volume de líquido. Possui no gargalho uma referencia ou traço que marca o volume exato. 10. Funil: É usado para filtração e para transferência de líquidos. 11. Tubos de Ensaio: Vidraria utilizada para diversas reações químicas.

20 12. Espátula e colher: São utensílios, geralmente utilizados em pesagem, para retirar substâncias sólidas de frascos de reagentes. 13. Vidro Relógio: Utilizado para pesagem direta de reagentes. 14. Balança: Equipamento elétrico utilizado para pesagem de substâncias. Pode ser analítica ou semi-analítica. 15. Frasco de Erlernmeyer: Recipiente de vidro, de tamanhos variados, utilizados para aquecer e cristalizar substâncias, principalmente quando necessitam ser agitadas, pois sua forma com boca estreita permite a agitação, evitando perda de seu conteúdo. É usado também em titulações e para recolher filtrados. 16. Frasco de Becker: Copo de vidro ou de plástico, de tamanhos variados e utilizado para aquecer e cristalizar substâncias, recolher filtrados, fazer decantação, misturar reagentes, preparar soluções e para pesar substâncias. Pode ser aquecido em banhomaria ou fogo direto, com a tela de amianto intercalada. 17. Agitador Magnético: Equipamento elétrico utilizado na preparação de soluções. 18. Estufa: É um tipo de forno utilizado para dessecação ou secagem de substâncias sólidas, evaporação lenta de líquidos, desenvolvimento de culturas, esterilização de vidrarias, etc. As estufas em geral, são elétricas, podendo atingir temperaturas de 300 C. Possui sistema termostato para controle de temperatura. 19. phmetro: O phmetro (peagâmetro) é o um aparelho usado em laboratórios para medir o ph de uma solução, informando o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução. 20. Condutivimetro: Aparelho que mede a condutividade elétrica da água. 21. Frasco lavador ou Pisseta: Este dispositivo é utilizado para carrear precipitados de soluções ou impurezas das vidrarias, bem como proceder a sua lavagem. É utilizado, conforme o caso, com água destilada, álcool, etc. 22. Autoclave: Aparelho utilizado para esterilização de vidrarias com meio de cultura e outras soluções.

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