RHEAPOL L 100 COPOLÍMERO DO ÁCIDO METACRÍLICO TIPO A



Documentos relacionados
DRÁGEAS COMPRIMIDOS REVESTIDOS

FICHA DE INFORMAÇÃO E SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS MATERIAL SAFETY DATA SHEET (MSDS) LAT 54

Ficha de informação de segurança de produto químico F.I.S.P.Q.

3M TM Petrifilm TM Placa para Contagem de Leveduras e Bolores. Guia de. Interpretação

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos)

Produtos Devcon. Guia do Usuário. Kit Devcon para reparo de vazamentos em transformadores a óieo

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) PRATICE LIMPEZA PESADA

MANUAL DE INSTRUÇÕES. Modelo TS-242 ESCOVA GIRATÓRIA

FISPQ (FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS.) DETERGENTE EUCALIPTO GEL 1- IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA:

XI- MÉTODOS DE PREPARAÇÃO DAS FORMAS FARMACÊUTICAS DERIVADAS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO - FISPQ SULFATO DE ALUMINIO IS FE LIQ 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA

FISPQ. Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico. ELEVADOR DE ph MALTEX 2. COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES

FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) ECOBRIL LIMPA CARPETES E TAPETES

FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos)

BIORREATORES E PROCESSOS FERMENTATIVOS

Nome do produto: Botatop Imper Flex (B) FISPQ nº: 1207 Data da última revisão: 02/04/2007

Modelo TS-243 ESCOVA GIRATÓRIA ARGAN OIL + ION MANUAL DE INSTRUÇÕES

Compatibilidade SAFE 329 é compatível com quaisquer tipos de anti-congelantes.

O GRUPO MERCADO COMUM RESOLVE:

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

PROKITCHEN DETERGENTE DESINCRUSTANTE ALCALINO - LIMPA COIFA

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico Conforme NBR14725, de julho/2005 e 1907/2006/EC

Octoato de Cobalto 6% Página 1 de 5 Ultima Revisão: 26/08/2008

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS - FISPQ

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico FISPQ: /2016

FISPQ - Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico


Produto para proteger e dar brilho em superfícies de plástico e borrachas

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ Data de emissão: Revisão: 2 Revisado em: 14/05/12 Pagina de 1 a 5

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico FISPQ PRODUTO: FLASH CLEAN POP REVISÃO Nº: /2013

NORMAS INTERNAS DA UTILIZAÇÃO DO HERBÁRIO DO CÂMPUS DE AQUIDAUANA - UFMS/CPAq

Versão 1.1 Numero da FISPQ: Data da revisão: Separol BIO : PROQUÍMICA: SIKA (DDG): : Não conhecido.

AlP + 3H2O Al (OH)3 + PH3 (Fosfeto de Alumínio) + (Água) (Hidróxido de Alumínio) + (Fosfina)

Dióxido Titânio V Rutilo (T-2000)

Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico - FISPQ

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS FISPQ. Produto: POROSO SC - C Data da última revisão: 01/11/2010 Página: 1 de 5 POROSO SC - C

Pesquisa de Fosfatase Alcalina em Leite Fluido por Colorimetria

Pode causar dores abdominais e irritação gástrica. Por não ser um produto totalmente bio-degradável, pode afetar o ecosistema.

1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA 2 COMPOSIÇÃO QUIMICA

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO FISPQ PRODUTO: ÓLEO DE SILICONE ÓLEO DE SILICONE. Química Credie Ltda.

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

FISPQ nº 176 Página 1 / 5 Data da última revisão 02/02/2009. Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ

VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO) PÓ.

Causa irritação a pele. Causa irritação ocular seria. Pode causar reação alérgica na pele.

ELASTEQ 7000 ARGAMASSA POLIMÉRICA

FISPQ. Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico AQUATACK RB-900 AQUATACK RB-900. Não disponível. Basile Química Ind. e Com. Ltda.

epotech aqua Ficha técnica Aplicações recomendadas Materiais Suportes Características

FICHA TÉCNICA DE SEGURANÇA DO PRODUTO QUÍMICO - FISPQ

PERFIL DE JUNÇÃO REHAU VEDAR, UNIR, DESTACAR. Automotiva Indústria

Comércio de Produtos Químicos

PROCEDIMENTOS PARA EXECUÇÃO DE REVESTIMENTO INTERNO COM PROGESSO PROJETÁVEL

Nome do produto: Botafix EPPL (Comp. B) Data da última revisão: 03/10/ Nome da empresa: MC-Bauchemie Brasil Indústria e Comércio Ltda

Versão 1.0 Numero da FISPQ: Data da revisão: Sika Silicone W : PROQUÍMICA: SIKA (DDG):

Química 12º Ano. Unidade 2 Combustíveis, Energia e Ambiente. Actividades de Projecto Laboratorial. Janeiro Jorge R. Frade, Ana Teresa Paiva

HIPEX SECANT Abrilhantador Secante para Louças

Ingredientes que contribuam para o perigo: Nome químico ou genérico n CAS % Classificação e rotulagem

Manual de inserção do acessório de rotação de endoscópio Arthrex Starfish

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

MANUAL TÉCNICO PREALL

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico Conforme NBR14725, de julho/2005 e 1907/2006/EC

1 Alteração das imagens do aparelho Kaue Alteração na capacidade do reservat rio, de 1600ml para 1400ml Kaue

Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos VEDACIL

1 Introdução. 2 Material

FISPQ FICHA DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUIMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO (FISPQ)

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

HIPEX FRIGOLAT 200 Detergente Alcalino Desincrustante


NEENMAX JARDIM CÓDIGO: 559 PAGINA 1/ 6

Ficha de Dados de Segurança. Cloreto de Sódio

PREFEITURA DO RECIFE ME-3

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico Conforme NBR14725, de julho/2001 e 91/155 EC

LIMPEZA E PREPARAÇÃO DE VIDRARIAS PARA ANÁLISE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS

Versão 1.0 Numero da FISPQ: Data da revisão: Sikaflex : Selante/ Adesivo

PRODUTO: SILICATO DE SÓDIO ALCALINO FISPQ - FICHA DE INFOMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS ÍNDICE 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA

50%<c<100% Polímero Epóxi Xi, N R36/38 R43 R51/53 S26 S37/39. 25%<c<50% Álcool Benzílico XN R20/22 S26

HIPEX WASH 300 Detergente Neutro Concentrado para Tecidos

Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ ADESIVO PISOFIX - OBRAFIX

FARMACOPEIA MERCOSUL: MÉTODO GERAL PARA A DETERMINAÇÃO DA FAIXA OU TEMPERATURA DE FUSÃO

1 - IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA

Rebrilhar Poli PU 10

INSTALAÇÃO, LUBRIFICAÇÃO E MANUTENÇÃO DAS CORRENTES TRANSPORTADORAS PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO DA CORRENTE

Determinação de Lipídios em Leite Fluido pelo Método de Gerber

1 Designação comercial da substância e identificação da empresa

Administração segura de medicamentos por via inalatória ( anexo 1) conforme prescrição médica.

ORTOPOLIFOSFATO DE SÓDIO, SOLUÇÃO.

Triancinolona acetonida

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos em acordo com a NBR Mixtinter Laranja HOR 16L Página 1 / 6

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

D99. JohnsonDiversey. Suma D9.9. Detergente em pó desengordurante para limpeza geral.

Componente B Catalisador AL 1006 Componente B ( ) - (1,5L)

Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

Sinavel EMS SIGMA PHARMA LTDA. Comprimido revestido. 100mg

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

Transcrição:

RHEAPOL L 100 COPOLÍMERO DO ÁCIDO METACRÍLICO TIPO A Polímero filmogênico, derivado dos polimetacrilatos, empregado na obtenção de revestimento entérico. DCB: Indicações: Prevenir a degradação de fármacos ácido-sensíveis à faixa de ph encontrada no estômago, normalmente variável entre o ph 1,0 a 3,0 (ex. enzimas digestivas, pantoprazol pó, eritromicina base, etc). Reduzir os efeitos adversos de alguns fármacos, principalmente a irritação da mucosa gástrica e náusea (ex. antiinflamatórios não esteroidais, bisacodil, dietilestilbestrol, etc). Evitar que o fármaco sofra diluições antes de atingir o intestino (ex. mesalazina, sulfassalazina, etc). Para se retardar a liberação do fármaco(ex. quinidina, teofilina, fluoreto de sódio e alcalóides ergot, etc.). Para que o fármaco possa produzir seu efeito máximo no duodeno e jejuno. Para permitir que o fármaco seja liberado em partes distantes do aparelho digestivo tal como no cólon (ex. fermentos lácteos liofilizados, antiinflamatórios intestinais); Para mascarar odores e sabores indesejáveis Para aumentar a estabilidade do medicamento. Mecanismo de repetição de dose em comprimidos com camadas sucessivas de revestimento entérico. Propriedades: As formas farmacêuticas de liberação entérica são formas orais sólidas (ex. grânulos, pellets, cápsulas ou comprimidos) de liberação modificada (liberação retardada) que resistem sem alteração, à ação do suco gástrico e que devem desagregar rapidamente no suco intestinal. São também chamadas formas gastroresistentes ou entéricas. O revestimento entérico das formas farmacêuticas é normalmente realizado com polímeros filmogênicos gastroresistentes, como: polímeros de base celulósica (ex. acetoftalato de celulose), derivados de polivinila, polimetacrilatos e outros copolímeros. A Farmacopéia Americana descreve os polimetacrilatos como copolímeros do ácido metacrílico completamente polimerizados como acrílico ou como éster metacrílico. Os polimetacrilatos são polímeros sintéticos catiônicos e aniônicos de dimetilaminoetilmetacrilatos, ácido metacrílico e ésteres do ácido metacrílico em várias proporções. Diferentes tipos de polimetacrilatos estão disponíveis comercialmente na forma de pós, dispersões aquosas ou como soluções orgânicas para diversas aplicações em formulações farmacêuticas. Os polimetacrilatos são utilizados principalmente em formas sólidas orais como agentes formadores de filme para o recobrimento de comprimidos, cápsulas duras e também na obtenção de granulados. Dependendo do tipo de polímero utilizado, o filme formado apresenta características específicas e diferenciadas solubilidades. Isto permite a obtenção de diferentes perfis de liberação de fármacos, como de liberação entérica ou prolongada. Por exemplo, alguns copolímeros do ácido metacrílico formam filmes solúveis no fluido gástrico, em ph abaixo de 5,0. Em contrapartida, outros copolímeros do

ácido metacrílico são utilizados como agentes de revestimento entérico, pelo fato de serem resistentes e insolúveis na faixa de ph encontrada no fluido gástrico. O Rheapol L 100 é nome comercial do copolímero do ácido metacrílico do tipo A com monografia presente na farmacopéia americana e européia. Trata-se de um copolímero aniônico baseado no ácido metacrílico e metacrilato de metila com a proporção 1:1 de grupos carboxilas livres em relação aos grupos ésteres, com peso molecular aproximado de 135.000 daltons. Fórmula estrutural do copolímero do ácido metacrílico / metacrilato de metila 1:1 (Tipo A). O copolímero do ácido metacrílico/metacrilato de metila (1:1) Rheapol L 100 é insolúvel em ácidos diluídos e no fluido gástrico e solúvel em soluções e fluido digestivo com ph acima de 6,0. É solúvel em álcool isopropílico, acetona, etanol ou misturas contendo até 40% de água. As soluções de revestimento com Rheapol L100 são normalmente compostas por mistura contendo os solventes citados, acrescidos de um agente plastificante. O agente plastificante interage com os polímeros filmógenos, alterando suas propriedades físicas e mecânicas com aumento da mobilidade das cadeias poliméricas. Estas alterações melhoram a formação do filme, facilitando a sua distribuição no substrato e aumentam a flexibilidade com redução da quebra do filme durante o preparo. Os principais agentes plastificantes compatíveis com o copolímero do ácido metacrílico/metacrilato de metila (1:1) são os polietilenoglicóis (ex. PEG 400, PEG 600), triacetina, citrato de trietila e dibutilftalato. Contra-indicações: Dose Usual / Posologia: A partir de 7%. Precauções: Reações Adversas: Interações Medicamentosas: Informações Farmacotécnicas: No contexto da farmácia magistral, o Rheapol L100 pode ser empregado para obtenção de formas entéricas através da obtenção de granulados gastroresistentes ou do revestimento de cápsulas duras por imersão em solução de

revestimento ou pela vaporização desta com auxílio de uma máquina de revestimento. A seguir, relacionamos alguns métodos magistrais de revestimento aplicáveis: I. Procedimento de preparo de granulado gastroresistente com o Rheapol L 100 Solução de revestimento para obtenção de granulado gastrorresistente Rheapol L100*... 20% (p/v) PEG 400**... 5% (p/v) Água destilada... 3% (v/v) Álcool isopropílico qsp... 100mL **Carbowax 400, Macrogol 400 Procedimento de preparo da solução: 1. Dissolver o copolímero do Rheapol L100 em quantidade suficiente de álcool isopropílico. 2. Adicionar os ingredientes restantes e misturar. 3. Ajustar para o volume final com o álcool isopropílico. Esta solução deverá ser preparada próxima à data de utilização e armazenada em frasco âmbar bem vedado até o momento de uso. Condições prévias necessárias 1. Manter a umidade relativa e temperatura adequada: UR: 60%, T= 25± 5º C). Procedimento de preparo do granulado gastrorresistente 1.Pesar o ingrediente ativo ou a mistura de pós a ser revestida. 2.Utilizar 20mL da solução de revestimento para cada 20gramas do ingrediente ativo, procedendo da maneira descrita nos próximos passos deste procedimento. 3.Tamisar previamente o ingrediente ativo. Em seguida, adicionar uma quantidade suficiente da solução de revestimento sobre o ingrediente ativo (usar cerca da metade do volume a ser empregado da solução revestimento) e proceder com a malaxagem até obter uma massa úmida homogênea (no ponto de granulação). 4.Granular, forçando a passagem da massa por um tamis com abertura de malha entre 1 a 1,4mm. Recolher o granulado em uma bandeja forrada com papel impermeável ( papel manteiga ). Espalhar o granulado em camada fina para facilitar a secagem. Secar o granulado em uma estufa aberta em temperatura não superior a 40º C durante alguns minutos. 5.Malaxar o granulado obtido no passo anterior com o restante da solução de revestimento, passando novamente a mistura pelo mesmo tamis. Deixar secar novamente na mesma condição anterior. 6.Comprovar o revestimento entérico através do teste de desintegração*. Caso o granulado não cumpra o teste, malaxar com uma quantidade extra da solução e granular novamente. Verificar novamente a eficácia do revestimento entérico com um novo teste de desintegração*. 7.Calcular o fator de correção do granulado com a seguinte fórmula: Fc = Peso final do granulado obtido Peso inicial do ingrediente ativo Exemplo: Após o revestimento de 20g de um fármaco obteve-se 24g de granulado seco. Qual o fator de correção? Fc = 24 = 1,2 20 Nota: Para encapsulação do granulado, empregar o método volumétrico com a utilização de proveta, preenchendo o volume restante da cápsula com granulado inerte (ex. com lactose) obtido da mesma forma empregada no procedimento anterior.

II. Obtenção de cápsulas entéricas pelo método de imersão na solução de revestimento Solução de revestimento para obtenção de cápsulas entéricas por imersão RHEAPOL L-100... 12,5% (p/v) PEG 400*... 3,4% (p/v) Acetona:Álcool isopropílico (60:40) qsp... 100mL * Pode ser substituído por Citrato de trietila na concentração de 6,25 % (v/v) Procedimento de preparo da solução: 1. Dissolver o copolímero do ácido metacrílico em cerca de 90mL da mistura acetona/álcool isopropílico (60:40). Para evitar a evaporação dos solventes, o recipiente de preparo deverá permanecer coberto com um filme plástico durante a agitação. 2. Adicionar o agente plastificante (citrato de trietila ou o PEG 400) e misturar. 3. Ajustar para o volume final com a mistura de acetona/álcool isopropílico (60:40). Esta solução deverá ser preparada próxima à data de utilização e armazenada em frasco âmbar bem vedado até o momento de uso. Procedimento de revestimento: 1. Durante o processo de revestimento, manter a umidade relativa e temperatura ambiente apropriadas (UR: 60%, T= 25± 5º C). 2. Revestir preferencialmente cápsulas de cor branca opaca, uma vez que o aspecto do revestimento de cápsulas coloridas e incolores não são satisfatórios. Encapsular previamente a mistura de pós contendo o ingrediente ativo antes de iniciar o processo de revestimento. 3. As cápsulas a serem revestidas deverão estar previamente seladas, ou seja, após o seu preenchimento com a mistura de pós a tampa de ser selada ao corpo da cápsula através do uso de uma solução hidroalcoólica a 50%(v/v). Esta solução deve ser aplicada na junção dos hemi-receptáculos (junção da tampa com o corpo) das cápsulas com auxílio de um cotonete umedecido com a mesma. 4. Com auxílio de uma pinça ou suporte imergir a região do corpo das cápsulas, uma a uma, na solução de revestimento durante uns poucos segundos (cerca de 2 segundos). 5. Após a imersão, remova cuidadosamente o excesso da solução de revestimento na cápsula com auxílio de um tecido limpo e secar imediatamente a cápsula imersa com um secador de ar em uma temperatura não elevada (<36º C). 6. Repetir este processo no mínimo 3 vezes, assegurando que as camadas de revestimento superpostas estejam recobrindo completamente o corpo das cápsulas, incluindo sua parte média (junção). 7. Em seguida, repetir o processo de imersão e secagem conforme descrito nos passos 4, 5 e 6 (no mínimo mais 3 imersões alternadas com posterior secagem), porém desta vez imergindo a região da tampa cápsula e incluindo também a região média (junção). Assegurar que as camadas de revestimento obtidas anteriormente se sobreponham na região da junção da tampa e corpo da cápsula, garantindo desta forma que a cápsula fique completamente revestida. III. Obtenção de cápsulas entéricas por vaporização da solução de revestimento em máquina de revestimento entérico Solução de revestimento entérico para vaporização em máquina de revestimento entérico RHEAPOL L-100... 7% (p/v) Polietilenoglicol 400*... 1,9mL Acetona / Álcool absoluto (1:1) qsp... 100mL *Carbowax 400, Macrogol 400. Procedimento de preparo da solução: 1. Dissolver o copolímero do ácido metacrílico em cerca de 90mL da mistura 1:1 de acetona/álcool. Para evitar a evaporação dos solventes, o recipiente de preparo deverá permanecer coberto com um filme plástico durante a agitação.

2. Adicionar o polietilenogliol (agente plastificante) e misturar. 3. Ajustar para o volume final com a mistura 1:1 de acetona/álcool absoluto. Esta solução deverá ser preparada próxima à data de utilização e armazenada em frasco âmbar bem vedado até o momento de uso. Procedimento de revestimento: 1. Pesar previamente as cápsulas vazias que serão utilizadas no preparo do lote a ser manipulado. Anotar o peso total obtido para fins de cálculos necessários à determinação da quantidade de polímero a ser aplicado. 2. Calcular a quantidade do copolímero do ácido metacrílico tipo A (Rheapol L100) a ser aplicado, em termos de substância seca do polímero, conforme o cálculo abaixo: Q = PV x 38% Onde: Q = quantidade total de polímero a ser aplicada para revestir as cápsulas, expresso em substância seca do polímero (g). Exemplo: Se considerássemos o peso de 60 cápsulas vazias n o. 1 fosse 4,56g, seria necessária a aplicação de 1,73g do copolímero do ácido metacrílico tipo A (4,56 x 38% = 1,73g) para cada lote de 60 cápsulas. O valor calculado será posteriormente somado ao peso das cápsulas cheias (preenchidas com a mistura) 3. Preencher previamente ao revestimento as cápsulas vazias (anteriormente pesadas) com a mistura de pós contendo o ingrediente ativo e excipientes. Realizar o encapsulamento segundo o método clássico. 4. Após o encapsulamento da mistura de pós (ingrediente(s) ativo(s) + excipientes), selar a junção dos hemireceptáculos de cada cápsula (junção da tampa com o corpo) aplicando uma solução hidroalcólica 50% (v/v) com auxílio de um cotonete. Esta solução deverá ser aplicada no interior da tampa da cápsula antes e após o travamento e em seguida aplica-se na junção externa dos hemireceptáculos. O cotonete deve ser apenas umedecido e não excessivamente molhado na solução hidroalcoólica. 5. Após a selagem, pesar as cápsulas cheias. Anotar o valor total do peso das cápsulas preenchidas e seladas para fins de cálculos. Somar o peso das cheias seladas ao valor correspondente aos 38% do peso das cápsulas vazias anteriormente calculado no passo 2 deste procedimento (valor de Q). Fazer os cálculos conforme a fórmula abaixo: PT = Q + PP Onde: PT = peso teórico das cápsulas revestidas. Q = (PV x 38%) PV = peso das cápsulas vazias. PP = peso das cápsulas preenchidas e seladas. Exemplo: Continuando com o mesmo exemplo citado no passo 2, supondo que o peso das cápsulas preenchidas e seladas seja igual a 16,6g (PP = 16,6g) Qual seria o peso final das cápsulas após o revestimento (peso teórico das cápsulas revestidas = PT)? Q = 4,56 x 38% = 1,73g PT = 1,73g + 16,6g PT = 18,33g (peso teórico final das cápsulas após o revestimento)

6. Em seguida, verter as cápsulas para o interior do tambor da máquina de revestimento. Direcionar corretamente o fluxo de ar do secador, evitando que o mesmo cause a projeção das cápsulas para fora do tambor. Para isto, o fluxo de ar deverá ser direcionado para a lateral do interior do tambor. 7. Preencher o reservatório do frasco spray com a solução de revestimento. 8. Programar a máquina de revestimento para iniciar o processo de revestimento: iniciando com um fluxo de ar em temperatura não superior a 36 o C durante cerca de 5 a 15 segundos e em seguida com a vaporização da solução de revestimento durante cerca de 10 a 15 segundos, seguida novamente do fluxo de ar durante 5 a 15 segundos. Este procedimento deverá ser repetido diversas vezes, alternando a vaporização com sucessiva secagem com fluxo de ar (1 fluxo de ar, 1 vaporização, 1 fluxo de ar por cada ciclo). Durante este processo, a máquina deverá ser desligada e as cápsulas retiradas para verificar se o peso final teórico foi atingido (PT). Enquanto o peso teórico não for atingido, o processo deverá ser repetido até se alcançar um peso próximo do teórico. Nota: Durante o processo de revestimento, a solução de revestimento deverá somente ser vaporizada com o tambor da máquina em rotação, evitando assim que haja adesão entre as cápsulas e conseqüente comprometimento da integridade do filme polimérico de revestimento. Ainda como forma de reduzir a adesão, eventualmente pode ser necessário que durante o procedimento o operador revolva periodicamente as cápsulas com as mãos (com luvas). Cápsulas que permanecerem aderidas umas as outras deverão ser descartadas no final do processo. Durante o processo de revestimento, manter a umidade relativa e temperatura ambiente apropriadas (UR: 60%, T= 25± 5º C). Revestir preferencialmente cápsulas de cor branca opaca, uma vez que o aspecto do revestimento de cápsulas coloridas e incolores não são satisfatórios. O revestimento das cápsulas com a utilização de máquina de revestimento tipo drageadora proporciona uma maior eficiência, rapidez e reprodutibilidade entre lotes. Além disso, as características organolépticas finais da cápsula revestida é superior ao obtido pelo método de imersão. Referências Bibliográficas: 1. BAUER et al. Coated Pharmaceutical Dosage Forms. 1 st ed. Boca Raton, Florida: Medpharm Scientific Publishers, 1998. 2. Rowe, R.C.; Sheskley, P.J. & Weller, P.J. Handbook of Pharmaceutical Excipients. 4 th ed. London: Pharmaceutical Press, 2003. 3. Procedimiento Normalizado de Trabajo de Elaboración de cápsulas gastrorresistentes. Guía de Calidad en Formulación Magistral. Muy Ilustre Colegio Oficial de Farmacéuticos de Valencia, 2007. 4. Ferreira, A. O. Guia Prático da Farmácia Magistral. 3 a ed. São Paulo: Pharmabooks, 2008. 5. USP 31 The United States Pharmacopoeia The National formulary NF21. Rockville:United States Pharmacopeial Convention, 2008. Informações mais completas e referências científicas disponíveis sob consulta. Entre em contato conosco através do e-mail: sac@deg.com.br ITF Rheapol L 100 V.02 março/2009