ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 02



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Transcrição:

ROTEIRO DE AULA PRÁTICA Nº 02 23 INTRODUÇÃO AO TRABALHO NO LABORATÓRIO QUÍMICO 1 OBJETIVOS Apresentar ao aluno os princípios de segurança e bom funcionamento do laboratório de Química, bem como, a elaboração de Relatório das atividades desenvolvidas. 2 CONDUTA NO LABORATÓRIO Apesar do grande desenvolvimento teórico da Química, ela continua a ser uma ciência eminentemente experimental; daí a importância das aulas práticas de Química. A experiência treina o aluno no uso de métodos, técnicas e instrumentos de laboratório e permite a aplicação dos conceitos teóricos aprendidos. O laboratório químico é o lugar privilegiado para a realização de experimentos, possuindo instalações de água, luz e gás de fácil acesso em todas as bancadas. Possui ainda local especial para manipulação das substâncias tóxicas, denominado capela, que dispõe de sistema próprio de exaustão de gases. O laboratório é um local onde há um grande número de substâncias que possuem os mais variados níveis de toxicidade e periculosidade. Este é um local bastante vulnerável a acidentes, desde que não se trabalhe com as devidas precauções. Abaixo, apresentamos alguns cuidados que devem ser observados, para a realização das práticas, de modo a minimizar os riscos de acidentes. 3 REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO Não se entra num laboratório sem um objetivo específico, portanto é necessária uma preparação prévia ao laboratório: O que vou fazer? Com que objetivo? Quais os princípios químicos envolvidos nesta atividade? Durante a realização dos experimentos são necessárias anotações dos fenômenos observados, das massas e volumes utilizados, do tempo decorrido, das condições iniciais e finais do sistema. Um caderno deve ser usado especialmente para o laboratório. Este caderno de laboratório possibilitará uma descrição precisa das atividades de laboratório. Não confie em sua memória, tudo deve ser anotado.

24 Após o experimento vem o trabalho de compilação das etapas anteriores através de um relatório. O relatório é um modo de comunicação escrita de cunho científico sobre o trabalho laboratorial realizado. Pré-Laboratório 1. Estude os conceitos teóricos envolvidos, leia com atenção o roteiro da prática e tire todas as dúvidas. 2. Obtenha as propriedades químicas, físicas e toxicológicas dos reagentes a serem utilizados. Essas instruções são encontradas no rótulo do reagente. No Laboratório 1. Tenha concentração. 2. Não converse desnecessariamente. 3. Tenha curiosidade e atenção à segurança sua e do grupo. 4. Anote todos os dados e resultados obtidos. 5. Tenha cuidado com o material. 6. Siga o roteiro com calma. Pós-Laboratório 1. Lave todo o material logo após o término da experiência, pois conhecendo a natureza do resíduo pode-se usar o processo adequado de limpeza. 2. Guarde todo o equipamento e vidraria. Guarde todos os frascos de reagentes, não os deixe nas bancadas ou capelas. Desligue todos os aparelhos e lâmpadas e feche as torneiras de gás. 4 MEDIDAS DE SEGURANÇA Abaixo são listados alguns procedimentos de segurança em laboratórios. Encare-os como formas de aumentar a segurança nos laboratórios que você usará durante o curso ou naqueles que você trabalhará. 4.1 Medidas de Segurança Relativas a Operações Específicas Antes de manusear um reagente químico qualquer, deve-se conhecer as propriedades químicas, físicas e toxicológicas deste, seu manuseio seguro e medidas de primeiros socorros em caso de acidente. Reagentes estocados devem ser rotulados; Leia os rótulos dos frascos dos reagentes antes de usá-los. Nunca use um reagente que não esteja identificado, rotulado.

25 Qualquer etapa de trabalho durante a qual possa ocorrer desprendimento de gás ou vapores tóxicos dever ser feita DENTRO DA CAPELA;. Não trabalhar com material imperfeito ou defeituoso, principalmente com vidro que tenha ponta ou aresta cortantes; Lixeiras de metal com tampas devem ser providenciadas para papel e vidrarias quebradas e medidas especias devem ser tomadas para descarte de solventes; Nunca armazene solventes em geladeiras; Nunca despeje solventes na pia. Em pequenas quantidades devem ser enterrados, em caso contrário, armazená-los em tambores apropriados; NÃO SE DEVEM PIPETAR LÍQUIDOS COM A BOCA. Use a pêra de borracha ou pipetador automático; Nunca cheire um reagente diretamente. Os vapores devem ser abanados em direção ao nariz, enquanto se segura o frasco com a outra mão; NUNCA despejar ÁGUA em cima de um ÁCIDO concentrado; Não aquecer tubos de ensaio com a boca virada para o seu lado, nem para o lado de outra pessoa; Nunca acender um bico de gás quando alguém no laboratório estiver usando algum solvente orgânico; Substâncias inflamáveis devem ser manipuladas longe de fontes de calor; Aerossóis devem ser manipulados em capelas, e não, em áreas abertas; Verifique as condições da aparelhagem. Evite montagens instáveis de aparelhos. Não use livros, lápis, caixas de fósforos, etc, como suportes; Mantenha as bancadas sempre limpas e livres de materiais estranhos ao trabalho; Rotule imediatamente qualquer reagente ou solução preparada e as amostras coletadas; Use pinças e materiais de tamanho adequado e em perfeito estado de conservação; Limpe imediatamente qualquer derramamento de produtos de petróleo e reagentes. 4.2 Medidas de Segurança Relativas ao Pessoal O laboratório é um local de trabalho sério; portanto, evite brincadeiras que dispersem sua atenção e de seus colegas; O cuidado e a aplicação de medidas de segurança são responsabilidade de cada indivíduo; Cada um deve precaver-se contra perigos devido a seu próprio trabalho e ao dos outros. Consulte o professor sempre que tiver dúvidas ou ocorrer algo inesperado ou anormal; Serão exigidos de todos os estudantes e professores o avental (jaleco) e sapatos fechados. A não observância desta norma gera roupas furadas por agentes corrosivos, queimaduras, manchas, etc. Outros equipamentos de proteção poderão ser exigidos, dependendo das experiências; Planeje o trabalho a ser realizado;

26 Nunca permita visitas inesperadas ao laboratório. Quando ocorrerem, devem ser acompanhadas por membros da equipe de trabalho ou atendidas fora do ambiente; Não deve ser permitida a presença de crianças no laboratório. A curiosidade infantil pode trazer problemas e acidentes; Ao se retirar do laboratório, verifique se há torneiras (água ou gás) abertas. Desligue todos os aparelhos, deixe todos os equipamentos limpos e lave as mãos; Os alunos não devem tentar nenhuma reação não especificada pelo professor. Reações desconhecidas podem causar resultados desagradáveis; É terminantemente proibido fumar, comer ou beber nos laboratórios; Não se deve provar qualquer substância do laboratório, mesmo que inofensiva. Nunca use material de laboratório para beber ou comer; A água para beber deve ser deixada fora do laboratório para que não ocorra confusão. Não leve as mãos à boca ou olhos quando estiver manuseando produtos químicos; Lentes de contato não devem ser utilizados em laboratórios, pois podem causar lesões; Use apenas quantidades mínimas de reagentes. NÃO devolva sobras aos recipientes originais. Frascos retirados das estantes devem ser imediatamente devolvidos após seu uso. Não deixar livros, blusas, etc., jogadas nas bancadas. Ao contrário, colocá-los longe de onde se executam as operações; Ao verter um líquido de um frasco, evitar deixar escorrer no rótulo, protegendo-o devidamente; Não jogue caco de vidro em recipiente de lixo. Use protetor facial e luvas de pelica quando agitar solventes voláteis em frascos fechados. Não deixe frascos quentes sem proteção sobre as bancadas do laboratório. Coloque os frascos quentes sobre placas de amianto; Não use "frascos para amostra" sem certificar-se de que são adequados aos serviços a serem executados e de que estejam perfeitamente limpos. Nunca inspecione o estado das bordas dos frascos de vidro com as mãos sem fazer uma inspeção prévia visual. Tome cuidado ao aquecer recipiente de vidro com chama direta. Use sempre que possível, uma tela de amianto. Não pressurize recipientes de vidro sem consultar seu supervisor sobre a resistência dos mesmos; Não improvise. As improvisações são o primeiro passo para acidentes. Use materiais adequados em bom estado de conservação Qualquer acidente, por menor que seja, deve ser avisado ao professor; Mantenha em todos os momentos uma atitude calma e cuidadosa; Ande ao invés de correr;

27 Em caso de derramamento de líquidos inflamáveis, produtos tóxicos ou corrosivos, tome as seguintes providências: Interrompa o trabalho, Advirta as pessoas próximas sobre o ocorrido, No caso de ácidos e bases fortes devem ser neutralizados antes da limpeza Solicite ou efetue a limpeza imediata. Alerte seu professor e/ou o técnico do laboratório. Verifique e corrija a causa do problema. 5 A REDAÇÃO CIENTÍFICA: RELATÓRIO A elaboração de relatórios é uma atividade comum no exercício de qualquer profissão e, muitas vezes tomada como medida da capacidade profissional. A redação de relatórios é feita de forma impessoal na voz passiva no tempo passado detalhando todas as operações executadas. Um texto científico deve conter no mínimo as seguintes partes: TÍTULO: uma frase sucinta, indicando a idéia principal do experimento. Pode ser o mesmo contido no ROTEIRO. INTRODUÇÃO: um texto, apresentando a relevância do experimento, um resumo da teoria em que ele se baseia e os objetivos a que se pretende chegar. PARTE EXPERIMENTAL: um texto, descrevendo a metodologia empregada para a realização do experimento. Geralmente é subdividido em duas partes: Materiais e Reagentes: um texto, apresentando a lista de materiais e reagentes utilizados no experimento, especificando o fabricante e o modelo de cada equipamento, assim como a procedência e o grau de pureza dos reagentes utilizados; Procedimento: um texto, descrevendo de forma detalhada e ordenada as etapas necessárias à realização do experimento. NÃO inclua dados coletados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: um texto, apresentando resultados na forma de dados coletados em laboratório e outros resultados, que possam ser calculados a partir dos dados. Todos os resultados devem ser apresentados na forma de tabelas, gráficos, esquemas, diagramas, imagens fotográficas ou outras figuras além de texto explicativo. Tabelas devem apresentar título. Gráficos devem ser traçados em papel milimetrado, indicando as unidades utilizadas de forma clara e representando a tendência média das medidas. Evite unir pontos representativos das medidas.

28 A seguir, apresenta-se uma discussão concisa e objetiva dos resultados, a partir das teorias e conhecimentos científicos prévios sobre o assunto, de modo a se chegar a conclusões. Se julgar importante cite vantagens ou desvantagens do método utilizado, comparando-o a outros. CONCLUSÃO: um texto, apresentando uma síntese sobre as conclusões alcançadas. Enumeram-se os resultados mais significativos do trabalho. Não se deve apresentar nenhuma conclusão que não seja fruto da discussão. REFERÊNCIAS: Livros, artigos científicos e documentos citados no relatório devem ser indicados a cada vez que forem utilizados. Recomenda-se a formatação das referências segundo norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). SOBRENOME do AUTOR, Iniciais do nome. Título da Obra: Subtítulo. Tradutor. Número da Edição. Local da Publicação, Editora, ano da publicação. Páginas consultadas.

6 UM EXEMPLO de RELATÓRIO 29 DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE DO CHUMBO SÓLIDO INTRODUÇÃO O chumbo é um elemento químico metálico, de número atômico 82, que funde na temperatura de 600,6 K. Seu símbolo químico é Pb. É aplicado em proteção contra radiação ionizante, em acumuladores (baterias), soldas, munição, além de outras. (BARBOSA, 1999) Densidade é a razão entre a massa e o volume (vide Equação 1). É uma propriedade física que pode ser utilizada para identificar substâncias. Pelo fato dos sólidos serem bem pouco compressíveis, a densidade dos sólidos não varia muito com a temperatura. massa densidade (1) volume O objetivo deste experimento é determinar a densidade do chumbo sólido e compará-lo com o valor 11,35 g / cm 3 apresentado na literatura. (KOTZ, 2002) PARTE EXPERIMENTAL Materiais e Reagentes experimento: Os seguintes materiais, disponíveis no laboratório de Química foram utilizados neste Proveta de vidro (capacidade: 50,0 cm 3 ) Balança Técnica (precisão 0,1 g) Fabricante: Perkin Elmer experimento: As seguintes substâncias, disponíveis no laboratório de Química foram utilizadas neste Água destilada Corpos de chumbo (tamanhos variados) Procedimento Foram pesados três corpos de chumbo, de tamanhos variados, em uma balança técnica, anotando-se as massa com precisão de 0,1 g. Cada corpo de chumbo foi imerso em uma proveta de vidro, de capacidade igual a 50,0 cm 3, contendo préviamente 25,0 cm 3 de água destilada. A seguir, anotou-se o volume de água deslocado após a imersão de cada corpo de chumbo. Todo o procedimento foi feito na temperatura ambiente do laboratório, igual a 303,15 K.

RESULTADOS E DISCUSSÃO 30 Os valores das massas dos corpos de chumbo e dos volumes de água deslocados após a imersão de cada corpo estão apresentados na Tabela 1. Assumiu-se que o volume deslocado de água corresponde ao volume do corpo imerso. A densidade de cada corpo de chumbo foi calculada, a partir dos valores medidos de massa e de volume, utilizando a Equação 1. Por fim, determinou-se o valor médio da densidade do chumbo e o respectivo desvio-padrão, que mede a precisão do resultado. O valor obtido para a densidade do chumbo é igual a 11,4 0,1 g / cm 3 e apresenta uma boa concordância com o valor da literatura 11,35 g / cm 3. (KOTZ, 2002) Tabela 1. Valores das massas dos corpos de chumbo, dos volumes de água deslocados e das densidades calculadas. Corpo de Chumbo massa / g volume / cm 3 densidade / g/cm 3 1 57,5 5,0 11,5 2 79,8 7,0 11,4 3 101,7 9,0 11,3 média 11,4 desvio-padrão 0,1 CONCLUSÃO A partir de medidas de massa e de volume de corpos de chumbo de tamanhos variados, determinou-se o valor 11,4 0,1 g / cm 3 para a densidade do chumbo sólido, na temperatura de 303,15 K. Este valor apresenta uma boa concordância com o valor 11,35 g / cm 3, reportado na literatura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBOSA, A. L. Dicionário de Química. AB Editora: Goiânia, 1999. p.81. KOTZ, J. C.; TREICHEL, Jr. P. Química e Reações Químicas. 4.ed., v.1, LTC Editora S.A.: Rio de Janeiro, 2002.