Arquitetura Orientada a Serviço



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Hoje é inegável que a sobrevivência das organizações depende de dados precisos e atualizados.

Transcrição:

Arquitetura Orientada a Fabio Perez Marzullo IEEE Body of Knowledge on Services Computing Sponsored by Technical Committee on Services Computing, IEEE Computer Society 1

SOA e Web Services SOA é um modelo arquitetural, que utiliza serviços de TI como elemento de composição e construção de sistemas. A tecnologia de Web services, atualmente, é a mais utilizada. 2

Arquiteturas Orientadas a : Alinhamento entre a TI e o Negócio SOA permite o alinhamento em diferentes níveis: 1. Negócio: pode ser usado para organizar e orientar o mapeamento dos diferentes processos de negócio existentes na organização: Exemplo: SOA pode ajudar os executivos de TI a decidirem pela implementação de um processo de negócio por meio de pacotes de serviços ou pelo detalhamento em subprocessos. 2. Processo: pode ser utilizado para guiar a composição das atividades dos processos de negócio: Exemplo: Um processo de pagamento pode requerer informações sobre o cliente, o banco, fornecedores, dentro de um ambiente integrado. 3

Arquiteturas Orientadas a : Alinhamento entre a TI e o Negócio 3. Tecnologia: pode ser usada para guiar como as tecnologias serão utilizadas ou desenvolvidas: Exemplo: Service Component Architecture (SCA). 4. Integração: pode ser usada para guiar o projeto e o desenvolvimento de soluções no nível intermediário (middleware): Exemplo: Camada de Integração ou Barramento de (Enterprise Service Buss - ESB). 4

Arquiteturas Orientadas a : Alinhamento entre a TI e o Negócio Abordagens de mapeamento: Top-Down: que parte do processo de negócio e deste ponto busca-se os serviços de TI; Bottom-Up: que parte dos serviços de TI até chegar aos processos de negócio 5

Domínio de Negócio Processo de Negócio Processo de Negócio Sub-Processo Sub-Processo Sub-Processo Sub-Processo Tarefa Tarefa Tarefa Tarefa Tarefa Tarefa Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Integração Componente/Módulo Componente/Módulo Integração Integração Componente/Módulo Sistema 6

O Modelo Operacional Triangular Três papéis são identificados de acordo com os comportamentos e responsabilidades próprias de um serviço. Provedor de : aquele que oferece o serviço; Consumidor de : aquele que utiliza o serviço; O Registro de : mecanismo que permite ao provedor cadastrar seus serviços e ao consumidor encontrá-los. 7

O Modelo Operacional Triangular Operações de um MOT Publicação: O provedor publica seus serviços em um registro. O registro preocupa-se em catalogar estes serviços dentro de uma estrutura organizada e disponível por um mecanismo de busca. Registros normalmente contêm, associado aos seus repositórios, duas interfaces de acesso: uma de registro e outra de consulta (query). Busca: O consumidor efetua consultas diretamente no registro de forma a obter a localização sobre o serviço e o seu provedor. Execução/União (Bind): ao encontrar o serviço, o consumidor se conecta ao serviço e o invoca remotamente. 8

O Modelo Operacional Triangular Localização Publicação 9

Ciclo de vida de SOA O ciclo de vida de um serviço se refere ao período de tempo entre a concepção do serviço e sua desativação. 10

Ciclo de vida de SOA O conceito de ciclo de vida de SOA está associado às seguintes atividades: Modelagem de Desenvolvimento Instalação Publicação Descobrimento Execução Composição Colaboração Monitoramento e Gerenciamento 11

Modelagem A primeira etapa na implantação de uma solução orientada a serviço está relacionada a modelagem do serviço. São responsáveis por identificar os recursos necessários para a construção, o recondicionamento ou reuso de serviços existentes e a integração da solução final. Normalmente, usa-se as abordagens top-down e bottom-up no processo de modelagem. 12

Desenvolvimento Esta etapa está associada ao desenvolvimento de um sistema ou solução de software. Neste caso temos análise, projeto, construção, testes e manutenção. Métodos de desenvolvimento de software podem ser utilizados neste momento, a saber: Ration Unified Process (RUP) Extreme Programming Modelo em cascata, etc. 13

Instalação A etapa de instalação é responsável por conectar a definição abstrata do serviço aos protocolos que serão usados para executá-lo, como o SOAP. Normalmente utiliza-se a infraestrutura padrão de execução de Web Services. Exemplo: Web services são instalados em servidores de aplicação JEE como o JBoss ou Weblogic. 14

Publicação Após a conclusão das etapas anteriores, o serviço deve ser publicado para que os consumidores possam acessá-lo. Três informações são necessárias e devem estar disponíveis aos usuários: Como encontrar o serviço; Como conectar ao serviço; Como interagir com o serviço. 15

Descobrimento Esta etapa objetiva encontrar o serviço mais adequado dentro de um conjunto heterogêneo de registros. Cada registro deve ser capaz de disponibilizar mecanismos próprios de busca. 16

Execução Ao descobrir o serviço, o usuário utiliza a informação de conexão (fornecida pelo registro) para invocá-lo. Este procedimento obriga que o provedor e o consumidor negociem um acordo de utilização em nível de serviço (Service Level Agreements - SLAs). Após a concordância em relação ao uso do serviço, o usuário está autorizado a executar o serviço remotamente. 17

Execução Visão Operacional 1. O usuário acessar o registro UDDI e efetua a busca do serviço; 2. Ao encontrar o serviço, o protocolo SOAP é utilizado, em conjunto com os protocolos de transporte (ex. HTTP ou SMTP) durante o procedimento de invocação (requisição e resposta). 3. O provedor recebe a requisição que é tratada pelo SOAP listener; 4. A mensagem é então validada contra schemas XML e, conforme descrito no WSDL, e deserializada pelo Web Service 5. Há o procedimento de negociação de uso (SLA); 6. Uma mensagem é despachada para o código do serviço em questão; 7. O usuário executa o serviço; 18

Composição A etapa de composição serve para agregar significado aos serviços de TI. A composição tem como objetivo o espelhamento dos processos de negócio pelos serviços de TI. 19

Composição 20

Colaboração É comum em uma organização que seus processos de negócio colaborem para atingirem objetivos comuns. Em se tratando de serviços de TI isso não é diferente. Eles podem ou devem trabalhar em conjunto para a solução de uma ou mais tarefas. 21

Elementos da Colaboração 1. Significado semântico: deve ser considerado durante a interação entre os serviços. 2. A coexistência: é um fator de grande importância. 3. Devem ser coordenados: ao serem acessados por diferentes usuários a coordenação durante a execuçao é importante para que não haja falha ou inconsistência de resultado. 22

Monitoramento e Gerenciamento Como os serviços são projetados para executar em ambiente de Internet e Intranet, atividades de monitoramento e controle são críticas para um bom funcionamento. Um processo eficiente de monitoramento implica em examinar o desempenho dos serviços, garantindo a qualidade na execução - Quality of Service (QoS). Esta etapa deve garantir que o processo de negociação em nível de serviço ocorra corretamente e dentro dos padrões determinados pelo provedor. Este procedimento visa garantir a satisfação do usuário do serviço. 23

Monitoramento e Gerenciamento Em resumo, a etapa de monitoramento se traduz em: Garantir o processo de negociação em nível de serviço (Service Level Agreement - SLA). Tratamento de exceção. Controle de acesso e autorização de uso dos serviços. Análise dos dados recuperados ao longo de todas as atividades. 24

Ciclo de vida de SOA 25 Gerencia de Qualidade e Desempenho

Dúvidas? 26

O Barramento de Enterprise Service Bus (ESB) O conceito de barramento de serviços determina uma metodologia de instalação e integração de serviços. Um ESB, é um modelo conceitual que estabelece padrões de integração e facilita a dinâmica de execução e colaboraçao dos serviços. Apesar de não ser um conceito novo (ex. CORBA e JEE) um ESB representa: 27

O Barramento de Enterprise Service Bus (ESB) 28

O Barramento de Enterprise Service Bus (ESB) A conectividade só é possível uma vez que haja a padronização. Essa padronização pode ser verificada na figura a seguir: 29

O Barramento de Enterprise Service Bus (ESB) Integração Descrição de recursos de negócio orientados a serviços Padrões da Indústria Melhores práticas de WS Padrões de Interação (WS-Collab) Composição WS-Service Group WS-Notification BPEL4WS WS-Resource Lifetime WS-Reliable Messaging Qualidade de WS-Security WS-Transaction Descrição WS-Resource Properties WS-Base Faults XSD WSDL WS-Policy WS-Metadata Exchange Mensagens XML SOAP WS-Addressing WS Renewable References Transporte HTTP/HTTPS SMTP RMI/IIOP JMS 30

O Barramento de Inter-módulo 31

Barramento 2 32 O Barramento de Intra-módulo Barramento 1 Barramento 3 Comunicação

O Barramento de Full-SOA 1-A 1-B 1-C Módulo 1 ( 1) 1-D Módulo 2 ( 2) 2-A 2-D Módulo 3 ( 3) 3-C 2-B 2-C 2-E 2-F 3-A 3-D 3-B 3-E 33

Arquitetura de Referência (SOA-RA) O conceito por trás de uma arquitetura de referência está na necessidade de se ganhar produtividade com baixo custo de desenvolvimento e manutenção. Está baseada na idéia de criar componentes reutilizáveis que possam ser integrados em diferentes instâncias de arquiteturas. 34

Arquitetura de Referência (SOA-RA) 35

Arquitetura de Referência (SOA-RA) Empresas que possuem propostas para RA s: 36

Metodologia de Desenvolvimento O desenvolvimento de soluções orientadas a serviço é guiado por um processo genérico de engenharia. Passos para o desenvolvimento: Identificação de necessidades. Mapeamento de processos (e atividades). Especificação dos serviços de negócio. Especificação dos serviços de TI. Identificação dos componentes (Arquitetura de Referência?). Fluxo de mensagens e integração (colaboração e orquestração). 37

Dúvidas? 38