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11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( x ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ENGENHARIAS EM PRÁTICA - GARANTIA DA QUALIDADE DE ALIMENTOS BAGGIO, João Guilherme 1 RAMOS, Lorena Rodrigues 2 ALMEIDA, Mareci Mendes de 3 CHIQUETTO, Nelci Catarina 4 FOLTRAN JÚNIOR, Dierone César 5 RESUMO A microbiologia de alimentos está voltada aos processos influenciados por microrganismos, nas características dos produtos alimentícios consumidos por humanos e animais. Existem três principais classes de microrganismos presentes nos alimentos: agentes deteriorantes (torna-os impróprios para consumo), patógenos (causadores de infecções/intoxicações alimentares) e produtores de alimentos (fermentação) onde o Engenheiro de Alimentos pode atuar com principal preocupação no controle de desenvolvimento microbiano, eliminando riscos a saúde do consumidor, prevenindo alterações indesejáveis aos alimentos e promovendo melhorias nos seus processos. Foram ofertadas aos alunos de ensino médio do Colégio Estadual João Ricardo Borell Du Vernay, atividades desenvolvidas na forma de oficinas, a fim de despertar o interesse do aluno em conhecer e cursar Engenharia de Alimentos. Estas atividades são integrantes do Projeto Engenharias em prática do Programa de Extensão PROENGEM-Interação das Engenharias com o Ensino Médio da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), O projeto também tem por objetivo familiarizar o aluno com os ramos que poderá atuar, mostrando a importância deste profissional no mercado de trabalho. Foi apresentada a eles através de palestras motivadoras sobre o curso de Engenharia de alimentos e oficinas de microbiologia da contagem de microrganismos presentes no leite e da coloração de gram. Os alunos puderam vivenciar como o profissional de Engenharia de Alimentos utiliza os conhecimentos de microbiologia na prática. PALAVRAS CHAVE Engenharia de Alimentos. Microbiologia. Ensino Médio. 1 Acadêmico do curso de Engenharia de Alimentos, Estagiário bolsista, j_g_b_o@yahoo.com.br 2 Acadêmica do curso de Engenharia de Alimentos, Estagiária bolsista, lore.rr@hotmail.com 3 Professora Dra. do Departamento de Engenharia de Alimentos, mareci@uepg.br 4 Professora Dra. do Departamento de Engenharia de Alimentos, nccsilva@uepg.br 5 Professor Msc. Departamento de Informática, dcfoltran@gmail.com

11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 2 Introdução Pesquisas foram realizadas e demonstram que as empresas que possuem bons engenheiros tem maior capacidade de inovar e competir no mercado, porém o número de engenheiros disponíveis hoje no mercado afeta essa capacidade de inovação de países como o Brasil, ou seja a falta de engenheiros não afeta apenas o processo de produção de um país, mas também a sua capacidade de inovar (IKEDA, 2012) A crescente demanda por engenheiros faz com que se criem mecanismos de incentivo para cada vez mais estudantes do ensino médio ingressem nos cursos de engenharias, o PROENGEM é mais uma delas. O engenheiro de Alimentos é um profissional afeto as áreas que envolvem microbiologia como, por exemplo, a produção de diversos alimentos que são fermentados. Os microrganismos influenciam nas características de determinados alimentos, desenvolvendo produtos alimentícios para atender necessidades dos consumidores. Está diretamente ligado a segurança microbiológica desses produtos, sendo uma das áreas de atuação do profissional de Engenharia de Alimentos. Existem três principais classes de microrganismos presentes nos alimentos: agentes deteriorantes tornam os impróprios para consumo causados por bactérias, fungos e leveduras; patógenos causam infecções e intoxicações alimentares; e produtores de alimentos pela fermentação, por exemplo. A autoclave é um equipamento utilizado para esterilizar meios e materiais a serem utilizados. Destrói a vida microbiana presente, até sua forma mais resistente que é o esporo. Para que seja eficaz, o material deve permanecer a 121 C durante 15-20 minutos. A técnica de coloração de Gram é uma técnica de coloração diferencial que permite distinguir os dois principais grupos de bactérias por microscopia óptica. Esta técnica é fundamental para a taxonomia e identificação das bactérias, sendo utilizada como técnica de rotina em laboratórios. Requer instalação simples, necessitando apenas de um local com disponibilidade de água e gás; microscópio com objetiva de imersão, lâminas de vidro e reagentes para a coloração. Corante primário Cristal violeta fenicada: cora o citoplasma de roxo, independentemente do tipo de célula. Mordente solução de lugol: aumenta a afinidade entre o corante primário e a célula e forma com ele um complexo insolúvel dentro da célula. Agente descolorante álcool, acetona ou ambos: solvente lipídico. Contrastante safranina ou fucsina básica: cora o citoplasma de vermelho. Utilizando-se a metodologia da coloração de GRAM pode-se observar a morfologia das culturas; avaliar a concentração de células viáveis; o equilíbrio das espécies e a presença de microrganismos contaminantes como bolores e leveduras. Objetivos As oficinas tiveram por objetivo demonstrar aos alunos do ensino médio o quanto a microbiologia é importante para o Engenheiro de Alimentos. Durante as oficinas os alunos realizaram a análise da presença de microrganismos mesófilos aeróbicos na amostra de leite pasteurizado e a análise de microrganismos gram positivos e gram negativos. Metodologia Os alunos do Colégio Estadual João Ricardo Borell du Vernay chegaram ao Hall tecnológico da Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde foram recepcionados pela equipe do PROENGEM. As oficinas foram realizadas em dias distintos, porém com o mesmo foco, a microbiologia de alimentos. Primeiramente os alunos receberam uma base teórica sobre os princípios de microbiologia, para posteriormente realizar a parte prática das oficinas, as quais estão descritas abaixo: Oficina: Contagem de microrganismos Preparo dos meios -Ágar Padrão: Composto de 2,5g de extrato de levedura, 5g de triptona, 1g de glicose e 15g de ágar. Para o preparo os componentes foram suspensos em 1 L de água destilada, deixando-se em repouso por 15 minutos. Aqueceu-se até dissolução completa.

11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 3 -Água peptonada 0,1%: Pesou-se 1,0g de peptona bacteriológica, diluir em 1000 ml de água deionizada. Distribuir 9 ml em tubos de ensaio. Fechar com tampão de algodão ou com rosca que não deve ser fechada totalmente. Proteger os tampões com papel. Os materiais utilizados (placas de Petri, erlenmeyers e pipetas) foram anteriormente autoclavados a 121 C durante 15 minutos. O material analisado foi preparado esterilizando a embalagem com algodão embebido de álcool 70%, por se uma amostra líquida agitou-se o recipiente 25 vezes. A embalagem foi aberta e pipetou-se assepticamente um pouco de amostra em um recipiente estéril. As diluições necessárias, 10-2 e 10-3 foram preparadas partir da diluição 10-1. A amostra 10-1 foi preparada adicionando-se 1 ml do material a 9 ml de água peptonada. As soluções seguintes foram preparadas da mesma forma: para a de diluição 10-2, adicionou-se 1 ml da solução 10-1 e 9 ml de observa-se um esquema água peptonada, e assim do mesmo odo com a próxima. Na Figura 1 dessas diluições e do posterior plaqueamento. Figura1 Legenda: Esquema das diluições feitas e do posterior plaqueamento. Liquefez-se o Ágar estéril em banho-maria. Deixou-se resfriar até 45 o C, por ser a temperatura tolerável aos microrganismos evitando suas mortes. Distribuiu-se 1,0 ml de cada diluição no centro de placas de Petri estéreis adicionando-se cerca de 15 ml de Ágar Padrão para contagem fundido e resfriado a 45 C. Misturou-se adequadamente e deixando solidificar. Essa técnica é chamada de semeadura Pour Plate ; Manteve-se incubado a 36±1 C por 48 horas, com as placas invertidas, para evitar a formação de vapor de condensação sobre o meio de cultura. Foi observado o aspecto das colônias e feita a contagem das células, conforme demonstrado na Figura 2. Figura 2 Legenda: Aspectos das colônias de micro-organismos esperadas em uma amostra de leite.

11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 4 Oficina: Coloração de Gram Metodologia da técnica Preparo do esfregaço: Suspender uma pequena porção da amostra bacteriana a ser corada em uma gota de água ou solução salina 0,85%, sobre uma lâmina de microscópio, espalhando a gota. Este procedimento deve ser feito com um alça bacteriológica flambada ou um palito de madeira esterilizado. Deixar o material secar e, em seguida, fixá-lo com calor, flambando rapidamente a lâmina acima da chama de um bico de Bunsen (passar sobre a chama duas ou três vezes para não aquecer demasiadamente). Aplicação do corante primário: Cobrir toda a sua superfície da lâmina com o corante cristal violeta; deixar em repouso por um minuto. Descartar o excesso de corante ou enxaguar a lâmina com água. Aplicação do fixador: Cobrir toda a sua superfície da lâmina com lugol; deixar em repouso por um minuto. Descartar o excesso do fixador ou enxaguar a lâmina com água. Descoloração: Com a lâmina inclinada, despejar algumas gotas de álcool-acetona 1:1 v:v (descolorizador) para remover o complexo cristal violeta-lugol de células Gram-negativas. Este procedimento não pode exceder a cinco segundos, pois o descolorizador poderá remover o corante cristal violeta das células Gram-positivas. Em seguida, enxaguar a lâmina com água para remover excesso de solvente. Aplicação do corante secundário: Cobrir toda a sua superfície da lâmina com o corante fucsina básica; deixar em repouso por um minuto. Enxaguar a lâmina com água e tocar as bordas com papel absorvente para remoção do excesso de água. Microscopia: Examinar a amostra ao microscópio óptico com aumento de 400 vezes e distinguir os microrganismos. Resultados Com as oficinas ofertadas os alunos aprenderam as metodologias das análises microbiológicas, identificando microrganismos que influenciam positivamente no processo de alimentos e os que prejudicam a qualidade do mesmo. Na contagem total de microrganismos foi possível desde preparar o material estéril utilizando o equipamento autoclave, até diferenciar visualmente microrganismos isolados em placas. Também saber se um número elevado de microrganismos presentes em uma amostra está ou não dentro dos padrões legais vigentes. Na coloração foi observada a diferença entre bactérias gram-positivas e gram-negativas, puderam diferenciar as células viáveis, também a morfologia das culturas além de aprenderem a usar o microscópio ótico para esta finalidade, tiveram noções sobre microrganismos patógenos e os que estão naturalmente presente em alimentos. Entenderam com isso, os princípios da técnica de coloração de gram e sua utilização para a Engenharia de Alimentos, bem como suas aplicações no campo do engenheiro de alimentos. Conclusões Os alunos puderam evidenciar a importância das análises microbiológicas em alimentos, dentro do curso de Engenharia de Alimentos, e o quanto a microbiologia é importante para o profissional. Espera-se com essas ações despertar o interesse no aluno do ensino médio pelo curso, e também pela área de engenharia.

11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 5 Referencias BANDEIRA, Roberta Macedo. Isolamento e caracterização de Salmonella sp. em suínos ao abate e em cortes de pernil. Disponível em http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/6786>. Acesso em 12 de agosto de 2011. IKEDA, Patricia. A falta que bons engenheiros fazem. Revista Exame. Edidora Abril. 2012 Disponivel em <http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1023/noticias/a-falta-que-eles-fazem>. Acesso em 15/04/2013. KYAW, Cynthia Maria. Microbiologia. Disponível em <http://vsites.unb.br/ib/cel/microbiologia/index.html>. Acesso em 11 de agosto de 2011. PINHEIRO, Pedro. Bactéria Escherichia coli. Disponível em <http://www.mdsaude.com/2011/06/bacteria-escherichia-coli.html>. Acesso em 12 de agosto de 2011. PINHEIRO, Pedro. Staphylococcus aureus Quais os perigos desta bactéria? Disponível em <http://www.mdsaude.com/2009/02/estafilococos-aureus-mrsa.html>. Acesso em 12 de agosto de 2011. PORTAL DA SAÚDE. Doenças Transmitidas por Alimentos. Disponível em <http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1550>.acesso em 12 de agosto de 2011. QUELLAS, Maria Cristina Ferreira; ROMANO, Juliana Capellazzo. Esterilização. Disponível em <http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/esteril2.htm>. Acesso em 12 de agosto de 2011. VIGILÂNCIA SANITÁRIA. DTA - Doenças Transmitidas por Alimentos. Disponível em<http://www.vigilanciasanitaria.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=927&itemi d=605>. Acesso em 12 de agosto de 2011. ANDRADE, Monica. Princípios de coloração de Gram. Faculdade Americana. Americana-SP. Disponível em <http://www.fam.br/microrganismos/metodo_coloracao_de_gram.htm>. Acesso em 15 de abril de 2013