09 de Abril de 2015 Ano 05 nº 042 Roraima define regras sobre a Cota de Reserva Ambiental Em Roraima, no dia 18 de março de 2015, foi publicada a Instrução Normativa FEMARH nº 02, que disciplina os procedimentos de emissão e controle das Cotas de Reserva Ambiental (CRA). Para ter acesso ao texto integral, clique aqui. A emissão e o controle da CRA serão objeto de processo administrativo próprio. A CRA será parte integrante do Título de Cota de Reserva Ambiental Estadual (TCRAE), e será emitido sobre área de vegetação nativa ou com predominância desta, existente ou em processo e recuperação, devendo enquadrar-se, por bioma, sob os regimes previstos no Código Florestal (servidão ambiental, excedente de Reserva Legal, Reserva Particular do Patrimônio Natural, ou no interior de Unidade de Conservação de domínio público que ainda não tenha sido desapropriada). A norma define a documentação que deve ser apresentada a Fundação Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (FEMARH) para a emissão do TCRAE, dentre eles: recibo de inscrição no CAR, termo de averbação da reserva legal da propriedade, laudo técnico indicando o estado de conservação da área, plantas e memorial descritivo do imóvel, certidão da matrícula do imóvel, etc. A FEMARH adotará os seguintes procedimentos para emissão do TCRAE: (i) emissão de parecer técnico deferido; (ii) emissão de laudo de vistoria. A norma estabelece que a CRA poderá ser solicitada conjuntamente com o Termo de Averbação de Reserva Legal, devendo a área destinada à CRA ser informada na Proposta de Alocação de Reserva Legal. Para utilização do TCRAE em compensação, a CRA deverá ser transferida, onerosa ou gratuitamente, à pessoa física ou à pessoa jurídica de direito público ou privado, na proporção do déficit de Reserva Legal do imóvel habilitado à compensação, mediante chancela do titular do TCRAE e do adquirente, devendo ser encaminhado cópia autenticada do contrato de transmissão para a FEMARH. Vale registrar que a transferência da CRA só produzirá efeitos após registrada e aprovada no sistema de controle da FEMARH. A utilização de CRA, para compensação da Reserva Legal, será averbada na matrícula do imóvel no qual se situa a área vinculada ao título e na do imóvel beneficiário da compensação. Além disso,a CRA só poderá ser utilizada para compensar Reserva Legal de imóvel rural situado no mesmo bioma da área a qual o título está vinculado, dentro do Estado de Roraima. Por fim, é válido lembrar que caberá ao proprietário do imóvel rural em que se situa a área vinculada ao TCRAE a responsabilidade plena pela manutenção das condições de conservação da vegetação nativa da área que deu origem ao título. 1 TAUIL & CHEQUER ADVOGADOS ASSOCIADO A MAYER BROWN Informativo Ambiental
Portaria Interministerial traz regras mais claras para a atuação da FUNAI, IPHAN, FCP e Ministério da Saúde no licenciamento ambiental No dia 25 de março de 2015, foi publicada a Portaria Interministerial MMA/MJ/MC/MS nº 60/2015 que estabelece procedimentos administrativos que disciplinam a atuação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), da Fundação Cultural Palmares (FCP), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do Ministério da Saúde nos processos de licenciamento ambiental de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). No início do procedimento de licenciamento ambiental, o IBAMA deverá, na Ficha de Caracterização da Atividade (FCA), solicitar informações do empreendedor sobre possíveis intervenções em terra indígena, em terra quilombola, em bens culturais acautelados e em áreas ou regiões de risco ou endêmicas para malária. A FCA ficará disponível para a análise dos órgãos e entidades envolvidas. Tais órgãos deverão manifestar-se ao IBAMA no prazo de quinze dias consecutivos, contado da data do recebimento da solicitação de manifestação. Após, o Termo de Referência - documento elaborado pelo IBAMA que estabelece o conteúdo necessário dos estudos a serem apresentados em processo de licenciamento ambiental será emitido, contemplando as exigências específicas dos órgãos e entidades envolvidos no licenciamento ambiental. Após o recebimento dos estudos ambientais, o IBAMA, no prazo de trinta dias, no caso de EIA/RIMA, e de quinze dias, nos demais casos, solicitará manifestação dos órgãos e entidades envolvidos. Os órgãos e entidades envolvidos no licenciamento ambiental deverão apresentar ao IBAMA manifestação conclusiva sobre o estudo ambiental exigido para o licenciamento, nos prazos de até noventa dias, no caso de EIA/RIMA, e de até trinta dias, nos demais casos, contado da data de recebimento da solicitação, considerando: (i) no caso da FUNAI, a avaliação dos impactos provocados pela atividade ou pelo empreendimento em terras indígenas e a apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de mitigação decorrentes desses impactos; (ii) no caso da FCP, a avaliação dos impactos provocados pela atividade ou pelo empreendimento em terra quilombola e a apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de mitigação decorrentes desses impactos; (iii) no caso do IPHAN, a avaliação dos impactos provocados pela atividade ou pelo empreendimento nos bens culturais acautelados de que trata esta Portaria e a apreciação da adequação das propostas de medidas de controle e de mitigação decorrentes desses impactos; e (iv) no caso do Ministério da Saúde, a avaliação e a recomendação acerca dos impactos sobre os fatores de risco para a ocorrência de casos de malária, na hipótese de a atividade ou o empreendimento localizar-se em áreas de risco ou endêmicas para malária. Os órgãos e entidades poderão exigir, uma única vez, esclarecimentos, detalhamento ou complementação de informações, a serem entregues pelo empreendedor no prazo de até sessenta dias, no caso de EIA/RIMA, e vinte dias, nos demais casos. A contagem do prazo será suspensa durante a elaboração dos estudos ambientais complementares ou a preparação de esclarecimentos, a partir da data de comunicação ao empreendedor. A manifestação dos órgãos e entidades poderá prever condicionantes e medidas indicadas a determinado empreendimento ou atividade. No período que antecede a emissão das licenças de instalação e operação, o IBAMA solicitará, no prazo de até quinze dias consecutivos, contado da data de recebimento do 2 TAUIL & CHEQUER ADVOGADOS ASSOCIADO A MAYER BROWN Informativo Ambiental
documento pertinente, manifestação dos órgãos e entidades envolvidos quanto ao cumprimento das medidas ou condicionantes das licenças expedidas anteriormente e quanto aos planos e programas pertinentes à fase do licenciamento em curso. Os prazos e procedimentos dispostos nesta Portaria aplicam-se somente aos processos de licenciamento ambiental cujos Termos de Referência tenham sido emitidos pelo IBAMA a partir de 28 de outubro de 2011 Vale ressaltar que para os casos de processos de licenciamento em que os estudos ainda não tenham sido entregues ao IBAMA, o empreendedor poderá solicitar aplicação dos procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria Interministerial MMA/MJ/MC/MS nº 60/2015. Já para os casos de empreendimentos localizados em áreas nas quais tenham sido desenvolvidos estudos anteriores, o empreendedor poderá utilizar os dados provenientes desses estudos no processo de licenciamento, e lhe caberá fazer as adequações e complementações necessárias relacionadas ao impacto da atividade ou empreendimento. Logo abaixo serão analisadas as regras específicas sobre o IPHAN, a FCP e a FUNAI. Certamente estas novas normas são um verdadeiro avanço para a segurança jurídica do administrado, na medida em que os procedimentos passarão a ser mais transparentes, sobretudo com a estipulação de prazos para os órgãos e entidades se manifestarem dentro do processo de licenciamento ambiental. Publicada Instrução Normativa que define atuação do IPHAN nos processos de licenciamento ambiental Em continuidade ao raciocínio trazido pela Portaria Interministerial MMA/MJ/MC/MS nº 60/2015, no dia 26 de março de 2015, foi publicada a Instrução Normativa IPHAN nº 01/2015, que estabelece procedimentos administrativos a serem observados pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) nos casos em que se faz necessária sua manifestação nos processos de licenciamento ambiental federal, estadual e municipal. É de se observar que os bens culturais acautelados pelo IPHAN são: (i) os tombados; (ii) os arqueológicos; (iii) os registrados e (iv) os valorados. O IPHAN será solicitado formalmente pelo órgão ambiental licenciador a se manifestar, com base na Ficha de Caracterização da Atividade (FCA). Assim, o IPHAN irá emitir, no prazo de quinze dias, o Termo de Referência Específico aplicável ao empreendimento para remetê-lo ao órgão ambiental licenciador. Tal termo indicará o conteúdo mínimo para a realização dos estudos com vistas à avaliação do impacto do empreendimento sobre os bens culturais acautelados em âmbito federal. A Instrução Normativa define em seus anexos a classificação dos diferentes tipos de empreendimentos em níveis (I, II, II, IV) e os respectivos procedimentos que serão exigidos para cada nível. As regras procedimentais variam para cada classificação. Vale ressaltar que o IPHAN emitirá sua manifestação conclusiva, podendo: (i) recomendar o prosseguimento do processo de licenciamento sob o aspecto dos bens acautelados em âmbito federal; e (ii) apontar a existência de eventuais óbices ao prosseguimento do processo de licenciamento, sob aspecto dos bens acautelados em âmbito federal, indicando, quando viável, as medidas ou condicionantes consideradas necessárias para superá-los. Tal manifestação se dará com base na apreciação de relatórios parciais e deverá mencionar claramente a que trecho ou área do empreendimento se refere. 3 TAUIL & CHEQUER ADVOGADOS ASSOCIADO A MAYER BROWN Informativo Ambiental
A Instrução Normativa faz a ressalva de que não serão exigidos quaisquer estudos sobre os bens culturais acautelados em âmbito federal para o licenciamento de empreendimentos em áreas degradadas, contaminadas, eletrificadas, ou de alto risco, desde que comprovadamente periciadas. Os prazos e procedimentos da Instrução Normativa serão aplicados aos processos de licenciamento ambiental cujos Termos de Referência ainda não tenham sido emitidos pelo órgão ambiental licenciador competente até a data da publicação da norma. Publicada Instrução Normativa que define atuação da FCP nos processos de licenciamento ambiental No dia 26 de março de 2015, foi publicada a Instrução Normativa MC/FCP nº 01, que estabelece procedimentos administrativos a serem observados pela Fundação Cultural Palmares (FCP) quando instada a se manifestar nos processos de licenciamento ambiental federal, estadual e municipal em razão da existência de intervenção causada em terra quilombola pela atividade ou empreendimento objeto do licenciamento. A FCP se manifestará, com base na Ficha de Caracterização de Atividade (FCA) nos processos de licenciamento ambiental a partir da solicitação formal do órgão ambiental licenciador. Instaurado o processo administrativo, a FCP elaborará o Termo de Referência Específico, contendo as exigências de informações ou de estudos específicos referentes à intervenção da atividade ou empreendimento em terra quilombola, a fim de subsidiar a realização dos estudos dos impactos relativos ao componente quilombola do licenciamento. Antes da emissão do parecer conclusivo, a FCP poderá: (i) realizar visita técnica às comunidades quilombolas, a fim de obter informações que subsidiem seu parecer; (ii) promover reuniões junto às comunidades quilombolas impactadas por atividade ou empreendimento para apresentação dos estudos e diagnósticos elaborados, bem como diálogo e deliberação sobre as medidas de controle e mitigação de impactos; e (iii) solicitar esclarecimentos, detalhamentos ou complementações ao empreendedor. A FCP encaminhará manifestação conclusiva ao órgão ambiental licenciador, podendo: (i) recomendar o prosseguimento do processo de licenciamento, sob a óptica do componente quilombola;ou (ii) apontar a existência de eventuais óbices ao prosseguimento do processo de licenciamento, sob a óptica do componente quilombola, indicando, sempre que possível, as medidas ou condicionantes consideradas necessárias para superá-los. A norma estabelece que nos casos de licenciamento estadual e municipal, a manifestação extemporânea da FCP deverá ser enviada com a solicitação adicional de que esta seja considerada pelo órgão ambiental licenciador. Por fim, nas hipóteses de surgimento de novas terras quilombolas na área de interferência direta da atividade ou empreendimento, durante a fase de instalação, a FCP oficiará ao órgão licenciador sobre a observância de eventuais impactos ambientais e a necessidade de adoção de medidas de mitigação e controle desses impactos. 4 TAUIL & CHEQUER ADVOGADOS ASSOCIADO A MAYER BROWN Informativo Ambiental
Publicada Instrução Normativa que define atuação da FUNAI nos processos de licenciamento ambiental No dia 30 de março de 2015, foi publicada a Instrução Normativa FUNAI nº 02, que estabelece procedimentos administrativos a serem observados pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), quando instada a se manifestar nos processos de licenciamento ambiental federal, estadual e municipal, em razão da existência de impactos socioambientais e culturais aos povos e terras indígenas decorrentes da atividade ou empreendimento objeto do licenciamento. A manifestação da FUNAI ocorrerá nos processos de licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos: (i) localizados nas terras indígenas; e (ii) que possam ocasionar impacto socioambiental direto nas terras indígenas. Instada pelo órgão ambiental licenciador a se manifestar, a FUNAI, por meio da Coordenação Geral de Licenciamento (CGLIC) da Diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável deverá instaurar processo administrativo interno para subsidiar sua manifestação.a FUNAI se manifestará nos processos de licenciamento ambiental, com base na Ficha de Caracterização da Atividade (FCA) a partir da solicitação formal do órgão ambiental licenciador. A CGLIC emitirá o Termo de Referência Específico em conformidade com as características do processo, de acordo com os povos e as terras indígenas envolvidos, a região e a tipologia do empreendimento. Após a análise dos estudos previstos no Termo de Referência Específico, a FUNAI emitirá sua manifestação conclusiva, podendo: (i) recomendar o prosseguimento do processo de licenciamento, sob a óptica do componente indígena;ou (ii) apontar a existência de eventuais óbices ao prosseguimento do processo de licenciamento, sob a óptica do componente indígena, indicando, sempre que possível, as medidas ou condicionantes consideradas necessárias para superá-los. Por fim, é de se ressaltar que a norma estabelece que a FUNAI deverá promover a participação efetiva dos indígenas no processo de levantamento de dados e na discussão das questões referentes ao licenciamento dos empreendimentos potencialmente causadores de impactos as suas respectivas comunidades. Instrução Normativa do INCRA define procedimentos para o Sistema Nacional de Cadastro Rural No dia 30 de março de 2015, foi publicada a Instrução Normativa INCRA n 82/2015, que dispõe sobre os procedimentos para atualização cadastral no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR). Houve a revogação expressa da IN Normativa INCRA nº 66/2010, que disciplinava a matéria. Segundo a normativa todo imóvel rural deve ser cadastrado no SNRC. Por imóvel rural, entende-se a extensão contínua de terras com destinação (efetiva ou potencial) agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial, localizada em zona rural ou em perímetro urbano. A norma esclarece que no caso de duas ou mais áreas confinantes, registradas ou não, que apresentem a mesma titularidade, serão cadastradas como um único imóvel rural, mesmo na ocorrência das seguintes hipóteses: (i) imóvel situado parcialmente em dois ou mais municípios ; (ii) imóvel situado parcialmente em zona rural e urbana; (iii) existirem interrupções físicas por cursos d'água, estradas ou outro acidente geográfico, desde que seja mantida a unidade econômica, ativa ou potencial. 5 TAUIL & CHEQUER ADVOGADOS ASSOCIADO A MAYER BROWN Informativo Ambiental
A existência de contratos agrários (arrendamento, parceria, comodato) não interfere no conceito de continuidade para fins de caracterização do imóvel rural, nos termos desta Instrução Normativa. O cadastro pode ser efetuado pelo proprietário (pessoa natural ou jurídica), possuidor, condômino, devedor fiduciante, usufrutuário, concessionário, etc. Nesse sentido, além do declarante, serão vinculadas ao imóvel rural todas as demais pessoas que detenham algum direito real sobre ele ou o uso temporário da terra. A atualização cadastral é realizada mediante preenchimento de formulário eletrônico que gerará um Recibo de Entrega. Após o envio pelo sistema eletrônico é necessário, no prazo de 30 dias contados do envio eletrônico, a apresentação de via impressa do Recibo de Entrega ao INCRA, bem como a documentação nele relacionada, sob pena de rejeição da declaração cadastral. Por fim, a norma estabelece regras sobre a atualização cadastral, que compreenderá as operações de: (i)alteração nos dados relativos ao imóvel já cadastrado ou às pessoas a ele vinculadas; (ii) inclusão para cadastrar novos imóveis (ex.: desmembramento) e (iii) cancelamento do cadastro (ex.: descaracterização de imóvel rural). Instrução Normativa do IBAMA altera regras sobre supressão de vegetação em Mata Atlântica No dia 31 de março de 2015, foi publicada a Instrução Normativa IBAMA nº 04 que altera dispositivos da Instrução Normativa IBAMA nº 22/2014, que por sua vez trata dos critérios e procedimentos para solicitação de anuência prévia para a supressão de vegetação primária ou secundária nos estágios médio ou avançado no Bioma Mata Atlântica. Com a nova redação, foi estipulado que a instauração do processo de anuência prévia deverá ser protocolado na Superintendência do IBAMA da circunscrição territorial objeto do pedido de anuência a redação original estipulava que o protocolo deveria ser feito na Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFLO) na sede do IBAMA. Todavia, a nova redação permite que a DBFLO, a qualquer momento, possa avocar, justificadamente, a análise do pedido. Nesse caso, a DBFLO assumirá a tramitação do processo a partir da etapa em que se encontre. Esta Instrução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação. Paulo Bessa Vilmar Gonçalves Elizabeth Fernandes Solange Cunha +55 (21) 2127-4266 +55 (21) 2127-4227 +55 (11) 2504-4266 +55 (21) 2127-1630 pbessa@mayerbrown.com vgoncalves@mayerbrown.com efernandes@mayerbrown.com scunha@mayerbrown.com 6 TAUIL & CHEQUER ADVOGADOS ASSOCIADO A MAYER BROWN Informativo Ambiental