1.º MÉRITO DO PROJECTO



Documentos relacionados
Eixo Prioritário III Valorização e Qualificação Ambiental e Territorial Equipamentos para a Coesão Local Equipamentos Sociais

OPERAÇÕES INDIVIDUAIS E OPERAÇÕES TRANSVERSAIS

SISTEMA DE APOIO AO FINANCIAMENTO E PARTILHA DE RISCO DA INOVAÇÃO (SAFPRI)

INVESTIR EM I&D - PLANO DE ACÇÃO PARA PORTUGAL ATÉ 2010 CIÊNCIA E INOVAÇÃO -PLANO PLANO DE ACÇÃO PARA PORTUGAL ATÉ NOVA TIPOLOGIA DE PROJECTOS

PROJECTOS INDIVIDUAIS E DE COOPERAÇÃO

Projectos de I&DT Empresas Individuais

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS. QREN: uma oportunidade para a Igualdade entre homens e mulheres

PROJECTOS DE EMPREENDEDORISMO QUALIFICADO

Regras de enquadramento do POPH. O presente documento técnico integra fichas de síntese das principais Tipologias de Intervenção do POPH.

SISTEMA DE APOIO A ACÇÕES COLECTIVAS (SIAC) ESTRATÉGIAS DE EFICIÊNCIA COLECTIVA - TIPOLOGIA CLUSTERS E DINÂMICAS DE REDE

AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS. Reforçar a Competitividade das Empresas

PROGRAMAS OPERACIONAIS REGIONAIS DO CONTINENTE. Deliberações CMC POR: 18/06/2010, 25/11/2010, 4/04/2011, 30/01/2012, 20/03/2012 e 8/08/2012

Artigo 1.º. Âmbito e objeto

INOVAÇÃO PORTUGAL PROPOSTA DE PROGRAMA

SESSÃO TÉCNICA SOBRE O VALE I&DT E VALE INOVAÇÃO NOS SISTEMAS DE INCENTIVOS ÀS EMPRESAS

AGENDA. Da Globalização à formulação de uma estratégia de Crescimento e Emprego para a União Europeia.

AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS. Sistema de Apoio a Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES

CONCURSO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS AVISO Nº 35/SI/2015 FORMAÇÃO-AÇÃO

Política de Cidades Parcerias para a Regeneração Urbana

PREVENÇÃO, GESTAO E MONITORIZAÇÃO DE RISCOS NATURAIS E TECNOLÓGICOS DOMÍNIO - RECUPERAÇÃO DO PASSIVO AMBIENTAL

O presente documento suporta a apreciação do ponto 3 da Agenda da reunião da Comissão de Acompanhamento de 13/11/07, sendo composto por duas partes:

Eixo III _ Desenvolvimento Sustentável. III.3. Gestão Ambiental Sustentável, Conservação da Natureza e Biodiversidade. Tipologia de Investimento

EDITAL. Iniciativa OTIC Oficinas de Transferência de Tecnologia e de Conhecimento

Prazos para a Apresentação de Candidaturas Entre o dia 23 de Dezembro de 2011 e o dia 11 de Abril de 2012 (24 horas).

Adenda aos Critérios de Selecção

QREN Agenda de Competitividade

Novo Modelo para o Ecossistema Polos e Clusters. Resposta à nova ambição económica

CÓDIGO DO AVISO: POVT

Sistema de Apoio às Ações Coletivas (SIAC)

SISTEMA DE INCENTIVOS À INOVAÇÃO AVISO DE CANDIDATURA FEVEREIRO 2012

CIRCULAR. N.Refª: 98/2015 Data: 02/12/15. ASSUNTO: ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 2/2015 Projetos de Formação-Ação Modalidade Projetos Conjuntos

Programa Horizon Algumas Regras de Participação. Disposições Gerais

Programa Operacional Regional do Algarve

SISTEMA DE INCENTIVOS À QUALIFICAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO DE PME (SI QUALIFICAÇÃO DE PME) VALE INOVAÇÃO

CANDIDATURAS ABERTAS:

O Apoio à Investigação e Inovação no Portugal Diretora da Unidade de Política Regional Conceição Moreno

INOVAÇÃO e I&DT Lisboa

Orientação de Gestão nº 06/POFC/2008

PRORROGAÇÃO DE PRAZO - Candidaturas SI Qualificação PME (Diversificação e Eficiência Energética) (16/07/2010)

EIXO PRIORITÁRIO III PREVENÇÃO, GESTAO E MONITORIZAÇÃO DE RISCOS NATURAIS E TECNOLÓGICOS (RECUPERAÇÃO DO PASSIVO AMBIENTAL)

SISTEMA DE APOIO À INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA E TECNOLÓGICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 1.1) CA Versão Definitiva Consulta escrita Maio.

Eixos Estratégicos Objectivos Estratégicos Objectivos Operacionais Acções Aumentar a oferta formativa nas áreas das artes e das tecnologias

Apresentação do Manual de Gestão de IDI

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR

Medidas específicas para as PME Concessão de verbas na fase exploratória (Etapa 1)

Potencial humano com prioridade para intervenções no âmbito do emprego privado e público, da educação e formação e da formação avançada, promovendo a

Ministérios das Finanças e da Economia. Portaria n.º 37/2002 de 10 de Janeiro

1. Tradicionalmente, a primeira missão do movimento associativo é a de defender os

SISTEMA DE APOIO A ACÇÕES COLECTIVAS (SIAC)

Medidas de apoio à inovação

CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1º. Objecto

INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA PÓS-GRADUAÇÃO EM FINANÇAS EMPRESARIAIS. 1.ª Edição

REGULAMENTO programa de apoio às pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos do município de santa maria da feira

NOVO REGIME JURÍDICO DA REABILITAÇÃO URBANA. Decreto-Lei n.º 309/2007, de 23 de Outubro Workshop IHRU 12 Abril 2010

MANUAL DA INCUBADORA DO TAGUSPARK

CONCURSO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS AO RECONHECIMENTO DE CLUSTERS DE COMPETITIVIDADE AVISO DE ABERTURA

INSTITUCIONAL. Eixo Prioritário 5 GOVERNAÇÃO E CAPACITAÇÃO. Operações no Domínio da Administração em Rede

SISTEMA DE APOIOS À MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (SAMA)

MAIS E MELHOR CRÉDITO PARA AS MICROEMPRESAS E PME EM MOÇAMBIQUE

Financiamento de Projectos Empresariais e Apoio ao Empreendedorismo

EIXO PRIORITÁRIO VI ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Convite Público à Apresentação de Candidatura no Domínio da Assistência Técnica aos Órgãos de Gestão

Candidatura 2010 ENERGIA. Utilização racional de energia e eficiência energético - ambiental em equipamentos colectivos IPSS e ADUP

Cursos de Doutoramento

Apoios ao Turismo Lições do QREN, desafios e oportunidades

Programa Operacional Regional Alentejo 2014/2020. Identidade, Competitividade, Responsabilidade

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE. PROGRAMA DE TRABALHO PARA 2000 (Nº 2, alínea b), do artigo 5º da Decisão nº 1400/97/CE)

Transcrição:

SISTEMA DE APOIO A ENTIDADES DO SISTEMA CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NACIONAL CRITÉRIOS DE SELECÇÃO O Regulamento do Sistema de Apoio a Entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional definiu as regras gerais de atribuição de financiamento a projectos a submeter ao Sistema de Apoio a Entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, inserido no Eixo I do Programa Operacional Factores de Competitividade (POFC) do Quadro de Referência Estratégica Nacional 2007-2013 (QREN). A concretização do regime estabelecido no Regulamento citado, exige a determinação de critérios de selecção que permitam avaliar e hierarquizar os projectos de acordo com o mérito destes, considerando princípios orientadores de transparência, objectividade e selectividade, a aplicar no âmbito do Programa Operacional Factores de Competitividade, cujo âmbito territorial são as regiões do Objectivo Convergência (Norte, Centro e Alentejo). Os critérios de selecção foram objecto de aprovação pela Comissão de Acompanhamento do POFC, nos ternos do artigo 15.º do Regulamento do SAESCTN, e são os seguintes: 1.º MÉRITO DO PROJECTO 1. Os projectos são seleccionados com base no Mérito do projecto, calculado em função dos seguintes critérios de selecção de primeiro nível, variáveis consoante a tipologia de projecto em causa. 2. Os Avisos de Abertura de Concurso definem a metodologia e eventuais disposições específicas, nomeadamente em sequência do estabelecimento de prioridades. do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 1

2.º PROJECTOS DE I&DT EM TODOS OS DOMÍNIOS CIENTÍFICOS Na avaliação do mérito dos projectos são considerados os seguintes critérios de primeiro nível: A. Mérito científico e carácter inovador do projecto, numa óptica internacional: Considerando nomeadamente, os seguintes factores ponderadores: relevância e originalidade da proposta de projecto (perante o estado da arte em determinada área científica e os trabalhos anteriormente desenvolvidos pela equipa proponente); metodologia adoptada para o desenvolvimento do projecto; resultados esperados (contributo para o conhecimento científico e tecnológico; publicações e artigos resultantes; contributo para a promoção e divulgação científica e tecnológica; produção de conhecimento incorporável e susceptível de ser apropriado empresarialmente). B. Mérito científico da equipa de investigação: Considerando nomeadamente, os seguintes factores ponderadores: produtividade científica da equipa (referência a publicações e citações dos trabalhos publicados, outros aspectos relevantes); qualificações para executar adequadamente o projecto proposto (configuração da equipa, qualificação do investigador líder do projecto); capacidade para envolver jovens investigadores em formação; capacidade para introduzir novos investigadores nas empresas (quando apropriado); disponibilidade da equipa (taxa de ocupação no projecto) e não sobreposição de objectivos face a outros projectos em curso; grau de internacionalização da equipa; grau de comprometimento das empresas participantes no projecto (quando apropriado). C. Exequibilidade do programa de trabalhos e razoabilidade orçamental: Considerando nomeadamente, os seguintes factores ponderadores: organização do projecto face aos objectivos e recursos propostos (duração, equipamento, dimensão da equipa, recursos institucionais e de gestão); grau de sucesso de do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 2

projectos anteriores (cumprimento do orçamento face aos objectivos, conclusão do projecto - análise a realizar em relação ao investigador responsável (IR); recursos institucionais das entidades participantes, em particular da Instituição proponente (IP) (técnico-científicos, organizacionais de gestão, quando apropriado, capacidade de co-financiamento por parte de empresas). D. Contributo para a acumulação de conhecimento e competências do SCTN (efeitos e resultados esperados). E. Potencial da valorização económica da tecnologia, (quando apropriado) designadamente ao nível do impacto na competitividade do sistema sócio económico nacional. 3.º PROJECTOS DE I&DT ORIENTADOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, OU PARA A VALORIZAÇÃO DOS RESULTADOS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA Consideram-se duas áreas de intervenção de projectos, nomeadamente para: i) a concepção e definição de políticas públicas; e ii) para a valorização económica de ciência e tecnologia. 1. Projectos de I&DT Orientados para a Concepção e Definição de Políticas Públicas A apresentação de candidaturas a esta tipologia de projecto pode realizar-se em duas fases (pré-qualificação e candidatura), definindo-se nos respectivos Avisos de Abertura de Concurso a modalidade adoptada. Na avaliação dos projectos são considerados os seguintes critérios de primeiro nível: do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 3

1.1. Fase de Pré Qualificação Nesta fase o aviso para apresentação de candidaturas pode estabelecer mecanismos para coordenação ou negociação, pelos órgãos de gestão, entre propostas apresentadas para que sejam racionalizados recursos e garantida a cooperação entre entidades no cumprimento dos objectivos do concurso. A. Adequação do projecto a padrões de exigência internacionais, tendo por referência as melhores práticas internacionais na aplicação de novo conhecimento à concepção e definição de politicas públicas. B. Adequação dos meios humanos e materiais, da equipa e ou quando apropriado institucionais, para desenvolver a proposta de projecto com eficácia e eficiência, nomeadamente no que se refere a aspectos de multidisciplinaridade da equipa proponente. C. Grau de flexibilidade para cooperação entre instituições, equipas ou consórcios. D. Relevância do tema de investigação em termos do impacto público, nomeadamente a nível da competitividade empresarial e da economia e do desenvolvimento da capacidade de C&T; E. Impacto na competitividade do sistema sócio-económico. 1.2. Fase de Candidatura A. Qualidade do Projecto: Considerando, nomeadamente, os seguintes factores ponderadores: garantia de padrões de qualidade e excelência internacionais, assim como relevância da proposta de trabalho (perante o estado da arte da ciência e da tecnologia existentes); metodologia adoptada; resultados esperados (contributo para a implementação da política pública em determinado domínio ou área científica e ou tecnológica). do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 4

B. Mérito científico da equipa de investigação: Considerando, nomeadamente, os seguintes factores ponderadores: produtividade científica da equipa (referência a publicações e citações dos trabalhos publicados, que tenham directamente a ver com o tema do projecto, outros aspectos relevantes); qualificações para executar adequadamente o projecto proposto (configuração da equipa, qualificação do investigador líder do projecto); capacidade para envolver jovens investigadores em formação; capacidade para introduzir novos investigadores nas empresas (quando apropriado); disponibilidade da equipa (taxa de ocupação no projecto) e não sobreposição de objectivos face a outros projectos em curso; grau de internacionalização da equipa; grau de comprometimento das empresas participantes no projecto (quando apropriado). C. Exequibilidade do programa de trabalhos e razoabilidade orçamental: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores: organização do projecto face aos objectivos e recursos propostos (duração, equipamento, dimensão da equipa, recursos institucionais e de gestão); grau de sucesso de projectos anteriores (cumprimento do orçamento face aos objectivos, conclusão do projecto análise a realizar em relação ao investigador responsável (IR)); recursos institucionais das entidades participantes, em particular da Instituição proponente (IP) (técnico-científicos, organizacionais de gestão, quando apropriado, capacidade de co-financiamento por parte de empresas. D. Contributo expectável para o desenvolvimento das políticas públicas em causa: Designadamente, considerando a experiência na concepção de políticas públicas; nível de integração com organismos governamentais de planeamento e concepção de políticas públicas. do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 5

2. Projectos Orientados para a Valorização Económica de Ciência e Tecnologia Na avaliação do mérito dos projectos são considerados os seguintes critérios de primeiro nível: A. Adequação do projecto aos objectivos e condições definidas nos avisos de abertura de concurso, que deve incluir, quando apropriado, a protecção internacional da propriedade intelectual através do registo de patentes no EPO, European Patent Office, e/ou no USPTO, United States Patent and Trademark Office, e/ou no WIPO/PCT, World Intellectual Property Organization/Patent Cooperation Treaty. B. Qualidade do projecto de valorização da tecnologia: Considerando, designadamente, os seguintes factores ponderadores: carácter inovador e mérito técnico do projecto, referido ao estado de arte; coerência e correcção da abordagem científica e/ou tecnológica; adequação da estratégia de valorização ao(s) mercado(s) alvo; capacidade, credibilidade e complementaridade da equipa para a realização do projecto. C. Caracterização do impacto da valorização da tecnologia: Considerando, designadamente, os seguintes factores ponderadores: grau de difusão e abrangência dos resultados em relação aos objectivos; potencial da valorização económica da tecnologia; nível do impacto na competitividade do sistema socioeconómico local, regional, nacional, internacional; relação montante solicitado/ Impacto; nível de reinvestimento em actividades de I&D e de estímulo e reforço a actividades de I&D pelo sector privado; impacto na criação de emprego qualificado. D. Equipa promotora: Considerando, nomeadamente os seguintes factores: empenho dos beneficiários na concretização dos objectivos a atingir; potencial da equipa responsável pela execução do projecto, analisado através dos seus currículos académicos e do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 6

profissionais e anteriores casos de sucesso no âmbito do desenvolvimento e da valorização económica de tecnologia. E. Qualidade da proposta, evidenciando objectivos claros e fundamentados e definindo metas e indicadores apropriados para avaliar a evolução da sua execução e os resultados obtidos. 4.º PROJECTOS DE PROMOÇÃO DE CULTURA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DE CARÁCTER TRANSVERSAL Na avaliação do mérito dos projectos são considerados os seguintes critérios de primeiro nível: A. Adequação do projecto aos objectivos e condições definidas nos avisos de abertura de concurso. B. Qualidade do projecto: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores: coerência e correcção da abordagem científica; adequação ao público-alvo; capacidade e credibilidade da equipa para a realização do projecto. C. Caracterização do impacto: Considerando nomeadamente, grau de difusão e abrangência dos resultados em relação aos objectivos; impacte do projecto: local, regional, nacional, internacional; relação montante solicitado/ impacto. 5.º PROJECTOS DE REDES TEMÁTICAS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA O objectivo principal destas redes é contribuir para a optimização das capacidades disseminadas em várias instituições científicas, promovendo a sua interligação de forma a explorar complementaridades de competências, disciplinas e metodologias em torno de do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 7

temáticas científicas, tecnológicas, culturais e/ou de interesse social e económico, específicas. A constituição de redes temáticas de C&T deve ainda contribuir para consolidar e desenvolver uma rede moderna de instituições de I&D regionalmente equilibrada, articulada e aberta ao tecido económico, cultural e social nacional e às redes Europeias de C&T. A apresentação de candidaturas a esta tipologia de projecto pode realizar-se em duas fases (pré-qualificação e candidatura), definindo-se nos respectivos Avisos de Abertura de Concurso a modalidade adoptada. 1. Fase de Pré Qualificação Condições de reconhecimento como rede temática, ao nível de: A. Adequação do projecto a padrões de exigência internacionais, tendo por referencia as melhores práticas internacionais na criação e promoção de redes temáticas de I&D. B. Nível de clarificação e de adequação do(s) tema(s) para a orientação da rede temática e sua justificação no contexto nacional e internacional. C. Capacidade para cooperar na produção e difusão de conhecimento e no desenvolvimento de actividades de I&DT (incluindo capacitação em meios humanos e materiais disponíveis para o projecto de rede). D. Grau de flexibilidade definido para a gestão da cooperação entre instituições e equipas. 2. Fase de Candidatura A. Qualidade do projecto: Considerando nomeadamente os seguintes aspectos: garantia de adequação do projecto a padrões de exigência internacionais; coerência e razoabilidade do(s) do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 8

tema(s) para alcançar os resultados previstos com eficácia e eficiência; qualidade da rede temática e adequação do modelo de gestão e organização à realização do projecto; contributo para a criação e difusão de conhecimento (efeitos e resultados). B. Contributo para a competitividade dos participantes na rede temática: Considerando, nomeadamente os seguintes factores de ponderação: aumento da capacidade de criação e difusão de novos conhecimentos (efeitos e resultados previstos); contributo para a partilha e valorização de capacidades e competências (estrutura e organização do projecto); grau de cooperação e partilha na utilização de grandes equipamentos científicos (quando apropriado); contributo para a internacionalização dos participantes. C. Efeito directo e indirecto na criação de emprego científico: contratação total de investigadores para a realização do projecto; envolvimento de jovens investigadores em formação. D. Contributo para o aumento da competitividade do sistema socioeconómico. E. Contributo para a política nacional de IDT. 6.º PROJECTOS DE CRIAÇÃO E OPERAÇÃO DE CONSÓRCIOS DE I&D A criação de consórcios visa a modernização e reforma do sistema científico e tecnológico nacional, nomeadamente no que se refere ao reforço da rede de Laboratórios Associados e Unidades de I&D, e à reforma dos Laboratórios do Estado. Os consórcios devem permitir a formação de massas críticas eficientes, nas condições de flexibilidade e adaptabilidade necessárias, permitindo valorizar sinergias de meios humanos e materiais e de disciplinas diversas para objectivos programáticos a médio prazo, incluindo a valorização das actividades de I&D. Na avaliação do mérito dos projectos são considerados os seguintes critérios de primeiro nível: do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 9

A. Qualidade do projecto proposto: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores: adequação do projecto a padrões de exigência internacionais, tendo por referencia as melhores práticas internacionais na criação e promoção de consórcios de I&D e na sua contribuição para a promoção internacional da capacidade de atrair recursos humanos qualificados; contributo para a criação, difusão e transmissão de conhecimento (efeitos e resultados), nomeadamente em associação com instituições do ensino superior; coerência e razoabilidade do projecto (aspectos científico, tecnológico e organizacional) para alcançar os resultados previstos com eficácia e eficiência; qualidade dos participantes na parceria e adequação aos objectivos programáticos de curto e médio prazo à realização do projecto. B. Contributo para a competitividade dos participantes no consórcio: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores; aumento da capacidade de criação de novo conhecimento (efeitos e resultados previstos); contributo para a criação e valorização de capacidades e competências de alto nível nos domínios científicos seleccionados; grau de cooperação e partilha na utilização de grandes equipamentos científicos (quando apropriado); contributo para a difusão e transmissão de conhecimento e para o desenvolvimento de novas competências de alto nível nos domínios científicos seleccionados; contributo para a valorização e afirmação de centros de I&D, de Laboratórios Associados e de Laboratórios de Estado no âmbito do ensino superior, ou de outras formas de parceria. C. Efeito directo e indirecto na criação de emprego científico: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores; contratação total de investigadores para a realização do projecto; envolvimento de jovens investigadores em formação. D. Contributo para as políticas públicas nacionais e comunitárias de I&D. E. Grau de internacionalização da parceria proposta. do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 10

7.º PROJECTOS DE I&DT EM COOPERAÇÃO INTERNACIONAL Na avaliação do mérito dos projectos são considerados os seguintes critérios de primeiro nível: 1. Projectos de I&DT em Cooperação Internacional no Âmbito de Parcerias e Acordos de Cooperação: A. Mérito científico do projecto a nível internacional: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores: adequação do projecto a padrões de exigência internacionais, assim como relevância e originalidade da proposta de projecto (perante o estado da arte em determinada área científica e os trabalhos anteriormente desenvolvidos pela equipa proponente); metodologia adoptada; resultados esperados (contributo para o conhecimento científico e tecnológico; publicações e artigos resultantes; contributo para a promoção e divulgação científica e tecnológica, produção de conhecimento incorporável e susceptível de ser apropriado empresarialmente). B. Mérito científico da equipa de investigação: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores; produtividade científica da equipa (referência a publicações e citações dos trabalhos publicados); qualificações para executar adequadamente o projecto proposto (configuração da equipa, qualificação do investigador líder do projecto); capacidade para envolver jovens investigadores em formação; disponibilidade da equipa (taxa de ocupação no projecto) e não sobreposição de objectivos face a outros projectos em curso; grau de internacionalização da equipa. C. Exequibilidade do programa de trabalhos e razoabilidade orçamental: Considerando, nomeadamente os seguintes factores ponderadores: organização do projecto face aos objectivos e recursos propostos (duração, equipamento, dimensão da equipa, recursos institucionais e de gestão); grau de sucesso de do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 11

projectos anteriores (cumprimento do orçamento face aos objectivos, conclusão do projecto, análise a realizar em relação ao investigador responsável (IR)); recursos institucionais das entidades participantes, em particular da Instituição proponente (IP) (técnico-científicos, organizacionais de gestão, quando apropriado, capacidade de co-financiamento por parte de empresas). D. Contributo para a acumulação de conhecimento e competências do SCTN (efeitos e resultados esperados). 2. Projectos de Apoio à fase preparatória das candidaturas a Programas Internacionais de I&D A. Carácter inovador da ideia/tecnologia que pretendem vir a desenvolver; B. Relevância científica e potencial de valorização económica da tecnologia; C. Potencial dos promotores para a implementação dos projectos; D. Relevância da participação portuguesa no projecto. 3. Projecto complementar ao apoio do 7º Programa Quadro de I&DT da UE A. Relevância da participação portuguesa no projecto; B. Relevância científica e potencial de valorização económica da tecnologia. Aprovado pela Comissão de Acompanhamento do PO Factores de Competitividade reunião de 3 de Abril de 2008. Gestor do PO Factores de Competitividade Nelson de Souza do PO Factores de Competitividade de 3 de Abril de 2008 12