FORÇA ESPECIAL DE BOMBEIROS RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2014
1. ENQUADRAMENTO... 1 2. ATIVIDADE OPERACIONAL... 2 2.1. Missões de combate a incêndios florestais... 2 2.1.1. Missões com meios terrestres... 2 2.1.2. Missões com meios aéreos... 2 2.1.3. Missões terrestres de ataque ampliado... 4 2.1.4. Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF)... 5 2.1.5. s de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS)... 6 2.1.6. Plano Operacional Nacional do Gerês (PONG)... 7 2.2. Outras missões operacionais... 8 2.2.1. Recuperadores Salvadores (RS)... 8 2.2.2. Resgate em Montanha... 10 2.2.3. Salvamento Aquático... 12 2.2.4. Apoio Logístico...13 2.2.5. Operadores de Telecomunicações de Emergência (OTE)...15 2.2.6. Fogos Controlados... 16 2.2.7. Situações Meteorológicas Adversas... 16 2.3. Missões Internacionais... 17 2.4. Exercícios Operacionais... 17 3. OUTRAS ATIVIDADES... 18 3.1. Formação... 18 3.1.1. Formação ministrada em apoio à ENB... 18 Fotografia n.º 8 Apoio ao curso de incêndios florestais nível 4. ENB Lousã.... 20 3.2. Formação ministrada a Agentes de Proteção Civil... 20 3.3. Formação adquirida... 22 3.4. Treino e Instrução Interna da FEB... 24 3.5. Representações... 25 3.6. Ações de sensibilização... 25 3.7. Demonstrações... 26 3.8. Grupos de Trabalho... 27 3.9. Rastreio Clínico... 27 ii
3.10. Serviços Gerais... 28 4. MEIOS E RECURSOS... 28 4.1. Meios humanos... 28 4.1.1. Efetivo... 28 4.1.1.1. Distribuição do efetivo por funções... 28 4.1.1.2. Distribuição do efetivo na Fase Charlie do DECIF... 29 4.1.1.3. Distribuição normal do efetivo por grupos... 30 4.1.1.4. Distribuição do efetivo por género...31 4.1.1.5. Distribuição do efetivo por idade... 32 4.1.1.6. Distribuição do efetivo por habilitações literárias... 33 4.1.2. Medalhas e Louvores... 33 4.1.3. Acidentes graves em serviço... 33 4.1.4. Atividade Disciplinar... 33 4.1.5. Valências formativas... 34 4.1.6. Organogramas atuais.... 35 4.2. Recursos materiais... 41 4.2.1. Veículos... 41 4.2.2. Outros mentos... 42 4.2.3. Instalações... 42 5. DISPOSIÇÕES FINAIS... 44 iii
1. ENQUADRAMENTO A Força Especial de Bombeiros Canarinhos (FEB) é uma força especial de proteção civil, dotada de estrutura e comando próprio, organizada e inserida no dispositivo operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), criada ao abrigo do disposto no artigo 19º do Decreto-Lei n.º 247/2007, de 27 de Junho, que aprovou o regime jurídico dos Corpos de Bombeiros. A FEB tem por missão responder, com elevado grau de prontidão, às solicitações de carácter emergente de proteção e socorro, a ações de prevenção e combate em cenários de incêndios, acidentes graves e catástrofes em qualquer local no território nacional ou fora do país e em outras missões do âmbito da Proteção Civil. Para além do referido, compete ainda a esta Força ministrar formação especializada nas valências em que venha a estar credenciada pela Escola Nacional de Bombeiros (ENB). A FEB, depende técnica e operacionalmente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, e é constituída por sete Grupos que foram atribuídos a sete Distritos: Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja. O Relatório de Atividades da FEB tem por objetivo dar a conhecer a atividade realizada no ano de 2014, bem como os recursos que compõem esta Força. 1
2. ATIVIDADE OPERACIONAL 2.1. Missões de combate a incêndios florestais 2.1.1. Missões com meios terrestres A FEB totalizou 178 missões de combate a incêndios florestais, empregando 16 meios de combate terrestres (Veículos Florestais de Combate a Incêndios e Veículos Ligeiros de Combate a Incêndios e um Veículo Tanque Tático Rural), distribuídas pelas diferentes fases do DECIF 2014, de acordo com a Tabela 1. Tabela 1 Missões de combate a Incêndios Florestais com meios terrestres Missões com meios terrestres Fase ALFA Fase BRAVO Fase CHARLIE Fase DELTA Fase ECHO Total Total 25 110 25 1 14 4 178 2.1.2. Missões com meios aéreos Na Fase Bravo a FEB guarneceu 6 helicópteros (4 ligeiros e 2 médios 2 ), na Fase Charlie 13 (11 ligeiros e 2 médios), e na Fase Delta 2 (médios), realizando um total de 816 missões de ataque inicial, de acordo com a Tabela 2. Tabela 2 Missões de ATI com meios aéreos Missões ATI com meios aéreos Fase ALFA Fase BRAVO Fase CHARLIE Fase DELTA Fase ECHO Total missões - 65 762 7-834 % Eficácia - 98,6% 96,2% 100% - 98,2% 3 No decurso do ano de 2014 foram realizadas, na totalidade, 1012 missões de combate a incêndios florestais, distribuídas pelas diferentes fases do DECIF, de acordo com a Tabela 3. 1 Intervenções desenvolvidas por ocasião do reforço de meios terrestres em alertas, do GAUF e do GRUATA da FEB, no âmbito do DECIF 14. 2 2 Helicópteros ligeiros com início no dia 1 de Junho de 2014. 3 Média dos valores apurados no final das 3 fases do DECIF, com utilização de meios aéreos. 2
Tabela 3 Total de missões aéreas e terrestres de combate a Incêndios Florestais Missões de combate a Incêndios Florestais Fase ALFA Fase BRAVO Fase CHARLIE Fase DELTA Fase ECHO Total Total 25 175 787 4 21 4 1012 O total de 1012 missões de combate a incêndios florestais foi distribuído pelos diferentes Grupos da FEB, de acordo com a Tabela 4. Tabela 4 Missões de combate a Incêndios Florestais por Grupo Grupos Combate Aéreo Combate Terrestre Total Eficácia 5 Guarda 263 15 278 94.1% C. Branco 109 30 139 96% Santarém 274 6 280 97% Portalegre 51 24 75 96% Évora 62 44 106 97% Beja 41 30 71 93% Setúbal 34 11 45 100% PONG - 0 0 - GAUF - 9 9 - GRUATA - 9 9 - Total 834 178 1012 4 Total de missões, englobando combate aéreo, terreste, GRUATA e GAUF. 5 Eficácia dos meios aéreos de ataque inicial 3
2.1.3. Missões terrestres de ataque ampliado Nas fases Bravo e Charlie do DECIF 2014 foram realizadas 11 missões relacionadas com o ataque ampliado no combate aos incêndios florestais, na formatação de préposicionamentos ou em reforço a teatros de operações, de acordo com a Tabela 5. De salientar que 9 correspondem a intervenções com o Grupo de Ataque Ampliado (GRUATA) na fase charlie do DECIF 2014, e duas intervenções anteriores à fase charlie, na forma de grupo de reforço. O GRUATA da FEB operou H24 de forma ininterrupta durante a fase CHARLIE do DECIF, em pré posicionamento a partir da Base de Apoio Logístico de Castelo Branco. Por decisão superior e em situações de alerta amarelo ou superior, os locais de pré-posicionamento foram alterados. Tabela 5 Missões de ataque ampliado e pré-posicionamentos no combate a Incêndios Florestais. Missões de ataque ampliado Fase ALFA Fase BRAVO Fase CHARLIE Fase DELTA Fase ECHO Total Incêndios Florestais - - 6 - - 6 Pré-Posicionamentos - 2 3 - - 5 Total 11 Por indicação do Sr. Comando Operacional Nacional, no período entre 30 de Agosto e 5 de Setembro foi activada a formatação do GRUATA da FEB que contempla dois grupos. Esta formatação prevê a integração de meios e recursos de Corpos de Bombeiros Voluntários 6. A relação entre participantes aconteceu de acordo com o espetável, sem registo de qualquer tipo de constrangimentos, nem prejuízo para o princípio da unidade de comando. 6 Conforme DON n.º2/2014 DECIF, ponto 3.2 - Alterações Significativas para 2014, Grupo de Ataque Ampliado (GRUATA). 4
Nesta formatação foram desenvolvidos 2 pré-posicionamentos e 3 operações de combate a incêndios florestais. Fotografia n.º 1 Grupo de Ataque Ampliado Conjunto. Local: CB Cruz Branca Vila Real 2.1.4. Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) Em 2014 a FEB integrou as s do GAUF, que tiveram início em 21 de Julho e terminaram a sua atividade em 30 de Outubro. Constituídas por três elementos cada (sendo dois deles da FEB), e coordenadas tecnicamente pela AFN, sendo acionadas e coordenadas operacionalmente pelo CNOS, por iniciativa deste ou perante solicitação do CDOS, estando qualificadas para análise dos fatores condicionantes de progressão e supressão do fogo, identificação e aplicação das técnicas mais adequadas à extinção do fogo incluindo, quando devidamente identificadas e credenciadas, recorrer a manobras de fogo tático. Na Fase Charlie do DECIF 2014 as s do GAUF realizaram um total de 9 missões, nos Distritos de Viseu, Aveiro, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Vila Real, distribuídas de acordo com a Tabela 6. Tabela 6 Missões do GAUF GAUF Fase ALFA Fase BRAVO Fase CHARLIE Fase DELTA Fase ECHO Total Total - - 9 - - 9 5
Nas missões acima referenciadas foram empenhados os recursos constantes na Tabela 7, assim como o tipo de missão executada. Tabela 7 Resumo da atividade do GAUF GAUF Total de missões elementos veículos Horas Análise do Fogo 8 18 8 70h08m Uso do Fogo 1 2 1 07h14m Após a fase Charlie houve algum empenhamento das equipas GAUF, nomeadamente no apoio aos Gabinetes Técnico Florestais (GTF) de algumas autarquias, na gestão de combustíveis nas zonas de Montalegre e Arganil. Foram desenvolvidos trabalhos com recurso a fogo controlado nas zonas referidas, abrangendo uma área aproximada de 85,4 hectares. 2.1.5. s de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS) As ERAS caracterizam-se pela sua grande mobilidade e capacidade técnica e têm como principal objetivo dotar o CNOS, o CDOS ou o COS, de acordo com o escalão de acionamento, com informação imediata e indispensável ao processo de tomada de decisão: Fazendo um ponto de situação imediato ao CNOS, CDOS ou ao COS sobre o evento; Fazendo um ponto de situação operacional; Analisando e avaliando toda a situação e propondo ao CNOS, ao CDOS ou ao COS, os recursos mais adequados para lidar com a emergência; Executando outras missões que lhe sejam determinadas pelo CNOS, CDOS ou COS. Nas fases Alfa e Charlie do DECIF 2014, as ERAS realizaram 11 missões de Reconhecimento e Avaliação da Situação, uma em apoio ao combate a incêndio industrial e as restantes em apoio ao combate aos incêndios florestais, de acordo com a Tabela 8. 6
Tabela 8 Resumo da atividade das ERAS s de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS) Total de missões elementos veículos Horas Fase Alfa 1 2 1 02h Fase Bravo - - - - Fase Charlie 10 20 10 188h 42 m Fase Delta - - - - Fase Echo - - - - Total 11 22 11 190h 42m 2.1.6. Plano Operacional Nacional do Gerês (PONG) O PONG permite planear, organizar e coordenar um Dispositivo Conjunto de Defesa Contra Incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), constituído por meios e recursos das diferentes entidades intervenientes, de forma a salvaguardar as áreas consideradas de maior interesse. No período compreendido entre 1 de Julho e 30 de Setembro, a FEB esteve presente em Adrão, concelho de Arcos de Valdevez, com uma equipa de 4 elementos, em permanência contínua (H24). Durante os 92 dias de permanência da foram realizadas 115 missões, de acordo com a Tabela 9. Tabela 9 Resumo da atividade no âmbito do PONG PONG Total de missões elementos veículos Horas Total 115 8 2 1920 As missões operacionais realizadas no âmbito do PONG dividem-se, por tipologia, de acordo com a Tabela 10. 7
Tabela 10 Tipologia das missões no âmbito do PONG Missões no âmbito do PONG Missões de ATI Missões de ATA Pré Posicionamentos Reconhecimento Monitorização Armada Total 0 0 5 1 109 Durante o DECIF de 2014 não foram registadas participações em ocorrências de combate a incêndios no âmbito do PONG, porém importa realçar uma das principais características deste dispositivo, que assenta na colaboração entre todas as entidades intervenientes no plano, nomeadamente em trabalhos de vigilância e monitorização armada, associados à proximidade e sensibilização das populações, o que se traduz não só numa ferramenta fundamental na detecção e resposta a incêndios florestais, mas também na dissuasão de possíveis actividades de risco relacionadas com a defesa da floresta contra incêndios. 2.2. Outras missões operacionais 2.2.1. Recuperadores Salvadores (RS) Os Recuperadores Salvadores integram um Grupo específico na direta dependência do Comandante da FEB, distribuído pelas Bases de Helicópteros de Serviço Permanente (BHSP) de Santa Comba Dão e Loulé. Ao Grupo de RS compete a execução de missões de busca e salvamento em ambiente aquático e terrestre. Cada BHSP dispõe de um efetivo de 1 Verificador Técnico, 1 Adjunto do Verificador Técnico e 4 RS. No ano de 2014 o Grupo de RS realizou 236 missões, de acordo com a Tabela 11. 8
Tabela 11 Resumo da atividade do Grupo de Recuperadores Salvadores BHSP Santa Comba Dão Busca e Salvamento Treinos de Qualificação MEDEVAC 7 Outras missões Totais Vitimas transportadas com Vida 10 30 110 9 159 109 Loulé 5 22 47 3 77 53 Totais 15 52 157 12 236 162 Por determinação do Comando Operacional Nacional, os elementos do grupo de Recuperadores Salvadores integraram as tripulações das aeronaves KAMOV, enquanto terceiro elemento no combate aos incêndios florestais. Esta missão, que teve início em 1 de Julho e terminou em 30 de Setembro, teve como objetivo maximizar a utilização das redes de comunicações, e libertar as tripulações para o empenho operacional, fornecendo uma resposta mais adequada às solicitações do terreno, face às necessidades estratégicas e taticas nos teatros de operações. O empenhamento dos recuperadores salvadores nesta modalidade pioneira, traduziu-se na participação em 72 missões relacionadas com o combate aos incêndios florestais, num total de 142 horas, nos distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém e Lisboa. Tabela 12 Resumo da atividade do Grupo de Recuperadores Salvadores, no âmbito do DECIF2014, no combate aos incêndios florestais Recuperadores Salvadores DECIF 2014 Total de missões elementos Horas Total 72 12 142h 7 Inclui transporte de órgãos. 9
Fotografia n.º 2 Recuperadores Salvadores - Combate a Incêndios Florestais 2.2.2. Resgate em Montanha O Grupo de Resgate em Montanha desenvolve a sua missão na área definida no Plano de Operações Nacional da Serra da Estrela (PONSE), competindo-lhe a execução de missões de proteção e socorro no âmbito do salvamento em montanha com ou sem ambiente de neve. O Grupo de Resgate em Montanha pode ser mobilizado para outras áreas de intervenção por indicação do Comando Operacional Nacional, ou imposição que decorra da ativação de planos e diretivas nacionais, podendo prosseguir as suas atribuições fora do território continental, quando mandatado legalmente para esse efeito. O efetivo do Grupo de Resgate em Montanha é constituído por elementos dos Grupos afetos aos Distritos da Guarda e Castelo Branco, sendo composto por 1 Grupo, 2 Chefes de Brigada, 2 Chefes de e 16 Bombeiros. O Grupo de Resgate em Montanha realizou 500 missões no decurso do ano de 2014, de acordo com a tabela 13. 10
Tabela 13 Resumo da atividade do Grupo de Resgate em Montanha Grupo de Resgate em Montanha Total de missões elementos veículos Busca e salvamento Emergência pré-hospitalar 7 40 10 Evacuações 4 20 7 Apoio a veículos 91 430 99 Patrulhamento 56 252 53 Pré posicionamento 264 1174 268 Missões de apoio 14 61 14 Instrução / Treino 63 361 90 Demonstrações 1 2 1 Total 500 2340 542 Fotografia n.º 3 - Grupo de Resgate em Montanha Treino de recuperação de vítima em escarpa. 11
450 Gráfico n.º 1 - Atividade do Grupo de Resgate em Montanha - Comparativo dos últimos 4 anos. 400 350 380 384 374 397 300 250 200 Proteção e socorro Prevenção e treino 150 100 50 0 93 102 56 33 2011 2012 2013 2014 2.2.3. Salvamento Aquático A Brigada de Salvamento Aquático (BSA) realiza missões de socorro às populações em caso de inundações, socorro a náufragos e buscas subaquáticas, não só no plano de água e subaquático da Barragem do Alqueva, mas também em outros cenários/locais de âmbito privado (poços e outros). A BSA é constituída por elementos dos Grupos de Setúbal, Beja e Évora, com formação específica em condução de embarcações de socorro, mergulho e nadador salvador. Os elementos da BSA são credenciados com a Carta de Patrão Local e operam duas embarcações de socorro. A Brigada possui equipamento de mergulho para buscas subaquáticas e de nadador salvador para salvamentos no plano de água. No ano de 2014 a BSA realizou um total de 39 missões, de acordo com a 14. 12
Tabela 14 Resumo da atividade da Brigada de Salvamento Aquático Brigada de Salvamento Aquático (BSA) Total de missões elementos veículos Horas Missões de intervenção 4 15 8 42h00m Missões de apoio - - - - Treinos de mergulho 15 122 48 183h00m Treinos de condução de embarcações Treinos de nadadores salvadores 12 67 35 163h00m 8 40 16 58h00m Total 39 244 107 446h00 Fotografia n.º 4 Brigada de Salvamento Aquático Busca de desaparecido na barragem do Pedrogão, Beja. 2.2.4. Apoio Logístico A Brigada de Apoio Logístico da FEB colabora e presta apoio às tarefas de âmbito logístico da Célula de Logística do CNOS. A Brigada é constituída por 1 Brigada, 1 13
e 9 Bombeiros, sendo constituída por elementos do Grupo de Santarém. Durante o ano de 2014 a BAL participou ativamente na manutenção do armazém da ANPC, na manutenção e operacionalização dos meios afetos ao CETAC, e na acomodação de ajuda humanitária com destino a diversos países. Em 2014 a Brigada de Apoio Logístico realizou 21 missões de âmbito logístico, de acordo com a Tabela 15. Tabela 15 Resumo da atividade da Brigada de Apoio Logístico Brigada de Apoio Logístico Total de missões elementos veículos Horas Total 21 115 24 318 Fotografia n.º 5 Brigada de Apoio Logístico Carregamento de equipamentos com destino à Sérvia e Bósnia, por ocasião de inundações. 14
2.2.5. Operadores de Telecomunicações de Emergência (OTE) Os OTE têm por missão reforçar as SALOC dos CDOS e CNOS em situações de Alerta Amarelo e de nível superior e reforçar os Veículos de Comando e Comunicações da ANPC em teatros de operações. No decurso do ano de 2014, os OTE realizaram 572 missões de reforço aos CDOS, CNOS, PONSE, CMA s, BHSP s e Teatros de Operações, totalizando 8173 horas e 40 minutos, de acordo com a Tabela 16. Tabela 16 Resumo da atividade dos OTE Operadores de Telecomunicações de Emergência (OTE) Reforço aos CDOS de Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Guarda, Beja, Évora e Setúbal N.º de Missões Horas 287 3 363h 10m Reforço ao CNOS 7 92h 30m PONSE 141 1 410h BHSP Loulé 135 3 240h Reforço ao Teatro de Operações 2 68h Total 542 8 173h 40m Gráfico n.º 2 Atividade dos operadores de telecomunicações em horas de trabalho efetivo Comparativo dos últimos 4 anos 7000 6000 6540 5000 4000 3000 2000 3654 5172 4691 4718 3363 Reforço aos CDOS Reforço ao CNOS Outros reforços 1000 0 1068 606 698 348 92 2011 2012 2013 2014 15
2.2.6. Fogos Controlados Durante as fases Alfa e Echo do DECIF 2014, a FEB participou em missões de fogo controlado em colaboração com equipas da Autoridade Florestal Nacional (AFN), de acordo com a Tabela 17, contribuindo para prevenção dos incêndios florestais e paralelamente adquirindo competências práticas na utilização e uso do fogo. Tabela 17 Resumo das missões de Fogos Controlados Missões de Fogos Controlados Total de missões elementos veículos Horas Total 8 64 13 70 Fotografia n.º 6 Missão de fogo controlado na Serra da Malcata. 2.2.7. Situações Meteorológicas Adversas As respostas a missões de situações meteorológicas adversas podem surgir na forma de pré-posicionamentos, estados de alerta H12 e H24, e intervenções efetivas. No ano de 2014, 16
a FEB participou em 15 missões de resposta a situações meteorológicas adversas, de acordo com a Tabela 18. Tabela 18 Resumo das missões em Situações Meteorológicas Adversas Situações Meteorológicas Adversas Total de missões elementos veículos Horas Total 15 43 14 147h 46m 2.3. Missões Internacionais Associado à vertente operacional, durante o ano de 2014 não se registaram missões. 2.4. Exercícios Operacionais A FEB participou em 15 exercícios operacionais, isolada ou conjuntamente com outras entidades, de acordo com a Tabela 19. Tabela 19 Resumo dos Exercícios Operacionais Exercícios Total de missões elementos veículos Horas Total 15 55 19 131 17
Fotografia n.º 7 - Montagem do Posto de Comando no Exercício Canoa, Santarém. 3. OUTRAS ATIVIDADES 3.1. Formação 3.1.1. Formação ministrada em apoio à ENB Em 2014 a FEB apoiou a atividade formativa da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) num total de 26 ações, através da disponibilização de formadores credenciados para a realização de cursos de formação nas seguintes áreas: incêndios florestais nomeadamente no 1º COS, condução defensiva e condução fora de estrada, salvamento em grande ângulo, operadores de telecomunicações, acidentes com matérias perigosas e escoramentos, A Tabela 20 apresenta os dados referentes à atividade da FEB em apoio à ENB. 18
Tabela 20 Formação ministrada em apoio à ENB Formação ministrada em apoio à ENB Total de Ações elementos formados Horas 1º COS 2 40 32 Condução Fora de Estrada nível 1 2 10 75 Condução Defensiva nível 1 1 12 35 Incêndios Florestais nível 2 2 32 50 Incêndios Florestais nível 4 10 124 500 Incêndios Florestais nível 5 2 24 16 Salvamentos em Grande Ângulo nível 1 1 10 100 Operador de telecomunicações nível 1 2 32 50 Acidentes com Matérias Perigosas nível 1 1 12 50 Operações Aéreas 2 24 50 Escoramentos nível 1 1 16 50 Total 26 336 1008 A FEB dispõe atualmente de 57 formadores acreditados pela ENB nas mais diversas áreas, o que permitiu não só responder até então às necessidades colocadas pela ENB, mas também às necessidades de formação e treino interno de forma autónoma, com a devida supervisão e homologação da entidade formadora. 19
Fotografia n.º 8 Apoio ao curso de incêndios florestais nível 4. ENB Lousã. 3.2. Formação ministrada a Agentes de Proteção Civil Para além da instrução interna, realizada diariamente em cada uma das Bases Permanentes da FEB, realizaram-se, durante a fase Alfa e Bravo do DECIF 2014, um conjunto de treinos operacionais dirigidos a elementos dos Corpos de Bombeiros, s de Sapadores Florestais, s das Juntas de Freguesia e militares das Forças Armadas, de acordo com a tabela 21. Estas ações de treino foram ministradas por elementos da FEB e visaram melhorar a aplicação das técnicas de combate aos incêndios florestais, com recurso a ferramentas manuais e mecânicas, tendo decorrido em todos os distritos de Portugal continental. Tabela 21 Treino operacional ministrado no âmbito do combate a incêndios florestais Treino operacional externo ministrado no âmbito do combate a incêndios florestais Corpos de Bombeiros (Ferramentas manuais e mecânicas) Outros Agentes de Proteção Civil (Forças Armadas, e Sapadores Florestais) Total de Ações elementos formados Horas 55 664 1012 20 1 251 304 Total 75 1 915 1316 20
Fotografias n.ºs 9 e 10 Ação de treino operacional de ferramentas manuais e equipamentos motorizados no combate a incêndios florestais, ministrada a Bombeiros Voluntários. Fotografia n.ºs 11 e 12 Ação de treino operacional de ferramentas manuais no combate a incêndios florestais, ministrada ao Exército Português. Ainda na área da formação, o Comando da FEB participou de forma ativa na passagem de conhecimentos e rotina de procedimentos a elementos do Comando dos Corpos de Bombeiros, na área de Coordenação de Meios Aéreos. Tabela 22 Treino operacional ministrado no âmbito da coordenação de operações aéreas 21
Treino operacional externo ministrado no âmbito da coordenação de operações aéreas Total de Ações elementos formados Horas Elementos de comando dos Corpos de Bombeiros 3 30 56 Total 3 30 56 3.3. Formação adquirida Durante o ano de 2014, 201 elementos da FEB frequentaram com aproveitamento 48 ações de formação contemplando um total de 2432 horas. De salientar que a maioria da formação é ministrada com recurso aos elementos da FEB, que simultaneamente dispõem de área formativa devidamente validada pela ENB. Os dados são apresentados na Tabela 23. Tabela 23 Formação adquirida pela FEB Formação adquirida Total de Ações elementos formados Horas Tripulante de Ambulância de Socorro 2 2 420 Recertificação de Tripulante de Ambulância de Socorro 7 15 191 Recertificação de Tripulante de Ambulância de Transporte 3 21 75 Formador de Técnicas de Escoramento e Desobstrução 1 2 50 Emergências Radiológicas e Químicas 2 12 64 Condutor de Embarcações de Socorro nível 2 1 1 50 Nadador Salvador 1 20 120 Incêndios Florestais nível 2 2 30 100 Incêndios Florestais nível 4 4 9 220 Segurança e Comportamento do Incêndio Florestal 1 2 25 Formador de Técnicas de Salvamento e Desencarceramento 1 1 50 22
Salvamento e Desencarceramento nível 2 2 3 75 Salvamentos em Grande Ângulo nível 1 1 10 50 Operador de Telecomunicações nível 1 3 40 100 Formador de Incêndios Florestais 3 3 260 Recertificação de Formador de Condução Fora de Estrada 1 1 35 Formador de Condução Defensiva 1 1 50 Condução Defensiva 1 6 35 Formador de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais 1 1 155 Recertificação de Formador de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais 1 1 35 Incêndios Urbanos e Industriais nível 3 1 1 35 Formação de Especialização de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais 1 1 25 Quadros de Comando 1 1 125 Acidentes com Matérias Perigosas nível 1 1 1 50 Máquinas de Rasto 1 4 32 Formação Dangerous Goods Recuperadores Salvadores 2 12 5 Moduls Basic Course - Eslovénia, Ao abrigo do programa de treino do Mecanismo Europeu de Proteção Civil Curso Technical Experts Course - Suécia, Ao abrigo do programa de treino do Mecanismo Europeu de Proteção Civil 1 2 50 1 1 50 Totais 48 204 2532 23
Fotografia n.º 13 Curso de Condução Fora de Estrada. 3.4. Treino e Instrução Interna da FEB Durante o ano de 2014, foram desenvolvidas ações de treino interno em cada grupo, conforme plano aprovado, visando algumas áreas vitais não só no reforço e manutenção das técnicas das mais variadas áreas de abrangência no serviço da Força Especial de Bombeiros, mas também treinos que permitem reforçar a identidade e a doutrina, pelas quais se pautam os operacionais da FEB, nomeadamente ao nível da ordem unida, preparação física, relações interpessoais, liderança, gestão de conflitos, nutrição, procedimentos administrativos, utilização de veículos, entre outros, num total de 748 ações, contemplando um total de 1567h30m horas de empenhamento. 24
Fotografia n.º 14 Treino diário de ordem unida. 3.5. Representações As ações de representação constantes na tabela 24, refletem as atividades relacionadas com cerimónias de apresentação a membros do Governo, altos dirigentes públicos, bem como representação da FEB em exéquias fúnebres e outros considerados superiormente relevantes. Tabela 24 Resumo das atividades de Representação Representações Total de missões elementos veículos Horas Total 43 189 59 340 3.6. Ações de sensibilização Foram realizadas um conjunto de iniciativas de caráter público com o objetivo de esclarecer, divulgar e promover as missões, valências, recursos humanos e materiais da FEB, contribuindo desta forma para sensibilizar os cidadãos para as atividades de Proteção Civil, de acordo com a Tabela 25. 25
Tabela 25 Resumo das Ações de Sensibilização Ações de sensibilização Total de missões elementos veículos Horas Total 68 233 36 257h30m 3.7. Demonstrações No ano de 2014 a FEB realizou 3 Demonstrações das suas valências operacionais, com o intuito de divulgar publicamente os recursos e as capacidades técnicas que possui nos diferentes domínios de atuação, de acordo com a tabela 26. Tabela 26 Resumo das Demonstrações Demonstrações Total de missões elementos veículos Horas Total 3 12 6 24h30m Fotografia n.º 15 Demonstração de equipamentos. 26
3.8. Grupos de Trabalho No seguimento de Despachos do Sr. Presidente da Autoridade Nacional de Protecção civil, durante o ano de 2014 foram nomeados alguns elementos do Comando da FEB, no sentido de colaborar em grupos de trabalho para o desenvolvimento de projetos, superiormente considerados fundamentais. Grupo de Trabalho Identidade Corporativa; Grupo de Trabalho Análise prospetiva da Força Especial de Bombeiros; 3.9. Rastreio Clínico Durante o ano de 2014 e com recurso a uma parceria público-privada, foi possível desenvolver um rastreio clinico na área da saúde, dirigido aos elementos da FEB, onde se abordaram temas como alimentação saudável, acuidade auditiva, lesões desportivas, risco cardiovascular e podologia. O evento decorreu nas instalações da Escola Nacional de Bombeiros e envolveu 67 operacionais. De referir que este evento foi desenvolvido sem custos para a ANPC, com a particularidade da entidade organizadora do evento ter oferecido também a alimentação a todos os participantes. Fotografia n.º 16 Rastreio de podologia. 27
3.10. Serviços Gerais Durante o ano de 2014 foram realizados pela FEB 128 serviços gerais num total de 643h20m. Os serviços gerais são classificados de acordo com a sua natureza, a maioria relacionada com deslocações e outras missões de caráter administrativo. 4. MEIOS E RECURSOS 4.1. Meios humanos 4.1.1. Efetivo 4.1.1.1. Distribuição do efetivo por funções De acordo com o Despacho n.º 14546/2009, de 29 de Junho, do Secretário de Estado da Proteção Civil, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 123, de 29 de Junho de 2009, o mapa de pessoal da FEB compreende um total de 270 elementos. A 1 de Julho de 2014 (início da Fase Charlie do DECIF), a FEB contava com um efetivo total de 269 elementos, distribuído por funções de acordo com a tabela 27. 28
Tabela 27 Distribuição do efetivo por funções Grupos Funções Nº Comandante 1 Comando 2º Comandante 1 Adjunto 3 Comandante de Companhia 2 Grupo 8 Territoriais Brigada 20 30 Bombeiro 192 Verificador Técnico 2 Recuperadores Salvadores Adjunto do Verificador Técnico 2 Recuperador Salvador 8 Total 269 4.1.1.2. Distribuição do efetivo na Fase Charlie do DECIF À semelhança do ano anterior, em 2014, o Comando da FEB, em estreita articulação com o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), procedeu à movimentação pontual e estratégica de meios humanos e materiais dos Distritos que registam menor atividade operacional, logo com menor número de meios aéreos para guarnecer, para os Distritos com maior atividade operacional, no intuito de distribuir o elevado esforço operacional do efetivo, de acordo com a Tabela 28. 29
Grupos Tabela 28 Distribuição do efetivo por grupos (FASE CHARLIE do DECIF) Elementos de serviço Elementos de alerta Elementos de reserva Efetivo do Grupo Comando 7 7 Guarda 18 18 1 52 Castelo Branco 15 15 1 49 Santarém 20 20 1 55 Portalegre 5 5 1 16 Setúbal 7 7 1 18 Évora 5 5-16 Beja 5 5 1 22 Recuperadores - Salvadores 4 4-12 Unidade de Apoio 2 2 GAUF 6 6-12 PONG 4 4-8 GRUATA 38 38 Total 136 127 6 269 4.1.1.3. Distribuição normal do efetivo por grupos À exceção da Fase Charlie do DECIF, o efetivo da FEB está distribuído por Grupos de acordo com a Tabela 29, constituindo um Batalhão a três Companhias, sediadas nos Distritos da Guarda, Castelo Branco (1.ª Companhia), Évora, Beja, Setúbal (2.ª Companhia), Santarém e Portalegre (3.ª Companhia). 30
Grupos Tabela 29 Distribuição normal do efetivo por grupos Elementos de serviço Elementos de alerta Elementos de reserva Comando 7 7 Guarda 15 15 15 45 Castelo Branco 15 15 15 45 Santarém 15 15 15 45 Portalegre 10 10 9 29 Setúbal 9 9 10 28 Évora 9 9 10 28 Beja 9 9 10 28 Recuperadores - Salvadores 4 4 4 12 Unidade de Apoio 2 2 Total Total 95 86 88 269 4.1.1.4. Distribuição do efetivo por género Quanto à distribuição do efetivo por género, em 2014, verifica-se que 97,02% do efetivo da FEB é do género masculino sendo apenas 2,97% do efetivo do género feminino, de acordo com a Tabela 30. Tabela 30 Distribuição do efetivo por Género Género elementos Masculino 261 Feminino 8 Total 269 31
4.1.1.5. Distribuição do efetivo por idade Em 2014, a média de idades do efetivo da FEB situa-se nos 34,7 anos. No que concerne à distribuição de idades do efetivo da FEB podemos concluir, através do Gráfico 3, que o maior número de elementos se situa na faixa etária dos 32 anos de idade e que 71% do efetivo tem menos de 35 anos de idade. Gráfico n.º 3 Distribuição de idades do efetivo da FEB. Gráfico Etário 35 30 29 32 30 25 20 15 10 5 0 21 18 15 15 15 15 11 9 8 7 7 7 5 4 3 2 2 1 Número de elementos 2 2 2 1 1 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 46 47 49 53 < Idades 32
4.1.1.6. Distribuição do efetivo por habilitações literárias O efetivo da FEB está distribuído por habilitações literárias de acordo com Gráfico 4. Gráfico n.º 4 Distribuição do efectivo por habilitações literárias 62% 7% Habilitações 1% 30% 9º ano 12º ano Licenciatura Mestrado 4.1.2. Medalhas e Louvores Nada a registar. 4.1.3. Acidentes graves em serviço Nada a registar. 4.1.4. Atividade Disciplinar Nada a registar. 33
4.1.5. Valências formativas O efetivo da FEB conta atualmente com 57 elementos credenciados pela Escola Nacional de Bombeiros (ENB), para ministrar formação nas diferentes áreas de conhecimento que compõem a oferta formativa da ENB para o universo dos Bombeiros, de acordo com a Tabela 31. Tabela 31 Formadores da FEB credenciados pela ENB Áreas formativas Formadores Credenciados Técnicas de Socorrismo 3 Técnicas de Salvamento e Desencarceramento 14 de Salvamento e Desencarceramento 8 Técnicas de Salvamento em Grande Ângulo 2 Condução Fora de Estrada 4 Condução Defensiva 1 Combate a Incêndios urbanos e Industriais 5 Combate a Incêndios Florestais 12 Nadador Salvador 1 Condução de Embarcações de Socorro 1 Matérias Perigosas 2 Operador de Central 2 Técnicas de Escoramentos 2 Total 57 34
4.1.6. Organogramas atuais. Comandante Estado-Maior 2º Comandante 2ª Companhia Adjunto Operações Adjunto Planeamento Adjunto Adm. Logístico Recuperadores Salvadores Unidade de Apoio Comandante 1ª Companhia Comandante 3ª Companhia 35
1ª Companhia Grupo de C. Branco Grupo da Guarda Grupo de Montanha Brigada C. Branco Brigada Guarda 2ª Companhia Grupo de Setúbal Grupo de Évora Grupo de Beja Brigada S. Aquático 3ª Companhia Grupo de Portalegre Grupo de Santarém Brigada Ap. Logístico 36
Guarda 45 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros C. Branco 45 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros 37
Santarém 45 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros Portalegre 29 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros 38
Setúbal 28 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros Évora 28 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros 39
Beja 28 elementos Brigada Brigada Brigada Bombeiros Bombeiros Bombeiros Recuperadores Salvadores Verificador Técnico Verificador Técnico Adjunto V. Técnico Adjunto V. Técnico Recuperador Salvador Recuperador Salvador 40
4.2. Recursos materiais 4.2.1. Veículos A FEB dispõe atualmente 57 veículos operacionais, distribuídos de acordo com a Tabela 32. Tabela 32 Distribuição dos veículos por grupos Grupos Veículos de intervenção Veículos de apoio Total Comando 7 7 Guarda 8 2 10 Castelo Branco 6 2 8 Santarém 5 3 8 Portalegre 4 2 6 Setúbal 4 1 5 Évora 4 2 6 Beja 4 1 5 Recuperadores - Salvadores 2 2 Unidade de Apoio 0 Total 42 15 57 41
4.2.2. Outros mentos A FEB possui um conjunto de equipamentos para intervenção nas diferentes valências, fora do âmbito do combate a incêndios florestais, de acordo com a Tabela 33. Tabela 33 Outros mentos Designação Quantidades Balões de Iluminação 9 Embarcações de Socorro 2 8 mento de Mergulho 10 mento de Salvamento Aquático 12 mento de Salvamento e Desencarceramento 1 mento de Salvamento em Grande Ângulo 20 mento de Salvamento em Montanha 2 Gerador de Alta Capacidade 1 Gerador de Média Capacidade 6 Tendas Insufláveis 7 4.2.3. Instalações Os Grupos Territoriais da FEB estão sediados em 7 Bases Permanentes, instaladas em cada um dos Distritos onde está implantada, e em 2014 guarneceram 13 Centros de Meios Aéreos (CMA) no âmbito do DECIF, de acordo com a Tabela 34. 8 Uma embarcação ao abrigo de um protocolo de cedência de utilização, entre a ANPC e a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, I.P. 42
Tabela 34 Bases Permanentes e CMA Distrito Base Permanente CMA Guarda - Hospital Guarda Guarda Seia Mêda Castelo Branco Proença-a-Nova Castelo Branco Covilhã Proença-a-Nova Santarém Sardoal Sardoal Ferreira do Zêzere Pernes Portalegre Portalegre Portalegre Évora Estremoz Évora Beja Moura Ourique Setúbal Montijo (Canha) Grândola O Grupo de Recuperadores Salvadores da FEB opera a partir de 2 Bases de Helicópteros de Serviço Permanente (BHSP), localizadas de acordo com a Tabela 35. Tabela 35 Bases de Helicópteros de Serviço Permanente Distrito Viseu Faro BHSP Santa Comba Dão Loulé 43
5. DISPOSIÇÕES FINAIS Como conclusão e com o objetivo de ser o mais abrangente possível naquilo que foi o desempenho da FEB no ano de 2014, e no que respeita aos pontos considerados fundamentais, adotamos o tradicional método de análise (1) Pontos Fortes (2) Pontos Fracos (3) Oportunidades e, por fim (4) Ameaças. Pontos Fortes Do conjunto de dados apresentados e da informação referenciada, podemos concluir que para abranger todas as atividades de caráter operacional que constam neste relatório de atividades da FEB, foi necessário por parte de todos os seus elementos grande dedicação, empenho e profissionalismo, tendo em conta não só o número de missões que nos foram atribuídas nas mais variadas vertentes, mas também devido às dificuldades logísticas e à ausência de programa adequado para o efeito. É de salientar que o ano de 2014 foi fundamental para a área dos recursos humanos, pois foram reunidas as condições necessárias ao preenchimento da dotação do quadro da FEB, 270 elementos 9, o que minimizou significativamente o impacto das horas acumuladas, fruto do empenhamento na fase charlie, que é gerido através de uma bolsa de horas individuais aplicada a cada elemento, sem custos acrescidos para a ANPC, e que na esmagadora maioria dos casos contempla individualmente algumas centenas de horas, compensadas à posterior nas fases de menor atividade. Não obstante da principal e reconhecida missão do combate aos incêndios florestais, a FEB cada vez mais tem sido solicitada a desenvolver trabalhos (gerais) de reforço aos CDOS e CNOS, reforço de meios humanos e materiais em cenários de condições meteorológicas adversas, busca e salvamento de pessoas desaparecidas, operações de buscas subaquáticas, operações em ambiente de montanha entre outros, o que obriga à prontidão permanente das restantes atribuições que porventura terão menos visibilidade, mas a exigência obriga à implementação e cumprimento de rigorosos programas de operacionalização. 9 Despacho n.º 14546/2009, de 29 de Junho, do Secretário de Estado da Proteção Civil, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 123, de 29 de Junho de 2009. 44
Para além da atividade operacional, a formação ministrada pela FEB abrangeu elementos dos Corpos de Bombeiros e outros agentes de proteção civil como as Forças Armadas e os Sapadores Florestais. De igual modo, a continuidade da aquisição de experiência, embora com um empenhamento menos expressivo comparativamente a outros anos, e no âmbito das s do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF), demonstrou claramente uma potencialidade que, em nosso entender, deverá ser explorada no futuro. Com o objetivo de aumentar os níveis de proficiência, e antevendo sempre como referência um ano exigente, a FEB elaborou e implementou um plano de formação superiormente aprovado que teve início após a fase Delta de 2014 e que se estenderá até ao início da fase bravo de 2015, contemplando a maioria das áreas consideradas críticas e fundamentais no cumprimento das demais missões de protecção e socorro, com a particularidade de ser possível desenvolver as referidas ações recorrendo aos recursos da FEB e ANPC, no que respeita ao corpo de instrutores e formadores, minimizando desta forma os custos gerais da operação. Por outro lado, a formação e instrução interna da FEB acima referenciada, representou um papel fundamental na preparação global dos elementos (física, mental e operacional), que, entre os resultados operacionais apresentados permitiu a ausência de feridos graves ou mortos em serviço até então na operação da FEB, o que para nós reflete inequivocamente as linhas orientadoras transversais a todos os operacionais da Força, principalmente no que respeita à segurança. Pontos Fracos Os recursos materiais atualmente existentes na FEB mostraram-se adequados ao desempenho das missões que nos foram atribuídas, sendo no entanto necessário reforçar algumas áreas de intervenção, quer pelo desgaste dos veículos e equipamentos em causa, quer pela necessidade de uma maior capacidade de intervenção, entendida como necessária ao longo da análise efetuada nos últimos anos. As áreas de intervenção no combate a incêndios e reconhecimento e avaliação, estão claramente identificadas como tendo constrangimentos desta natureza, no entanto assinala-se de forma francamente positiva, a utilização dos dois veículos florestais de combate a incêndios adquiridos ao abrigo do último programa de aquisição de veículos para a FEB, pois não só contribuíram 45
para a renovação da frota automóvel, como também para a modernização e aumento da capacidade de trabalho das equipas no terreno. Outro ponto que se ambicionava diferente, considerado fundamental em qualquer organização, seriam os recursos ao nível da administração da Força. Atualmente a maioria das ferramentas informáticas disponíveis para a gestão cingem-se aos programas convencionais gerais como o word, excel, entre outros, e que devido à dimensão da estrutura são hoje traduzidos em múltiplos ficheiros de dados dispersos, representando inúmeros constrangimentos nas áreas operacional e gestão de recursos humanos, e que nesta fase se pretendiam na forma de um programa específico, abrangendo as demais necessidades. A inexistência de uniformes alternativos seria um assunto a considerar num futuro próximo. Atualmente a FEB dispõe apenas do equipamento de protecção individual de combate a incêndios florestais, que é utilizado em exclusividade por todo o efectivo, em todas as situações e durante todo o ano (operacionais, administrativas e logísticas), o que representa não só um gasto avultado e diminuição do tempo de vida útil dos referidos equipamentos, mas também no desenquadramento operacional e visual, relativamente às restantes missões que nos são atribuídas fora do âmbito do combate aos incêndios florestais, e que são em número considerável. A ausência da definição das carreiras na estrutura da FEB expõe um dos pontos que, não sendo fundamental para a operação, a estar definido, representaria um reforço no fator motivacional e no bem-estar pessoal e colectivo. Por fim, ações de sensibilização e divulgação da Força Especial de Bombeiros, devidamente exploradas e enquadradas, poderiam representar uma forma de divulgação da Força a considerar no futuro em programa específico a apresentar oportunamente. Oportunidades Ao longo do seu tempo de existência, a FEB sempre se pautou pela motivação, disponibilidade, orgulho, profissionalismo e a contínua vontade de fazer mais e melhor, qualidades que são, sem dúvida, valores partilhados por todos os elementos da Força, mas 46
também reconhecidos não só institucionalmente como também pelos resultados que a FEB vai alcançando, um pouco por toda a parte onde tem sido solicitada a sua presença. Seria possível elencar algumas oportunidades, que face aos recursos humanos disponíveis na FEB e à estratégia definida para a estrutura, com dedicação e empenho seriam certamente apostas ganhas no âmbito da proteção e socorro, porém, nesta fase, julgamos importante referenciar a vertente humana. Os recursos humanos da FEB dispõem de uma experiencia vastíssima no que respeita a matérias de proteção civil. Atualmente é possível contar com a experiencia de profissionais que, a par da formação e treino disponibilizado todos os anos na FEB, enriquecem sistematicamente os seus currículos com a procura de conhecimentos em outras áreas que atualmente não fazem parte da estratégia operacional da ANPC para a FEB, o que permite não só referenciá-los num patamar elevado em termos qualitativos, mas também, antever que qualquer missão na área da proteção e socorro atribuída à FEB e tendo em conta as variáveis endógenas, será certamente concluída com sucesso. De referir também, que cerca de 11% dos elementos da FEB desempenham ou desempenharam funções no quadro de Comando ou Oficiais nos corpos de bombeiros onde são voluntários, tendência esta a aumentar, quer por via da aceitação de comissões em cargos de comando, quer por via académica. Outra fonte de recursos deveras importante será a bolsa de formadores acreditados pela ENB que a FEB dispõe. No nosso entender este conjunto de recursos poderia ser melhor rentabilizado em articulação com a ENB. Ameaças Avaliando o setor da proteção civil em Portugal, não podemos considerar que existam ameaças diretas à FEB, no sentido estrito da palavra. Provavelmente e numa análise deste contexto, podemos facilmente concluir que as ameaças se transformam em oportunidades de melhoria, adotando uma perspetiva positivista. Assim, e como oportunidades de melhoria no contexto adotado, assinalaríamos a necessidade de existir uma gestão da imagem e informação sobre a FEB mais vincada, personalizada e atual, invalidando eventuais avaliações externas desenquadradas. Na vertente operacional, a ausência de mobilização em algumas situações para as quais a FEB está vocacionada, independentemente do motivo, contribui para o baixo empenhamento das equipas 47
especializadas e para alguns níveis de desmotivação por entre o efetivo. Por fim, transportaríamos os pontos fracos anteriormente elencados e abordávamo-los enquanto oportunidades de melhoria, engrossando desta forma esta vertente. Actualmente a FEB representa em Portugal uma referência na área da proteção civil, a par das escassas oportunidades de profissionalização no setor, alimentando desta forma o ego e a esperança coletiva de muitos milhares de jovens bombeiros que sonham um dia pertencer a esta Instituição. Carnaxide 31/01/2015 O Comandante da Força Especial de Bombeiros José Manuel Cordas Realinho 48