COMO SURGEM OS TECIDOS



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TECIDO EPITELIAL

COMO SURGEM OS TECIDOS Nos seres de reprodução sexuada, que constituem a maioria dos organismos, todas as células surgem a partir de uma única célula, a célula-ovo. Esta sofre divisões e produz um grupo de células, dando início à formação do embrião. Todas essas células apresentam os mesmos genes. No entanto, nem todos os genes de uma célula estão ativados. Ao longo do desenvolvimento embrionário, certos genes serão ativados e outros permanecerão inativos. Por esse processo diferenciação celular, as células embrionárias, inicialmente idênticas entre si, originarão os diversos tipos de células especializadas que forma o organismo.

A potencialidade de uma célula para originar todas as outras perdura, no máximo, até a fase de gástrula, quando certos caminhos começam a ficar definidos. Há uma fase em que o embrião é formado por apenas duas camadas de células: a externa e a interna. A camada externa chamada ectoderme dá origem aos tecidos que revestem o corpo do embrião, como a epiderme, por exemplo. Já a camada interna chamada endoderme dá origem ao revestimento do tubo digestivo e aparelho digestório e do aparelho respiratório. Posteriormente, surge uma terceira camada a mesoderme, que é responsável pela produção de vários tecidos situados no interior do corpo animal, como o tecido conjuntivo, os músculos, o sangue, etc.

TECIDO EPITELIAL A superfície externa do corpo e as cavidades corporais internas dos animais são revestidas por este tecido. O tecido epitelial desempenha várias funções no organismo, como proteção do corpo (pele), absorção de substâncias úteis (epitélio do intestino) e percepção de sensações (pele), dependendo do órgão aonde se localizam. Os tecidos epiteliais ou epitélios têm células perfeitamente justapostas, unidas por pequena quantidade de material cimentante, com pouquíssimo espaço intercelular. Os epitélios não são vascularizados e não sangram quando feridos. A nutrição das células se faz por difusão a partir dos capilares existentes em outro tecido, o conjuntivo, adjacente ao epitélio a ele ligado. O arranjo das células epiteliais pode ser comparado ao de ladrilhos ou tijolos bem encaixados.

Entre os diferentes tipos de epitélios, há os que têm função de revestimento e outros com função secretora, formando as glândulas. Existem, assim, dois tipos funcionais de epitélios: os de revestimento e os de secreção ou glandulares. As células epiteliais apresentam um polo voltado para a superfície livre (polo apical) e um polo voltado para o tecido conjuntivo subjacente (polo basal). Os tecidos epiteliais não possuem vasos sanguíneos. Suas células recebem oxigênio e nutrientes que se difundem a partir dos capilares localizados no tecido conjuntivo.

Entre o tecido epitelial e o tecido conjuntivo existe a lâmina basal, produzida pelas células epiteliais e formada principalmente pela proteína colágeno associada a glicoproteínas. No tecido conjuntivo logo abaixo da lâmina basal pode ocorrer um acúmulo de fibras reticulares, formando, juntamente com a lâmina, a membrana basal. ---------- estrutura de suporte e defesa.

As regiões apicais e basais das células epiteliais são funcional e anatomicamente diferentes ---- relação com a função exercida! 1) Células com função de absorção: na porção apical há numerosos microvilos (microvilosidades), o que aumenta a superfície celular.

2) Células secretoras caliciformes: Em seu pólo apical, a célula caliciforme apresenta muitos grânulos de secreção glicoprotéica. O núcleo é geralmente achatado e deslocado para a parte basal da célula, região rica em retículo endoplasmático rugoso. Acima do núcleo, encontramos o aparelho de golgi muito desenvolvido. No retículo endoplasmático rugoso se inicia a síntese das glicoproteínas. Os glicídios são adicionados à parte protéica no retículo rugoso e no aparelho de golgi, principalmente.

3) Epitélios de revestimento de órgãos internos do corpo (ex: das tubas uterinas e dos brônquios): apresentam cílios em sua porção apical. O batimento dos cílios é fundamental.

ESTRUTURAS DE UNIÃO ENTRE AS CÉLULAS EPITELIAIS As células dos tecidos epiteliais mantêm-se aderidas umas às outras por meio de estruturas especializadas, genericamente chamadas junções celulares. 1) Zônula de oclusão - uma espécie de cinturão adesivo situado junto a borda livre das células epiteliais. A zona de oclusão mantém as células vizinhas tão encostadas que impede a passagem de moléculas no espaço entre células vizinhas. Assim, as macromoléculas só podem penetrar passando pelo interior das células, o que possibilita o controle daquilo que entra.

2) Zônulas de adesão células vizinhas estão firmemente unidas por uma substância intercelular adesiva, mas suas membranas plasmáticas não chegam a se tocar. Na face citoplasmática dessas membranas existe acúmulo de material denso, no qual se inserem microfilamentos de actina, conferindo maior resistência a essa região.

3) Desmossomos discos de adesão entre as células. Um desmossomo pode ser comparado a um botão de pressão constituído por duas metades que se encaixam, estando uma metade localizada na membrana de uma das células e a outra na célula vizinha.

4) Hemidesmossomos - As bases das células epiteliais ficam aderidas a lâmina basal por meio de estruturas celulares especiais, denominadas hemidesmossomos. Estes lembram desmossomos, mas possuem estrutura e função diferentes, conectando as bases das células epiteliais à lamina basal, em vez de ligarem as membranas de células vizinhas, como fazem os desmossomos.

5) Junções gap ou comunicantes - são partículas cilíndricas que fazem com que as células entrem em contato umas com as outras, para que funcionem de modo coordenado e harmônico. Esses canais permitem o movimento de moléculas e íons, diretamente do citosol de uma célula para outra.

CLASSIFICAÇÃO DOS TECIDOS EPITELIAIS 1) Tecidos epiteliais de revestimento podem ser classificados quanto: ao número de camadas celulares; à forma das células presentes na camada superficial.

Os epitélios podem ser classificados quanto ao número de células: Quando os epitélios são formados por uma só camada de células, são chamados de epitélios simples ou uniestratificados (do latim uni, um, e stratum, camada). Já os epitélios formados por mais de uma camada de células são chamados estratificados. Existem ainda epitélios que, apesar de formados por uma única camada celular, têm células de diferentes alturas, o que dá a impressão de serem estratificados. Por isso, eles costumam ser denominados pseudoestratificados. Quanto à forma das células, os epitélios podem ser classificados em: Pavimentosos, quando as células são achatadas como ladrilhos; Cúbicos, quando as células tem forma de cubo, ou Prismáticos, quando as células são alongadas, em forma de coluna. OBS: No epitélio que reveste a bexiga, a forma das células é originalmente cúbica, mas elas se tornam achatadas quando submetidas ao estiramento causado pela dilatação do órgão. Por isso, esse tipo de epitélio é de denominado, por alguns autores, epitélio de transição.

A PELE A pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano. A pele apresenta duas camadas: a epiderme e a derme.

EPIDERME A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra por não possuirem pelos), e chegam a até 2 mm de espessura. A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (células escamosas em várias camadas). A célula principal é o queratinócito, que produz a queratina. A queratina é uma proteína resistente e impermeável responsável pela proteção. Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV); e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, gigantes e com prolongamentos membranares. A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se nela houvesse vasos ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.

DERME A derme é um tecido conjuntivo que sustenta a epiderme. É constituído por elementos fibrilares, como o colágeno e a elastina e outros elementos da matriz extracelular, como proteínas estruturais, glicosaminoglicanos, íons e água de solvatação. Os fibroblastos são as células envolvidas com a produção dos componentes da matriz extracelular. É na derme que se localizam os vasos sanguíneos e linfáticos que vascularizam a epiderme e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. Estes incluem vários tipos de sensores: Corpúsculo de Vater-Pacini, sensíveis à pressão. Corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequência diferente. Corpúsculo de Krause, sensíveis ao frio (pele glabra). Órgão de Ruffini, sensíveis ao calor. Célula de Merckel, sensíveis a tato e pressão. Folículo piloso, com terminações nervosas associadas. Terminação nervosa livre, com dendritos livres sensíveis à dor e temperatura.

HIPODERME Já não faz parte da pele. É constituída por tecido adiposo que protege contra o frio. É um tecido conjuntivo frouxo ou adiposo que faz conexão entre a derme e a fáscia muscular e a camada de tecido adiposo é variável à pessoa e localização. Funções: reservatório energético; isolante térmico; modela superfície corporal; absorção de choque e fixação dos órgãos.

EPITÉLIO DE REVESTIMENTO INTESTINAL O tecido que reveste internamente o intestino delgado é um bom exemplo de epitélio especializado em absorver nutrientes e permitir que eles passem da cavidade intestinal para o sangue. A alta capacidade de absorção do epitélio intestinal se deve ao fato de suas células possuírem, na membrana a borda livre (isto é, a borda voltada para a cavidade intestinal), muitas projeções finas e alongadas, que lembrem dedos de uma luva, chamadas microvilosidades.

B) TECIDO EPITELIAL GLANDULAR As células do tecido epitelial glandular produzem substâncias chamadas secreções, que podem ser utilizadas e outras partes do corpo ou eliminadas do organismo. Essas secreções podem ser: mucosas, quando espessas e ricas em muco, Ex. glândulas salivares serosas, quando fluidas, aquosas, claras e ricas e proteínas. Ex. glândulas secretoras do pâncreas Podem também ser mistas, quando ocorrem secreções mucosas e serosas juntas. Ex. Glândulas salivares parótidas.

TRÊS TIPOS DE GLÂNDULAS MULTICELULARES Glândulas exócrinas: apresentam a porção secretora associada a dutos que lançam suas secreções para fora do corpo (como as glândulas sudoríparas, lacrimais, mamárias e sebáceas) ou para o interior de cavidades do corpo (como as glândulas salivares); Glândulas endócrinas: não apresentam dutos associados à porção secretora. As secreções são denominadas hormônios e lançadas diretamente nos vasos sanguíneos e linfáticos. Exemplos, hipófise, glândulas da tireóide, glândulas paratireódeas e glândulas adrenais; Glândulas mistas: apresentam regiões endócrinas e exócrinas ao mesmo tempo. É o caso do pâncreas, cuja porção exócrina secreta enzimas digestivas que são lançadas no duodeno, enquanto a porção endócrina é responsável pela secreção dos hormônios insulina e glucagon. Esses hormônios atuam, respectivamente, na redução e no aumento dos níveis de glicose no sangue.