Escola Politécnica Universidade Federal da Bahia Tecnologia da Construção Civil AULA 7 REVESTIMENTOS VERTICAIS Prof. Dr. Luiz Sergio Franco Escola Politécnica da USP Dep. de Engenharia de Construção Civil Funções dos Revestimentos Proteção do vedo e da estrutura Auxiliar o vedo a cumprir suas funções Proporcionar o acabamento final ao conjunto vedação 4 Revestimentos Verticais Conjunto de camadas que cobrem a superfície da estrutura ou do vedo (alvenaria, gesso acartonado, paredes maciças de concreto), desempenhando funções específicas 2 Classificação dos Revestimentos Quanto à posição relativa no edifício Internos Áreas secas Áreas molhadas Externos 5 REVESTIMENTOS INTERNOS ou emboço Revestimento Interno de área seca camada de acabamento 3 6 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 1
REVESTIMENTOS INTERNOS Aderentes Revestimento interno de área molhada do edifício 7 10 REVESTIMENTOS EXTERNOS Aderentes Revestimentos verticais exteriores pastilha cerâmica e argamassa com pintura 8 11 Classificação dos Revestimentos Fixados por dispositivos Quanto à técnica de fixação Aderentes Argamassas, cerâmicos (argamassas colantes e pastas de resina) Fixados por dispositivos Parafusos, insertos, pregos, grampos... 9 12 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 2
Classificação dos Revestimentos Quanto aos materiais. De argamassas e pastas com aplicação de pintura ou textura De argamassas pigmentadas (fulget, travertino, massa raspada, monocapa...) 13 Classificação dos Revestimentos Quanto aos materiais. Cerâmicos (pastilhas, grês, azulejos...) Rochas (mármores, granitos, ardósia...) De madeiras (lambris, painéis...) Sintéticos: vinílicos (mantas, papéis de parede, placas, réguas...); texteis; melamínicos Outros: vidro (mosáicos); metálicos (réguas, placas) 16 REVESTIMENTOS VERTICAIS Cerâmicos Revestimentos verticais no edifício: revestimento exterior argamassa pigmentada 14 17 Novos sistemas de revestimentos Rochas REVESTIMENTO MONOCAMADA15 18 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 3
Sintéticos: melamínicos Quantidade de materiais envolvidos 19 22 Qual a importância de se estudar os revestimentos verticais??? Quantidade de materiais envolvidos Elevadas espessuras 20 23 Quantidade de materiais envolvidos Importância Custo expressivo no total da obra 21 24 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 4
Custos Problemas Mapeamento????? Subsistemas Edifício residencial Múltiplos pavimentos fino médio popular médio Estrutura 17 a 20 12 a 16,5 9,5 a 12 26 a 32 Vedações 6 a 10 7 a 11 9 a 16 2,5 a 3,5 Revestimentos 17 a 23 25 a 31 23 a 32 13,5 a 17,5 Construção São Paulo - junho/2001 Edifícios de pequena altura, em alvenaria estrutural, em São Paulo 25 28 Importância Problemas????? Deve atender a solicitações e exigências diversas PARTE DO EDIFÍCIO MAIS EXPOSTA Casas térreas altura, em alvenaria estrutural, em São Paulo 26 29 Quais os principais problemas??? Problemas????? Manchamento, fissuras, descolamentos entre camadas e queda de revestimento 27 30 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 5
Problemas????? Problemas????? Manchas generalizada no exterior: presença de fungos na vedação de alvenaria de blocos de concreto celular 31 Fissuras de retração da argamassa de revestimento em edifícios de pequena altura, internas e externas. 34 Problemas????? Problema não existe onde há o revestimento cerâmico Problemas????? Manchas generalizada no exterior: presença de fungos na vedação de alvenaria de blocos de concreto celular 32 35 Problemas????? Problema é agravado na fachada sul do edifício Manchas generalizada no exterior: presença de fungos na vedação de alvenaria de blocos de concreto celular 33 Por que os revestimentos vêm perdendo suas funções??? Por que os problemas vêm ocorrendo??? 36 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 6
Gargalos tecnológicos! Inexistência de requisitos de desempenho! Inexistência de parâmetros de projeto! Inexistência de sistemas de produção que incluam o controle de qualidade! Inexistência de metodologia para diagnóstico e recuperação de patologias! Inexistência de sistema de gestão do processo de comercialização e de produção 37 GESTÃO DA TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE REVESTIMENTOS 40 Gestão da tecnologia O que fazer????? Projeto! do produto! do processo Domínio da tecnologia! procedimentos de produção 38 41 Domínio do Processo de Produção 39 Gestão da tecnologia Integração com Fornecedor! suprimentos! mão-de-obra Controle do Processo de Produção 42 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 7
Revestimentos de Argamassa REVESTIMENTO TRADICIONAL DE ARGAMASSA REVESTIMENTOS DAS VEDAÇÕES VERTICAIS DE EDIFÍCIOS CONSTITUÍDOS POR UMA OU MAIS CAMADAS DE ARGAMASSA ENDURECIDA são incluídos nestes revestimentos: os emboços de regularização de outros tipos de revestimentos; os que constituem a camada final para recebimento do sistema de pintura e os monocamada 43 " EMBOÇO (MASSA-GROSSA) Camada de base para a camada de acabamento de outros tipos de revestimentos " SISTEMA EMBOÇO e REBOCO Emboço + camada de acabamento, também de argamassa, denominada genericamente de reboco TIPOS DE REBOCO #Massa fina, com ou sem sistema de pintura e # Fulget ; travertino; massa raspada; massa batida; (todas estas sem pintura), etc.. 46 Acabamento para revestimento com tilolo cerâmico: vassorurado. Revestimento decorativo: massa raspada 44 Argamassa de emboço 47 ou emboço Revestimento de argamassa: massa única emboco ou "reboco paulista Revestimento tradicional de argamassa 45 48 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 8
REVESTIMENTO DE ARGAMASSA MASSA ÚNICA Revestimento de argamassa: monocamada Monocamada EMBOÇO PAULISTA Revestimento de argamassa aplicado em camada única, acabado, sem proteção de outro revestimento, usualmente protegido por película de menos de 1mm (sistema de pintura) 49 52 REVESTIMENTO DE ARGAMASSA MASSA ÚNICA REVESTIMENTO DE ARGAMASSA MONOCAMADA Revestimento acabado, inclusive com pigmentação, usualmente aplicado sem camada de preparo de base 50 53 REVESTIMENTO DE ARGAMASSA MASSA ÚNICA 51 REVESTIMENTO MONOCAMADA54 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 9
Propriedades do revestimento RESISTÊNCIA MECÂNICA DE ADERÊNCIA (à tração e ao cisalhamento) DE CORPO (à tração e coesão de corpo) SUPERFICIAL (à abrasão, de riscamento e coesão superficial) REVESTIMENTO MONOCAMADA55 58 DESEMPENHO ESPERADO PARA OS REVESTIMENTOS Resistência de aderência NÃO APRESENTE PROBLEMAS Não desplaque Não fissure Não manche SEJA DURÁVEL Não desagregue Não se degrade precocemente CUMPRA SUAS FUNÇÕES 56 59 É necessário conhecer as propriedades dos revestimentos de argamassa! Resistência de aderência 57 60 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 10
Resistência de aderência O QUE INTERFERE? 1. CARACTERÍSTICAS DA ARGAMASSA TRABALHABILIDADE! granulometria e teor de finos dos agregados! relação água/aglomerante! relação aglomerante/agregado! natureza e teor dos aglomerantes! presença de aditivos 61 Piora na extensão de aderência Vazios na argamassa: diminui a resistência mecânica Ampliação da imagem anterior Argamassa de cimento e areia (1:3), aplicada sobre substrato cerâmico tipo II seco retenção de água papel filtro = 90%; funil de Buchner 35%. Imagem obtida de lupa estereoscópica com ampliação de 60 vezes (fonte CARASEK, Helena, 1996). 64 Resistência de aderência 2. CARACTERÍSTICAS DA BASE diâmetro e natureza dos poros limpeza da base 3. TÉCNICA DE EXECUÇÃO tempo adequado de sarrafeamento compactação e prensagem da argamassa 62 Melhora na extensão de aderência Diminuição dos vazios da argamassa pela adição de cal Melhoria da trabalhabilidade e aumento da extensão de aderência Argamassa de cimento:cal:areia (1:1/4:3), aplicada sobre substrato cerâmico tipo II seco retenção de água papel filtro = 92%; funil de Buchner 66%. Imagem obtida de lupa estereoscópica com ampliação de 20 vezes (fonte CARASEK, Helena, 1996). 65 Piora na extensão de aderência Vazios na argamassa: diminui a resistência mecânica Melhora na extensão de aderência Aumento dos vazios da argamassa devido ao ar incorporado- 24% redução da extensão de aderência Argamassa de cimento e areia (1:3), aplicada sobre substrato cerâmico tipo II seco retenção de água papel filtro = 90%; funil de Buchner 35%. Imagem obtida de lupa estereocópica com ampliação de 20 vezes (fonte CARASEK, Helena, 1996). 63 Argamassa industrializada, aplicada sobre substrato cerâmico tipo II seco retenção de água papel filtro = 96%; funil de Buchner 88%. Imagem obtida de lupa estereoscópica com ampliação de 20 vezes (fonte CARASEK, Helena, 1996). 66 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 11
Resistência de aderência AVALIAÇÃO:! ensaios de arrancamento por tração 67 70 Resistência de aderência Avaliação da resistência de aderência 68 71 Resistência de aderência à base EXIGÊNCIAS VARIÁVEIS EM FUNÇÃO DAS CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO: Fachadas e forros 0,2 a 0,5 MPa Revestimentos internos 0,15 a 0,25 MPa 69 NBR13749/96 Revestimentos externos 0,3 MPa Revestimentos internos 0,2 MPa 72 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 12
Resistência de aderência superficial EXIGÊNCIAS VARIÁVEIS EM FUNÇÃO DAS CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO (crítico para revestimentos modulares): Fachadas 0,4 a 0,7 MPa Revestimentos internos 0,20 a 0,30 MPa 73 Verificação de outros parâmetros da argamassa: fissuração 76 Etapa prévia de definição da argamassa de emboço Proposta: painéis maiores e em condições de emprego da argamassa 74 77 Painéis de revestimento Problemas Patológicos Diferentes tipos de chapisco Diferentes bases 75 78 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 13
Problemas Patológicos 79 Características da base 82 Problemas Patológicos Problemas Patológicos 80 83 Problemas Patológicos 81 Película de desmoldante impediu a aderência 84 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 14
Propriedades do revestimento CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕES prórpias do revestimento (intrínsecas) e induzidas pelo substrato (extrínsecas), sem fissurar ESTABILIDADE DIMENSIONAL comportamento na expansão e retração higrotérmica do próprio revestimento 85 88 Capacidade de absorver deformações DO QUE DEPENDE??! CARACTERÍSTICAS DA BASE! DOSAGEM DA ARGAMASSA! ESPESSURA DA CAMADA! TÉCNICA DE EXECUÇÃO! CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO 86 Capacidade de absorver deformações $ DOSAGEM DA ARGAMASSA Argamassas fortes 89 Capacidade de absorver deformações $ CARACTERÍSTICAS DA BASE Capacidade de absorver deformações $ DOSAGEM DA ARGAMASSA Deformações de grande amplitude 87 Argamassas fracas 90 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 15
Capacidade de absorver deformações $ ESPESSURA DA CAMADA pequenas espessuras Capacidade de absorver deformações $ TÉCNICA DE EXECUÇÃO grau de compactação e tempo de sarrafeamento e desempeno 91 94 Capacidade de absorver deformações $ ESPESSURA DA CAMADA FISSURAS de RETRAÇÃO grandes espessuras 92 95 Capacidade de absorver deformações $ TÉCNICA DE EXECUÇÃO FISSURAS de RETRAÇÃO grau de compactação e tempo de sarrafeamento e desempeno 93 96 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 16
Capacidade de absorver deformações $ CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO Estanqueidade 97 100 Capacidade de absorver deformações $ CONDIÇÕES DE EXPOSIÇÃO 98 Durabilidade Fatores que comprometem o desempenho:! movimentações intrísecas e extrínsecas (fissuras, desagregação e descolamento)! espessura inadequada dos revestimentos! cultura e proliferação de microorganismos! qualidade da argamassa 101 Propriedades do revestimento GEOMÉTRICAS - espessura e dimensões do pano DE SUPERFÍCIE - tipo e uniformidade da rugosidade superficial, planicidade, porosidade ESTANQUEIDADE - à água de chuva, quando for de fachada e em áreas molhadas internas 99 Comparação qualitativa das características exigíveis dos revestimentos de argamassas Propriedades Interno Fachada Forro Pintura Cerâmica Pintura Cerâmica Capacidade de aderência 1 2 5 3 4 Absorver deformações 3 1 3 4 2 Restrição a fissuras 3 1 3 4 2 Resistência tração/comp 1 2 1 3 4 Resist. desg. superficial 3 1 1 2 1 Durabilidade 2 2 1 4 3 Obs: O nível de exigência cresce de 1 para 5 102 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 17
PLACA CERÂMICA REVESTIMENTO CERÂMICO CLASSIFICAÇÃO SUPERFÍCIE " vidrada " não vidrada TIPO DE TRATAMENTO TÉRMICO " biqueima " monoqueima 103 106 REVESTIMENTO CERÂMICO PLACAS CERÂMICAS CAMADA DE FIXAÇÃO Argamassa Adesiva JUNTA DE COLOCAÇÃO Argamassa de Rejunte PLACA CERÂMICA SUBSTRATO Emboço Argamassado PREPARAÇÃO DA BASE Chapisco BASE Alvenaria ou concreto CARACTERÍSTICAS " impermeabilidade; " facilidade de limpeza; " incombustibilidade; " resistência; " sanidade; " efeito decorativo. 104 107 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS CLASSIFICAÇÃO PRODUTO ABSORÇÃO(%) GRUPO porcelana 0 a 0,5 quase nula grês 0,5 a 3 baixa semi-grês 3 a 6 média semi-poroso 6 a 10 média alta poroso 10 a 20 alta 105 Expansão por Umidade % fator crítico em ambientes úmidos (piscinas, fachadas e saunas) % a EPU, expressa em mm/m, deve ser muito baixa, quando a moagem, queima e a formulação da placa estão bem feitas. 108 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 18
Argamassa colante Propriedades e Características &tempo em aberto (20-45 min) &tempo de vida útil (3-5 h) &ajustabilidade (10-20 min) &retenção de água &aderência (extensão e resistência) & flexibilidade 109 ASSENTAMENTO ASSEMENTO COM DUPLA COLAGEM ' Peças que possua garras ' Pastilhas de porcelana (a aderência se dá pelo rejuntamento 112 Ensaio de flexibilidade Argamassa colante: ESCOLHA EXTERIOR Área do Componente (cm 2 ) < 100 100-400 400-900 900-1600 Tipo II Tipo II Tipo III Tipo III-E simples dupla dupla dupla 0,5MPa 1,0 MPa 1,0 MPa 1,5 MPa 110 113 Argamassa colante: TIPOS Tipo Denominação Característica Tipo I Tipo II Tipo III Tipo III - E Interior Exterior Alta resistência Especial RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO MAIOR TEMPO EM ABERTO Norma Brasileira 111 Argamassa colante: ESCOLHA & peso variável dos componentes em função das suas dimensões & deformações diferenciais revestimento-substrato & esforços de vento & vibrações, choques 114 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 19
Juntas: entre componentes ESPAÇADORES Materiais de Rejuntamento Argamassas industrializadas para rejuntes (modificadas com polímeros) Cuidado com argamassas de rejunte preparadas em obra!!! 115 118 Juntas: FUNÇÕES & Responder às exigências de fabricação (tolerâncias) & permitir o alinhamento das placas & proporcionar acabamento estético & possibilitar a estanqueidade & permitir acomodação do conjunto 116 119 Juntas: entre componentes Área dos componentes (cm2) Espessura juntas exterior mínima (desejável) A < 250 4,0 (8,0) 250 < A < 400 5,0 (10,0) 400 < A < 600 6,0 (10,0) 600 < A < 900 8,0 (10,0) A > 900 10,0 (12,0) 117 Execução dos RCF 1ª subida 2ª subida 3ª subida 4ª subida 5ª subida limpeza base fixação alvenaria colocação de arames taliscamento primeira cheia Inspeção emboço aceitação Inspeção assentamento Inspeção limpeza juntas Limpeza parcial Inspeção juntas de controle 5ª descida 4ª descida 3ª descida 2ª descida 1ª descida Aplicação do selante Limpeza final Rejuntamento Limpeza das juntas de controle Assentamento das placas Limpeza das juntas de colocação Emboço com tela e junta desempenamento tosco chapiscamento mapeamento Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 20
Execução dos Revestimentos Execução dos Revestimentos 121 124 Execução dos Revestimentos Execução dos Revestimentos 122 125 Execução dos Revestimentos Execução dos Revestimentos 123 126 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 21
QUEM DEVE FAZER O PROJETO DOS REVESTIMENTOS???? &quem tem o domínio do sistema de produção ( interno à empresa construtora ( projetista específico 127 IMPORTANTE: SEMPRE é necessário um responsável pelas decisões 130 RECOMENDAÇÕES PARA FACHADAS placa de baixa absorção de água da placa cerâmica (recomenda-se no máximo 6%); placa cerâmica de baixa EPU; placa cerâmica de fácil limpeza; placas com dimensões maiores que 20 cm requerem cuidados muito específicos; 128 QUANDO FAZER O PROJETO DOS REVESTIMENTOS???? & em conjunto com os demais & presente na coordenação & não precisa sair pronto desde o início, precisa tomar as decisões necessárias 131 PROJETO DO REVESTIMENTO PARÂMETROS DE PROJETO! CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO! n o de camadas! espessura das camadas! rugosidade superficial! detalhes construtivos 129 132 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 22
PARÂMETROS DE PROJETO Exigências para a camada de revestimento de argamassa & Espessuras mínimas e máximas NBR 13749-96 INTERIOR 5 < e < 20 mm EXTERIOR 20 < e < 30 mm TETOS e < 20 mm 133 Detalhes construtivos Juntas de movimentação Juntas estruturais Juntas existentes na estrutura que deverão ter continuidade na execução do revestimento Juntas de Controle (da deformação) Juntas de trabalho: entre painéis de revestimento Juntas de contorno: entre o revestimento e outros elementos da vedação 136 PARÂMETROS DE PROJETO Exigências para a camada de revestimento de argamassa & & Rugosidade e porosidade Regularidade geométrica Compatíveis com a camada de acabamento Juntas ESTRUTURAIS & SEGUEM AS JUNTAS DA ESTRUTURA 134 137 & & PARÂMETROS DE PROJETO Detalhes construtivos Juntas Reforços Solicitações no revestimento Solicitações mecânicas Grau de exposição climática 135 Juntas: DE CONTROLE A função da junta de controle é permitir a existência de uma região que concentre as tensões direcionando o aparecimento da fissura, caso as tensões sejam superiores à capacidade resistente do material. 138 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 23
Juntas: DE CONTROLE 139 142 Juntas: DE CONTROLE 140 143 Execução dos Revestimentos 141 144 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 24
Juntas: DE CONTROLE No máximo 50% da espessura do revestimento Juntas: DE CONTROLE Por que não cortar o revestimento até o fundo? Região enfraquecida para direcionamento da fissura A camada de revestimento protege contra a penetração de água de chuva. 145 148 Execução dos Revestimentos 146 Juntas: DE TRABALHO ONDE LOCALIZAR??? &Juntas Horizontais ' executadas a cada pavimento ' encontro dos componentes estruturais com a alvenaria ' junto às aberturas ' encontro piso-parede (interior) 149 Ferramentas para execução das juntas Juntas: DE TRABALHO ONDE LOCALIZAR??? &Juntas Verticais 'Dimensões do painel: 9 a 30m 2 Função das condições de solicitação 147 150 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 25
Juntas: DE TRABALHO Juntas Verticais: situação mais desfavorável - 9m 2 ' menos de 5 juntas verticais por metro ' cores quentes (tons escuros); foscas ' fachada com insolação total em grande período do dia ' local com elevado índice de insolação ' estrutura muito deformável (lajes planas não protendidas) 151 PARÂMETROS DE PROJETO Detalhes construtivos Tela no revestimento Não utilizar tela com a junta Funções distintas 154 Juntas: DE TRABALHO Juntas Verticais: situação mais favorável - 30m 2 ' mais de 5 juntas verticais por metro ' cores frias (tons claros); brilhantes ' fachada sem insolação em grande período do dia ' fachadas recortadas ' estrutura rígida (vigas) 152 Detalhes construtivos 155 PARÂMETROS DE PROJETO Detalhes construtivos Quando utilizar tela no revestimento? Dissipar as tensões da base pelo revestimento Estruturar o revestimento, quando espessuras muito elevadas 153 Detalhes construtivos Onde utilizar as telas??? Encontro da alvenaria com estrutura nos primeiros dois pavimentos, quando sobre pilotis Últimos dois pavimentos do edifício, em função da variação de temperatura Encontro de elementos construtivos diversos (pré-fabricados) 156 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 26
Detalhes construtivos PROJETO DE REVESTIMENTO PROJETO DO PRODUTO Memorial contendo as considerações técnicas que levaram à definição do produto, incluindo-se a normalização técnica e referências utilizadas 157 160 Detalhes construtivos 158 161 20 20 159 162 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 27
163 166 164 167 165 168 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 28
169 172 170 173 171 174 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 29
FACHADA VENTILADA: CONCEITUAÇÃO " Formação de câmara de ar entre o revestimento e a parede do edifício; " Ventilação permanente da câmara de ar eliminado o calor; a umidade; redução das movimentações estruturais devido à mudança de temperatura. TIPOLOGIA DE REVESTIMENTOS NÃO ADERIDOS DE FACHADA Mais utilizadas atualmente: " Fachada com placas de alumínio composto (ACM); " Fachada em pele-de-vidro; " Fachada com placas cerâmicas, " Fachada com placas pétreas; 175 178 FACHADA VENTILADA: CONCEITUAÇÃO Edifício revestido com placas de alumínio composto (ACM) 176 179 VANTAGENS NA UTILIZAÇÃO " Isolamento térmico; " Diminuição no consumo de energia; " Diminuição dos efeitos da dilatação térmica no edifício; " Eliminação de problemas de condensação; " Isolamento acústico; " Diminuição sensível de problemas de infiltração de água; " Facilidade de manutenção; " Sistema de montagem altamente industrializado; " Alta produtividade; " Reduzidos índices de incidências patológicas. 177 Edifício revestido com placas de alumínio composto (ACM) 180 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 30
Edifício revestido com placas de alumínio composto (ACM) FACHADA VENTILADA COM PLACAS DE GRÊS PORCELANATO 181 184 Edifício revestido com placas de alumínio composto (ACM) SEQÜÊNCIA DE MONTAGEM DO REVESTIMENTO Estrutura Metálica de fixação Manuseio da placa cerâmica Fixação da ancoragem 182 185 Edifício com fachada em pele- de-vidro SEQÜÊNCIA DE MONTAGEM DO REVESTIMENTO Posicionamento do Porcelanato Fixação através de parafuso Fixação final da placa 183 186 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 31
Fachada com placas pétreas Fixados por dispositivos 187 COMPARATIVO DE CUSTOS Tipo de fachada Empresa Estrut. (US$) Revest. (US$) MDO (US$) Total (US$) Revestimentos pétreos Fixados por dispositivos ACM A 37,77 57,04 23,70 118,51 C 31,80 45,60 25,70 103,10 Resina B 6,62 92,59 34,89 134,10 Pele-de-vidro A 90,74 62,21 38,90 191,85 Placas pétreas D 14,06 60,46 10,83 85,15 188 191 Fixados por dispositivos Revestimentos Não-Aderentes - Rejuntamento 192 Prof. Dr. Luiz Sérgio Franco 32