DELIRIUM E DELÍRIO RESUMO



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Este caderno é parte integrante da Revista APM Edição n 561 -Outubro de 2005

Transcrição:

DELIRIUM E DELÍRIO 2015 Gustavo Luis Caribé Cerqueira Psicólogo, docente da Faculdade Maurício de Nassau E-mail de contato: gustavocaribeh@gmail.com RESUMO Estudantes de psicologia e profissionais de saúde em geral tendem a apresentar dificuldades em compreender a diferença entre o Delírio e o Delirium. O Delirium é um transtorno de base orgânica associado a alterações quantitativas de consciência, possibilitando o desenvolvimento de estado confusional. Enquanto o Delírio é uma alteração do juízo de realidade caracterizado por apresentar uma convicção subjetivamente irremovível e crença inabalável; além de apresentar insuscetibilidade às influências de correções quaisquer e; impossibilidade de conteúdo plausível Palavras-chave: Delírio, delirium, nosologia INTRODUÇÃO A cátedra e a atuação clínica oferecem o desenvolvimento de experiências bem singulares que permitem ao psicólogo desenvolver-se como clínico e como mediador do processo de aprendizagem. Ao longo dos anos no ofício desta ocupação/profissão percebo que muitos alunos, e profissionais de saúde, apresentam dificuldades em compreender a diferença entre o Delírio e o Delirium. Neste sentido, percebe-se a necessidade de esclarecer tais conceitos à luz da psicopatologia descritiva e dos manuais de psiquiatria. Porém, antes de discutir apenas seus conceitos, se faz necessário apresentar sua etiologia e principalmente, quais estruturas psíquicas estão comprometidas no desenvolvimento de cada uma. Gustavo Luis Caribé Cerqueira 1 Siga-nos em

DELIRIUM Apesar da semelhança na sonoridade das palavras o Delirium é bem diferente do Delírio, na psiquiatria o Delirium foi uma das primeiras doenças mentais descritas na literatura médica com trabalhos datados há mais de 2.500 anos, com inúmeras referências ao conjunto de sintomas que hoje é caracterizado de Delirium (Wacker, 2005). Os critérios diagnósticos do DSM-IV (American Psychiatric Association, 1994) compreendem o Delirium como comprometimento da consciência passando considerado-lo como seu aspecto principal. Neste sentido, o Delirium não está associado exclusivamente aos transtornos psiquiátricos, mas também, a outras condições orgânicas crônicas (como, por exemplo, as síndromes demenciais, infecção, encefalopatia hepática, intoxicação por drogas e evento cirúrgico de grande porte) (Santos, 2005; Wacker, 2005). O DSM-IV subdivide o Delirium de acordo com sua etiologia, definindo-o como: (1) delirium por condição médica geral; (2) delirium devido à intoxicação por sustâncias; (3) delirium devido à abstinência de substâncias; e (4) delirium devido a múltiplas etiologias; além (5) delirium sem outras especificações. Os critérios diagnósticos do DSM-IV (American Psychiatric Association, 1994) se aproximam dos critérios diagnósticos da 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e compreendem o Delirium como uma disfunção cerebral aguda caracterizada por alterações do estado de consciência transitórias e flutuantes, acompanhadas de compromisso cognitivo, apresentando rebaixamento do nível de consciência e consequentemente da atenção com confusão mental, pensamento ilógico e desorganização do discurso, agitação psicomotora, porém, existem casos que podem ocorrer, também, retração, hipersonolência e lentificação motora (Dalgalarrondo, 2000), além das alterações sono-vigília, como insônia no período noturno e sonolência no período diurno. Seu início é geralmente agudo, variando de algumas horas até poucos dias (Wacker, 2005). Quando associado a condições médicas gerais o Delirium afeta, com frequência, doentes internados em unidades de cuidados intensivos (UCI), especificamente idosos (Faria e Moreno, 2013; Salluh, 2012; Carvalho et al. 2015; Coulson e Almeida, 2002). Muito se sabe dos fatores predisponentes do Delirium, tais como pré-existência de demência, idade avançada e precipitantes comuns. Sendo uma das principais consequências associadas a permanência hospitalar prolongada, aumento nos custos com cuidados médicos e maior morbidade e mortalidade entre idosos (Coulson, 2002). Entretanto, a simples listagem dos fatores de risco, não explica, completamente, porquê pessoas idosas são mais vulneráveis em desenvolver Delirium do que indivíduos jovens (Santos, 2005). Gustavo Luis Caribé Cerqueira 2 Siga-nos em

DELÍRIO O Delírio é uma alteração relacionada à formação de juízos, sendo um erro do processo de ajuizar que tem origem na doença mental (Dalgalarrondo, 2000). É o desenvolvimento de um conjunto de juízos falsos em consequência de condições patológicas preexistentes e que não se corrigem por meios racionais (Paim, 1986). As principais características do Delírio são: (1)uma convicção extraordinária; (2)não são susceptíveis à influência e; (3)possuem um conteúdo impossível (Cheniaux, 2011). É através dos juízos que discernimos o que é real do que é fruto da nossa imaginação (Cheniaux, 2011). Neste sentido, compreende-se o Delírio ou idéias delirantes como juízos patologicamente falsos. O Delírio é categorizado em três tipos: delírio primário (ou ideia delirante), delírio secundário (ou ideia deliróide) e idéia sobrevalorada. O delírio primário é caracterizado como juízo falso deve apresentar três características básicas: 1 - deve apresentar-se como uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável; 2 - deve ser impenetrável e incompreensível para o indivíduo normal, bem como, impossível de sujeitar-se às influências de correções quaisquer, seja através da experiência ou da argumentação lógica e; 3 - impossibilidade de conteúdo plausível (Cheniaux, 2011; Paim, 1986; Dalgalarrondo, 2000). Todos os casos que não satisfazem essa tríade não podem ser considerados delírios verdadeiros ou delírios primários (podem ser idéias deliróides ou delírios secundários). O delírio secundário ou ideia deliróide tem origem compreensível em estados psicologicamente alterados, como nos transtornos do humor, alterações da sensopercepção e rebaixamento do nível de consciência (Cheniaux, 2011). Podem também ser compreendidos como equívocos passageiros provocados por percepções enganosas e outras desse tipo (Paim, 1986). Por exemplo: as idéias de ruína e de culpa na depressão, idéias de perseguição no delirium tremens, as idéias de grandeza na mania (Cheniaux, 2011). E a idéia sobrevalorada é uma idéia errônea por exagero afetivo em que a carga afetiva muito intensa afeta o julgamento da realidade (Cheniaux, 2011) e a idéia passa a preponderar sobre as demais, de forma pouco racional, afetando o comportamento do indivíduo (Dalgalarrondo, 2000). CONCLUSÃO Gustavo Luis Caribé Cerqueira 3 Siga-nos em

Dentre as diferenças apresentadas do Delirium e Delírio a principal delas é que o Delirium é um transtorno psiquiátrico de base orgânica, mas também, pode ocorrer em outras condições orgânicas crônicas. Associado a alterações quantitativas de consciência, possibilitando o desenvolvimento de estado confusional acompanhadas de comprometimento cognitivo, pensamento ilógico e desorganização do discurso, agitação psicomotora, além de, retração, hipersonolência e lentificação motora com alterações sono-vigília. Enquanto o Delírio é uma alteração do juízo de realidade caracterizado por apresentar uma convicção subjetivamente irremovível e crença inabalável; além de apresentar insuscetibilidade às influências de correções quaisquer e; impossibilidade de conteúdo plausível. Este distúrbio da consciência da realidade pode ser primários ou secundário, de acordo com a psicopatologia descritiva. No Delírio não há perturbação da inteligência nem da consciência, quando estado de consciência está momentaneamente alterado, havendo um distúrbio da consciência produzindo alterações de juízo, é denominado "Delirium". Gustavo Luis Caribé Cerqueira 4 Siga-nos em

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Carvalho João Pedro Lins Mendes, Almeida Antônio Raimundo Pinto de, Gusmao-Flores Dimitri. Escalas de avaliação de delirium em pacientes graves: revisão sistemática da literatura. Rev. bras. ter. intensiva [Internet]. 2013 June [cited 2015 Oct 10] ; 25( 2 ): 148-154. Cheniaux Junior, Elie. Manual de psicopatologia / Elie Cheniaux. 4.ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan. 2011. Coulson Brett S, Almeida Osvaldo P. Delirium: moving beyond the clinical diagnosis. Rev. Bras. Psiquiatr. [Internet]. 2002 Apr [cited 2015 Oct 10] ; 24( Suppl 1 ): 28-33. Dalgalarrondo, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed. 2000. Faria Rita da Silva Baptista, Moreno Rui Paulo. Delirium na unidade de cuidados intensivos: uma realidade subdiagnosticada. Rev. bras. ter. intensiva [Internet]. 2013 ; 25( 2 ): 137-147. Paim, I. Curso de psicopatologia. 10a ed. São Paulo: Editora Pedagógica Universitária. 1986. Salluh Jorge Ibrain Figueira, Pandharipande Pratik. Prevenção do delirium em pacientes críticos: um recomeço?. Rev. bras. ter. intensiva [Internet]. 2012 Mar; 24( 1 ): 1-3. Santos Franklin Santana. Mecanismos fisiopatológicos do delirium. Rev. psiquiatr. clín. [Internet]. 2005 June; 32( 3 ): 104-112. Wacker Priscilla, Nunes Paula V., Forlenza Orestes V.. Delirium: uma perspectiva histórica. Rev. psiquiatr. clín. [Internet]. 2005; 32( 3 ): 97-103. Gustavo Luis Caribé Cerqueira 5 Siga-nos em