II SEMINÁRIO PETRÓLEO, GÁS E ENERGIAS RENOVÁVEIS TÉCNICAS DE SOLDAGEM APLICADAS À INDÚSTRIA DO PETRÓLEO/GÁS
Sumário 1. Introdução aos Materiais Aplicados no Segmento de Óleo e Gás a. Definição de Equipamentos de Processo b. Classificação dos Materiais para Equipamentos de Processo c. Fatores Relativos à Seleção de Materiais 2. Soldagem de Aços Resistentes à Fluência 3. Soldagem de Aços Inoxidáveis 4. Soldagem de Ligas de Níquel 5. Automatização de Processos
Introdução aos Materiais Aplicados no Segmento de Óleo e Gás
Definição de Equipamentos de Processo Equipamentos de processos são aqueles usados em industrias de processo, nas quais materiais sólidos ou fluidos sofrem transformações físicas ou químicas, ou as que se dedicam à armazenagem, manuseio, ou distribuição de fluidos. Industrias de Processo Refinarias de petróleo Industrias química e petroquímica Industrias alimentares e farmacêuticas Centrais termoelétricas Terminais de distribuição de petróleo Instalações de processamento de petróleo (on shore ou off shore) Classificação de Equipamentos de Processo Equipamentos de Calderaria Máquinas Tubulações
Fatores Relativos à Seleção de Materiais Relativos à resistência mecânica do material Relativos ao serviço Relativos à fabricação do equipamento Disponibilidade dos materiais Propriedades mecânicas do material Temperatura de serviço, ação dos fluidos, Efeito dos resíduos provenientes da corrosão, nível de tensões, natureza dos esforços. Soldabilidade, usinabilidade e facilidade de conformação do material Tempo de vida previsto Custo do material Variações toleradas de forma e/ou dimenções Experiencia prévia Segurança Outros Fatores Coeficiente de atrito, condutividade térmica, método de fixação, dureza e resistencia à abrasão, possibilidade de soldas dissimilares
Classificação dos Materiais para Equipamentos de Processo Metais ferrosos Aços-Carbono Aços-Liga Aços Inoxidáveis Ferros Fundidos Ferro Maleável Ferro Forjado Ferros-Ligados Aços Baixa Liga <5% Aços Média Liga >5% e <10% Aços Alta Liga >10% Aços Inoxidáveis Austeníticos Aços Inoxidáveis Ferríticos Aços Inoxidáveis Martensíticos Aços Inoxidáveis Duplex Aços ao Cr-Mo, resistentes à Fluência Cobre e Ligas Metais não-ferrosos Alumínio e Ligas Chumbo e Ligas Titânio, Zircônio e Ligas Níquel e Ligas Inconel Monel Incoloy Hastelloy Materiais Plásticos Concreto Armado Cimento-amianto Materiais não-metálicos Barro Vibrado Vidro, Cerâmica Borrachas Grafita Asfalto
Soldagem de Aços Resistentes à Fluência
Fluência A fluência é a deformação plástica que ocorre num material, sob tensão constante ou quase constante, em função do tempo. A temperatura tem um papel importantíssimo nesse fenômeno. Ela se dá em função do movimento das discordâncias (defeitos) presentes na microestrutura dos materiais. Existem metais que exibem o fenômeno de fluência mesmo à temperatura ambiente, enquanto outros resistem a essa deformação mesmo a temperatura elevadas.
Aplicações de Aços Resistentes à Fluência São aplicados em vasos de pressão, torres de craqueamento, caldeiras, tubulações, trocadores de calor e turbinas a gás, além de outros equipamentos de processo onde estejam sujeitos à alta temperatura e pressão. Vaso de pressão fabricado em Aço Ferrítico 2,25Cr-1Mo Torre de Craqueamento fabricada em Aço Ferrítico 12Cr-1Mo
Ligas Resistentes a Fluência Aços CMo e CrMo Tipo ASME/ASTM DIN EN Temp. ( C) CMo T/P 1 16Mo3 < 460 1,25Cr-0,5Mo T/P 11; T/P12 13CrMo4-5 13CrMo4-5 < 535 2,25Cr-1Mo T/P 22 10CrMo9-10 10CrMo9-10 < 545 5Cr-0,5Mo T/P5 12CrMo5 12CrMo5 < 550 9Cr-1Mo T/P 9 X11CrMo9-1 X11CrMo9-1 < 585 9Cr-1MoVNb T/P 91 X10CrMoVNb9-1 X10CrMoVNb9-1 < 600
Relação Eficiencia x Temperatara x Pressão Ingo von Hagen and Walter Bendick, CREEP RESISTANT FERRITIC STEELS FOR POWER PLANTS, Mannesmann Forschungsinstitut GmbH, Germany. Custos, Emissões Temperatura, Pressão Eficiência
Consumíveis Aplicáveis Correspondende ASME II Part C SFA-A5.5/SFA-5.5M SFA-A5.29/SFA-5.29M SFA-A5.28/SFA-5.28M Aços Baixa Liga ao CrMo Resistentes a Fluência Metal de Base (AISI/UNS/ASTM) SMAW (MMA) FCAW (ARAME TUBULAR) GTAW (TIG) 0,5Mo P/T1 OK 74.55 / Atom Arc 7018-Mo OK Tubrod 81A1 OK Tigrod 13.09 1Cr 0,5Mo ou 1.25Cr 0,5Mo P/T11 OK 76.16 / Atom Arc 8018-CM OK Tubrod 81B2 OK Tigrod 13.16 2.25Cr 1Mo P/T22 OK 76.28 / Atom Arc 9018-CM OK Tubrod 91B3 OK Tigrod 13.17 5Cr 0,5Mo P/T5 Atom Arc 8018-B6 Dual Shield B6 OK Tigrod 13.32 9Cr 1Mo P/T9 Atom Arc 8018-B8 Dual Shield B8 OK Tigrod 13.37 9Cr 1Mo +V(W) P/T91 Atom Arc 9015-B9 Dual Shield B9 OK Tigrod 13.38 Correspondende ASME II Part C Aços Baixa Liga ao CrMo Resistentes a Fluência Metal de Base (AISI/UNS/ASTM) SFA-A5.28/SFA-5.28M GMAW (MIG) 0,5Mo P/T1 OK Autrod 13.09 1Cr 0,5Mo ou 1.25Cr 0,5Mo P/T11 OK Autrod 13.16 2.25Cr 1Mo P/T22 OK Autrod 13.17 5Cr 0,5Mo P/T5 9Cr 1Mo P/T9 OK Autrod 13.37 9Cr 1Mo +V(W) P/T91 SFA-A5.23/SFA-5.23M SAW (ARCO SUBMERSO) OK Flux 10.62 + OK Autrod 12.24 OK Flux 10.62 / OK Flux 10.63+ OK Autrod 13.10 SC OK Flux 10.62 / OK Flux 10.63 + OK Autrod 13.20 SC OK Flux 10.62 + OK Autrod 13.33 OK Flux 10.63 + OK Autrod 13.35
Técnica de Soldagem Aço Espessura da Junta carbono-molibdênio 12mm --- cromo-molibdênio % Cr Préaquec Temp. de Interpasse Nenhu m 250 C > 12mm --- 100ºC 250 C todas < 2% 200ºC 300 C todas 2% 250ºC** 350 C heterogênias todas qualquer 150ºC** 200 C Quando diferentes tipos de aços Cr-Mo são soldados, as condições de pré-aquecimento e de tratamento térmico são determinadas pelo aço de maior teor de liga, mas o metal de adição pode ser selecionado com base no metal base menos ligado. Aço Espessura da Junta % Cr Pósaquec **Para soldagem TIG, as temperaturas indicadas podem ser reduzidas de 50 C. carbono-molibdênio cromo-molibdênio 25mm --- Nenhum > 25mm --- 200ºC > 20mm 2% 300ºC > 12mm 2% < %Cr < 7% 300ºC heterogênias > 62mm 7% 300ºC
Fatores Críticos dos Aços CrMo Tratamento Térmico (metal de base e metal de solda) Tratamentos térmicos complexos são realizados para se obter as propriedades mecânicas requeridas. Dependendo da liga, tratamentos de normalização, revenimento e recozimento a várias temperaturas e durações são requeridos. A taxa de resfriamento também deve ser controlada. Para a junta soldada a mesma lógica deve ser seguida e tratamento térmico póssoldagem é requerido. Atenção A temperatura máxima de TTPS não deve ser excedida.
Fatores Críticos dos Aços CrMo Fragilização ao Revenido (metal de base e metal de solda) Exposição a temperaturas entre 375 575 C por longos períodos de tempo. Grande perda de ductilidade. Causado pelos elementos P, Sb, Sn, As, que migram para os contornos de grão e podem reduzir a ductilidade do material. O teor de Mn e Si também possui forte influência. A sensitividade a fragilização ao revenimento pode ser mensurada através de tratamentos térmicos e medida de tenacidade. - Step Cooling Parâmetros foram desenvolvidos para estimar a tendência a fragilização ao revenido - Fator X - Fator J - PE
Fatores Críticos dos Aços CrMo Fragilização ao Revenido (metal de base e metal de solda) Equacionou-se o teor de P, Sb, Sn, As de forma a parametrizar a sensitividade de fragilização ao revenido. Bruscato (Fator X) 10.P(ppm) + 5.Sb(ppm) + 4.Sn(ppm) + As(ppm) X(ppm) = 100 4 Watenabe (Fator J) J = [Mn(%) + Si(%)].[P(%) + Sn(%)].10 Sugiyama (PE) ( ) PE = C + Mn + Mo + Cr + Si + 3,5. ( 10.P + 5.Sb + 4.Sn + As) 3 Fator J Fator X Outros ASTM A387* (1) J < 150 X<15ppm Cu 0,20%;Ni 0,30% API 934* (2) J < 100 X<15ppm Cu 0,20%;Ni 0,30%; Petrobras N1704 Rev. C* (3) Cr>2%:J<100 (ideal 80ppm) Cr<2%:J<200 (ideal 150ppm) 4 X<20ppm (ideal 15ppm) Mn+Si 1,1% P+Sn=0,012% máx. (Ideal 0,01%) I-ET-5000.00-000- - X<12ppm PE < 3% 500-PPC-001** (4)
Fatores Críticos dos Aços CrMo Fragilização ao Revenido (metal de base e metal de solda) Step Cooling Petrobras N1704 Rev C - REQUISITOS ADICIONAIS PARA VASO DE PRESSÃO EM SERVIÇO COM HIDROGÊNIO. *ASTM A387/A387M-99. Standard Specification for Pressure Vessel Plates, Alloy Steel, Chromium-Molybdenum.
Soldagem de Aços Inoxidáveis
Aços Inoxidáveis É uma liga metálica apresentando como elementos principais o ferro (Fe), o carbono (C), o cromo (Cr) e o níquel (Ni). São utilizados quando há necessidade de: resistência à corrosão boa tenacidade a baixas temperaturas resistência a altas temperaturas Tipos de aços inoxidáveis: austeníticos (2XX, 3XX) ferríticos (4XX) martensíticos (4XX) duplex (austeno-ferríticos) PH (Precipitation Hardened)
Composição Química Principais elementos % C Cr Ni Mo Austeníticos < 0,25 16,0-26,0 8,0-40,0 0-5,0 Ferríticos < 0,25 12,0-30,0 0-5,0 0-2,0 Duplex < 0,15 18,0-30,0 4,0-10,0 0-2,0 Martensíticos 0,1-0,3 11,0-17,0 0-3,0 0-2,0
Consumíveis Aplicáveis Correspondende ASME II Part C SFA-A5.4/SFA-5.4MSFA-A5.22/SFA-5.22M SFA-A5.9/SFA-5.9M SFA-A5.9/SFA-5.9M SFA-A5.9/SFA-5.9M Metal de Base SMAW FCAW (ARAME (AISI/UNS/ASTM) (MMA) TUBULAR) GTAW (TIG) GMAW (MIG) SAW (ARCO SUBMERSO) 18Cr 8Ni 308L OK 61.30 Shield-Bright 308L OK Tigrod 308L OK Autrod 308LSi OK Flux 10.93 + OK Autrod 308L 23Cr 12Ni 309L OK 67.61 Shield-Bright 309L OK Tigrod 309L OK Autrod 309LSi OK Flux 10.93 + OK Autrod 309L 18Cr 10Ni 3Mo 316L OK 63.30 Shield-Bright 316L OK Tigrod 316L OK Autrod 316 LSi OK Flux 10.93 + OK Autrod 316L 19Cr 9Ni 3Mo OK 317L 64.30BR Shield-Bright 317L OK Tigrod 317L OK Autrod 317 L 18Cr 10Ni + Nb 347 OK 61.84 Shield-Bright 347 OK Tigrod 347 OK Autrod 347Si OK Flux 10.93 + OK Autrod 347 20Cr 25Ni 5Mo CuNL 904L OK 69.33 OK Tigrod 385 OK Autrod 385 OK Flux 10.93 + OK Autrod 385 22Cr 5Ni 3Mo 2205 OK Tubrod 14.27 OK Tigrog 2209 OK Autrod 2209 22Cr 5Ni 3Mo 2507 OK 68.53 OK Tubrod 14.28 OK Tigrog 2509 OK Autrod 2509 Resistente a Corrosão Resitente ao Calor 25Cr 4Ni 22Cr 12Ni 25Cr 20Ni 327 OK 68.55 OK Tubrod 14.28 OK Tigrod 2509 OK Autrod 2509 OK Flux 10.93 + OK Autrod 2509 309 OK 67.73 Shield-Bright 309H OK Tigrod 309 OK Autrod 309 OK Flux 10.93 + OK Autrod 309 OK 67.15 / 310 OK 67.16 OK Tigrod 310 OK Autrod 310 OK Autrod 310 + OK Flux 10.93
Aços Inoxidáveis Austeníticos Estrutura : Austenita (CFC) Características : Constitui o grupo mais numeroso e utilizado Não é temperável (não é endurecível por tratamento térmico) Apresentam a temperatura ambiente baixo limite de escoamento, alto limite de resistência e elevada ductilidade São os que apresentam melhor soldabilidade e resistência à corrosão
Aços Inoxidáveis Austeníticos São os aços inoxidáveis de maior emprego, devido à sua elevada resistência à corrosão, mesmo com maior custo que os aços inoxidáveis ferríticos. Aplicações : Trocadores de calor Vasos de pressão Tubulações para as indústrias: - química - alimentícia - geração de energia Classificações AISI série 300: 301, 302, 303, 304, 308, 309, 310, 316, 317, 321, 347 Sufixo L baixo teor de carbono Sufixo H alto teor de carbono
Aços Inoxidáveis Austeníticos Fatores Críticos Durante a Soldagem Precipitação de carbonetos Formação de fase Sigma Distorção Cuidados : Não realizar pré-aquecimento Soldar em velocidades mais altas Usar consumíveis com menor teor de P e S e maior relação Mn/S. Quando possível, selecionar metal de adição que possibilite uma estrutura austeno-ferrítica na solidificação para que não haja formação de trincas a quente.
Aços Inoxidáveis Ferríticos Estrutura: Ferrita (CCC) Características: Apresenta um baixo coeficiente de expansão térmica e uma boa resistência à corrosão e oxidação, inclusive a alta temperatura; Menor tendência a distorção; Baixo custo em função do baixo teor de Ni; Grau de aços mais ligados apresentam baixa tenacidade a baixas temperaturas e uma maior tendência a fragilização a elevada temperatura
Aços Inoxidáveis Ferríticos São os aços inoxidáveis de menor custo que os aços inoxidáveis austeníticos, porém apresenta menor resistência á corrosão. São muito resistentes a álcalis fracos, sais neutros e alcalinos e resistentes ao ataque por H 2 S em alta temperatura. Aplicações: Tanques com para fluidos com teor de enxofre >1% á temperaturas >300ºC. Torres de craqueamemto Classificações AISI série 400: 405, 406, 430, 442, 443, 446
Aços Inoxidáveis Ferríticos Fatores críticos durante a soldagem Crescimento de grão Precipitação de carbonetos e nitretos Formação de rede de martensita nos contornos dos grãos Perda de dutilidade Perda de tenacidade Perda de resistência à corrosão da região da solda Cuidados: Consumíveis de soldagem com composição química semelhante ou próxima ao metal de base. Consumíveis austeníticos Aplicação de consumíveis austeníticos não são recomendados em ambientes onde a resistência a corrosão sob tensão em meio clorado ou contendo enxofre é requerido. Pré-aquecimento (150 200 C) pode ser requerido para prevenir trincas em aços com espessuras maiores que 3mm, de graus em que ocorre a formação de martensita
Aços Inoxidáveis Martensíticos Estrutura : Martensita Características : Apresentam elevada temperabilidade Possui resistência à corrosão inferior aos demais aços inox (sendo satisfatória em meios fracamente corrosivos) São adequados para aplicações que requerem elevada resistência mecânica, dureza e resistência a abrasão ou erosão em ambientes secos ou úmidos
Aços Inoxidáveis Martensíticos Soldabilidade: Aços com baixo teor de C Boa soldabilidade; Aços com teor de C > 0,15% - apresentam maior temperabilidade ao ar necessidade de pré- aquecimento/minima temperatura de interpasse /pós aquecimento / tratamento térmico pós soldagem (revenimento) ; Temperatura de pré-aquecimento 230 290 C; Tratamento térmico pós soldagem seguido de resfriamento lento. 650 / 760 C,
Aços Inoxidáveis Martensíticos Aplicações: Ferramentas Peças de máquinas Cutelaria Classificações AISI série 400: 403, 410, 414, 416, 431, 420, 440
Aços Inoxidáveis Martensíticios Fatores críticos durante a soldagem formação de trincas de têmpera em função do hidrogênio Cuidados : Realizar pré-aquecimento entre 230 e 290ºC Realizar pós-aquecimento entre 650 e 760ºC Realizar resfriamento lento até a temperatura ambiente Usar consumíveis com menor teor de hidrogênio. Priorizar processos que aportem menos hidrogênio Quando o pré-aquecimento for impossível, metal de adição inoxidável austenítico deve ser usado.
Aços Inoxidáveis Duplex Estrutura : Austenita + Ferrita Características: Elevada resistência à corrosão Elevada resistência mecânica Boa soldabilidade Aplicações : Indústria petroquímica (oleodutos e gasodutos) Classificações AISI: 329, 2205, 2304, 255 Seção reta de uma solda em um aço inoxidável duplex. O metal de solda está à esquerda e o metal de base à direita. A ferrita é azul e a austenita é branca (20x)
Soldabilidade dos Aços Inoxidáveis Duplex Aços duplex apresentam boa soldabilidade; Pré-aquecimento não é necessário, mas o calor aportado deve estar dentro de certos limites dependendo do grau. Um baixo calor aportado ( heat input) resulta em uma elevada velocidade de resfriamento e em elevado teor de ferrita. Um alto calor aportado (heat input) pode resultar na precipitação de fases nocivas, em particular nos superduplex, resultando em menor tenacidade e resistência a corrosão.
Aços Inoxidáveis Duplex Consumível: Consumíveis de soldagem são duplex, com ligeira diferença em termos de composição do metal de base; Os consumíveis de soldagem necessitam apresentar elementos que promovam a formação de austenita, normalmente Ni, de forma a evitar a formação excessiva de ferrita.
Aços Inoxidáveis Duplex Fatores críticos durante a soldagem Teor muito elevado de ferrita Precipitação de nitretos de cromo Precipitação de compostos intermetálicos Cuidados: Controle da energia de soldagem e da temperatura de pré-aquecimento. Usar mistura Ar-N2 como gás de proteção.
Técnica de Soldagem Limpeza a soldagem de aços inoxidáveis requer uma limpeza especial da junta a ser soldada e do local da soldagem não se deve utilizar as mesmas ferramentas empregadas para a limpeza de aços carbono, para evitar contaminação não se deve soldar aços inoxidáveis no mesmo local de soldagem de aços carbono
Seleção de Consumíveis Diagrama de Schaeffler Diagrama de DeLong
Soldagem de Ligas de Níquel
Aplicações Indústria petroquímica, Naval-Offshore, Indústria aeroespacial
Classificação das Ligas de Níquel Liga Aplicação Exemplos Níquel Puro Níquel-Cobre Aplicável em meios com presença de: soda cáustica, sais, etc. Utilizadas para aplicações em tubulações, conexões, trocadores de calor, etc. Inerte à corrosão atmosférica e aplicável até em águas salgadas. Nickel 200, Nickel 201, Nickel 205, etc. Monel 400, Monel 402, Monel 404, etc. Níquel-Cromo Níquel-Cromo- Ferro Níquel- Molibidênio Utilizadas para altas temperaturas, oxidação e corrosão Ligas com 20 a 45% de Ni, 13 a 22% de Cr, e o restante de Ferro. Utilizadas para resistência a corrosão e oxidação. Ligas com 16 a 28% de Mo, com adições de Fe e Cr. Utilizadas para resistência a corrosão. Inconel 600, Inconel 800, etc. Hastelloy B. Níquel-Cromo- Molibidênio Liga de alta resistência à tração e oxidação em altas temperaturas. Usada em ambientes de alta corrosão. Hastelloy C e Inconel 625
Propriedades das Ligas de Níquel As ligas de Níquel possuem: 1. Resistência à corrosão superior aos aços 2. Resistência superior em altas temperaturas 3. Alta ductilidade do metal de soldado OBS: São muito mais caros que os aços
Soldagem de Ligas de Níquel Se você consegue soldar aços inoxidáveis, você também consegue soldar ligas de Níquel (fundidas), mas há alguns aspectos que devemos considerar. Baixa Condutividade Térmica Pré-aquecimento desnecessário Soldagem com menor intensidade de corrente Alto controle de aporte térmico Sensibilidade à Contaminação por enxofre e fósforo Limpeza da peça de trabalho antes de qualquer procedimento de soldagem Recomendação: Limpeza de 50mm para cada lado a partir do centro do chanfro Baixa fluidez da liga Usar chanfros em peças maiores que 2,4 mm de espessura (chanfros em V, U ou J) Não aumentar a corrente em caso de baixa penetração. Neste caso recomenda-se a diminuição do nariz Limpar o metal, limpe com acetona, use um bocal grande, use um mínimo de calor para mover a poça e controle o calor em pequenas cordões seguido de resfriamento
Consumíveis Aplicáveis Correspondende ASME II Part C SFA-A5.5/SFA-5.5MSFA-A5.28/SFA-5.28M SFA-A5.28/SFA-5.28M SFA-A5.23/SFA-5.23M Ligas de Níquel Metal de Base SMAW (AISI/UNS/AST (MMA) GTAW (TIG) GMAW (MIG) SAW (ARCO SUBMERSO) Alloy 59 N06059 OK 92.59 OK Tigrod 19.81 OK Autrod 19.81 OK Autrod 19.81 + OK Flux 1090 ou 1016 Alloy 400 N06600 OK 92.86 OK Tigrod 19.93 OK Autrod 19.93 Alloy 800 N06600 OK 92.28 OK Tigrod 19.85 OK Autrod 19.85 OK Autrod 19.85 + OK Flux 1090 ou 1016 Alloy 600 N06600 OK 92.28 OK Tigrod 19.85 OK Autrod 19.85* OK Autrod 19.85 + OK Flux 1090 ou 1016 Alloy 625 N06625 OK 92.45 OK Tigrod 19.82 OK Autrod 19.82* OK Autrod 19.82 + OK Flux 1090 ou 1016 Alloy 825 N08825 OK 92.28 OK Tigrod 19.85 OK Autrod 19.85 OK Autrod 19.85 + OK Flux 1090 ou 1016
Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento - Definição Revestimento anticorrosivo com forte ligação metalúrgica na interface bimetálica Espessura da chapa de revestimento é sempre maior que 2,0 mm sendo 4,0 mm o valor mais empregado industrialmente Normas de projetos consideram que as chapas de revestimento também são responsáveis por condicionar resistência mecânica ao componente Geralmente a chapa de metal base é responsável por condicionar resistência ao componente e a chapa de clad é responsável pelo revestimento anti-corrosivo Devem-se seguir procedimentos adequados de soldagem para minimizar a diluição evitando a contaminação do metal base e queda na resistência à corrosão
Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento - Definição Em chapas finas (4,5 mm a 9,5 mm) é comum realizar o enchimento apenas com o consumível indicado para a chapa de revestimento Em peças com espessura maior que 9,5 mm é comum a preencher parte do chanfro com consumível adequado para o substrato e o restante (região mais próxima da chapa anti-corrosão) com consumível para o material do revestimento (ou mesmo mais ligado) Soldagem de chapas finas deve ser feita em ambos os lados. Primeiro passe na região do clad Soldagem de chapas grossas deve ser feita em ambos os lados. Porém, pode-se utilizar consumível mais barato na região do substrato
Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento Problemas Possibilidade da ocorrência de defeitos na soldagem Causa: Diluição tanto no metal base quanto no revestimento Efeito da diluição de ferro na chapa de revestimento Efeito da diluição de níquel no substrato Diminuição da capacidade de resistência anti-corrosiva Aumento excessivo de dureza gerando trincas
Revestimento com Fita
Processos de revestimento com fita SAW Arco Submerso ESW Eletroescória
Vantagens do processo de revestimento com fita Altas da taxas de deposição Baixa diluição do metal de base devido a uma menor penetração. Alta densidade de corrente de trabalho (cerca de 1000 1250 A com fitas de 60 mm de largura, correspondendo a 33 42 A/mm²). Com alguns fluxos especiais pode chegar a 2000 A que corresponde a 70 A/mm². Altas da velocidades de soldagem resultando em uma maior área recoberta por unidade de tempo m²/h.
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Fontes Inversoras Origo TM Arc 286i Aristo TM Tig 4000i Aristo TM Mig 5001i Multivoltage
Sistemas de Controle Mais de 230 linhas de sinergismo préprogramadas. Equipado com as funções Aristo SuperPulse que dá total controle do aporte térmico e redução de respingos Função QSet que permite precisão mesmo fora da posição plana Função Pulsado que permite soldar passes de raiz com facilidade e precisão. Até 3 níveis de usuários com permissões distintas de acesso para cada nível através de bloqueio por senha, Fazer integração com robô e controlar parâmetros de solda (estatísticas de produção e qualidade) com o software WeldPoint. AristoTM Pendant U82 Plus
Automação
Corte Sabre SXE Combirex ESP 101
Obrigado Telefone: 31 2191-4378 halinson.campos@esab.com.br
Soldagem Chapas cladeadas Cladeamento Técnicas de soldagem Penetração dos cordões no substrato deve ser tal que evite atingir a região da chapa clad Aumento da região de nariz para evitar diluição de níquel na região do substrato Retirada da região do revestimento para preenchimento do cordão e em seguida refazer o revestimento com um consumível mais ligado que o próprio metal anti-corrosivo